Meditação e Manifestações de Fé

Muito já se falou e escreveu sobre meditação e fé, seus reais e incomensuráveis valores, de grande significado e influência em nossas vidas, sem nenhuma dúvida. E disso podemos ter confirmação em nossa própria vivência, se então aplicada a boa vontade em nossa busca evolutiva; com a compreensão e o devido entendimento ante as dúvidas filosóficas e a necessidade de estabilidade e equilíbrio mental-espiritual em toda nossa existência. É do que precisamos nos conscientizar para podermos alcançar a tão desejada felicidade, e isto, naturalmente, somente quando em paz e harmonia. Para tanto, faz-se necessário, além das virtuosas atitudes supracitadas, o uso do bom senso, da razão, a fim de que não nos desvirtuemos da verdadeira prática cristã. O que nos faz lembrar o primoroso Emmanuel quando nos exortou afirmando “… Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.” (do livro “Fonte Viva” – C. 123 / Chico Xavier)

Isto porque, temos visto, ao longo de nossa História, monumentais construções suntuosas, desde as faraônicas pirâmides edificadas para manifestações de fé na eternidade da vida, confusa e erroneamente misturadas às aquisições materiais, que se juntavam aos restos mortais, na tentativa de agradar a um ‘deus’ antropomórfico, na exclusiva busca de haurir benefícios no além desconhecido – eis a grande verdade sobre tais cultos. E, mesmo após tal período faraônico, não se mudou muito quanto às demonstrações de fé, no decorrer dos séculos. Continuou-se o desvirtuamento do sentido da fé, até mesmo oferecendo-se sacrifícios humanos, na Antiguidade, de várias formas e para diversos fins, em rituais de cunho religioso; diversificando depois para o sacrifício de animais, o que, como sabemos, ainda se usa em rituais de algumas seitas.

Conquanto a maioria das sociedades humanas tenha abolido tais práticas, continuou-se a construção de templos suntuosos, sob fundamentos religiosos, alguns até com santuários revestidos em ouro, para contemplação e exacerbada maneira de adoração por aparências externas, materiais; ainda que com propósitos de veneração, visando agradecer a ‘Deus’; o que até pode ter conotações louváveis em face dos costumes e modo de pensar de pessoas e povos, que formam as culturas regionais em suas épocas. Mas, evidenciando o distanciamento do ideal cristão como tão bem nos ensinou e exemplificou o Divino Mestre Jesus, tal a realidade.

E mesmo com tão extraordinários ensinamentos e exemplos, há dois mil anos, a humanidade continua com interpretações equivocadas que dão margem a procedimentos errôneos, por parte dos que representam e até comandam as várias religiões e seitas em todo o mundo, com seus dogmas, sacramentos, simbologias, rituais e as suntuosidades dos cultos e dos altares, em que se evidenciam as discórdias sob a cortina do “eu” e os reflexos da vaidade, do egoísmo e do orgulho, que caracterizam as imperfeições humanas e o porquê de tantas divergências e recíprocas discussões e disputas. Tudo, paradoxalmente, em nome de Deus e de Jesus. Com todo respeito pelo que representam em seus ideais originais e sua valiosa contribuição para melhoria moral e espiritual da humanidade, despertando sua consciência religiosa; tal como mais explicitado no texto – “CONVICÇÃO ESPÍRITA” (01.08.2013).

Portanto, meditando bem, com bom senso e o legítimo sentimento de religiosidade, entendemos que o verdadeiro altar há de ser edificado em nosso íntimo; e a verdadeira demonstração de fé fundamenta-se na pureza dos ensinamentos do Divino Mestre Jesus: amando a Deus e ao próximo, com a prática da caridade pura e simplesmente – daquilo que somos e temos – onde e como estivermos, ajudando, tolerando, compreendendo e perdoando indistintamente.

Valendo citar nesse contexto, e corroborando esta reflexão, as sábias palavras de Emmanuel, quando disse: “… Seremos admitidos ao aprendizado do Evangelho, cultivando o Reino de Deus que começa na vida íntima. …” (do livro “Fonte Viva” – C. 15, – Chico Xavier)

Eis, creio, como exercitarmos a verdadeira meditação e demonstrarmos a insofismável fé.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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