As Pandemias e a Misericórdia Divina

Sempre ouço muitos comentários e dúvidas sobre a realidade das pandemias que, ocasionalmente, assolam o mundo, mais intensificadas em determinados países, regiões ou locais, e que tantos problemas e até mortes ocasionam, levando as pessoas a questionamentos de toda natureza, principalmente quanto ao aspecto espiritual. E, em mais um profícuo diálogo com meu estimado filho João Ricardo, o mesmo incentivou-me a tal reflexão. Então, refletindo bem, reafirmo a minha convicção nos desígnios divinos, sob as leis de causa e efeito e os processos de ação e reação a que estamos subordinados, e de que podemos ter certeza que nada acontece por acaso…

Logo, creio que tudo o que ocorre para com o Universo e a Humanidade, seja do ponto de vista individual ou coletivo, tem uma razão de ser que se origina sempre no aspecto ou dimensão espiritual, sua causa primordial, que produz seus efeitos da mesma forma correlativa e que, como reação, revela-se ou manifesta-se na natureza, na coletividade humana ou em nós mesmos, individualmente, por meio dos infinitos processos espirituais contidos nas divinas leis supracitadas. E tudo em consequência de nossos pensamentos, atitudes e ações. Como exemplo claro e prático disso podemos citar as poluições provocadas pelo homem e suas consequências, como temos conhecimento por muito ser divulgado.

Da mesma forma podemos entender como tal o que ocorre com os desastres naturais que tanto temos visto. Inclusive os fenômenos naturais que ocorrem para o equilíbrio e a harmonia da Natureza e do Planeta. Os Espíritos Superiores nos dão importantes informações sobre tudo isso. Basta termos a boa vontade de buscarmos o conhecimento mais amplo, lendo e estudando objetivamente as obras básicas Espíritas coligidas por Allan Kardec. Cito como exemplo o “Livro dos Espíritos“, neste contexto, as Questões 536 a 540 do item – Ação dos Espíritos nos Fenômenos da Natureza; Questões 728 a 736 do item – Destruição Necessária e Destruição Abusiva e Questões 737 a 741 do item – Flagelos Destruidores. Além de outras esclarecedoras obras de alguns outros autores espíritas, que não caberia explicitar neste limitado texto reflexivo.

Assim também com relação ao surto periódico de doenças que se tornam epidemias ou pandemias; a chave para o pleno entendimento da questão está na compreensão de nossa realidade espiritual, de que somos Espíritos eternos, com os essenciais processos reencarnatórios, para o aperfeiçoamento a que todos um dia alcançaremos, inexoravelmente. As reencarnações, portanto, representam as oportunidades de burilamento espiritual, sob as condições de expiações ou provações, imprescindíveis para a correção de nossas imperfeições morais- espirituais, de acordo com o nosso esforço e força de vontade para isso, pelo nosso livre arbítrio. Daí, quando em determinada experiência física, alguém (como espírito eterno, encarnado) abusa de seu livre arbítrio e sua inteligência em prejuízo do próximo, da coletividade e até de si mesmo, registra tal experiência negativa, de mais ou menos gravidade, em seu períspirito, que, sob os efeitos da causa recebida, forma o esboço de todo o complexo psicofísico, ou corpo astral, de que se revestirá na próxima reencarnação. O que ocorre nunca como castigo, tal como muitos apregoam, e sim como efeito ou consequência resultante de todos os problemas citados. Sem deixar de lado, evidentemente, os estudos e conceitos científicos, no aspecto físico, humano; ‘pari passu’ com o primordial aspecto espiritual.

Eis a lógica para as doenças de nascença e todos os problemas decorrentes. O que pode ser considerado como misericórdia divina, pela oportunidade dada para resgate e aperfeiçoamento. Do contrário, teríamos que admitir o acaso, o que é incompatível com o bom senso, ante o poder criador, a infinita justiça, bondade e misericórdia, da Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas – Deus.

Por isso, os Espíritos Iluminados nos dizem: “Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus.” E o primoroso Emmanuel nos esclareceu: “A misericórdia que se manifesta na justiça de Deus transcende à compreensão humana.” (do livro “Fonte Viva”, c. 60 / Chico Xavier).

Devaldo Teixeira de Araújo.

https://blogdoteixeira.com/devaldo@hotlink.com.brhttps://www.facebook.com/profile.php?id=100009560480260

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Anúncios

Observando os Ensinamentos do Divino Mestre

Relendo as obras básicas do Espiritismo, como de hábito, o que sempre recomendo às pessoas interessadas na busca do conhecimento maior possível, para o próprio aperfeiçoamento, sem, contudo, configurar nenhuma idéia de proselitismo que não se coaduna com o ideal do livre pensar, e tão somente buscando compartilhar reflexões espiritualistas visando o bem comum para uma sociedade e um mundo mais harmonizado, reflito, sob o título inicial, com os ensinamentos dos sábios Espíritos Superiores, contidos no Livro dos Espíritos, em especial com a resposta dada à pergunta enumerada como 625, proposta por seu insigne codificador Allan Kardec, de seguinte teor: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?Jesus.” Eis uma resposta lacônica, enfática e simples, própria de quem muito sabe… E logo em seguida Allan Kardec esclarece em nota explicativa, de forma inteligível, porque o Divino Mestre constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar, para a real implantação do Reino de Deus em nosso orbe.

Desse modo, entendemos que somente lograremos êxito em nossa romagem terrena se, com o procedimento de vida modelado no ideal cristão, nos conduzirmos, em toda nossa existência, como o Divino Mestre nos exortou: amando a todos como se a nós mesmos fosse. Para isso, interagindo e trabalhando em benefício de si mesmo e da coletividade, nas mínimas coisas, seguindo as diretrizes contidas na máxima: “fora da caridade não há salvação”, para que a paz e a harmonia se estabeleçam, enfim, em nossas vidas e em nosso Planeta.

E, para tanto, não basta a permanente adoração em êxtase inoperante, conquanto a divina contemplação ao Pai Supremo seja salutar e até necessária, a fim de que nos iluminemos restaurando nossas forças dos desgastes comuns; mas, isto, em momentos de recolhimento profundo em preces, como sempre devemos fazer ao final do dia de atividades e trabalho, em agradecimentos e louvor a Deus; assim como ter por hábito semanal, deveras importante, o culto do Evangelho no Lar, por exemplo; e não, creio, a constante e improdutiva vigília enclausuradora, que pode até significar uma inconsciente fuga à luta a que devemos nos empenhar no dia-a-dia de nossa interação humana: justas ocasiões em que devemos exercitar o aprendizado do verdadeiro cristianismo – o amor ao próximo, como motivação maior de aqui estarmos reencarnados. E até porque devemos compreender que Deus está e se manifesta, tal como entendemos, em toda parte e, como nos ensinou Jesus com a Parábola do Samaritano, respondendo à pergunta: “Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber?… – Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes. …” (S. Mateus, 25 : 31 a 46).

Assim, não há motivação nem ocasião melhor de reverenciar a Deus e comungar com os ideais do Divino Mestre Jesus, do que a ajuda ao próximo, nossos irmãos espirituais, por mais pequeninos que aparentem, em todas as circunstâncias que se nos apresentem e que enseje-nos atuar. A começar pelas nossas simples atitudes e gestos pessoais, em que irradiamos as energias magnéticas próprias, que influenciam o meio e todos com quem interagimos, de alguma forma, tal como refletido, entre outros, no texto – “Observações Oportunas” (publicado em 20.05.2015). De tal modo que estejamos sempre em consonância com a harmonia da natureza, vivenciando-a com todos e tudo com quem e que interagimos, ao nosso redor.

E, no contexto desta reflexão encontramos o seguinte esclarecimento do Espírito Lázaro: “… O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria. …. O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. ….” (contido no item 7 das Instruções dois Espíritos – Livro dos Espíritos, cap. XVII).

Portanto, estejamos atentos e sempre dispostos a cumprir o nosso essencial dever como cristãos, vivenciando e observando os ensinamentos do Mestre.

Devaldo Teixeira de Araújo.

https://blogdoteixeira.com/devaldo@hotlink.com.brhttps://www.facebook.com/profile.php?id=100009560480260

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Meditação e Manifestações de Fé

Muito já se falou e escreveu sobre meditação e fé, seus reais e incomensuráveis valores, de grande significado e influência em nossas vidas, sem nenhuma dúvida. E disso podemos ter confirmação em nossa própria vivência, se então aplicada a boa vontade em nossa busca evolutiva; com a compreensão e o devido entendimento ante as dúvidas filosóficas e a necessidade de estabilidade e equilíbrio mental-espiritual em toda nossa existência. É do que precisamos nos conscientizar para podermos alcançar a tão desejada felicidade, e isto, naturalmente, somente quando em paz e harmonia. Para tanto, faz-se necessário, além das virtuosas atitudes supracitadas, o uso do bom senso, da razão, a fim de que não nos desvirtuemos da verdadeira prática cristã. O que nos faz lembrar o primoroso Emmanuel quando nos exortou afirmando “… Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.” (do livro “Fonte Viva” – C. 123 / Chico Xavier)

Isto porque, temos visto, ao longo de nossa História, monumentais construções suntuosas, desde as faraônicas pirâmides edificadas para manifestações de fé na eternidade da vida, confusa e erroneamente misturadas às aquisições materiais, que se juntavam aos restos mortais, na tentativa de agradar a um ‘deus’ antropomórfico, na exclusiva busca de haurir benefícios no além desconhecido – eis a grande verdade sobre tais cultos. E, mesmo após tal período faraônico, não se mudou muito quanto às demonstrações de fé, no decorrer dos séculos. Continuou-se o desvirtuamento do sentido da fé, até mesmo oferecendo-se sacrifícios humanos, na Antiguidade, de várias formas e para diversos fins, em rituais de cunho religioso; diversificando depois para o sacrifício de animais, o que, como sabemos, ainda se usa em rituais de algumas seitas.

Conquanto a maioria das sociedades humanas tenha abolido tais práticas, continuou-se a construção de templos suntuosos, sob fundamentos religiosos, alguns até com santuários revestidos em ouro, para contemplação e exacerbada maneira de adoração por aparências externas, materiais; ainda que com propósitos de veneração, visando agradecer a ‘Deus’; o que até pode ter conotações louváveis em face dos costumes e modo de pensar de pessoas e povos, que formam as culturas regionais em suas épocas. Mas, evidenciando o distanciamento do ideal cristão como tão bem nos ensinou e exemplificou o Divino Mestre Jesus, tal a realidade.

E mesmo com tão extraordinários ensinamentos e exemplos, há dois mil anos, a humanidade continua com interpretações equivocadas que dão margem a procedimentos errôneos, por parte dos que representam e até comandam as várias religiões e seitas em todo o mundo, com seus dogmas, sacramentos, simbologias, rituais e as suntuosidades dos cultos e dos altares, em que se evidenciam as discórdias sob a cortina do “eu” e os reflexos da vaidade, do egoísmo e do orgulho, que caracterizam as imperfeições humanas e o porquê de tantas divergências e recíprocas discussões e disputas. Tudo, paradoxalmente, em nome de Deus e de Jesus. Com todo respeito pelo que representam em seus ideais originais e sua valiosa contribuição para melhoria moral e espiritual da humanidade, despertando sua consciência religiosa; tal como mais explicitado no texto – “CONVICÇÃO ESPÍRITA” (01.08.2013).

Portanto, meditando bem, com bom senso e o legítimo sentimento de religiosidade, entendemos que o verdadeiro altar há de ser edificado em nosso íntimo; e a verdadeira demonstração de fé fundamenta-se na pureza dos ensinamentos do Divino Mestre Jesus: amando a Deus e ao próximo, com a prática da caridade pura e simplesmente – daquilo que somos e temos – onde e como estivermos, ajudando, tolerando, compreendendo e perdoando indistintamente.

Valendo citar nesse contexto, e corroborando esta reflexão, as sábias palavras de Emmanuel, quando disse: “… Seremos admitidos ao aprendizado do Evangelho, cultivando o Reino de Deus que começa na vida íntima. …” (do livro “Fonte Viva” – C. 15, – Chico Xavier)

Eis, creio, como exercitarmos a verdadeira meditação e demonstrarmos a insofismável fé.

Devaldo Teixeira de Araújo.

https://blogdoteixeira.com/devaldo@hotlink.com.brhttps://www.facebook.com/profile.php?id=100009560480260

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Nosso Lar é o Planeta – Nossa Família a Humanidade

A transição espiritual, planetária, em nosso orbe, há muito difundida e estudada, principalmente no meio espiritualista, se processa sem que percebamos. E, infelizmente, a maioria de nós sequer cogita sobre isso, como também não percebe nem se incomoda com as transformações que constantemente ocorrem em nosso mundo. Talvez, pelo habitual estado de preocupações exclusivas com o imediatismo da vida prática, em seus aspectos de ascendência humana pessoal ou social, em que a maioria se deixa envolver e mais se dedicam, quase que integralmente; conquanto tais aspectos sejam deveras importantes em nossa experiência terrena, considerando nossas prioridades enquanto seres humanos em interação social, quer seja em função da própria subsistência, da formação profissional ou mesmo intelectual, filosófica.

Ainda assim, precisamos considerar, creio que primordialmente, a nossa precípua condição espiritual como realidade de que devemos nos conscientizar, inclusive filosoficamente, posto que eterna e por isso, pré e pós-existente à vida física; ou seja, permanente, enquanto a existência física é transitória, impermanente. Embora esta seja, naturalmente, deveras essencial, como acima referido, para o nosso aperfeiçoamento moral-espiritual, como meio de corrigir nossas imperfeições imanentes, exercitando os ensinamentos divinos por intermédio da vivência humana em interação social, tal como o próprio sentido desta reflexão; que igualmente já refleti e compartilhei em texto anteriormente publicado – O MUNDO – É A ESCOLA DA VIDA. (28.10.13) .

E prosseguindo este mesmo critério de raciocínio, sabendo-nos Espíritos, facilmente podemos compreender a lógica da assertiva em epígrafe, ampliando a nossa visão transcendente, que revela-nos como criaturas divinas universais e centelhas do infinito amor de Deus – “inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”. Por isso, como tal, não devemos nos restringir à limitada idéia de um lar circunscrito entre paredes, nem à família somente por consangüinidade. E sim, buscando ampliar tal conceito ao infinito das ‘muitas moradas’ a que se referiu o Divino Mestre Jesus. E, até mesmo considerando apenas o nosso Planeta, já temos mais de 7,2 bilhões de seres encarnados como semelhantes irmãos, segundo dados estatísticos oficiais de 2013; enquanto os Espíritos elevados nos informam que há em torno de 2/3 de Espíritos desencarnados na erraticidade e vinculados a Terra, em processo de interação/influenciação conosco e dependentes das oportunidades reencarnatórias, para o desenvolvimento neste plano humano de que ora todos nós dispomos. Isto porque, no estágio evolutivo em que nos encontramos, somente por meio das experiências em vivências reencarnatórias ensejamos as condições para o aperfeiçoamento a que estamos destinados, corrigindo nossas imperfeições, seja por processos expiatórios ou de provações. Até que, por nossos esforços e força de vontade, alcancemos a condição de não mais necessitarmos reencarnar expiatoriamente.

O que nos leva a meditar sobre os verdadeiros laços que devem unir todos nós – o amor em sua essência, fraternal, universal. E assim, como irmãos, buscando amar a todos como a nós mesmos, superando as adversidades que caracterizam nossas relações humanas, compreendendo, ajudando, perdoando, o quanto possível; do íntimo de nosso coração e de nossa consciência, certos de que, consoante as divinas leis de causa e efeito, ação e reação, cada um recebe na justa medida daquilo que doa de si mesmo. Daí, porque cada um vive no ‘céu’ ou no ‘inferno’ que constrói para si próprio, por suas boas ou más ações, em seus efeitos, ao longo de sua vivência interpessoal. Ao mesmo tempo em que, desse modo, edifica o próprio destino e contribui de certa forma, para o futuro de toda humanidade; porquanto, tal como o altruísmo, o egoísmo individual forma o egoísmo do mundo.

Portanto, urge estarmos atentos e concordes às transformações que gradualmente já se processam, conforme citado inicialmente, e que culminará com a grande transição para um estágio espiritual mais elevado, em que na Terra somente permanecerão Espíritos – encarnados e desencarnados – sintonizados no bem. E busquemos por em prática, como verdadeiros discípulos, as palavras da vida eterna a que se referiu o Divino Mestre Jesus quando, nos exortando, asseverou: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (João, 13:25.)

Devaldo Teixeira de Araújo.

https://blogdoteixeira.com/devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

As Esperanças se Renovam e se Multiplicam

Como em todos os anos que findaram, sempre dando início a um novo que se avizinha, e, ainda embalados pelo clima alegre e amoroso do período natalino, em que tudo é festa e alegria, positivamente, fazendo-nos esquecer dos problemas rotineiros possíveis disso; eis que chega a esperada e tradicional noite de vigília da passagem do ano, em que se afloram os anseios por dias melhores, com as conhecidas e, para isso, comumente praticadas superstições, em suas variadas formas e crenças. O que é comum e compreensível em nossa cultura e sincretismo religioso de que nos utilizamos para expressar os nossos sentimentos, com que, invariavelmente, sempre lidamos em nossa interação social.

Então, as esperanças se renovam e se multiplicam, deixando-nos alegremente esperançosos e felizes, ainda que momentaneamente, o suficiente para compartilharmos desses sentimentos que irradiam fraternidade, paz e harmonia. E a alegria reinante contagia a todos, mesmo aqueles em que o desânimo aflora ou a tristeza, por algum motivo, evidencia-se em seus semblantes; então, entrando no clima de alegre confraternização que a imensa maioria manifesta, com efusivos cumprimentos e calorosos abraços. O que é deveras salutar e positivo, pelo ânimo instado e o clima descontraído e otimista que se instala e irradia nessas ocasiões. E, de certa maneira, contribui para o bem estar e a melhoria de muitos que se reanimam e até se alegram, saindo da inércia e do desânimo.

Valendo salientar a grande e importante comemoração do dia seguinte, o primeiro do ano, que a ONU reconheceu e estabeleceu como sendo 01 de janeiro – o Dia da Confraternização Universal. Enquanto muitos nem se dão conta dessa efeméride, abstraídos exclusivamente nas festividades da última noite do ano, em seus hábitos e excessos comemorativos.

E, nos dias atuais de grandes conflitos internacionais e das dificuldades por que passamos, particularmente, em nosso país, temos que muito refletir e ajuizar devidamente, com muito bom senso, deixando de lado o egoísmo e as práticas proselitistas de qualquer natureza, não nos deixando envolver por ideias, e muito menos, atitudes, contrárias aos interesses maiores da grande maioria de nossos irmãos compatriotas necessitados e menos favorecidos, que formam a nossa grande nação, até como forma de prática da caridade. O que nos faz refletir sobre a confiança que devemos ter nos desígnios divinos em relação ao nosso futuro e da Humanidade, fazendo a nossa parte, mas sempre convictos de que nada acontece ou acontecerá por acaso, em qualquer parte ou de qualquer forma, e, assim, nunca o desespero, a intolerância ou o orgulho e a vaidade intelectual contidos no proselitismo, muito menos o pessimismo nocivo e destruidor.

Por isso, consigno a minha consternação ao saber do comentário, dito de Natal, de um renomado cineasta, escritor e, além de outros adjetivos intelectuais, comentarista da Rádio CBN, ao dizer a todos os seus ouvintes que “2016 vai ser péssimo (!)”. Contrariando todo otimismo que, creio, deva prevalecer em todo nosso pensar, tal como acima refletido. Reservando-me o direito de não estender, sob nenhum outro aspecto, como as motivações e patrocínios, dessa declaração pessimista e incabível, ao menos sob o ponto de vista espiritualista, e tão somente.

Neste contexto, vale inserir o que nos esclarece Emmanuel, em se referindo à multidão carecente de amparo: “… Os colaboradores de Jesus são chamados, não a obscurecê-la com o pessimismo, não a perturbá-la com a indisciplina ou a imobilizá-la com o desânimo, mas sim a nutri-la de esclarecimento e paz, fortaleza moral e sublime esperança. Se te encontras diante do povo, com o anseio de ajudá-lo, se te propões contribuir na regeneração do campo social, não te percas em pregações de rebelião e desespero. Conserva a serenidade e alimenta o próximo com o teu bom exemplo e com a tua boa palavra. ….” (extraído do livro “Fonte Viva”, c. 131 / Chico Xavier).

Destarte, devemos, sim, ter convicta fé em Deus, em seus desígnios, e, racionalmente, valorizar todos os momentos de alegria, em paz e harmonia, confraternizando com otimismo – FELIZ ANO NOVO!

Devaldo Teixeira de Araújo.

https://blogdoteixeira.com/devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Natal é o Amor em Festa

Então é Natal… Como, iniciando, diz a bela melodia que caracteriza a época natalina…

Não obstante a influência mercantilista contida em toda publicidade midiática oportunista, especialmente nesta época, em que somos compelidos a criar costumes sociais de trocas de presentes, de mensagens já produzidas e prontas e não elaboradas pelo nosso sincero pensar e desejar profundo de nosso coração; não podemos deixar de observar e sentir o clima caloroso e amoroso que se instala nessas ocasiões. O que é deveras positivo, afinal, tudo que nos torna, de alguma maneira, mais alegres, amoráveis e fraternos, mesmo ocasionalmente.

Inclusive as belas decorações com que se enfeitam os lares, as ruas, e tudo que nos cercam, com a iluminação característica feérica, que nos encantam e produzem um efeito salutar de muita alegria, paz e harmonia. Ainda que o aspecto profano se acentue, em seus excessos e materialidade, há sempre algo em todo conteúdo festivo natalino que nos lembra Jesus. Por isso, e com a alegria que reina em todos os ambientes festivos nessa ocasião, podemos considerar como proveitoso e benéfico para todos de um modo geral, individual e coletivamente. O que podemos considerar, sob o aspecto espiritual, como centelhas do Amor Divino manifestado em suas variadas formas e simplicidade.

E precisamos aproveitar todas as oportunidades que se nos apresentem para manifestar nossa satisfação e contentamento, confraternizando com todos os nossos parentes e amigos, por serem os mais próximos de nós, com os quais compartilhamos nossa existência prática sob seus vários aspectos, em interação social. Sem esquecer da necessidade de sempre praticarmos a caridade, como atitude essencial na aplicação do verdadeiro cristianismo tal como o Divino Mestre nos ensinou e exemplificou. E até podemos sentir a manifestação da caridade, nos diversos movimentos sociais conclamando a população à doações em favor dos mais necessitados; como, entre outros, os tradicionais presentes do Natal, para as crianças, que assim têm seu momento de alegria e que tanto emociona beneficiados e beneficiários. Quem já participou de tais movimentos, ativamente, sabe bem de tal indescritível emoção a que me refiro e da felicidade que causam em todos os participantes.

Então é Natal… em que se comemora o início de um novo tempo, quando, há dois mil anos, um Espírito angélico anunciou à alguns simples pastores de ovelhas, a boa nova do nascimento do “Cristo Senhor”, como um ‘salvador’, e logo uma legião angelical se ajuntou e glorificou o momento aclamando: “Glória a Deus nas alturas, paz sobre a terra, boa vontade para com os homens.” (Lucas, 2: 1 a 20). Marcando a magnitude missionária do Divino Mestre Jesus, como modelo e guia para a Humanidade, que proclamaria depois, que o amor cobrirá a multidão de pecados e que o seu Reino não é deste mundo.

Neste contexto, vale lembrar as palavras do primoroso ser espiritual Emmanuel, quando nos disse “Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento. Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros. Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob esplendores de um novo dia.”

       Natal! Boa Nova! Boa Vontade…” (o livro “Fonte Viva”, c. 180 / Chico Xavier).

Eis o verdadeiro significado do Natal e como deve ser lembrado e comemorado, fundamentalmente, em meio à alegria reinante, à doce sonoridade musical, à rica e bela decoração e iluminação que encantam e deixam no ar um clima de paz e confraternização. Então, ao ensejo, confraternizemo-nos efusivamente, certos de que o Natal é o amor em festa.

Devaldo Teixeira de Araújo.

https://blogdoteixeira.com/devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

A Vida é um Processo de Renovação e Aperfeiçoamento

Sob o título inicial como tema, reflito sobre a nossa existência terrestre e sua importante significação para o nosso espírito imortal, com convicção desta realidade e, por isso, sabendo que a nossa experiência reencarnatória representa apenas um capítulo da verdadeira vida, eterna, em nossa individualidade espiritual permanecente. Eis como devemos entender a problemática existencial, tal como uma escola para o imprescindível aprendizado, com as provações e expiações, e as imprescindíveis renovações, ante o nosso incipiente estado evolutivo rumo ao desejável aperfeiçoamento moral-espiritual ao nosso alcance e a que todos culminaremos um dia.

Para isso, precisamos estar atentos e reflexivos, observando e espelhando-nos com a própria natureza divina em seus esplendorosos exemplos: a flora originando-se de uma pequena e aparentemente insignificante semente deixada ao solo, crescendo e se desenvolvendo milímetro a milímetro, palmo a palmo, tornando-se arbustos e grandes árvores, até formar imensas florestas, algumas, fornecendo aos animais e aos seres humanos o precioso alimento. A fauna, por sua vez, nasce e desenvolve-se igualmente pelos processos naturais, tal qual o homem, e parte dela, como os animais comestíveis, de grande utilidade para toda a humanidade, de todas as formas de que temos amplo conhecimento e, inclusive, com muitos desses seres animais, vivenciamos e interagimos como leais e úteis companhias, alguns até considerados de grande importância no apoio e estímulo à terapêutica psicossomática, como reconhece a psicologia humana.

Da mesma maneira, podemos perceber as riquezas minerais em sua plena exuberância, de todas as formas, a exemplo dos rios e lagos, que se originam de uma simples nascente em seus pequenos filetes de água, depois riachos, afluentes e constituindo grandes rios, transformando-se e transformando as margens por onde passa, transbordando e mudando paisagens, formando grandiosas bacias hidrográficas, até desembocar no imenso oceano. Sem considerar, neste aspecto, as interferências humanas tantas vezes prejudiciais e desastrosas, em prejuízo do meio ambiente e, por extensão, de todos nós, como infelizmente muito temos visto. Outro extraordinário exemplo nesse campo, nesse mesmo contexto, e até por analogia conosco, são as pedras preciosas, que tem suas origens encravadas no solo bruto e que, depois de buriladas e cuidadosamente polidas, transformam-se em exuberantes peças individuais de imenso valor, para vislumbre de nossa visão.

E tudo obedece a uma natural e extraordinária simplicidade, em sua natureza sequencial e gradual, sem deixar de ser grandioso e belo, como o desabrochar de uma flor, a germinação de uma planta floral e sua reprodução assistida com a ajuda dos insetos e pássaros, em perfeita interação… A maravilhosa estrutura da sociedade das abelhas em sua organização, cooperação mútua, trabalho coletivo, clara divisão de tarefas específicas e suas funções sociais como a rainha, o zangão e as operárias, em perfeita harmonia do trabalho conjunto; tal como, igualmente, a colônia das formigas em seu formigueiro. E tantas outras sociedades de variadas espécies de animais e insetos, todas em perfeita interação em cumprimento às soberanas Leis da Natureza Divina.

Como também observamos os fenômenos que acontecem na Natureza em função das mudanças das estações do ano, originadas pelo movimento de translação do planeta, caracterizando cada uma delas e em que se processam, continuamente, as renovações, tal como podemos ver e sentir. Inclusive, em relação aos próprios processos do que chamamos de destruição, como os flagelos naturais; encontramos os seguintes esclarecimentos dados pelos Espíritos Superiores à indagação perquiridora de Allan Kardec: É lei da Natureza a destruição? – “Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.” (Livro dos Espíritos, Cap. VI, Pergunta 728).

Portanto, faz-se necessário estarmos atentos a tudo isso e conscientes dessa realidade, para o nosso próprio aperfeiçoamento moral-espiritual, tal como nos asseverou Emmanuel: “… Ninguém progride sem renovar-se.” ( do livro “Fonte Viva”, c. 50/Chico Xavier).

Devaldo Teixeira de Araújo.

https://blogdoteixeira.com/devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]