Observando os Ensinamentos do Divino Mestre

Relendo as obras básicas do Espiritismo, como de hábito, o que sempre recomendo às pessoas interessadas na busca do conhecimento maior possível, para o próprio aperfeiçoamento, sem, contudo, configurar nenhuma idéia de proselitismo que não se coaduna com o ideal do livre pensar, e tão somente buscando compartilhar reflexões espiritualistas visando o bem comum para uma sociedade e um mundo mais harmonizado, reflito, sob o título inicial, com os ensinamentos dos sábios Espíritos Superiores, contidos no Livro dos Espíritos, em especial com a resposta dada à pergunta enumerada como 625, proposta por seu insigne codificador Allan Kardec, de seguinte teor: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?Jesus.” Eis uma resposta lacônica, enfática e simples, própria de quem muito sabe… E logo em seguida Allan Kardec esclarece em nota explicativa, de forma inteligível, porque o Divino Mestre constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar, para a real implantação do Reino de Deus em nosso orbe.

Desse modo, entendemos que somente lograremos êxito em nossa romagem terrena se, com o procedimento de vida modelado no ideal cristão, nos conduzirmos, em toda nossa existência, como o Divino Mestre nos exortou: amando a todos como se a nós mesmos fosse. Para isso, interagindo e trabalhando em benefício de si mesmo e da coletividade, nas mínimas coisas, seguindo as diretrizes contidas na máxima: “fora da caridade não há salvação”, para que a paz e a harmonia se estabeleçam, enfim, em nossas vidas e em nosso Planeta.

E, para tanto, não basta a permanente adoração em êxtase inoperante, conquanto a divina contemplação ao Pai Supremo seja salutar e até necessária, a fim de que nos iluminemos restaurando nossas forças dos desgastes comuns; mas, isto, em momentos de recolhimento profundo em preces, como sempre devemos fazer ao final do dia de atividades e trabalho, em agradecimentos e louvor a Deus; assim como ter por hábito semanal, deveras importante, o culto do Evangelho no Lar, por exemplo; e não, creio, a constante e improdutiva vigília enclausuradora, que pode até significar uma inconsciente fuga à luta a que devemos nos empenhar no dia-a-dia de nossa interação humana: justas ocasiões em que devemos exercitar o aprendizado do verdadeiro cristianismo – o amor ao próximo, como motivação maior de aqui estarmos reencarnados. E até porque devemos compreender que Deus está e se manifesta, tal como entendemos, em toda parte e, como nos ensinou Jesus com a Parábola do Samaritano, respondendo à pergunta: “Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber?… – Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes. …” (S. Mateus, 25 : 31 a 46).

Assim, não há motivação nem ocasião melhor de reverenciar a Deus e comungar com os ideais do Divino Mestre Jesus, do que a ajuda ao próximo, nossos irmãos espirituais, por mais pequeninos que aparentem, em todas as circunstâncias que se nos apresentem e que enseje-nos atuar. A começar pelas nossas simples atitudes e gestos pessoais, em que irradiamos as energias magnéticas próprias, que influenciam o meio e todos com quem interagimos, de alguma forma, tal como refletido, entre outros, no texto – “Observações Oportunas” (publicado em 20.05.2015). De tal modo que estejamos sempre em consonância com a harmonia da natureza, vivenciando-a com todos e tudo com quem e que interagimos, ao nosso redor.

E, no contexto desta reflexão encontramos o seguinte esclarecimento do Espírito Lázaro: “… O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. É a um tempo juiz e escravo em causa própria. …. O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. ….” (contido no item 7 das Instruções dois Espíritos – Livro dos Espíritos, cap. XVII).

Portanto, estejamos atentos e sempre dispostos a cumprir o nosso essencial dever como cristãos, vivenciando e observando os ensinamentos do Mestre.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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