As Pandemias e a Misericórdia Divina

Sempre ouço muitos comentários e dúvidas sobre a realidade das pandemias que, ocasionalmente, assolam o mundo, mais intensificadas em determinados países, regiões ou locais, e que tantos problemas e até mortes ocasionam, levando as pessoas a questionamentos de toda natureza, principalmente quanto ao aspecto espiritual. E, em mais um profícuo diálogo com meu estimado filho João Ricardo, o mesmo incentivou-me a tal reflexão. Então, refletindo bem, reafirmo a minha convicção nos desígnios divinos, sob as leis de causa e efeito e os processos de ação e reação a que estamos subordinados, e de que podemos ter certeza que nada acontece por acaso…

Logo, creio que tudo o que ocorre para com o Universo e a Humanidade, seja do ponto de vista individual ou coletivo, tem uma razão de ser que se origina sempre no aspecto ou dimensão espiritual, sua causa primordial, que produz seus efeitos da mesma forma correlativa e que, como reação, revela-se ou manifesta-se na natureza, na coletividade humana ou em nós mesmos, individualmente, por meio dos infinitos processos espirituais contidos nas divinas leis supracitadas. E tudo em consequência de nossos pensamentos, atitudes e ações. Como exemplo claro e prático disso podemos citar as poluições provocadas pelo homem e suas consequências, como temos conhecimento por muito ser divulgado.

Da mesma forma podemos entender como tal o que ocorre com os desastres naturais que tanto temos visto. Inclusive os fenômenos naturais que ocorrem para o equilíbrio e a harmonia da Natureza e do Planeta. Os Espíritos Superiores nos dão importantes informações sobre tudo isso. Basta termos a boa vontade de buscarmos o conhecimento mais amplo, lendo e estudando objetivamente as obras básicas Espíritas coligidas por Allan Kardec. Cito como exemplo o “Livro dos Espíritos“, neste contexto, as Questões 536 a 540 do item – Ação dos Espíritos nos Fenômenos da Natureza; Questões 728 a 736 do item – Destruição Necessária e Destruição Abusiva e Questões 737 a 741 do item – Flagelos Destruidores. Além de outras esclarecedoras obras de alguns outros autores espíritas, que não caberia explicitar neste limitado texto reflexivo.

Assim também com relação ao surto periódico de doenças que se tornam epidemias ou pandemias; a chave para o pleno entendimento da questão está na compreensão de nossa realidade espiritual, de que somos Espíritos eternos, com os essenciais processos reencarnatórios, para o aperfeiçoamento a que todos um dia alcançaremos, inexoravelmente. As reencarnações, portanto, representam as oportunidades de burilamento espiritual, sob as condições de expiações ou provações, imprescindíveis para a correção de nossas imperfeições morais- espirituais, de acordo com o nosso esforço e força de vontade para isso, pelo nosso livre arbítrio. Daí, quando em determinada experiência física, alguém (como espírito eterno, encarnado) abusa de seu livre arbítrio e sua inteligência em prejuízo do próximo, da coletividade e até de si mesmo, registra tal experiência negativa, de mais ou menos gravidade, em seu períspirito, que, sob os efeitos da causa recebida, forma o esboço de todo o complexo psicofísico, ou corpo astral, de que se revestirá na próxima reencarnação. O que ocorre nunca como castigo, tal como muitos apregoam, e sim como efeito ou consequência resultante de todos os problemas citados. Sem deixar de lado, evidentemente, os estudos e conceitos científicos, no aspecto físico, humano; ‘pari passu’ com o primordial aspecto espiritual.

Eis a lógica para as doenças de nascença e todos os problemas decorrentes. O que pode ser considerado como misericórdia divina, pela oportunidade dada para resgate e aperfeiçoamento. Do contrário, teríamos que admitir o acaso, o que é incompatível com o bom senso, ante o poder criador, a infinita justiça, bondade e misericórdia, da Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas – Deus.

Por isso, os Espíritos Iluminados nos dizem: “Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus.” E o primoroso Emmanuel nos esclareceu: “A misericórdia que se manifesta na justiça de Deus transcende à compreensão humana.” (do livro “Fonte Viva”, c. 60 / Chico Xavier).

Devaldo Teixeira de Araújo.

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[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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