A Real Dignidade Humana

        Muito se comenta sobre as atitudes humanas, sobretudo em certos aspectos, em que são tidas e até proclamadas como exemplos de dignidade ou hombridade… quando, muitas vezes, isso se dá por mera reação à certas observações desagradáveis, ofensas ou afrontamentos que nos sãos dirigidos, e que são imediatamente respondidos no mesmo teor ou até com maior intensidade, como desforra, no comum e popular estilo de ‘bateu – levou’, ou ‘não levar desaforo pra casa’. O que apenas revela, em verdade, o orgulho e a vaidade existente em todos que assim reagem, e não a real dignidade do homem de bem, em seu aspecto moral-espiritual, tal como nos exemplificou e ensinou o Divino Mestre, tão bem proclamado e divulgado nos postulados espíritas, que, ao contrário, revela-se no perdão das ofensas; esta sim, a verdadeira atitude de grandeza humana.

        E ideias errôneas como essa ocorrem em face de nossa condição de inferioridade espiritual, em que valorizamos e praticamos mais os erros e vícios do que o aprimoramento das virtudes, tão importantes e necessárias para uma coexistência em paz e harmonia. Por isso, certamente, mourejamos nesta vivência de adversidades e sofrimentos que caracterizam nosso estágio espiritual de expiação e provas.

        Sabendo que nada ocorre por acaso e que tudo decorre das leis divinas de causa e efeito, ação e reação; podemos entender que as origens de todos os males com que lidamos, procedem do nosso grau evolutivo espiritual, que determina nossos pensamentos e atitudes, individual e coletivamente. E a nossa realidade social diz bem do que, em geral, somos. Por isso, temos que conviver em meio a esse turbilhão de problemas em nossa interação social ao longo de nossa existência, enquanto não alcançarmos, por nossos próprios esforços, as condições que nos identifiquem como verdadeiros irmãos, tal como preconizou o divino mestre Jesus.

        Sendo oportuno citar, neste contexto, o que nos asseverou o eminente mestre Allan Kardec, que, como missionário divino, coligiu e difundiu o Espiritismo: “A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Não poderiam consegui–lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.”  –  (do livro “A Gênese”, capítulo 18, item 5.)

Devaldo Teixeira de Araújo.

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[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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