Nossa Visão Perceptiva e o Universo Real

     Lembro bem de uma experiência reflexiva que tive, creio que bastante interessante, por volta do ano dois mil, quando trabalhava num bonito e bem projetado prédio situado em meio a um ambiente bucólico encravado numa clareira de um pequeno trecho da esplendorosa mata atlântica, no Curado, Recife-PE. E no qual tinha um espelho d’água onde existiam peixes do tipo carpa. Todo o local ao redor apresenta uma das paisagens mais belas da natureza divina, com sua frondosa vegetação, que podemos contemplar e maravilharmo-nos com tão fascinante cenário capaz de enlevar, deveras, almas sensíveis.

     E então, sempre que podia, nos momentos de intervalo do almoço, ficava a observar, além de todo o admirável contexto natural em volta, aquelas belas espécies de peixe em suas lindas e vívidas cores. Inclusive levava alguma alimentação apropriada para, naqueles instantes, vê-los com seus graciosos movimentos e características atividades em busca do alimento que lhes dava, no seu habitat natural… algo maravilhoso, digno de uma meditação profunda e embevecida…

     Nessa contemplação, transcendi a percepção da realidade visual e fiquei a imaginar a possibilidade da interação social entre aqueles seres, tal como nós, considerando assim suas possíveis preocupações transcendentes e dúvidas sobre o mundo exterior… que imagem e ideia eles poderiam ter do mundo externo grandioso e infinito, tão diferente de seu ambiente… Alguns, por certo, com capacidade extra-sensorial, ousariam descrever a realidade da dimensão exterior e outros, até, tentariam convencer os demais, com convicção disso. Mas, certamente, muitos não conseguiriam entender tal perspectiva extrínseca, além de seu próprio ambiente material sob as águas, em sua própria estrutura de seu imitado espaço. E, embora a realidade de suas vidas que muitos daqueles seres céticos e descrentes teriam como única e real; não excluiria a verdade sobre o Universo, por ser absoluta realidade.

     Refleti, então, que da mesma forma acontece conosco, de certo modo, em relação à compreensão do Universo como um todo, sobretudo no aspecto espiritual, de que não conseguimos visualizar com a limitada visão humana, que geram as nossas dúvidas e descrenças. Embora com o progresso natural e inexorável, o avanço da ciência em todos os campos, inclusive espiritual, nos faça entender muito dos fenômenos de que nossos ancestrais desconheciam e por isso atribuíam à intervenção de deuses e seus mistérios e milagres. Contudo, há que se reconhecer que o grau de evolução da humanidade em geral, por sua imperfeição, impede uma maior e ampla compreensão do todo universal quanto ao ponto de vista espiritual, que a Revelação Espírita, a seu tempo, gradualmente vem nos demonstrando e esclarecendo.

     Nesse contexto, julgo oportuno repetir o que pensei e escrevi, em Janeiro de 2002: “Procure a dimensão de si mesmo, e descobrirá a dimensão do Universo.”

     O que me faz lembrar a lenda egípcia do peixinho vermelho, contida no prefácio – “Ante as portas livres”, de Emmanuel, do livro “Libertação” de André Luiz/Chico Xavier¹. (Que, vale salientar, só li tempos depois dessa experiência reflexiva.)

Vide no link – http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/libertacao.pdf

 

 Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br  #  https://www.facebook.com/profile.php?id=100009560480260

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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