As Enfermidades Humanas e a Realidade Espiritual

Reflito sobre um interessante artigo de um renomado psiquiatra, sobre a depressão, considerando-a como uma doença, um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo da história. E, como sabemos, muito atual e crescente, tida até como “o mal do século”. O referido médico, discorrendo sobre o problema, competentemente, esclareceu as possíveis causas, seus efeitos e correlação com alguns sintomas emocionais, no sentido patológico; citando as evidências que mostram alterações químicas no cérebro do  indivíduo afetado. E esclarecendo disse mais: “[…] Principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e dopamina), que transmitem impulsos nervosos entre as células. Além de processos que ocorrem dentro das células nervosas, também envolvidos. Considerando, ainda, a necessidade do acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado, e ressaltando a predisposição individual, provavelmente genética.” […]

Meditando sobre tal, fiquei a imaginar o quão seria útil e deveras importante, a exemplo do problema  acima questionado, em agregar às imprescindíveis terapêuticas – psicológica e alopata; o conhecimento da nossa realidade espiritual: de que nosso Espírito eterno, como tal, transfere de uma para outra existência (reencarnação) os distúrbios psicossomáticos preexistentes, essencialmente individuais, retidos em nossa estrutura mnemônica perispiritual. Sem que haja nenhuma contradição em relação às considerações medicinais supramencionadas. Posto que, o estudo objetivo, sério e mais aprofundado, dos postulados espíritas, demonstra, racional e sobejamente, que o essencial em nós é o Espírito, que se manifesta através da mente e por meio dos órgãos concernentes às atividades então desenvolvidas, sejam psíquicas ou mecânicas. Tal como refletiu e afirmou Albert Einstein (1879-1955): “A ciência sem religião é aleijada, a religião sem a ciência é cega.” E creio que a ideia de religião aí aplicada, seja no sentido de crença espiritual, segundo sua fé cristã.

Desse modo, ainda que nesse contexto o problema seja analisado e tratado, atribuindo-se como causa um distúrbio no sistema neurotransmissor; sua real origem, não raro, pode estar no quintessencial organismo perispiritual, ora manifestando os problemas de toda natureza e origem, do passado espiritual, por meio do corpo físico do indivíduo comprometido, em sua complexa estrutura orgânica e psíquica, do presente. E interessante seria, portanto, se assim pudesse ser conhecido e considerado pela medicina oficial, de algum modo. Embora saibamos que não seja tão fácil compreender bem tudo isso sem um estudo mais aprofundado sob o enfoque espírita, em seus aspectos – científicos e filosóficos, por seus conteúdos estruturais inerentes ao perispírito e ao organismo humano, sempre interligados e interdependentes. Mas, infelizmente, ainda, poucos se dão ao trabalho de pesquisar e estudar a tal respeito, o que ampliaria sobremaneira o conhecimento humano e o avanço da própria ciência.

Para que tenhamos uma ideia, no contexto dessa realidade, eis como nos esclarece o Espírito Alexandre  e André Luiz, no livro “Missionários da Luz”, cap. 4, psicografia de Chico Xavier; assim esclarecendo-nos: “… considerando que no círculo das enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem o seu ambiente preferido, em seu campo infinitesimal, como o pneumococo, o bacilo de Eberth, de Hansen ou de Koch. … As doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos. A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do vaso de barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual. Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente. … Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. … A cólera, a desesperarão, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. …

Corroborando estas verdades, eis um conceito do eminente codificador do Espiritismo – Allan Kardec:  “ O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação.” (do livro “A Gênese”)

 

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Nossa Responsabilidade Por Uma Sociedade Justa e Fraterna

Inicio esta reflexão enaltecendo, com a intenção de compartilhar e difundir, as maravilhosas lições do primoroso Emmanuel, sobre a mulher e seu imprescindível papel na evolução humana. Sobretudo, destacando os ensinamentos do Mestre Jesus, em sua divina missão; o que pode ser devidamente compreendido à luz da razão, como também da própria ciência da psicologia e da sociologia, em todos os tempos.  Eis então um exemplo de justiça, amor e verdade, enobrecendo a mulher:

“… Com Jesus, começou o legítimo feminismo. Não aquele que enche as mãos de suas expositoras com estandartes coloridos das ideologias políticas do mundo, mas que lhes traça nos corações diretrizes superiores e santificantes.

Nos ambientes mais rigoristas em matéria de fé religiosa, quais o do Judaísmo, antes do Mestre, a mulher não passava de mercadoria condenada ao cativeiro. Vultos eminentes, quais Davi e Salomão, não conseguiram fugir aos abusos de sua época, nesse particular. O Evangelho, porém, inaugura nova era para as esperanças femininas. Desde Jesus, observamos crescente respeito na Terra pela missão feminil. …”

(Texto extraído e adaptado do livro “Pão Nosso”, c. 93 – Emmanuel/Chico Xavier).

Então, para entender bem a magnitude das exemplares lições do Divino Mestre, basta nos atermos aos episódios evangélicos, bem compreendidos, exaltando o relevante papel das mulheres para a história da humanidade; como a conversão de Madalena, a dedicação das irmãs de Lázaro, a abnegação das ‘senhoras de Jerusalém’ acompanhando Jesus, além, entre outros, da exaltação à Maria, mãe de Jesus…

E, apesar de todos os ensinamentos do divino Mestre, há dois mil anos, e posteriormente, dos esclarecimentos dos Espíritos Sábios, a partir de meados do Século XIX com o advento do Espiritismo, que restabeleceu o cristianismo primitivo, desvirtuado e ignorado por muitos: a humanidade continua arraigada ao egoísmo do passado, pelo atraso moral-espiritual que ainda perdura em nossa sociedade, de um modo geral, infelizmente, não acompanhando o desenvolvimento tecnológico e intelectual já alcançado. O que denota as desigualdades sociais, as discórdias e a violência que predominam em nosso mundo.

Por isso, os procedimentos e costumes errôneos que evidenciam a denominada cultura machista, que tantas injustiças causaram ao longo do tempo, e ainda causam, provocando todos esses males que hoje observamos, disfarçados ou não, sobretudo contra as mulheres e também contra as minorias de todos os matizes, de que muito temos notícias. E o que mais causa indignação e choca a alma sensível e consciente, é a violência inconcebível e aviltante que ainda ocorre em nosso ambiente social, em pleno Século XXI.

Urge, então, conscientes de que todos esses males precisam ser finalmente erradicados, buscarmos por todos os meios possíveis ao nosso alcance, uma sociedade justa, fraterna, igualitária e humanitária, tal como preconizou o Divino mestre; começando por fazer a nossa parte, estudando e refletindo para o nosso aprimoramento; divulgando amplamente essas ideias, para nossa responsável conscientização, a exemplo da grande exortação do Espírito Sânzio:

“Quanto mais amplitude em nossos conhecimentos, mais responsabilidade em nossas ações.”

(Do livro “Ação e Reação”, c. 07 – André Luiz / Chico Xavier)

 

 Devaldo Teixeira de Araújo.

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Persistência no Bem

Reflito, por experiência própria, quanto à necessidade de estarmos permanentemente atentos e vigilantes, tal como nos exortou o Divino Mestre e nos recomenda o iluminado Espírito Emmanuel, quanto ao emprego de nossa força de vontade e persistência em relação às nossas atitudes. Buscando perseverar, incansavelmente, no bem, desde as formulações dos pensamentos, que originam as idéias e, por conseguinte, todo nosso proceder. E, assim por diante, todos os nossos gestos, palavras e ações, desde a simples conversação e atividades em interação com todos com quem compartilhamos nossas vidas, seja no âmbito familiar, profissional ou social.

E todos nós, adultos, temos o dever de saber quais sejam os nossos procedimentos que indicam o bem; por já termos vivência e entendimento suficientes para isso. Não há como fugir a esta realidade. Se não agimos de modo adequado será, sempre, por nosso livre arbítrio, nos desvirtuando das virtudes e do bom senso que devem nortear nosso proceder. E o primeiro passo será, sem dúvida, o estudo objetivo que nos leva ao conhecimento superior, progressivamente. A reflexão sobre o nosso ‘Eu’, o mundo em que vivemos e todo o Universo, em perfeita interação. E a certeza de que todos somos irmãos e precisamos viver em paz e harmonia, seguindo as orientações do Divino Mestre, com o Evangelho de Amor em nossas vidas.

E sabemos que em nossa jornada espiritual, posto que Espíritos eternos somos, mourejamos em mais uma encarnação de provações, expiações ou resgate, rumo ao nosso aprimoramento. E, decerto, encontramos muitos dissabores que se nos apresentam ao longo de nossa existência humana, sejam as amargas desilusões, as dores da ingratidão, as feridas da maldade… enumerá-las todas seria impossível, pois, por nossa própria imperfeição moral-espiritual, convivemos entre as virtudes e os vícios; o conhecimento superior que ilumina e dignifica, por vezes sufocado pela ignorância brutal, que anuvia e ofusca as nossas potencialidades virtuosas e amorosas. E, não raro, nos detemos nas ilusões dos gozos mundanos e egoístas, proporcionados pelas facilidades materiais, que entorpecem e retardam a nossa evolução.

Todavia, com a necessária reflexão, sempre havemos de descobrir em nosso âmago a centelha do amor divino que nos deu origem e que nos incita à busca do conhecimento superior que indica a nossa realidade, o que realmente somos, tal, repito, como escrevi em texto anterior (Convicção Espírita) – “… porque os gozos materiais não satisfazem, em sua plenitude, o homem, por ser, em sua essência, um indivíduo espiritual e, por isso, a insatisfação e a incessante busca da verdade que concilie e harmonize a mente, para seu equilíbrio e ascensão …”  Tudo para consecução da perfectibilidade eterna a que estamos destinados.

   Faz-se oportuno, neste contexto, repetir o que refleti noutro texto (Estejamos Atentos): “… Portanto, preciso é que estejamos sempre atentos, pensando, idealizando e agindo sob o influxo do bem, alicerçados na fé racional, com bom senso e religiosidade, exercitando o amor a Deus sobre tudo e ao próximo como tão bem nos foi ensinado e exemplificado, a fim de que não estacionemos no rumo da eternidade de paz e harmonia a que estamos destinados; perdidos nas teias das ilusões transitórias humanas de toda sorte, em que podemos nos envolver em meio ao turbilhão de sugestões inferiores sob as tentações da concupiscência, do orgulho e da vaidade, entre outras, oriundas de nossa individualidade do passado, de difícil erradicação, mas, que temos de corrigir com esforço e força de vontade. …”

        Urge persistirmos no bem, vivenciando o amor, antes que a inevitável realidade eterna nos surpreenda.                           

Devaldo Teixeira de Araújo.

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[autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

A Importância do Sentimento de Religiosidade

        Reflito sobre o assunto em epígrafe, por ter sido esquecido em nossa cultura educacional hodierna, impregnada da lógica e da presunção cientificista, como também da impositiva cultura do Estado antirreligioso e do materialismo mundano excessivamente permissivo. Talvez até, em reação ao tolhimento da liberdade do livre-pensar do passado, sobretudo em relação às imposições religiosas totalitárias do infeliz período da Inquisição, parte obscura de nossa História. E isso, naturalmente, carreou o pensamento e os ideais humanos inteligíveis para o oposto, em seus excessos emotivos.

        Por isso, repito o que pensei e escrevi em texto anterior: “… Estudando as religiões tradicionais mais professadas no mundo ocidental – Catolicismo e Protestantismo de modo geral, sem outro intuito senão o de entendimento e harmonia, e com todo respeito pelo que representam e sua valiosa utilidade, percebe-se que embora tenham contribuído para a melhoria e disciplina do homem, no decorrer dos séculos, determinando comportamentos éticos e buscando refrear os instintos, as paixões; permitiram que os homens delas se distanciassem ao confrontar de forma ortodoxa outras formas de pensamentos, criando a dicotomia antagônica – religião versus ciência. Por seus dogmatismos que insistem, pelo temor e submissão, na pregação da fé irrestrita, “cega”, instituindo simbologias, sacramentos e rituais e por afirmativas desprovidas de comprovação e razão, ao considerar mistérios divinos o que ignoram, e apregoarem uma única existência terrestre para  o  homem (espírito eterno) – que, após a morte, selaria definitivamente seu destino – céu , inferno e, posteriormente instituído, purgatório; condicionando a “salvação da alma” ao poder das igrejas, por seus representantes. …” (CONVICÇÃO ESPÍRITA – publicado em 01.08.2013).

        E, infelizmente, o que se pode observar é o aumento de pessoas, famílias, grupos sociais, alheios aos princípios de religiosidade, os quais só são lembrados e citados em preenchimentos de dados cadastrais ou estatísticos, quando perguntado sobre a religião professada… Por outro lado, felizmente, todos nós temos imanente em nosso íntimo pensar, em nosso âmago, que representa a nossa alma ou espírito, o desejo pela busca da verdade que concilie e harmonize nossa mente, e que nos faz refletir sobre o que somos, a razão de aqui estarmos, de nossas reais origens e de nosso destino pós-morte física.

        Foi esse sentimento perquiridor, na busca da verdade, que levou o mestre lionês Hippolyte Léon Denizard Rivail, à época (meados do Século XIX), professor, tradutor e escritor, em Paris, como tal já bastante conhecido e respeitado, a interessar-se objetivamente, de modo racional e metodológico, pelos fenômenos espirituais, com efeitos físicos, observados, aprofundando as pesquisas e resultando na Ciência que estuda e analisa os espíritos e o mundo ou a dimensão espiritual, em permanente interação conosco – como espíritos encarnados que somos, e nosso mundo físico – Planeta Terra. A que os Espíritos Sábios inspiraram a denominação de Espiritismo ou a Doutrina Espírita, quando, em 18 de abril de 1857, o professor Denizard Rivail, considerado o codificador do Espiritismo, por orientação espiritual sob o pseudônimo de Allan Kardec, publica a primeira obra – “O Livro dos Espíritos”. A que se seguiram – “O Livro dos Médiuns” (1861); “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864); “O Céu e o Inferno” (1865) e “A Gênese” (1868).

        Muito resumidamente, eis como se deu a 3ª Revelação, considerando-se ainda como o consolador prometido por Jesus, por restaurar o Evangelho primitivo, revelando e esclarecendo a humanidade sobre o mundo dos Espíritos e a imortalidade da alma, com a comprovação da vida depois da morte do corpo.  Dando novo sentido de racionalidade à Fé em Deus e ao verdadeiro sentimento de religiosidade que deve nortear todos os cristãos, para um mundo melhor, em paz e harmonia.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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A Real Dignidade Humana

        Muito se comenta sobre as atitudes humanas, sobretudo em certos aspectos, em que são tidas e até proclamadas como exemplos de dignidade ou hombridade… quando, muitas vezes, isso se dá por mera reação à certas observações desagradáveis, ofensas ou afrontamentos que nos sãos dirigidos, e que são imediatamente respondidos no mesmo teor ou até com maior intensidade, como desforra, no comum e popular estilo de ‘bateu – levou’, ou ‘não levar desaforo pra casa’. O que apenas revela, em verdade, o orgulho e a vaidade existente em todos que assim reagem, e não a real dignidade do homem de bem, em seu aspecto moral-espiritual, tal como nos exemplificou e ensinou o Divino Mestre, tão bem proclamado e divulgado nos postulados espíritas, que, ao contrário, revela-se no perdão das ofensas; esta sim, a verdadeira atitude de grandeza humana.

        E ideias errôneas como essa ocorrem em face de nossa condição de inferioridade espiritual, em que valorizamos e praticamos mais os erros e vícios do que o aprimoramento das virtudes, tão importantes e necessárias para uma coexistência em paz e harmonia. Por isso, certamente, mourejamos nesta vivência de adversidades e sofrimentos que caracterizam nosso estágio espiritual de expiação e provas.

        Sabendo que nada ocorre por acaso e que tudo decorre das leis divinas de causa e efeito, ação e reação; podemos entender que as origens de todos os males com que lidamos, procedem do nosso grau evolutivo espiritual, que determina nossos pensamentos e atitudes, individual e coletivamente. E a nossa realidade social diz bem do que, em geral, somos. Por isso, temos que conviver em meio a esse turbilhão de problemas em nossa interação social ao longo de nossa existência, enquanto não alcançarmos, por nossos próprios esforços, as condições que nos identifiquem como verdadeiros irmãos, tal como preconizou o divino mestre Jesus.

        Sendo oportuno citar, neste contexto, o que nos asseverou o eminente mestre Allan Kardec, que, como missionário divino, coligiu e difundiu o Espiritismo: “A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Não poderiam consegui–lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.”  –  (do livro “A Gênese”, capítulo 18, item 5.)

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Compreensão da Existência de Deus

Lembro-me bem que desde a adolescência sempre estive preocupado com a gênese humana e a ideia de Deus. Cético, tinha em mente as dúvidas permanentes sobre a tríade existencial-espiritual: De onde? (viemos); por Por que? (aqui estamos) e Para onde? (vamos, após a morte – se subsistimos).

Limitado e focado em meus estudos, à época (adolescência e juventude), apenas sob os aspectos meramente cientificistas, filosóficos e literários, não encontrava uma resposta convincente e completa que satisfizesse as dúvidas e harmonizasse a mente, em minhas preocupações existenciais, por mais que lesse e estudasse, sob tal orientação intelectual.

E as dúvidas permaneciam latentes, em meio à vivência material, sem me dar conta, como hoje, da existência espiritual, em sua real abrangência e interação; por optar, então, por não refletir muito sobre tais questionamentos existencialistas, que levam ao espiritualismo; buscando tão somente a vivência e suas preocupações e ocupações imediatistas.

E a compreensão desta realidade só veio acontecer após os trinta e cinco anos de vida, quando comecei a ler e estudar a literatura espírita: inicialmente com os ensinamentos de André Luiz, em suas obras psicografadas por Chico Xavier; e depois, concomitantemente, com os esclarecimentos dos maravilhosos Espíritos Sábios, contidos na Codificação Espírita, em suas cinco obras básicas, compiladas e publicadas por Allan Kardec, o codificador do Espiritismo.

Por tudo isso, o que sou, como ainda estou, e a paz íntima conseguida, agradeço a Deus – inteligência cósmica, suprema, e causa primeira de tudo; e aos Espíritos Sábios – missionários divinos que nos proporcionaram tais conhecimentos, restaurando o Cristianismo primitivo, como Terceira Revelação e o consolador prometido pelo Divino Mestre Jesus. E isso, creio com convicção, só conseguimos entender e bem compreender, quando do despertar de nossa mente para a necessária transcendência da vivência meramente material para a reflexão da realidade existencial; claro, com a incessante busca da verdade, pela pesquisa aplicada, a leitura e o estudo objetivo e diligente das boas obras.

E a cada obra lida e estudada sempre encontramos esclarecimentos que aumentam os nossos conhecimentos acerca de nossa realidade existencial, facilitando a nossa compreensão dessa realidade; da nossa vida, de tudo o que nos envolve e com que, de algum modo, interagimos; seja no plano físico ou espiritual. O que nos dá mais tranquilidade e equilíbrio mental, emocional; contribuindo, deveras, para uma existência e interatividade social de melhor qualidade: em harmonia e paz interior. E, a partir desse estado emocional, sintonizamos os bons fluidos astrais, e os exteriorizamos, automaticamente, contribuindo para a paz e a harmonia coletiva.

Foi a forma consciente e racional, que busquei e encontrei, com a convicção espírita, para consecução do equilíbrio mental de que necessitamos para a paz interior – a paz de espírito; que nos leva ao estado de felicidade, ainda que relativa, de que nos tornarmos merecedores. Respeitando, claro, todas as formas de pensamentos e crenças, tal como pensei e escrevi em 2011: Todos os caminhos são válidos, quando a razão nos leva a Deus.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Nossa Maior Tarefa

        Com os notáveis e divinos ensinamentos dos Espíritos Superiores, emissários celestiais da Boa Nova, se bem compreendidos aprendemos que a nossa existência, em nosso atual estágio evolutivo espiritual, é um grandioso processo de burilamento da alma, para o nosso aperfeiçoamento possível ao encontro final do guia e modelo Jesus, a que pode almejar a Humanidade, tal como consta na questão de número 625 do Livro dos Espíritos. Para tanto, é preciso sair da inércia improdutiva da mera contemplação a que muitos se prestam pensando agradar e demonstrar, de tal forma, como gesto de devotamento a Deus, não raro sob o automatismo inconsciente. E buscarmos, por todos os meios de que possamos dispor, por em prática as virtudes de acordo com o aprendizado divino, como a melhor maneira de afeiçoarmo-nos ao Pai Celestial.

        Isto é, adotando os exemplos do Divino Mestre Jesus, em nosso próprio círculo de convivência e interação com o próximo: compreendendo, perdoando, tolerando e procurando ajudar a todos os nossos irmãos, indistintamente, como a verdadeira expressão do amor em sua essência. O que é muito simples e fácil, em todos os momentos de nossa vida. Basta nos dispormos a isso, vivenciando a verdadeira caridade, com a doação de nós mesmos e do que somos, com nosso esforço e força de vontade. A exemplo do que nos ensinou Emmanuel: “… Se a fé representa a nossa coroa de luz, o trabalho em favor de todos é a nossa bênção de cada dia.” (do livro “Fonte Viva, c. 68/Chico Xavier).

        Portanto, não basta nos atermos apenas com as teorias e os conhecimentos adquiridos tão somente em exclusivo proveito próprio, para deleite intelectual e consequente demonstração de orgulho e vaidade, próprios do egoísmo. Somos todos, de alguma forma, emissários divinos, e temos o dever de compartilhar o potencial de nosso aprendizado com todos, a começar com a aplicação de nossas renovadas e corretas atitudes e gestos, visando o bem comum, até como exemplo, em toda a nossa existência. O que, ocorrendo em todos os níveis, do individual ao coletivo, em todas as áreas de atividades humanas, produzirá um bem incomensurável. E então, não mais o individualismo egoístico e avassalador que gera tantos problemas em todos os campos.

        Da mesma forma como todos nós temos a obrigação de lutar pelo nosso aprimoramento profissional e ascensão social, o que evidentemente sempre procuramos fazer, desde os primórdios da existência humana, em que se caracteriza o próprio desenvolvimento e o progresso da Humanidade, em todos os aspectos. Basta estudarmos a nossa História para comprovarmos isso e entendermos como algo natural e parte de nossa evolução; do contrário ainda estaríamos sob as hostes da era medieval, com seus maus e brutais costumes e as terríveis injustiças, caracterizadas pela Lei do mais forte. De modo que tudo obedece à divina lei de evolução, com as causas e os efeitos a que estamos incursos, inexoravelmente. E dispondo do livre arbítrio, como dádiva do Pai Celestial em sua infinita justiça e misericórdia para conosco, cabe-nos envidar todo esforço possível na trilha do bem. E não nos deixarmos induzir pelas ilusões mundanas que tanto males produzem, fazendo-nos estacionar na senda da evolução espiritual.

        E por sermos todos Espíritos imperfeitos, conquanto as grandes diferenças individuais e coletivas que podemos observar, em nosso atual estágio espiritual – de Expiação e Provas; temos que conviver em meio a ignorância e a maldade, ocasionando-nos muitos obstáculos que temos de superar, inclusive as nossas próprias limitações, pondo em prática, na medida do possível, a exortação contida na “Oração da Paz”, comumente atribuída a São Francisco e conhecida como sendo dele, a começar pela primeira frase: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.” Tal como asseverou o Divino Mestre: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (João, 13:35.)

        Destarte, creio que a nossa maior tarefa ao longo de nossas existências, basicamente, é vivenciarmos o cristianismo primitivo, como exemplificou Jesus, consubstanciado na prática da caridade em interação com nossos semelhantes.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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