A Vida é um Processo de Renovação e Aperfeiçoamento

Sob o título inicial como tema, reflito sobre a nossa existência terrestre e sua importante significação para o nosso espírito imortal, com convicção desta realidade e, por isso, sabendo que a nossa experiência reencarnatória representa apenas um capítulo da verdadeira vida, eterna, em nossa individualidade espiritual permanecente. Eis como devemos entender a problemática existencial, tal como uma escola para o imprescindível aprendizado, com as provações e expiações, e as imprescindíveis renovações, ante o nosso incipiente estado evolutivo rumo ao desejável aperfeiçoamento moral-espiritual ao nosso alcance e a que todos culminaremos um dia.

Para isso, precisamos estar atentos e reflexivos, observando e espelhando-nos com a própria natureza divina em seus esplendorosos exemplos: a flora originando-se de uma pequena e aparentemente insignificante semente deixada ao solo, crescendo e se desenvolvendo milímetro a milímetro, palmo a palmo, tornando-se arbustos e grandes árvores, até formar imensas florestas, algumas, fornecendo aos animais e aos seres humanos o precioso alimento. A fauna, por sua vez, nasce e desenvolve-se igualmente pelos processos naturais, tal qual o homem, e parte dela, como os animais comestíveis, de grande utilidade para toda a humanidade, de todas as formas de que temos amplo conhecimento e, inclusive, com muitos desses seres animais, vivenciamos e interagimos como leais e úteis companhias, alguns até considerados de grande importância no apoio e estímulo à terapêutica psicossomática, como reconhece a psicologia humana.

Da mesma maneira, podemos perceber as riquezas minerais em sua plena exuberância, de todas as formas, a exemplo dos rios e lagos, que se originam de uma simples nascente em seus pequenos filetes de água, depois riachos, afluentes e constituindo grandes rios, transformando-se e transformando as margens por onde passa, transbordando e mudando paisagens, formando grandiosas bacias hidrográficas, até desembocar no imenso oceano. Sem considerar, neste aspecto, as interferências humanas tantas vezes prejudiciais e desastrosas, em prejuízo do meio ambiente e, por extensão, de todos nós, como infelizmente muito temos visto. Outro extraordinário exemplo nesse campo, nesse mesmo contexto, e até por analogia conosco, são as pedras preciosas, que tem suas origens encravadas no solo bruto e que, depois de buriladas e cuidadosamente polidas, transformam-se em exuberantes peças individuais de imenso valor, para vislumbre de nossa visão.

E tudo obedece a uma natural e extraordinária simplicidade, em sua natureza sequencial e gradual, sem deixar de ser grandioso e belo, como o desabrochar de uma flor, a germinação de uma planta floral e sua reprodução assistida com a ajuda dos insetos e pássaros, em perfeita interação… A maravilhosa estrutura da sociedade das abelhas em sua organização, cooperação mútua, trabalho coletivo, clara divisão de tarefas específicas e suas funções sociais como a rainha, o zangão e as operárias, em perfeita harmonia do trabalho conjunto; tal como, igualmente, a colônia das formigas em seu formigueiro. E tantas outras sociedades de variadas espécies de animais e insetos, todas em perfeita interação em cumprimento às soberanas Leis da Natureza Divina.

Como também observamos os fenômenos que acontecem na Natureza em função das mudanças das estações do ano, originadas pelo movimento de translação do planeta, caracterizando cada uma delas e em que se processam, continuamente, as renovações, tal como podemos ver e sentir. Inclusive, em relação aos próprios processos do que chamamos de destruição, como os flagelos naturais; encontramos os seguintes esclarecimentos dados pelos Espíritos Superiores à indagação perquiridora de Allan Kardec: É lei da Natureza a destruição? – “Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos.” (Livro dos Espíritos, Cap. VI, Pergunta 728).

Portanto, faz-se necessário estarmos atentos a tudo isso e conscientes dessa realidade, para o nosso próprio aperfeiçoamento moral-espiritual, tal como nos asseverou Emmanuel: “… Ninguém progride sem renovar-se.” ( do livro “Fonte Viva”, c. 50/Chico Xavier).

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Experiência de Vida – e o Centésimo Texto

Após usufruir de proveitoso diálogo com o meu estimado filho, como de costume, do qual sempre recebo maravilhosas lições – de estímulos e até mesmo de exemplar conduta, seja do ponto de vista social ou espiritual, evidenciadas na tranquilidade do seu proceder, otimismo, alegria de viver e segurança no agir, que muito me ajudaram e ainda ajudam; reflito, e compartilho incentivado por ele mesmo, ao completar o centésimo texto deste Blog; sobre minha própria experiência de vida, entre instabilidades, acertos e erros, estes ainda que de certa forma inconscientemente; e, sobretudo, considerando o aspecto mais importante, para mim e também, creio, o seja para todos nós: o crescimento espiritual, como imprescindível meta que devemos alcançar tal o objetivo à eternidade do espírito imortal que somos, pelos desígnios divinos, mesmo que não tenhamos plena consciência disso.

Assim, as experiências com os erros e instabilidades emocionais como a insegurança e as extravagâncias, deram-se principalmente na juventude, como é comum, quando nos dispomos às aventuras das descobertas, na busca intelectual pelo sentido da vida, em meio às impetuosidades características, as dúvidas e os prazeres mundanos que tanto nos iludem e nos compraz ante os impulsos oriundos do metabolismo hormonal, com todo o viço, de que sabemos, em sua peculiar transitoriedade. Conquanto alguns costumes ou hábitos como os vícios possam perdurar, ultrapassando fases e idades. Como acontece com muitos de nós, quando ainda não se encontra consolidada a formação filosófica, moral e espiritual, que, quando estabelecidas, nos compele, afinal, à reflexão sobre o devido proceder bem pensado, e o agir acertado, que indicam a maturidade desejável.

Mas, com toda turbulência da fase juvenil, sempre gostei de meditar e ler, buscando respostas às dúvidas filosóficas que sempre me acompanharam desde a pré-adolescência, lembro-me bem disso. E por isso associei-me, ainda bem menor de idade, na biblioteca pública da cidade (Gravatá – PE, onde nasci e então residia), na época administrada pelo ilustre jornalista Ricardo Carvalho, que me ajudou com seu discernimento, para ter acesso aos livros de conhecimento literário e científico, de que não dispunha. Alguns, lembro-me, com certa dificuldade de acesso pelo conteúdo adulto, o que me levava a ser sabatinado sobre os reais propósitos do meu interesse, de que convencia serem didáticos, para o autoconhecimento. O que contribuiu, sobremaneira, para as grandes descobertas e a própria conscientização da vida, com o necessário desenvolvimento intelectual e cultural, sem dúvida.

Como também enalteço, já na fase adulta, o conselho de meu querido irmão João Evangelista, ora noutra dimensão (falecido em 2014), para que procurasse ler sobre o Espiritismo e indicou-me até o livro “Nosso Lar” – “já que eu gostava tanto de ler, me instruir”- como dizia… Valendo salientar que nessa época eu me considerava ateu (na verdade um cético), por discordar dos dogmas das religiões tradicionais que conhecia e os procedimentos dos religiosos com suas ortodoxas visões teológicas; e por muito me focar no cientificismo e na filosofia agnóstica que professava, pelas leituras preferidas de então. Embora sempre me dispusesse ao diálogo que pudesse me convencer do contrário, até então não encontrado. Foi quando, por volta de 1980, quando passava por uma banca de revista no centro do Recife, pude ver, à venda, o livro “Nosso Lar”, justamente o que o meu querido irmão indicara e, lembrando disso, logo o adquiri… Foi o começo da minha grande transformação filosófica, e porque não dizer, espiritual; ao lê-lo objetivamente, como sempre faço, estudando… E a cada página, absorvia os ensinamentos contidos, compreendia e percebia o real sentido em tudo… Algo incrível para um cético que se considerava ateu… E logo adquiri toda a codificação básica do Espiritismo, em seus cinco volumes, que passei a ler e estudar, acrescendo muitas outras obras de cunho espiritualista, em contínuo estudo, até os dias atuais.

Eis como iniciei e me envolvi com a Doutrina Espírita, em seu tríplice aspecto: filosófico – por permitir o entendimento geral quanto à natureza de todas as coisas, os princípios, os valores e o sentido da nossa existência, indicando a conduta e o destino de tudo e todos os seres e ensejando uma cosmo visão da vida e da humanidade, racionalmente; científico – por ensejar o entendimento e a concordância dual com a Ciência, em seu rigor, princípios e práticas, em todas as áreas que se possa considerar, indo até mesmo além do conhecimento humano; religioso – por restabelecer o cristianismo primitivo, tal como nos ensinou e exemplificou o Divino Mestre Jesus, em sua pureza doutrinária de amor e caridade, como “o consolador prometido”, e a exemplo do que afirmou Allan Kardec: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”

E julgo imprescindível não esquecer e ressaltar nesse contexto, a importante e educativa influência — da orientação doméstica dos pais e da família em geral, desde tenra idade; de todos os amigos e amigas em todas as épocas e fases; dos professores – verdadeiros mestres da arte de ensinar e, por isso, merecedores de todo o reconhecimento possível; das maravilhosas mulheres (Ah! Mulheres!…) com quem tive e tenho a glória dos relacionamentos fraternos e amorosos, estes em especial, com o carisma e a força magnética própria, inigualáveis, que, como verdadeiras mestras das emoções e sentimentos, nos atraem, cativam, nos marcam e nos tornam, na prática, verdadeiramente Homens, sim, com agá maiúsculo, e só assim o somos; enfim, de todos e tudo em nossa interatividade social, que, com a devida reflexão, nos ajudam em seus vários aspectos humanos e espirituais, indispensáveis para o nosso desenvolvimento, maturidade e crescimento espiritual.

Deixo, propositalmente, de citar nomes e seus fatos marcantes, para não cometer a injustiça de esquecer alguns deveras importantes, com minha parca memória, tampouco possa sugerir precedências não menos injustas e incabíveis. Além, claro, do limitado espaço de um simples texto não comportar tantos, certamente. Mas, deixo consignado a todos, os meus mais profundos agradecimentos e o incomensurável reconhecimento pelo relevante papel na minha formação intelectual, moral e também espiritual. E, todos aqueles e aquelas com quem tive e tenho o honroso e gratificante privilégio de conviver, isso saberão compreender, com certeza.

Tais considerações permanecem vivas e atuantes até os dias de hoje, por sermos, certamente, eternos aprendizes, disto sempre tive convicção. E tenho até guardado comigo um caderno de anotações dos priscos tempos de minha adolescência, onde consta um pensamento do filósofo, escritor e poeta estado-unidense – Ralph Waldo Emerson (1803 – 1882), como filosofia de vida que sigo até hoje e ora transcrevo: “Todo homem que encontro é superior a mim em alguma coisa; e neste particular eu aprendo com ele”.

Desse modo, sinto-me eternamente grato ao Pai Supremo, a todos os Espíritos Iluminados que de alguma sorte muito me ajudaram e, especialmente, aos meus queridos filhos João Ricardo e Juliana – espíritos maravilhosos, que sempre me apoiaram em todos os momentos, com amor e dedicação como o fazem até hoje e sem os quais certamente não estaria vivenciando tudo isto até a presente data. E, por dever de justiça, consigno o devido reconhecimento à Lúcia César, como mãe e seu papel fundamental e divino, na gestação e formação dos nossos queridos filhos, já anteriormente citados.

Finalmente, não poderia deixar de enaltecer a grande importância do conhecimento espírita, por meio da Doutrina dos Espíritos – o Espiritismo, coligido e divulgado por Allan Kardec; que mudou a minha vida, com a conscientização da nossa realidade espiritual, alcançando o equilíbrio necessário sabendo-me espírito, e estabelecendo-me enfim o equilíbrio, a paz e a harmonia tão desejados. Inclusive esta oportunidade de poder escrever e compartilhar com todos, o centésimo texto de reflexões espiritualistas, com o intuito de ser bem compreendido e que possa dar continuidade a esse trabalho, com a esperança de que todos se conscientizem das verdades da Boa Nova; para uma sociedade mais fraterna, quando verdadeiramente espiritualizada sob a égide do Divino Mestre Jesus – modelo e guia da Humanidade, vivenciando o cristianismo redivivo, em paz e harmonia. Ao que, com plena convicção e inabalável fé, exclamo: assim será!

Devaldo Teixeira de Araújo.

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A Força da Prece e seu Inestimável Poder

Lendo e estudando as educativas obras espíritas e por excelência as elucidativas lições do primoroso Emmanuel, reflito, como indica o próprio título, sobre a importância de nossas atitudes em relação à prática da meditação e da prece, para o nosso equilíbrio mental e espiritual, essencial para a harmonia própria e, por conseguinte, do ambiente onde vivemos, assim como de todos com quem interagimos, seja no círculo familiar, de trabalho ou social em geral. Por sabermos que sempre irradiamos em torno de nós as energias magnéticas que nos caracterizam, de acordo com o nosso modo de pensar, para o que, precisamos estar bem harmonizados. Para tanto, necessitamos dos momentos de preces, quando nos sintonizamos com a dimensão superior e, pelo magnetismo que se instala nesses instantes, nos beneficiamos com os fluidos emanados do Alto, afastando as energias negativas e sobrepondo as positivas. É desse modo que, muitas vezes, nos sentimos aliviados, libertos das pressões psíquicas, pela regeneração da saúde mental, psicossomática e até mesmo fisiológica, dependendo das condições de comprometimento orgânico em sua estrutura e origem, e também, claro, do sentimento de fé verdadeira e da força de vontade aplicadas, daquele que medita e ora em preces.

Inclusive, vemos pessoas simples demonstrarem equilíbrio, tranqüilidade e alegria de viver, por sua religiosidade e fé, enquanto muitos outros, envolvidos com o orgulho e a presunção, vivem de modo contrário, desequilibrados e sobrecarregados de problemas e dores de toda natureza, por falta de fé e de religiosidade. Não por acaso, o Dr. Augusto Cury – eminente médico psiquiatra, psicoterapeuta, escritor e conferencista; asseverou: “A Psiquiatria trata dos transtornos psíquicos usando antidepressivos e tranqüilizantes, e a Psicologia, usando técnicas psicoterapeutas. Mas elas não resolvem o vazio existencial, não dão respostas aos mistérios da vida. Quando a fé se inicia, a ciência se cala. A fé transcende a lógica.” (extraído do seu livro “Dez Leis para Ser Feliz”). Nada mais verdadeiro e concernente a este contexto, do que este conceito, elaborado por um profundo conhecedor do psiquismo humano, doutorado em Psicanálise e autor da Teoria da Inteligência Multifocal.

E encontramos muitos exemplos dos efeitos realmente positivos e eficazes do culto à prece, naturalmente que quando feita com convicta fé, força de vontade e propósitos superiores, em muitas narrativas evangélicas, como por exemplo: Narram os Atos dos Apóstolos: ”… E, tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos e todos ficaram cheios do Espírito Santo. …” (c.4 : v.31). O que podemos entender como extraordinária força de expressão para designar a eficácia e a força da prece, oriundas da fé vital.  Assim como consta no Evangelho de Tiago: “… e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. …” (c.5 : v.16). E esclarece-nos, ainda, um Espírito Iluminado: “… Os Espíritos hão dito sempre: a forma nada vale, o pensamento é tudo. Ore, pois, cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração. …” (do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, c. XXVIII, item 1).

Dessarte, corroborando esta reflexão, reproduzo os esclarecimentos de um Espírito autodenominado de protetor, quando disse: “… O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres. Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem por a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas.” (do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, c. XIX; item 12).

Então, por tudo isso, tenhamos a plena convicção dessa realidade e a coloquemos em prática em nossas vidas, para que possamos haurir todos os benefícios de tudo que foi refletido e acima tratado, e não desperdicemos tais oportunidades, em nosso próprio benefício e também dos nossos semelhantes; considerando a suma importância da oração em preces, em sua força equilibrante e seu poder curativo e realizador; o que só depende de nós mesmos, com nossa fé e força de vontade.

Devaldo Teixeira de Araújo

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Expiações e Resgate – Uma Visão Espiritual

Reflito sobre uma dúvida que me foi apresentada por uma pessoa amiga, a respeito de um fato violento ocorrido com uma criança, na Síria, que teve a cabeça atingida pelo disparo de uma arma; de que ela tomou conhecimento, e que a deixou deveras comovida e refletindo sobre por que tudo isso acontece com uma criança inocente, e o que pensar sob a ótica espiritual… Acredito que já tenha tratado de assunto correlativo, que poderiam muito bem aclarar tal dúvida pensativa, em outros textos anteriormente publicados, quais sejam – “O sofrimento educa”- (07.07.2014) e também “Débitos do Pretérito Espiritual”- (31.08.2015); todavia, acerca desse fato de que a mesma tem dúvida, assim argumentei, tentando fazer-me entender:

O violento e lastimável acontecimento que dizimou a vida física de uma simples e inocente criança, tal como relatado, conquanto mereça a natural comoção ante tal estado de insanidade de quem o produziu, além, claro, de toda a atenção e ação coerciva e pacificadora por parte dos poderes constituídos pertinentes, locais, e até mesmo internacionais, que devem atuar eficaz e prontamente; sob o aspecto espiritual, consoante os sábios ensinamentos dos Espíritos elevados nos fazem entender de forma inteligível, percebe-se que tal inconcebível infortúnio origina-se do passado espiritual desditoso de todos os envolvidos, em que a vítima de hoje, outrora fora algoz em outra existência: eis a lógica dos processos das essenciais reencarnações, em que, pela infinita justiça divina, temos a oportunidade de corrigir ou resgatar erros passados em nova vida ou reencarnação. Como também aplica-se o mesmo princípio, com as devidas proporções, aos familiares e afins, que muito sofrem em tais circunstâncias. Tudo de conformidade com as divinas Leis de Causa e Efeito a que estamos subordinados. E disso temos idôneas comprovações, por meio de depoimentos de espíritos desencarnados nessas situações, quando conscientes dessa realidade, por intermédio dos trabalhos psicográficos e psicofônicos de médiuns idôneos, em que relatam tudo com resignação e sentimentos de compreensão e perdão. E sempre rogam os mesmos bons sentimentos por parte dos seus familiares, que geralmente nesses momentos se sentem comovidos e revoltados.  De modo que, indubitavelmente, nada acontece por acaso, sob os desígnios divinos.

E creio que tais argumentos respondem aos questionamentos sobre a justiça divina, que se manifesta, assim, em sua infinita bondade e misericórdia. Proporcionando a cada um, segundo as suas obras ou o seu merecimento, sem que nenhum de nós possa estar isento dessas leis, e que somos, por tudo isso, responsáveis pelo nosso próprio destino: se ditoso – quando pelo esforço e força de vontade nos conduzimos, pensando e agindo de modo virtuoso, em consonância com os divinos princípios do amor a Deus sobre todas as coisas e aos semelhantes como a nós mesmos; ou desditoso – quando nos conduzimos, pensando e agindo ao contrário, em que nos envolvemos com os desvirtuamentos materiais e mundanos, que levam à ambição, ao orgulho e à vaidade, próprios do egoísmo de que muito temos visto e sentido.

Considerando também, que as adversidades ou mesmo os sofrimentos, quando naturalmente, em interatividade com a Natureza em suas leis, assim como com os irmãos de jornada, fazem parte do nosso necessário aprendizado nesta romagem terrena que vivenciamos, pelo próprio estado evolutivo em que nos situamos em seu grau de imperfeição, individual e coletivamente. O que redunda em nosso próprio benéfico, quando bem suportado, convenientemente assimilado e aplicado; para a nossa evolução moral – espiritual rumo ao aperfeiçoamento desejado, ainda que relativo, a que estamos submetidos pelos desígnios divinos.

Valendo inserir, nesse contexto, o que disse o Espírito Lacordaire (Havre, 1863): “… Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: ‘Fui o mais forte’. … Bem aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão  à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra. …” (extraído do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”- Allan Kardec; c. V, item 18).

Devaldo Teixeira de Araújo

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Não se transgride impunemente as Leis da Natureza

Reflito sobre o quanto ouço de reclamações sobre a realidade que vivenciamos, sobretudo as adversidades que enfrentamos, desde o clima – suas variações, transformações e intempéries; as dificuldades e problemas socioeconômicos e políticos; além de outros mais em nossa interação sociológica, que causam tantos transtornos e aborrecimentos. O que é fácil de sentir em nossa sociedade e perceber em todo o mundo, em nossos tempos hodiernos de globalização de modismos, costumes, influência sociocultural e dominação político-econômica. O que eu diria como males que se alastram em face dos estertores do egoísmo que ainda perdura na humanidade em geral; mal, como a própria denominação temporal indica, em vias de extinção pela transformação moral-espiritual que, inevitavelmente, ocorrerá em nosso Planeta, neste Milênio, creio convictamente. Enquanto o estudioso, escritor e destacado expoente do Espiritismo – Haroldo Dutra Dias, crê e afirma que se dará ainda em meados deste Século.  (Estejamos atentos, portanto, para as imprescindíveis mudanças…)

O grande problema, no contexto geral dessa reflexão, é que nos atemos apenas aos efeitos, esquecendo-nos das causas, e ainda assim quando nos tocam e incomodam; o que também revela igual egoísmo tal qual daqueles que são responsáveis diretos pelas situações difíceis que enfrentamos aqui e alhures. E nos colocam como igualmente responsáveis, direta ou indiretamente, por tais nocivos efeitos, pela inércia ou cumplicidade, como podemos facilmente entender, em seus diversos aspectos.

Poucos se dão ao trabalho de refletir sobre as causas e suas naturais conseqüências… Quando podemos compreender que as Leis de causa e efeito, estabelecidas por Deusinteligência suprema, causa primária de todas as coisas; e contidas na própria Natureza divina, em toda nossa vida de interatividade humana; é representada pelas evidências de todos os nossos problemas, em suas origens. Sabendo, por exemplo, que ao desmatarmos, ambiciosamente, as áreas que deveriam ser preservadas, como também ao poluirmos quaisquer áreas, como os rios e lagos, ou qualquer ambiente geográfico comum, estamos interferindo geologicamente e, assim, provocando reações contrárias, naturais e efetivas, como bem nos demonstra a geofísica e os estudiosos dessa área.

Da mesma forma, preciso é que entendamos que o mesmo ocorre, sob a mesma lógica, quando de nossas atitudes mentais e práticas, em interatividade social com tudo e todos ao nosso redor, principalmente em relação aos nossos semelhantes. Posto que, ao mentalizarmos um pensamento, uma idéia, emitimos ondas de energias magnéticas benéficas ou maléficas (estas como verdadeira poluição mental), consoante nosso estado mental-espiritual; atraindo, naturalmente, as correspondentes energias afins, formando as atmosferas dos ambientes onde nos situamos e agimos junto a outrens, até mesmo de regiões e mundos; o que define o nosso atual estágio espiritual de “expiações e provas”, onde o mal ainda prevalece sobre o bem. Provocando, portanto, as causas espirituais e psicofísicas com seus efeitos psicossomáticos e as patologias de toda natureza, sejam comportamentais ou físicas. Considerando, ainda, que, quando geramos pensamentos nocivos desde a maledicência até o rancor ou o ódio, produzimos um magnetismo energético de baixo teor que, antes mesmo que se estenda atingindo outros, prejudica sobremaneira o próprio elemento gerador, com o derrame de adrenalina deletéria no próprio organismo emissor, que assim, compromete o metabolismo psicofísico, comparando-se aos efeitos de arremesso do artefato bumerangue, que retorna ao arremessador, tal como o conhecemos.

Por tudo isso, podemos entender, com o criterioso estudo e a devida reflexão, que a causa de todos os males porque sofre a sociedade como um todo, bem como todos nós, individualmente, decorre de nossos próprios erros coletivos e individuais. Bem como as conseqüências, com os problemas que tanto nos incomodam, são apenas os efeitos, como reação natural à ação provocadora. O que, de modo algum, não significa que possamos ser castigados, como algumas crenças admitem, por um ser imaginário, antropomorfo e não divino. E sim, por nossa própria consciência, quando do despertar dessa realidade psíquico-espiritual, fazendo com que nos conscientizemos de que, de algum modo, não se transgride impunemente as Leis da Natureza.

Devaldo Teixeira de Araújo

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Os Males se Instalam Sem Que Percebamos

Reflito sob o título acima, por analogia com um fenômeno observado quando em uma simples atividade doméstica… Ocorreu quando, eventualmente, tive que efetuar uma limpeza, ao menos a essencial, no apartamento onde resido (2º andar do prédio)… E, ao varrer a sala, que, aparentemente, parecia limpa, apenas com pequenos pontos que pouco se destacavam na cerâmica branca, pude perceber, após juntar e recolher o material varrido, o quanto de sujeira realmente havia, de poeira e uma espécie de pó escuro que verifiquei e confirmei se tratar da fuligem dos veículos e da poluição da rua que é bastante movimentada. Ficando, então, a imaginar como toda aquela sujeira consegue chegar ao 2º andar e se alojar nos móveis e no chão, sem que possamos perceber, mesmo com nossa visão curiosa; exigindo, por isso, uma limpeza diária a fim de que a sujeira não se acumule…

E logo me pus a refletir que, igualmente, o mesmo acontece conosco em relação à nossa vida em geral, inclusive a nossa atividade mental-espiritual.  Em que, pouco atentos à recomendação do Divino Mestre, de  – “… vigiai e orai…”  – nos dispomos à sintonia negativa das sombras, como e onde quer que estejamos, que logo se instalam sem que percebamos e, como uma verdadeira ‘sujeira’, se alojam em nossa mente influindo em nossos pensamentos e idéias, até sob forma de intuição. E a partir daí, todo tipo de influenciação, em seus variados aspectos, desde as mais simples até a obsessão mais grave; como males a se instalarem, e, com o passar do tempo, tornando-se cada vez mais difíceis de erradicar. Ainda que não tenhamos consciência disso, ou sequer acreditemos; mas, que configuram uma realidade, disso podemos ter certeza.

O que é fácil de entender, também, sob o aspecto de nossa interação social, em nossa atividade comum – social, profissional e intelectual, que resulta em nossa formação cultural. Sobretudo quanto à quantidade de informações que se nos apresentam, de todas as formas, pela mídia em geral, seja auditiva, televisiva, impressa ou a moderna eletrônica computacional de massa, muito em voga.  Recursos que, muitas vezes, mais desinformam que realmente informam – na acepção correta do termo; divulgando-se idéias e imagens da forma como desejam seus patrocinadores; pouco importando a verdade e a real finalidade dos recursos ditos informativos. Em que muitos assimilam e passam a admitir como verdadeiro o que, não raro, é falso, com vis propósitos esconsos. E daí, passando a se difundir e, dependendo do assunto e interesse de alguém, a servir de base para formação de opinião e idéias, dando-se autenticidade, de boa ou má fé, a uma suposição, como se fora verdade. Caracterizando uma indução ou influenciação perniciosa.

Da mesma forma como ocorrem as influenciações espirituais nocivas, quando nos dispomos pelo pensamento, idéias ou imaginação, com as forças espirituais negativas, por exemplo: ao cogitarmos de maledicências; dos sentimentos de rancor, por meros melindres ante observações que nos afetam; ou mesmo da injustificável  e maléfica cólera em face das adversidades, principalmente nos atritos com os semelhantes; e tantas outras comoções em que nos deixamos envolver, atraindo fluidos energéticos da mesma natureza, como verdadeiros miasmas, a nos corromper e induzir ao mal, de todas as formas, imperceptíveis, que levam a abismos, às vezes terríveis, de difícil saída. Sobretudo, com a contínua interligação perniciosa, quando se chega ao limite dos quadros obsessivos mais graves como os casos de subjugação, como o próprio termo indica: em que o obsidiado é dominado pelas forças tenebrosas, tornando-se enfermo aos olhos da sociedade e mesmo da Ciência convencional, até tido como louco.

Por isso, fico a imaginar quantos males se evitariam se buscássemos compreender os postulados do cristianismo primitivo, ora relembrado, esclarecido e divulgado pelo Espiritismo, caracterizando o que o Divino Mestre Jesus nos certificou: o Consolador – Espírito de Verdade (João, 14 : 15 a 17 e 26; e “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. VI). Portanto, estudando, compreendendo e pondo em prática tais ensinamentos, logo advirá o nosso equilíbrio moral-espiritual, livrando-nos das influenciações maléficas, para a prática do amor em sua maior expressão – a caridade; tratando todos os nossos irmãos como queremos que eles nos tratem: eis a verdadeira fraternidade; estabelecendo-se a paz e a harmonia entre todos nós.

Devaldo Teixeira de Araújo

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O Problema de Todos Nós

Muito se debate e se argumenta, em todos os níveis, inclusive nas conversas e discussões mais populares, sobre os notórios problemas político-sociais com que convivemos em nossa sociedade. E, infelizmente, o que mais se percebe são as idéias negativas, os pensamentos funestos de que nosso país ‘não tem jeito’, de que pouco ou nada presta e tudo está pior, como se não houvesse solução, e a corrupção, fator que mais e destaca e a mídia mais divulga, como se fosse surpresa… A maioria quase sempre se eximindo de culpa, o que se considera dos outros, principalmente dos políticos e administradores… Quando, na verdade, todos os políticos, em todos os níveis, foram escolhidos pela maioria de nós, democraticamente, como nossos verdadeiros mandatários. E a História nos mostra, em seus vários aspectos e especificidades, de que tais problemas não são de agora, e que toda a sociedade deixou passar, talvez até avolumar, indiferente ou sem a devida reação, legal e democrática, contrária a tudo isso. E nos tempos atuais, tão somente vemos se divulgar e, de algum modo, se apurar, mesmo com suas nuances… Porque vivenciamos uma democracia, eis a grande verdade.  E tenho convicção de que seria bem pior se assim não fosse; enquanto vemos alguns, nesses momentos, fomentar inconseqüentemente, idéias de desmandos com fins espúrios, disfarçados de incontida ‘revolta’, falso inconformismo e injustificada ira, manipulando a opinião pública; buscando retroagir ao poder da força e não a força do poder – da democracia plena e da justiça imparcial, como sempre deve ser.

Porém, não desejo prolongar esta reflexão sob o aspecto político-social, conquanto importante para conscientização de cidadania e conhecimento geral, parte de nossa cultura e da nossa realidade; o que, por certo, demandaria longo raciocínio em torno de idéias ou ideologia próprias, em defesa de princípios e questionamentos de fontes divergentes de alguém ou alguns e que envolveria, provavelmente, como é comum, polêmicas estéreis que não cabe aqui divulgar nem fomentar. Tão somente reflito sobre o quanto estamos distantes da verdadeira fé racional, do equilíbrio e do discernimento, quando, por exemplo, pensamos e discutimos assuntos tal como no contexto inicial, em que logo advém o pessimismo e as idéias negativas, quando não de descabida intolerância e violência, que nos afastam da compreensão de nossa realidade e dos procedimentos corretos em benefício da coletividade e de nós próprios.

Creio que o legítimo pensamento cristão, a fé racional, em qualquer circunstância, sobretudo nos momentos difíceis, nos faz ter a certeza de que nada acontece por acaso sob os desígnios divinos. Logo, devemos ter convicção de que tudo se resolverá com o tempo – senhor de tudo. Precisamos estar atentos para não sintonizarmos e absorvermos o magnetismo das sombras – da intolerância, da desproporcional revolta, do falso inconformismo e da abominável beligerância, que nos leva a abismos incomensuráveis. Para que tenhamos a verdadeira compreensão do discernimento para com tudo e todos. E que saibamos pensar e agir sempre com bom senso e idoneidade ante as adversidades, sejam quais forem; com o correto pensar e proceder, para a possível solução, legal e pacífica, onde impere a compreensão, a paz  e a harmonia.  Nunca as reações perturbadoras e amotinadoras, o que nos tornam meros reacionários.

E para que sempre estejamos com a consciência tranqüila, que nos dá o imprescindível equilíbrio, basta cumprirmos as Leis divinas de amor e caridade, compreendendo, tolerando, perdoando, e assim, o entendimento há de predominar em todos nós e estabelecer-se no seio da sociedade. Eis como será, então, com o advento do “Estágio de Regeneração” que a Terra alcançará neste Milênio, disso tenhamos convicção. E não percamos tempo em cogitar de que a sociedade como está, não conseguirá tal feito neste Século… Não importa uma existência ou um século; a vida espiritual é eterna e submetida ao progresso, insofismável e inevitavelmente; esta a grande verdade como nos revelam e esclarecem os sábios Espíritos Superiores.  Comecemos por nós mesmos: busquemos o nosso aprimoramento moral-espiritual, a conduta correta como sabemos – por muito ensinado; e assim, um a um, influenciados pelo próprio exemplo seremos, ‘amanhã’, do individual ao coletivo, uma humanidade fraterna e uma só família – universal, vivenciando a paz e a harmonia; como se diz comumente: se Deus quiser! – ou ainda melhor: graças a Deus!

Devaldo Teixeira de Araújo

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Débitos do Pretérito Espiritual

Reflito agora sobre os questionamentos que ouço daqueles que, por desconhecerem a realidade espiritual, sempre presente em nossas vidas, dizem não entender por que algumas pessoas mesmo sendo consideradas de boa índole, de respeitável comportamento e tudo mais que a sociedade em geral qualifica como cidadão ou cidadã de bem, alguns até conhecidos por praticarem o bem e a caridade, e mesmo assim enfrentam problemas sérios, dificuldades de toda sorte, inclusive limitações ou incapacidades congênitas, sem aparente motivação que justifique isso, nesta vida… Então, indagam onde estaria a justiça divina? …

E aí é, justamente, onde encontramos a racional explicação que nos fazem compreender a lógica da preexistência do espírito em relação à atual existência e sua sobrevivência após a morte do corpo físico, bem como as sucessivas reencarnações, necessárias para o aprimoramento espiritual, até que a sua condição evolutiva de grau mais elevado o isente dessa necessidade reencarnatória; de acordo com o que preconiza o Espiritismo, em seu tríplice aspecto: filosófico, religioso e científico, conforme explicitei no primeiro texto publicado em 2013 – CONVICÇÃO ESPÍRITA.

E, neste contexto, encontramos no “Livro dos Espíritos” os seguintes esclarecimentos, dados pelos Espíritos Superiores e coligidos por Allan Kardec, codificador da Doutrina Espírita, à pergunta 171: “Em que se funda o dogma da reencarnação? Na justiça de Deus e na revelação, pois incessantemente repetimos: o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles de quem não dependeu o melhorarem-se? Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os egoístas se encontram a iniqüidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão.” … E segue-se uma extensa Nota Explicativa, bastante elucidativa, dada pelo codificador.

Assim, entendamos que se em determinada existência, uma pessoa, usando mal seu livre arbítrio e contrariando as leis da natureza, abusa de sua condição em prejuízo dessas leis, de algo ou de seu semelhante, em sua interação sociológica, e desse modo, descumpre suas obrigações como criatura divina, contidas em sua consciência, como amar a Deus e aos seus semelhantes, deixando de aprimorar-se espiritualmente – razão pela qual aqui se encontra. Portanto, cometendo erros e delitos, tudo fica registrado em sua consciência espiritual e em seu perispírito, indelevelmente, de acordo com os abusos cometidos contra sua própria estrutura fisiológica ou psíquica. Daí, em mais uma oportunidade para corrigenda, novamente reencarna em outra existência, com a carga deletéria, física e/ou emocional, que repercute em sua nova estrutura psicossomática, advindo os problemas de toda sorte, oriundos do pretérito, como as dores e sua patologia, as limitações e deficiências, inclusive as tendências comportamentais e a luta para as superações. Fazendo-se necessário tantas reencarnações quanto seja preciso, até o aprimoramento que se dará, de conformidade com o esforço e a boa vontade de cada um, em mais ou menos tempo e sofrimentos ou provações, inevitavelmente, por ser eterno o Espírito.

Eis, então, a justiça divina se cumprindo, pela infinita bondade e misericórdia do Pai Supremo, a despeito da incompreensão de tantos e da resistência ao próprio bem, que caracterizam a imperfeição humana. Mesmo assim, o Divino Mestre nos assegurou: “… Nenhuma ovelha do rebanho que o Pai me confiou se perderá. …”  O que deixa bem claro a razão dos problemas e dificuldades que enfrentamos; principalmente quando da atual condição de bons procedimentos de muitos, que, considerando apenas esta existência, não se justificaria os circunstantes padecimentos.  Como também podemos refletir tais circunstâncias, por analogia com a nossa vida prática de interação social, quando exigimos a punição como justa reparação ao delito cometido por alguém.

Consideremos tudo isso, e tenhamos a convicção de que consoante as divinas leis de causa e efeito, nada acontece por acaso. E que conservemos a devida paciência e tolerância para com tudo e todos, como credores que nos requisitam reparação, e, resignadamente, busquemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a nos mesmos, para que, somente assim, alcancemos a real e verdadeira felicidade: a paz de espírito.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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A Força Divina do Amor

Afirma Emmanuel que o amor é a força divina do Universo, nos levando a refletir sobre o cuidado que devemos ter em não desviarmos essa força da sua conveniente e justa aplicação, que é voltada para a fraternidade e a caridade. Uma vez que o seu desvio é o que anuvia o discernimento, afastando-nos do entendimento da nossa realidade espiritual, que nos assegura como espíritos eternos e nos leva ao auto-aperfeiçoamento, nos aproximando do Pai Supremo, como tão bem nos ensinou e exemplificou o Divino Mestre Jesus.

E nos esclarece que o desvio dessa magnífica força para o exclusivo aspecto material, é o que nos leva aos desvarios de toda sorte;  como a avareza – quando do apego excessivo aos valores financeiros do dinheiro e dos bens perecíveis;  o egoísmo – representado pelo desejo de posse, sempre cada vez mais intenso e exclusivista;  o que certamente induz à tormenta pela exacerbada disputa em desrespeito ao próximo – que traduz a inveja; assim como tantos outros males como o orgulho e a vaidade, que representam as chagas da Humanidade. Por isso mesmo, pensei  e escrevi certa feita (2004), como aforismo:  “Na raiz de todos os nossos males encontramos a obscuridade do egoísmo; enquanto em todas as realizações dignificantes encontramos a luz do amor”.

Da mesma forma como observamos os encontros e desencontros entre os pares ou casais que se buscam e dizem se amar, como centelhas do amor divino, quando alicerçados no discernimento, na compreensão, na sinceridade e no sentimento de afeição mútua e afinidades, que, assim, aliados à paixão humana natural, tendem a tornar-se uma união duradoura e feliz.  Enquanto podemos perceber que, por outro lado, muito acontecem as arrebatadoras paixões sem o necessário discernimento, sem a verdadeira afeição mútua e afinidades, impelidas assim, quase sempre, por meros desejos muito mais ligados à sensualidade do que à afeição, ainda que inconscientes, quando não por interesses escusos;  terminando então em posteriores desilusões e desencontros, de tristes conseqüências, que geram tanta infelicidade.

Considerando ainda a nossa condição de espíritos eternos, com nossos delitos do passado, de alguma forma registrados e latentes em nosso perispírito, ou como queiram denominar de inconsciente profundo; erros que quando mais marcantes, não ocultos, manifestam-se em nossas tendências comportamentais. E tais delitos geram, sob a ótica espírita, ‘débitos’ espirituais que exigem a devida correção ou reparação, impelindo o ser ‘devedor’ à corrigendas tal como nos exortou o grandioso filósofo francês, estudioso e divulgador do Espiritismo – Léon Denis: “Recorda-te que a vida é curta; esforça-te, pois, por conquistar, aquilo que vieste aqui realizar: o verdadeiro aperfeiçoamento. Possa teu espírito partir desta Terra mais puro do que quando nela entrou! Pensa que a Terra é um campo de batalha, onde a matéria e os sentidos assediam continuamente a alma; corrige teus defeitos, modifica teu caráter, reforça a tua vontade; eleva-te pelo pensamento, acima das vulgaridades da Terra e contempla o espetáculo luminoso do céu.” (do seu livro “Depois da Morte”).

Por isso, é essencial que em toda nossa existência tenhamos o imprescindível discernimento e a constante reflexão em torno do nosso pensar e agir, porquanto não basta o desenvolvimento científico, tecnológico e social, nem apenas o conhecimento e a cultura intelectual, como imperativos da vida e das convenções humanas; é preciso o aprimoramento espiritual, sobretudo, consoante os sábios ensinamentos dos Espíritos Iluminados, como missionários divinos, sempre a nos inspirar, esclarecer e indicar o caminho e os procedimentos fundados nos valores espirituais, que edificará a nossa consciência elevando-nos à sublime condição de espíritos eternos, como uma família universal, a caminho da plenitude do amor, e assim, sob os ideais do Cristianismo, irradiemos de nossas almas a verdadeira fraternidade para que a paz e a harmonia se estabeleça em todos e em tudo.

Repetindo o que pensei e escrevi noutro ensejo, reafirmo:  O Amor, em sua verdadeira essência, é o que dá sentido à vida. E há de prevalecer em todas as situações, o que efetivamente contribui para consolidação das amizades, em quaisquer circunstâncias, na Terra como na Dimensão Espiritual.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Estejamos Atentos

Refletindo com os maravilhosos ensinamentos do Divino Mestre, tão bem explicitados e relembrados pelo Espiritismo, por esquecidos e até desvirtuados; cumprindo-se o que disse o próprio Jesus, conforme o Evangelho de João –  cap. XIV: vers. 15 a 17 e 26; penso em nossa condição de criaturas divinas, assim formando uma família universal, cósmica, e não somente a carnal.  O que nos leva a meditar sobre a nossa grande responsabilidade para com o Pai Celestial, com todos os nossos irmãos, a natureza, enfim, com tudo ao nosso redor em que interagimos e vivenciamos para o nosso aprimoramento moral – espiritual… E logo me vem à mente o sentimento de gratidão por tudo de bom que nos tem acontecido, apesar de nossos erros e imperfeições do passado e também do presente; pela infinita misericórdia divina e a ajuda dos Espíritos iluminados sempre a nos instruir, amparar e inspirar, em nosso benefício.

    Inclusive podemos perceber isso, nestes momentos de paz, serenidade e inspiração, em que podemos compartilhar reflexões espiritualistas com todos os irmãos de jornada terrena, de nosso convívio intersocial, em que interagimos e meditamos, para o nosso próprio aprimoramento individual e coletivo.  E muito temos que estudar e aprender em todos os aspectos, sobretudo no âmbito espiritual, descortinando o cristianismo primitivo, redescobrindo novos horizontes e concluir que somos Espíritos eternos, com o amparo divino do Pai Supremo, em todas as circunstâncias em que nos situamos e em todas as posições da vida, sob o influxo dos bons Espíritos, sobretudo dos nossos Espíritos protetores a que denominamos tradicionalmente de Anjos de Guarda.

    E assim, ainda que não percebamos, ou mesmo nem acreditemos, somos deveras influenciados, em todos os aspectos, de acordo com a nossa sintonia mental-espiritual, dependendo de cada um de nós se para o bem ou para o mal, naturalmente; sem que isso possa nos eximir de nossa responsabilidade para com nossos pensamentos e atitudes. Porquanto toda influência espiritual, desde a simples idealização, inspiração, até as influenciações obsessivas de toda forma; dependem da sintonização na mesma vibração mental, em reciprocidade, para que se materializem os efeitos simples ou sintomáticos.  

    Julgo oportuno lembrar, nesse contexto, os esclarecimentos dados pelos Espíritos superiores, sabiamente, à seguinte pergunta (459) de Allan Kardec: Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Em resposta: “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.” (do “Livro dos Espíritos”, c. IX – Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal – p. 456 a 557).  O que demonstra uma realidade que muitos desconhecem e, por isso, não têm o devido cuidado para com os pensamentos, as palavras e as atitudes, estagnando na senda da evolução a que somos destinados, descumprindo o que recomendou o Mestre Jesus: “… Vigiai e orai …” (Mateus, 26 : 40-41 e Lucas, 22 : 46 ).

    Portanto, preciso é que estejamos sempre atentos, pensando, idealizando e agindo sob o influxo do bem, alicerçados na fé racional, com bom senso e religiosidade, exercitando o amor a Deus sobre tudo e ao próximo como tão bem nos foi ensinado e exemplificado, a fim de que não estacionemos no rumo da eternidade de paz e harmonia a que estamos destinados; perdidos nas teias das ilusões transitórias humanas de toda sorte, em que podemos nos envolver em meio ao turbilhão de sugestões inferiores sob as tentações da concupiscência, do orgulho e da vaidade, entre outras, oriundas de nossa individualidade do passado, de difícil erradicação, mas, que temos de corrigir com esforço e força de vontade.  

    Assim, sejamos conscientes de nossa realidade, como nos alertou Emmanuel: “… Não te proponhas desse modo, atravessar o mundo sem tentações. Elas nascem contigo, assomam de ti mesmo e alimentam-se de ti, quando não as combate, dedicadamente, qual o lavrador que sempre disposto a cooperar com a terra da qual precisa extrair as boas sementes. …” (do livro “Fonte Viva”, c. 110 – Chico Xavier).

Devaldo Teixeira de Araújo.

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