A Importância do Sentimento de Religiosidade

        Reflito sobre o assunto em epígrafe, por ter sido esquecido em nossa cultura educacional hodierna, impregnada da lógica e da presunção cientificista, como também da impositiva cultura do Estado antirreligioso e do materialismo mundano excessivamente permissivo. Talvez até, em reação ao tolhimento da liberdade do livre-pensar do passado, sobretudo em relação às imposições religiosas totalitárias do infeliz período da Inquisição, parte obscura de nossa História. E isso, naturalmente, carreou o pensamento e os ideais humanos inteligíveis para o oposto, em seus excessos emotivos.

        Por isso, repito o que pensei e escrevi em texto anterior: “… Estudando as religiões tradicionais mais professadas no mundo ocidental – Catolicismo e Protestantismo de modo geral, sem outro intuito senão o de entendimento e harmonia, e com todo respeito pelo que representam e sua valiosa utilidade, percebe-se que embora tenham contribuído para a melhoria e disciplina do homem, no decorrer dos séculos, determinando comportamentos éticos e buscando refrear os instintos, as paixões; permitiram que os homens delas se distanciassem ao confrontar de forma ortodoxa outras formas de pensamentos, criando a dicotomia antagônica – religião versus ciência. Por seus dogmatismos que insistem, pelo temor e submissão, na pregação da fé irrestrita, “cega”, instituindo simbologias, sacramentos e rituais e por afirmativas desprovidas de comprovação e razão, ao considerar mistérios divinos o que ignoram, e apregoarem uma única existência terrestre para  o  homem (espírito eterno) – que, após a morte, selaria definitivamente seu destino – céu , inferno e, posteriormente instituído, purgatório; condicionando a “salvação da alma” ao poder das igrejas, por seus representantes. …” (CONVICÇÃO ESPÍRITA – publicado em 01.08.2013).

        E, infelizmente, o que se pode observar é o aumento de pessoas, famílias, grupos sociais, alheios aos princípios de religiosidade, os quais só são lembrados e citados em preenchimentos de dados cadastrais ou estatísticos, quando perguntado sobre a religião professada… Por outro lado, felizmente, todos nós temos imanente em nosso íntimo pensar, em nosso âmago, que representa a nossa alma ou espírito, o desejo pela busca da verdade que concilie e harmonize nossa mente, e que nos faz refletir sobre o que somos, a razão de aqui estarmos, de nossas reais origens e de nosso destino pós-morte física.

        Foi esse sentimento perquiridor, na busca da verdade, que levou o mestre lionês Hippolyte Léon Denizard Rivail, à época (meados do Século XIX), professor, tradutor e escritor, em Paris, como tal já bastante conhecido e respeitado, a interessar-se objetivamente, de modo racional e metodológico, pelos fenômenos espirituais, com efeitos físicos, observados, aprofundando as pesquisas e resultando na Ciência que estuda e analisa os espíritos e o mundo ou a dimensão espiritual, em permanente interação conosco – como espíritos encarnados que somos, e nosso mundo físico – Planeta Terra. A que os Espíritos Sábios inspiraram a denominação de Espiritismo ou a Doutrina Espírita, quando, em 18 de abril de 1857, o professor Denizard Rivail, considerado o codificador do Espiritismo, por orientação espiritual sob o pseudônimo de Allan Kardec, publica a primeira obra – “O Livro dos Espíritos”. A que se seguiram – “O Livro dos Médiuns” (1861); “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864); “O Céu e o Inferno” (1865) e “A Gênese” (1868).

        Muito resumidamente, eis como se deu a 3ª Revelação, considerando-se ainda como o consolador prometido por Jesus, por restaurar o Evangelho primitivo, revelando e esclarecendo a humanidade sobre o mundo dos Espíritos e a imortalidade da alma, com a comprovação da vida depois da morte do corpo.  Dando novo sentido de racionalidade à Fé em Deus e ao verdadeiro sentimento de religiosidade que deve nortear todos os cristãos, para um mundo melhor, em paz e harmonia.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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A Real Dignidade Humana

        Muito se comenta sobre as atitudes humanas, sobretudo em certos aspectos, em que são tidas e até proclamadas como exemplos de dignidade ou hombridade… quando, muitas vezes, isso se dá por mera reação à certas observações desagradáveis, ofensas ou afrontamentos que nos sãos dirigidos, e que são imediatamente respondidos no mesmo teor ou até com maior intensidade, como desforra, no comum e popular estilo de ‘bateu – levou’, ou ‘não levar desaforo pra casa’. O que apenas revela, em verdade, o orgulho e a vaidade existente em todos que assim reagem, e não a real dignidade do homem de bem, em seu aspecto moral-espiritual, tal como nos exemplificou e ensinou o Divino Mestre, tão bem proclamado e divulgado nos postulados espíritas, que, ao contrário, revela-se no perdão das ofensas; esta sim, a verdadeira atitude de grandeza humana.

        E ideias errôneas como essa ocorrem em face de nossa condição de inferioridade espiritual, em que valorizamos e praticamos mais os erros e vícios do que o aprimoramento das virtudes, tão importantes e necessárias para uma coexistência em paz e harmonia. Por isso, certamente, mourejamos nesta vivência de adversidades e sofrimentos que caracterizam nosso estágio espiritual de expiação e provas.

        Sabendo que nada ocorre por acaso e que tudo decorre das leis divinas de causa e efeito, ação e reação; podemos entender que as origens de todos os males com que lidamos, procedem do nosso grau evolutivo espiritual, que determina nossos pensamentos e atitudes, individual e coletivamente. E a nossa realidade social diz bem do que, em geral, somos. Por isso, temos que conviver em meio a esse turbilhão de problemas em nossa interação social ao longo de nossa existência, enquanto não alcançarmos, por nossos próprios esforços, as condições que nos identifiquem como verdadeiros irmãos, tal como preconizou o divino mestre Jesus.

        Sendo oportuno citar, neste contexto, o que nos asseverou o eminente mestre Allan Kardec, que, como missionário divino, coligiu e difundiu o Espiritismo: “A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Não poderiam consegui–lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.”  –  (do livro “A Gênese”, capítulo 18, item 5.)

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Compreensão da Existência de Deus

Lembro-me bem que desde a adolescência sempre estive preocupado com a gênese humana e a ideia de Deus. Cético, tinha em mente as dúvidas permanentes sobre a tríade existencial-espiritual: De onde? (viemos); por Por que? (aqui estamos) e Para onde? (vamos, após a morte – se subsistimos).

Limitado e focado em meus estudos, à época (adolescência e juventude), apenas sob os aspectos meramente cientificistas, filosóficos e literários, não encontrava uma resposta convincente e completa que satisfizesse as dúvidas e harmonizasse a mente, em minhas preocupações existenciais, por mais que lesse e estudasse, sob tal orientação intelectual.

E as dúvidas permaneciam latentes, em meio à vivência material, sem me dar conta, como hoje, da existência espiritual, em sua real abrangência e interação; por optar, então, por não refletir muito sobre tais questionamentos existencialistas, que levam ao espiritualismo; buscando tão somente a vivência e suas preocupações e ocupações imediatistas.

E a compreensão desta realidade só veio acontecer após os trinta e cinco anos de vida, quando comecei a ler e estudar a literatura espírita: inicialmente com os ensinamentos de André Luiz, em suas obras psicografadas por Chico Xavier; e depois, concomitantemente, com os esclarecimentos dos maravilhosos Espíritos Sábios, contidos na Codificação Espírita, em suas cinco obras básicas, compiladas e publicadas por Allan Kardec, o codificador do Espiritismo.

Por tudo isso, o que sou, como ainda estou, e a paz íntima conseguida, agradeço a Deus – inteligência cósmica, suprema, e causa primeira de tudo; e aos Espíritos Sábios – missionários divinos que nos proporcionaram tais conhecimentos, restaurando o Cristianismo primitivo, como Terceira Revelação e o consolador prometido pelo Divino Mestre Jesus. E isso, creio com convicção, só conseguimos entender e bem compreender, quando do despertar de nossa mente para a necessária transcendência da vivência meramente material para a reflexão da realidade existencial; claro, com a incessante busca da verdade, pela pesquisa aplicada, a leitura e o estudo objetivo e diligente das boas obras.

E a cada obra lida e estudada sempre encontramos esclarecimentos que aumentam os nossos conhecimentos acerca de nossa realidade existencial, facilitando a nossa compreensão dessa realidade; da nossa vida, de tudo o que nos envolve e com que, de algum modo, interagimos; seja no plano físico ou espiritual. O que nos dá mais tranquilidade e equilíbrio mental, emocional; contribuindo, deveras, para uma existência e interatividade social de melhor qualidade: em harmonia e paz interior. E, a partir desse estado emocional, sintonizamos os bons fluidos astrais, e os exteriorizamos, automaticamente, contribuindo para a paz e a harmonia coletiva.

Foi a forma consciente e racional, que busquei e encontrei, com a convicção espírita, para consecução do equilíbrio mental de que necessitamos para a paz interior – a paz de espírito; que nos leva ao estado de felicidade, ainda que relativa, de que nos tornarmos merecedores. Respeitando, claro, todas as formas de pensamentos e crenças, tal como pensei e escrevi em 2011: Todos os caminhos são válidos, quando a razão nos leva a Deus.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Nossa Maior Tarefa

        Com os notáveis e divinos ensinamentos dos Espíritos Superiores, emissários celestiais da Boa Nova, se bem compreendidos aprendemos que a nossa existência, em nosso atual estágio evolutivo espiritual, é um grandioso processo de burilamento da alma, para o nosso aperfeiçoamento possível ao encontro final do guia e modelo Jesus, a que pode almejar a Humanidade, tal como consta na questão de número 625 do Livro dos Espíritos. Para tanto, é preciso sair da inércia improdutiva da mera contemplação a que muitos se prestam pensando agradar e demonstrar, de tal forma, como gesto de devotamento a Deus, não raro sob o automatismo inconsciente. E buscarmos, por todos os meios de que possamos dispor, por em prática as virtudes de acordo com o aprendizado divino, como a melhor maneira de afeiçoarmo-nos ao Pai Celestial.

        Isto é, adotando os exemplos do Divino Mestre Jesus, em nosso próprio círculo de convivência e interação com o próximo: compreendendo, perdoando, tolerando e procurando ajudar a todos os nossos irmãos, indistintamente, como a verdadeira expressão do amor em sua essência. O que é muito simples e fácil, em todos os momentos de nossa vida. Basta nos dispormos a isso, vivenciando a verdadeira caridade, com a doação de nós mesmos e do que somos, com nosso esforço e força de vontade. A exemplo do que nos ensinou Emmanuel: “… Se a fé representa a nossa coroa de luz, o trabalho em favor de todos é a nossa bênção de cada dia.” (do livro “Fonte Viva, c. 68/Chico Xavier).

        Portanto, não basta nos atermos apenas com as teorias e os conhecimentos adquiridos tão somente em exclusivo proveito próprio, para deleite intelectual e consequente demonstração de orgulho e vaidade, próprios do egoísmo. Somos todos, de alguma forma, emissários divinos, e temos o dever de compartilhar o potencial de nosso aprendizado com todos, a começar com a aplicação de nossas renovadas e corretas atitudes e gestos, visando o bem comum, até como exemplo, em toda a nossa existência. O que, ocorrendo em todos os níveis, do individual ao coletivo, em todas as áreas de atividades humanas, produzirá um bem incomensurável. E então, não mais o individualismo egoístico e avassalador que gera tantos problemas em todos os campos.

        Da mesma forma como todos nós temos a obrigação de lutar pelo nosso aprimoramento profissional e ascensão social, o que evidentemente sempre procuramos fazer, desde os primórdios da existência humana, em que se caracteriza o próprio desenvolvimento e o progresso da Humanidade, em todos os aspectos. Basta estudarmos a nossa História para comprovarmos isso e entendermos como algo natural e parte de nossa evolução; do contrário ainda estaríamos sob as hostes da era medieval, com seus maus e brutais costumes e as terríveis injustiças, caracterizadas pela Lei do mais forte. De modo que tudo obedece à divina lei de evolução, com as causas e os efeitos a que estamos incursos, inexoravelmente. E dispondo do livre arbítrio, como dádiva do Pai Celestial em sua infinita justiça e misericórdia para conosco, cabe-nos envidar todo esforço possível na trilha do bem. E não nos deixarmos induzir pelas ilusões mundanas que tanto males produzem, fazendo-nos estacionar na senda da evolução espiritual.

        E por sermos todos Espíritos imperfeitos, conquanto as grandes diferenças individuais e coletivas que podemos observar, em nosso atual estágio espiritual – de Expiação e Provas; temos que conviver em meio a ignorância e a maldade, ocasionando-nos muitos obstáculos que temos de superar, inclusive as nossas próprias limitações, pondo em prática, na medida do possível, a exortação contida na “Oração da Paz”, comumente atribuída a São Francisco e conhecida como sendo dele, a começar pela primeira frase: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.” Tal como asseverou o Divino Mestre: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (João, 13:35.)

        Destarte, creio que a nossa maior tarefa ao longo de nossas existências, basicamente, é vivenciarmos o cristianismo primitivo, como exemplificou Jesus, consubstanciado na prática da caridade em interação com nossos semelhantes.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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As Pandemias e a Misericórdia Divina

Sempre ouço muitos comentários e dúvidas sobre a realidade das pandemias que, ocasionalmente, assolam o mundo, mais intensificadas em determinados países, regiões ou locais, e que tantos problemas e até mortes ocasionam, levando as pessoas a questionamentos de toda natureza, principalmente quanto ao aspecto espiritual. E, em mais um profícuo diálogo com meu estimado filho João Ricardo, o mesmo incentivou-me a tal reflexão. Então, refletindo bem, reafirmo a minha convicção nos desígnios divinos, sob as leis de causa e efeito e os processos de ação e reação a que estamos subordinados, e de que podemos ter certeza que nada acontece por acaso…

Logo, creio que tudo o que ocorre para com o Universo e a Humanidade, seja do ponto de vista individual ou coletivo, tem uma razão de ser que se origina sempre no aspecto ou dimensão espiritual, sua causa primordial, que produz seus efeitos da mesma forma correlativa e que, como reação, revela-se ou manifesta-se na natureza, na coletividade humana ou em nós mesmos, individualmente, por meio dos infinitos processos espirituais contidos nas divinas leis supracitadas. E tudo em consequência de nossos pensamentos, atitudes e ações. Como exemplo claro e prático disso podemos citar as poluições provocadas pelo homem e suas consequências, como temos conhecimento por muito ser divulgado.

Da mesma forma podemos entender como tal o que ocorre com os desastres naturais que tanto temos visto. Inclusive os fenômenos naturais que ocorrem para o equilíbrio e a harmonia da Natureza e do Planeta. Os Espíritos Superiores nos dão importantes informações sobre tudo isso. Basta termos a boa vontade de buscarmos o conhecimento mais amplo, lendo e estudando objetivamente as obras básicas Espíritas coligidas por Allan Kardec. Cito como exemplo o “Livro dos Espíritos“, neste contexto, as Questões 536 a 540 do item – Ação dos Espíritos nos Fenômenos da Natureza; Questões 728 a 736 do item – Destruição Necessária e Destruição Abusiva e Questões 737 a 741 do item – Flagelos Destruidores. Além de outras esclarecedoras obras de alguns outros autores espíritas, que não caberia explicitar neste limitado texto reflexivo.

Assim também com relação ao surto periódico de doenças que se tornam epidemias ou pandemias; a chave para o pleno entendimento da questão está na compreensão de nossa realidade espiritual, de que somos Espíritos eternos, com os essenciais processos reencarnatórios, para o aperfeiçoamento a que todos um dia alcançaremos, inexoravelmente. As reencarnações, portanto, representam as oportunidades de burilamento espiritual, sob as condições de expiações ou provações, imprescindíveis para a correção de nossas imperfeições morais- espirituais, de acordo com o nosso esforço e força de vontade para isso, pelo nosso livre arbítrio. Daí, quando em determinada experiência física, alguém (como espírito eterno, encarnado) abusa de seu livre arbítrio e sua inteligência em prejuízo do próximo, da coletividade e até de si mesmo, registra tal experiência negativa, de mais ou menos gravidade, em seu períspirito, que, sob os efeitos da causa recebida, forma o esboço de todo o complexo psicofísico, ou corpo astral, de que se revestirá na próxima reencarnação. O que ocorre nunca como castigo, tal como muitos apregoam, e sim como efeito ou consequência resultante de todos os problemas citados. Sem deixar de lado, evidentemente, os estudos e conceitos científicos, no aspecto físico, humano; ‘pari passu’ com o primordial aspecto espiritual.

Eis a lógica para as doenças de nascença e todos os problemas decorrentes. O que pode ser considerado como misericórdia divina, pela oportunidade dada para resgate e aperfeiçoamento. Do contrário, teríamos que admitir o acaso, o que é incompatível com o bom senso, ante o poder criador, a infinita justiça, bondade e misericórdia, da Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas – Deus.

Por isso, os Espíritos Iluminados nos dizem: “Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus.” E o primoroso Emmanuel nos esclareceu: “A misericórdia que se manifesta na justiça de Deus transcende à compreensão humana.” (do livro “Fonte Viva”, c. 60 / Chico Xavier).

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Observando os Ensinamentos do Divino Mestre

Relendo as obras básicas do Espiritismo, como de hábito, o que sempre recomendo às pessoas interessadas na busca do conhecimento maior possível, para o próprio aperfeiçoamento, sem, contudo, configurar nenhuma idéia de proselitismo que não se coaduna com o ideal do livre pensar, e tão somente buscando compartilhar reflexões espiritualistas visando o bem comum para uma sociedade e um mundo mais harmonizado, reflito, sob o título inicial, com os ensinamentos dos sábios Espíritos Superiores, contidos no Livro dos Espíritos, em especial com a resposta dada à pergunta enumerada como 625, proposta por seu insigne codificador Allan Kardec, de seguinte teor: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?Jesus.” Eis uma resposta lacônica, enfática e simples, própria de quem muito sabe… E logo em seguida Allan Kardec esclarece em nota explicativa, de forma inteligível, porque o Divino Mestre constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar, para a real implantação do Reino de Deus em nosso orbe.

Desse modo, entendemos que somente lograremos êxito em nossa romagem terrena se, com o procedimento de vida modelado no ideal cristão, nos conduzirmos, em toda nossa existência, como o Divino Mestre nos exortou: amando a todos como se a nós mesmos fosse. Para isso, interagindo e trabalhando em benefício de si mesmo e da coletividade, nas mínimas coisas, seguindo as diretrizes contidas na máxima: “fora da caridade não há salvação”, para que a paz e a harmonia se estabeleçam, enfim, em nossas vidas e em nosso Planeta.

E, para tanto, não basta a permanente adoração em êxtase inoperante, conquanto a divina contemplação ao Pai Supremo seja salutar e até necessária, a fim de que nos iluminemos restaurando nossas forças dos desgastes comuns; mas, isto, em momentos de recolhimento profundo em preces, como sempre devemos fazer ao final do dia de atividades e trabalho, em agradecimentos e louvor a Deus; assim como ter por hábito semanal, deveras importante, o culto do Evangelho no Lar, por exemplo; e não, creio, a constante e improdutiva vigília enclausuradora, que pode até significar uma inconsciente fuga à luta a que devemos nos empenhar no dia-a-dia de nossa interação humana: justas ocasiões em que devemos exercitar o aprendizado do verdadeiro cristianismo – o amor ao próximo, como motivação maior de aqui estarmos reencarnados. E até porque devemos compreender que Deus está e se manifesta, tal como entendemos, em toda parte e, como nos ensinou Jesus com a Parábola do Samaritano, respondendo à pergunta: “Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber?… – Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes. …” (S. Mateus, 25 : 31 a 46).

Assim, não há motivação nem ocasião melhor de reverenciar a Deus e comungar com os ideais do Divino Mestre Jesus, do que a ajuda ao próximo, nossos irmãos espirituais, por mais pequeninos que aparentem, em todas as circunstâncias que se nos apresentem e que enseje-nos atuar. A começar pelas nossas simples atitudes e gestos pessoais, em que irradiamos as energias magnéticas próprias, que influenciam o meio e todos com quem interagimos, de alguma forma, tal como refletido, entre outros, no texto – “Observações Oportunas” (publicado em 20.05.2015). De tal modo que estejamos sempre em consonância com a harmonia da natureza, vivenciando-a com todos e tudo com quem e que interagimos, ao nosso redor.

E, no contexto desta reflexão encontramos o seguinte esclarecimento do Espírito Lázaro: “… O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria. …. O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. ….” (contido no item 7 das Instruções dois Espíritos – Livro dos Espíritos, cap. XVII).

Portanto, estejamos atentos e sempre dispostos a cumprir o nosso essencial dever como cristãos, vivenciando e observando os ensinamentos do Mestre.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Meditação e Manifestações de Fé

Muito já se falou e escreveu sobre meditação e fé, seus reais e incomensuráveis valores, de grande significado e influência em nossas vidas, sem nenhuma dúvida. E disso podemos ter confirmação em nossa própria vivência, se então aplicada a boa vontade em nossa busca evolutiva; com a compreensão e o devido entendimento ante as dúvidas filosóficas e a necessidade de estabilidade e equilíbrio mental-espiritual em toda nossa existência. É do que precisamos nos conscientizar para podermos alcançar a tão desejada felicidade, e isto, naturalmente, somente quando em paz e harmonia. Para tanto, faz-se necessário, além das virtuosas atitudes supracitadas, o uso do bom senso, da razão, a fim de que não nos desvirtuemos da verdadeira prática cristã. O que nos faz lembrar o primoroso Emmanuel quando nos exortou afirmando “… Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.” (do livro “Fonte Viva” – C. 123 / Chico Xavier)

Isto porque, temos visto, ao longo de nossa História, monumentais construções suntuosas, desde as faraônicas pirâmides edificadas para manifestações de fé na eternidade da vida, confusa e erroneamente misturadas às aquisições materiais, que se juntavam aos restos mortais, na tentativa de agradar a um ‘deus’ antropomórfico, na exclusiva busca de haurir benefícios no além desconhecido – eis a grande verdade sobre tais cultos. E, mesmo após tal período faraônico, não se mudou muito quanto às demonstrações de fé, no decorrer dos séculos. Continuou-se o desvirtuamento do sentido da fé, até mesmo oferecendo-se sacrifícios humanos, na Antiguidade, de várias formas e para diversos fins, em rituais de cunho religioso; diversificando depois para o sacrifício de animais, o que, como sabemos, ainda se usa em rituais de algumas seitas.

Conquanto a maioria das sociedades humanas tenha abolido tais práticas, continuou-se a construção de templos suntuosos, sob fundamentos religiosos, alguns até com santuários revestidos em ouro, para contemplação e exacerbada maneira de adoração por aparências externas, materiais; ainda que com propósitos de veneração, visando agradecer a ‘Deus’; o que até pode ter conotações louváveis em face dos costumes e modo de pensar de pessoas e povos, que formam as culturas regionais em suas épocas. Mas, evidenciando o distanciamento do ideal cristão como tão bem nos ensinou e exemplificou o Divino Mestre Jesus, tal a realidade.

E mesmo com tão extraordinários ensinamentos e exemplos, há dois mil anos, a humanidade continua com interpretações equivocadas que dão margem a procedimentos errôneos, por parte dos que representam e até comandam as várias religiões e seitas em todo o mundo, com seus dogmas, sacramentos, simbologias, rituais e as suntuosidades dos cultos e dos altares, em que se evidenciam as discórdias sob a cortina do “eu” e os reflexos da vaidade, do egoísmo e do orgulho, que caracterizam as imperfeições humanas e o porquê de tantas divergências e recíprocas discussões e disputas. Tudo, paradoxalmente, em nome de Deus e de Jesus. Com todo respeito pelo que representam em seus ideais originais e sua valiosa contribuição para melhoria moral e espiritual da humanidade, despertando sua consciência religiosa; tal como mais explicitado no texto – “CONVICÇÃO ESPÍRITA” (01.08.2013).

Portanto, meditando bem, com bom senso e o legítimo sentimento de religiosidade, entendemos que o verdadeiro altar há de ser edificado em nosso íntimo; e a verdadeira demonstração de fé fundamenta-se na pureza dos ensinamentos do Divino Mestre Jesus: amando a Deus e ao próximo, com a prática da caridade pura e simplesmente – daquilo que somos e temos – onde e como estivermos, ajudando, tolerando, compreendendo e perdoando indistintamente.

Valendo citar nesse contexto, e corroborando esta reflexão, as sábias palavras de Emmanuel, quando disse: “… Seremos admitidos ao aprendizado do Evangelho, cultivando o Reino de Deus que começa na vida íntima. …” (do livro “Fonte Viva” – C. 15, – Chico Xavier)

Eis, creio, como exercitarmos a verdadeira meditação e demonstrarmos a insofismável fé.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Nosso Lar é o Planeta – Nossa Família a Humanidade

A transição espiritual, planetária, em nosso orbe, há muito difundida e estudada, principalmente no meio espiritualista, se processa sem que percebamos. E, infelizmente, a maioria de nós sequer cogita sobre isso, como também não percebe nem se incomoda com as transformações que constantemente ocorrem em nosso mundo. Talvez, pelo habitual estado de preocupações exclusivas com o imediatismo da vida prática, em seus aspectos de ascendência humana pessoal ou social, em que a maioria se deixa envolver e mais se dedicam, quase que integralmente; conquanto tais aspectos sejam deveras importantes em nossa experiência terrena, considerando nossas prioridades enquanto seres humanos em interação social, quer seja em função da própria subsistência, da formação profissional ou mesmo intelectual, filosófica.

Ainda assim, precisamos considerar, creio que primordialmente, a nossa precípua condição espiritual como realidade de que devemos nos conscientizar, inclusive filosoficamente, posto que eterna e por isso, pré e pós-existente à vida física; ou seja, permanente, enquanto a existência física é transitória, impermanente. Embora esta seja, naturalmente, deveras essencial, como acima referido, para o nosso aperfeiçoamento moral-espiritual, como meio de corrigir nossas imperfeições imanentes, exercitando os ensinamentos divinos por intermédio da vivência humana em interação social, tal como o próprio sentido desta reflexão; que igualmente já refleti e compartilhei em texto anteriormente publicado – O MUNDO – É A ESCOLA DA VIDA. (28.10.13) .

E prosseguindo este mesmo critério de raciocínio, sabendo-nos Espíritos, facilmente podemos compreender a lógica da assertiva em epígrafe, ampliando a nossa visão transcendente, que revela-nos como criaturas divinas universais e centelhas do infinito amor de Deus – “inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”. Por isso, como tal, não devemos nos restringir à limitada idéia de um lar circunscrito entre paredes, nem à família somente por consangüinidade. E sim, buscando ampliar tal conceito ao infinito das ‘muitas moradas’ a que se referiu o Divino Mestre Jesus. E, até mesmo considerando apenas o nosso Planeta, já temos mais de 7,2 bilhões de seres encarnados como semelhantes irmãos, segundo dados estatísticos oficiais de 2013; enquanto os Espíritos elevados nos informam que há em torno de 2/3 de Espíritos desencarnados na erraticidade e vinculados a Terra, em processo de interação/influenciação conosco e dependentes das oportunidades reencarnatórias, para o desenvolvimento neste plano humano de que ora todos nós dispomos. Isto porque, no estágio evolutivo em que nos encontramos, somente por meio das experiências em vivências reencarnatórias ensejamos as condições para o aperfeiçoamento a que estamos destinados, corrigindo nossas imperfeições, seja por processos expiatórios ou de provações. Até que, por nossos esforços e força de vontade, alcancemos a condição de não mais necessitarmos reencarnar expiatoriamente.

O que nos leva a meditar sobre os verdadeiros laços que devem unir todos nós – o amor em sua essência, fraternal, universal. E assim, como irmãos, buscando amar a todos como a nós mesmos, superando as adversidades que caracterizam nossas relações humanas, compreendendo, ajudando, perdoando, o quanto possível; do íntimo de nosso coração e de nossa consciência, certos de que, consoante as divinas leis de causa e efeito, ação e reação, cada um recebe na justa medida daquilo que doa de si mesmo. Daí, porque cada um vive no ‘céu’ ou no ‘inferno’ que constrói para si próprio, por suas boas ou más ações, em seus efeitos, ao longo de sua vivência interpessoal. Ao mesmo tempo em que, desse modo, edifica o próprio destino e contribui de certa forma, para o futuro de toda humanidade; porquanto, tal como o altruísmo, o egoísmo individual forma o egoísmo do mundo.

Portanto, urge estarmos atentos e concordes às transformações que gradualmente já se processam, conforme citado inicialmente, e que culminará com a grande transição para um estágio espiritual mais elevado, em que na Terra somente permanecerão Espíritos – encarnados e desencarnados – sintonizados no bem. E busquemos por em prática, como verdadeiros discípulos, as palavras da vida eterna a que se referiu o Divino Mestre Jesus quando, nos exortando, asseverou: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (João, 13:25.)

Devaldo Teixeira de Araújo.

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As Esperanças se Renovam e se Multiplicam

Como em todos os anos que findaram, sempre dando início a um novo que se avizinha, e, ainda embalados pelo clima alegre e amoroso do período natalino, em que tudo é festa e alegria, positivamente, fazendo-nos esquecer dos problemas rotineiros possíveis disso; eis que chega a esperada e tradicional noite de vigília da passagem do ano, em que se afloram os anseios por dias melhores, com as conhecidas e, para isso, comumente praticadas superstições, em suas variadas formas e crenças. O que é comum e compreensível em nossa cultura e sincretismo religioso de que nos utilizamos para expressar os nossos sentimentos, com que, invariavelmente, sempre lidamos em nossa interação social.

Então, as esperanças se renovam e se multiplicam, deixando-nos alegremente esperançosos e felizes, ainda que momentaneamente, o suficiente para compartilharmos desses sentimentos que irradiam fraternidade, paz e harmonia. E a alegria reinante contagia a todos, mesmo aqueles em que o desânimo aflora ou a tristeza, por algum motivo, evidencia-se em seus semblantes; então, entrando no clima de alegre confraternização que a imensa maioria manifesta, com efusivos cumprimentos e calorosos abraços. O que é deveras salutar e positivo, pelo ânimo instado e o clima descontraído e otimista que se instala e irradia nessas ocasiões. E, de certa maneira, contribui para o bem estar e a melhoria de muitos que se reanimam e até se alegram, saindo da inércia e do desânimo.

Valendo salientar a grande e importante comemoração do dia seguinte, o primeiro do ano, que a ONU reconheceu e estabeleceu como sendo 01 de janeiro – o Dia da Confraternização Universal. Enquanto muitos nem se dão conta dessa efeméride, abstraídos exclusivamente nas festividades da última noite do ano, em seus hábitos e excessos comemorativos.

E, nos dias atuais de grandes conflitos internacionais e das dificuldades por que passamos, particularmente, em nosso país, temos que muito refletir e ajuizar devidamente, com muito bom senso, deixando de lado o egoísmo e as práticas proselitistas de qualquer natureza, não nos deixando envolver por ideias, e muito menos, atitudes, contrárias aos interesses maiores da grande maioria de nossos irmãos compatriotas necessitados e menos favorecidos, que formam a nossa grande nação, até como forma de prática da caridade. O que nos faz refletir sobre a confiança que devemos ter nos desígnios divinos em relação ao nosso futuro e da Humanidade, fazendo a nossa parte, mas sempre convictos de que nada acontece ou acontecerá por acaso, em qualquer parte ou de qualquer forma, e, assim, nunca o desespero, a intolerância ou o orgulho e a vaidade intelectual contidos no proselitismo, muito menos o pessimismo nocivo e destruidor.

Por isso, consigno a minha consternação ao saber do comentário, dito de Natal, de um renomado cineasta, escritor e, além de outros adjetivos intelectuais, comentarista da Rádio CBN, ao dizer a todos os seus ouvintes que “2016 vai ser péssimo (!)”. Contrariando todo otimismo que, creio, deva prevalecer em todo nosso pensar, tal como acima refletido. Reservando-me o direito de não estender, sob nenhum outro aspecto, como as motivações e patrocínios, dessa declaração pessimista e incabível, ao menos sob o ponto de vista espiritualista, e tão somente.

Neste contexto, vale inserir o que nos esclarece Emmanuel, em se referindo à multidão carecente de amparo: “… Os colaboradores de Jesus são chamados, não a obscurecê-la com o pessimismo, não a perturbá-la com a indisciplina ou a imobilizá-la com o desânimo, mas sim a nutri-la de esclarecimento e paz, fortaleza moral e sublime esperança. Se te encontras diante do povo, com o anseio de ajudá-lo, se te propões contribuir na regeneração do campo social, não te percas em pregações de rebelião e desespero. Conserva a serenidade e alimenta o próximo com o teu bom exemplo e com a tua boa palavra. ….” (extraído do livro “Fonte Viva”, c. 131 / Chico Xavier).

Destarte, devemos, sim, ter convicta fé em Deus, em seus desígnios, e, racionalmente, valorizar todos os momentos de alegria, em paz e harmonia, confraternizando com otimismo – FELIZ ANO NOVO!

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Natal é o Amor em Festa

Então é Natal… Como, iniciando, diz a bela melodia que caracteriza a época natalina…

Não obstante a influência mercantilista contida em toda publicidade midiática oportunista, especialmente nesta época, em que somos compelidos a criar costumes sociais de trocas de presentes, de mensagens já produzidas e prontas e não elaboradas pelo nosso sincero pensar e desejar profundo de nosso coração; não podemos deixar de observar e sentir o clima caloroso e amoroso que se instala nessas ocasiões. O que é deveras positivo, afinal, tudo que nos torna, de alguma maneira, mais alegres, amoráveis e fraternos, mesmo ocasionalmente.

Inclusive as belas decorações com que se enfeitam os lares, as ruas, e tudo que nos cercam, com a iluminação característica feérica, que nos encantam e produzem um efeito salutar de muita alegria, paz e harmonia. Ainda que o aspecto profano se acentue, em seus excessos e materialidade, há sempre algo em todo conteúdo festivo natalino que nos lembra Jesus. Por isso, e com a alegria que reina em todos os ambientes festivos nessa ocasião, podemos considerar como proveitoso e benéfico para todos de um modo geral, individual e coletivamente. O que podemos considerar, sob o aspecto espiritual, como centelhas do Amor Divino manifestado em suas variadas formas e simplicidade.

E precisamos aproveitar todas as oportunidades que se nos apresentem para manifestar nossa satisfação e contentamento, confraternizando com todos os nossos parentes e amigos, por serem os mais próximos de nós, com os quais compartilhamos nossa existência prática sob seus vários aspectos, em interação social. Sem esquecer da necessidade de sempre praticarmos a caridade, como atitude essencial na aplicação do verdadeiro cristianismo tal como o Divino Mestre nos ensinou e exemplificou. E até podemos sentir a manifestação da caridade, nos diversos movimentos sociais conclamando a população à doações em favor dos mais necessitados; como, entre outros, os tradicionais presentes do Natal, para as crianças, que assim têm seu momento de alegria e que tanto emociona beneficiados e beneficiários. Quem já participou de tais movimentos, ativamente, sabe bem de tal indescritível emoção a que me refiro e da felicidade que causam em todos os participantes.

Então é Natal… em que se comemora o início de um novo tempo, quando, há dois mil anos, um Espírito angélico anunciou à alguns simples pastores de ovelhas, a boa nova do nascimento do “Cristo Senhor”, como um ‘salvador’, e logo uma legião angelical se ajuntou e glorificou o momento aclamando: “Glória a Deus nas alturas, paz sobre a terra, boa vontade para com os homens.” (Lucas, 2: 1 a 20). Marcando a magnitude missionária do Divino Mestre Jesus, como modelo e guia para a Humanidade, que proclamaria depois, que o amor cobrirá a multidão de pecados e que o seu Reino não é deste mundo.

Neste contexto, vale lembrar as palavras do primoroso ser espiritual Emmanuel, quando nos disse “Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento. Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros. Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob esplendores de um novo dia.”

       Natal! Boa Nova! Boa Vontade…” (o livro “Fonte Viva”, c. 180 / Chico Xavier).

Eis o verdadeiro significado do Natal e como deve ser lembrado e comemorado, fundamentalmente, em meio à alegria reinante, à doce sonoridade musical, à rica e bela decoração e iluminação que encantam e deixam no ar um clima de paz e confraternização. Então, ao ensejo, confraternizemo-nos efusivamente, certos de que o Natal é o amor em festa.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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