As Enfermidades Humanas e a Realidade Espiritual

Reflito sobre um interessante artigo de um renomado psiquiatra, sobre a depressão, considerando-a como uma doença, um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo da história. E, como sabemos, muito atual e crescente, tida até como “o mal do século”. O referido médico, discorrendo sobre o problema, competentemente, esclareceu as possíveis causas, seus efeitos e correlação com alguns sintomas emocionais, no sentido patológico; citando as evidências que mostram alterações químicas no cérebro do  indivíduo afetado. E esclarecendo disse mais: “[…] Principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e dopamina), que transmitem impulsos nervosos entre as células. Além de processos que ocorrem dentro das células nervosas, também envolvidos. Considerando, ainda, a necessidade do acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado, e ressaltando a predisposição individual, provavelmente genética.” […]

Meditando sobre tal, fiquei a imaginar o quão seria útil e deveras importante, a exemplo do problema  acima questionado, em agregar às imprescindíveis terapêuticas – psicológica e alopata; o conhecimento da nossa realidade espiritual: de que nosso Espírito eterno, como tal, transfere de uma para outra existência (reencarnação) os distúrbios psicossomáticos preexistentes, essencialmente individuais, retidos em nossa estrutura mnemônica perispiritual. Sem que haja nenhuma contradição em relação às considerações medicinais supramencionadas. Posto que, o estudo objetivo, sério e mais aprofundado, dos postulados espíritas, demonstra, racional e sobejamente, que o essencial em nós é o Espírito, que se manifesta através da mente e por meio dos órgãos concernentes às atividades então desenvolvidas, sejam psíquicas ou mecânicas. Tal como refletiu e afirmou Albert Einstein (1879-1955): “A ciência sem religião é aleijada, a religião sem a ciência é cega.” E creio que a ideia de religião aí aplicada, seja no sentido de crença espiritual, segundo sua fé cristã.

Desse modo, ainda que nesse contexto o problema seja analisado e tratado, atribuindo-se como causa um distúrbio no sistema neurotransmissor; sua real origem, não raro, pode estar no quintessencial organismo perispiritual, ora manifestando os problemas de toda natureza e origem, do passado espiritual, por meio do corpo físico do indivíduo comprometido, em sua complexa estrutura orgânica e psíquica, do presente. E interessante seria, portanto, se assim pudesse ser conhecido e considerado pela medicina oficial, de algum modo. Embora saibamos que não seja tão fácil compreender bem tudo isso sem um estudo mais aprofundado sob o enfoque espírita, em seus aspectos – científicos e filosóficos, por seus conteúdos estruturais inerentes ao perispírito e ao organismo humano, sempre interligados e interdependentes. Mas, infelizmente, ainda, poucos se dão ao trabalho de pesquisar e estudar a tal respeito, o que ampliaria sobremaneira o conhecimento humano e o avanço da própria ciência.

Para que tenhamos uma ideia, no contexto dessa realidade, eis como nos esclarece o Espírito Alexandre  e André Luiz, no livro “Missionários da Luz”, cap. 4, psicografia de Chico Xavier; assim esclarecendo-nos: “… considerando que no círculo das enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem o seu ambiente preferido, em seu campo infinitesimal, como o pneumococo, o bacilo de Eberth, de Hansen ou de Koch. … As doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos. A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do vaso de barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual. Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente. … Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. … A cólera, a desesperarão, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. …

Corroborando estas verdades, eis um conceito do eminente codificador do Espiritismo – Allan Kardec:  “ O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação.” (do livro “A Gênese”)

 

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Nossa Responsabilidade Por Uma Sociedade Justa e Fraterna

Inicio esta reflexão enaltecendo, com a intenção de compartilhar e difundir, as maravilhosas lições do primoroso Emmanuel, sobre a mulher e seu imprescindível papel na evolução humana. Sobretudo, destacando os ensinamentos do Mestre Jesus, em sua divina missão; o que pode ser devidamente compreendido à luz da razão, como também da própria ciência da psicologia e da sociologia, em todos os tempos.  Eis então um exemplo de justiça, amor e verdade, enobrecendo a mulher:

“… Com Jesus, começou o legítimo feminismo. Não aquele que enche as mãos de suas expositoras com estandartes coloridos das ideologias políticas do mundo, mas que lhes traça nos corações diretrizes superiores e santificantes.

Nos ambientes mais rigoristas em matéria de fé religiosa, quais o do Judaísmo, antes do Mestre, a mulher não passava de mercadoria condenada ao cativeiro. Vultos eminentes, quais Davi e Salomão, não conseguiram fugir aos abusos de sua época, nesse particular. O Evangelho, porém, inaugura nova era para as esperanças femininas. Desde Jesus, observamos crescente respeito na Terra pela missão feminil. …”

(Texto extraído e adaptado do livro “Pão Nosso”, c. 93 – Emmanuel/Chico Xavier).

Então, para entender bem a magnitude das exemplares lições do Divino Mestre, basta nos atermos aos episódios evangélicos, bem compreendidos, exaltando o relevante papel das mulheres para a história da humanidade; como a conversão de Madalena, a dedicação das irmãs de Lázaro, a abnegação das ‘senhoras de Jerusalém’ acompanhando Jesus, além, entre outros, da exaltação à Maria, mãe de Jesus…

E, apesar de todos os ensinamentos do divino Mestre, há dois mil anos, e posteriormente, dos esclarecimentos dos Espíritos Sábios, a partir de meados do Século XIX com o advento do Espiritismo, que restabeleceu o cristianismo primitivo, desvirtuado e ignorado por muitos: a humanidade continua arraigada ao egoísmo do passado, pelo atraso moral-espiritual que ainda perdura em nossa sociedade, de um modo geral, infelizmente, não acompanhando o desenvolvimento tecnológico e intelectual já alcançado. O que denota as desigualdades sociais, as discórdias e a violência que predominam em nosso mundo.

Por isso, os procedimentos e costumes errôneos que evidenciam a denominada cultura machista, que tantas injustiças causaram ao longo do tempo, e ainda causam, provocando todos esses males que hoje observamos, disfarçados ou não, sobretudo contra as mulheres e também contra as minorias de todos os matizes, de que muito temos notícias. E o que mais causa indignação e choca a alma sensível e consciente, é a violência inconcebível e aviltante que ainda ocorre em nosso ambiente social, em pleno Século XXI.

Urge, então, conscientes de que todos esses males precisam ser finalmente erradicados, buscarmos por todos os meios possíveis ao nosso alcance, uma sociedade justa, fraterna, igualitária e humanitária, tal como preconizou o Divino mestre; começando por fazer a nossa parte, estudando e refletindo para o nosso aprimoramento; divulgando amplamente essas ideias, para nossa responsável conscientização, a exemplo da grande exortação do Espírito Sânzio:

“Quanto mais amplitude em nossos conhecimentos, mais responsabilidade em nossas ações.”

(Do livro “Ação e Reação”, c. 07 – André Luiz / Chico Xavier)

 

 Devaldo Teixeira de Araújo.

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Persistência no Bem

Reflito, por experiência própria, quanto à necessidade de estarmos permanentemente atentos e vigilantes, tal como nos exortou o Divino Mestre e nos recomenda o iluminado Espírito Emmanuel, quanto ao emprego de nossa força de vontade e persistência em relação às nossas atitudes. Buscando perseverar, incansavelmente, no bem, desde as formulações dos pensamentos, que originam as idéias e, por conseguinte, todo nosso proceder. E, assim por diante, todos os nossos gestos, palavras e ações, desde a simples conversação e atividades em interação com todos com quem compartilhamos nossas vidas, seja no âmbito familiar, profissional ou social.

E todos nós, adultos, temos o dever de saber quais sejam os nossos procedimentos que indicam o bem; por já termos vivência e entendimento suficientes para isso. Não há como fugir a esta realidade. Se não agimos de modo adequado será, sempre, por nosso livre arbítrio, nos desvirtuando das virtudes e do bom senso que devem nortear nosso proceder. E o primeiro passo será, sem dúvida, o estudo objetivo que nos leva ao conhecimento superior, progressivamente. A reflexão sobre o nosso ‘Eu’, o mundo em que vivemos e todo o Universo, em perfeita interação. E a certeza de que todos somos irmãos e precisamos viver em paz e harmonia, seguindo as orientações do Divino Mestre, com o Evangelho de Amor em nossas vidas.

E sabemos que em nossa jornada espiritual, posto que Espíritos eternos somos, mourejamos em mais uma encarnação de provações, expiações ou resgate, rumo ao nosso aprimoramento. E, decerto, encontramos muitos dissabores que se nos apresentam ao longo de nossa existência humana, sejam as amargas desilusões, as dores da ingratidão, as feridas da maldade… enumerá-las todas seria impossível, pois, por nossa própria imperfeição moral-espiritual, convivemos entre as virtudes e os vícios; o conhecimento superior que ilumina e dignifica, por vezes sufocado pela ignorância brutal, que anuvia e ofusca as nossas potencialidades virtuosas e amorosas. E, não raro, nos detemos nas ilusões dos gozos mundanos e egoístas, proporcionados pelas facilidades materiais, que entorpecem e retardam a nossa evolução.

Todavia, com a necessária reflexão, sempre havemos de descobrir em nosso âmago a centelha do amor divino que nos deu origem e que nos incita à busca do conhecimento superior que indica a nossa realidade, o que realmente somos, tal, repito, como escrevi em texto anterior (Convicção Espírita) – “… porque os gozos materiais não satisfazem, em sua plenitude, o homem, por ser, em sua essência, um indivíduo espiritual e, por isso, a insatisfação e a incessante busca da verdade que concilie e harmonize a mente, para seu equilíbrio e ascensão …”  Tudo para consecução da perfectibilidade eterna a que estamos destinados.

   Faz-se oportuno, neste contexto, repetir o que refleti noutro texto (Estejamos Atentos): “… Portanto, preciso é que estejamos sempre atentos, pensando, idealizando e agindo sob o influxo do bem, alicerçados na fé racional, com bom senso e religiosidade, exercitando o amor a Deus sobre tudo e ao próximo como tão bem nos foi ensinado e exemplificado, a fim de que não estacionemos no rumo da eternidade de paz e harmonia a que estamos destinados; perdidos nas teias das ilusões transitórias humanas de toda sorte, em que podemos nos envolver em meio ao turbilhão de sugestões inferiores sob as tentações da concupiscência, do orgulho e da vaidade, entre outras, oriundas de nossa individualidade do passado, de difícil erradicação, mas, que temos de corrigir com esforço e força de vontade. …”

        Urge persistirmos no bem, vivenciando o amor, antes que a inevitável realidade eterna nos surpreenda.                           

Devaldo Teixeira de Araújo.

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