Experiência de Vida – e o Centésimo Texto

Após usufruir de proveitoso diálogo com o meu estimado filho, como de costume, do qual sempre recebo maravilhosas lições – de estímulos e até mesmo de exemplar conduta, seja do ponto de vista social ou espiritual, evidenciadas na tranquilidade do seu proceder, otimismo, alegria de viver e segurança no agir, que muito me ajudaram e ainda ajudam; reflito, e compartilho incentivado por ele mesmo, ao completar o centésimo texto deste Blog; sobre minha própria experiência de vida, entre instabilidades, acertos e erros, estes ainda que de certa forma inconscientemente; e, sobretudo, considerando o aspecto mais importante, para mim e também, creio, o seja para todos nós: o crescimento espiritual, como imprescindível meta que devemos alcançar tal o objetivo à eternidade do espírito imortal que somos, pelos desígnios divinos, mesmo que não tenhamos plena consciência disso.

Assim, as experiências com os erros e instabilidades emocionais como a insegurança e as extravagâncias, deram-se principalmente na juventude, como é comum, quando nos dispomos às aventuras das descobertas, na busca intelectual pelo sentido da vida, em meio às impetuosidades características, as dúvidas e os prazeres mundanos que tanto nos iludem e nos compraz ante os impulsos oriundos do metabolismo hormonal, com todo o viço, de que sabemos, em sua peculiar transitoriedade. Conquanto alguns costumes ou hábitos como os vícios possam perdurar, ultrapassando fases e idades. Como acontece com muitos de nós, quando ainda não se encontra consolidada a formação filosófica, moral e espiritual, que, quando estabelecidas, nos compele, afinal, à reflexão sobre o devido proceder bem pensado, e o agir acertado, que indicam a maturidade desejável.

Mas, com toda turbulência da fase juvenil, sempre gostei de meditar e ler, buscando respostas às dúvidas filosóficas que sempre me acompanharam desde a pré-adolescência, lembro-me bem disso. E por isso associei-me, ainda bem menor de idade, na biblioteca pública da cidade (Gravatá – PE, onde nasci e então residia), na época administrada pelo ilustre jornalista Ricardo Carvalho, que me ajudou com seu discernimento, para ter acesso aos livros de conhecimento literário e científico, de que não dispunha. Alguns, lembro-me, com certa dificuldade de acesso pelo conteúdo adulto, o que me levava a ser sabatinado sobre os reais propósitos do meu interesse, de que convencia serem didáticos, para o autoconhecimento. O que contribuiu, sobremaneira, para as grandes descobertas e a própria conscientização da vida, com o necessário desenvolvimento intelectual e cultural, sem dúvida.

Como também enalteço, já na fase adulta, o conselho de meu querido irmão João Evangelista, ora noutra dimensão (falecido em 2014), para que procurasse ler sobre o Espiritismo e indicou-me até o livro “Nosso Lar” – “já que eu gostava tanto de ler, me instruir”- como dizia… Valendo salientar que nessa época eu me considerava ateu (na verdade um cético), por discordar dos dogmas das religiões tradicionais que conhecia e os procedimentos dos religiosos com suas ortodoxas visões teológicas; e por muito me focar no cientificismo e na filosofia agnóstica que professava, pelas leituras preferidas de então. Embora sempre me dispusesse ao diálogo que pudesse me convencer do contrário, até então não encontrado. Foi quando, por volta de 1980, quando passava por uma banca de revista no centro do Recife, pude ver, à venda, o livro “Nosso Lar”, justamente o que o meu querido irmão indicara e, lembrando disso, logo o adquiri… Foi o começo da minha grande transformação filosófica, e porque não dizer, espiritual; ao lê-lo objetivamente, como sempre faço, estudando… E a cada página, absorvia os ensinamentos contidos, compreendia e percebia o real sentido em tudo… Algo incrível para um cético que se considerava ateu… E logo adquiri toda a codificação básica do Espiritismo, em seus cinco volumes, que passei a ler e estudar, acrescendo muitas outras obras de cunho espiritualista, em contínuo estudo, até os dias atuais.

Eis como iniciei e me envolvi com a Doutrina Espírita, em seu tríplice aspecto: filosófico – por permitir o entendimento geral quanto à natureza de todas as coisas, os princípios, os valores e o sentido da nossa existência, indicando a conduta e o destino de tudo e todos os seres e ensejando uma cosmo visão da vida e da humanidade, racionalmente; científico – por ensejar o entendimento e a concordância dual com a Ciência, em seu rigor, princípios e práticas, em todas as áreas que se possa considerar, indo até mesmo além do conhecimento humano; religioso – por restabelecer o cristianismo primitivo, tal como nos ensinou e exemplificou o Divino Mestre Jesus, em sua pureza doutrinária de amor e caridade, como “o consolador prometido”, e a exemplo do que afirmou Allan Kardec: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”

E julgo imprescindível não esquecer e ressaltar nesse contexto, a importante e educativa influência — da orientação doméstica dos pais e da família em geral, desde tenra idade; de todos os amigos e amigas em todas as épocas e fases; dos professores – verdadeiros mestres da arte de ensinar e, por isso, merecedores de todo o reconhecimento possível; das maravilhosas mulheres (Ah! Mulheres!…) com quem tive e tenho a glória dos relacionamentos fraternos e amorosos, estes em especial, com o carisma e a força magnética própria, inigualáveis, que, como verdadeiras mestras das emoções e sentimentos, nos atraem, cativam, nos marcam e nos tornam, na prática, verdadeiramente Homens, sim, com agá maiúsculo, e só assim o somos; enfim, de todos e tudo em nossa interatividade social, que, com a devida reflexão, nos ajudam em seus vários aspectos humanos e espirituais, indispensáveis para o nosso desenvolvimento, maturidade e crescimento espiritual.

Deixo, propositalmente, de citar nomes e seus fatos marcantes, para não cometer a injustiça de esquecer alguns deveras importantes, com minha parca memória, tampouco possa sugerir precedências não menos injustas e incabíveis. Além, claro, do limitado espaço de um simples texto não comportar tantos, certamente. Mas, deixo consignado a todos, os meus mais profundos agradecimentos e o incomensurável reconhecimento pelo relevante papel na minha formação intelectual, moral e também espiritual. E, todos aqueles e aquelas com quem tive e tenho o honroso e gratificante privilégio de conviver, isso saberão compreender, com certeza.

Tais considerações permanecem vivas e atuantes até os dias de hoje, por sermos, certamente, eternos aprendizes, disto sempre tive convicção. E tenho até guardado comigo um caderno de anotações dos priscos tempos de minha adolescência, onde consta um pensamento do filósofo, escritor e poeta estado-unidense – Ralph Waldo Emerson (1803 – 1882), como filosofia de vida que sigo até hoje e ora transcrevo: “Todo homem que encontro é superior a mim em alguma coisa; e neste particular eu aprendo com ele”.

Desse modo, sinto-me eternamente grato ao Pai Supremo, a todos os Espíritos Iluminados que de alguma sorte muito me ajudaram e, especialmente, aos meus queridos filhos João Ricardo e Juliana – espíritos maravilhosos, que sempre me apoiaram em todos os momentos, com amor e dedicação como o fazem até hoje e sem os quais certamente não estaria vivenciando tudo isto até a presente data. E, por dever de justiça, consigno o devido reconhecimento à Lúcia César, como mãe e seu papel fundamental e divino, na gestação e formação dos nossos queridos filhos, já anteriormente citados.

Finalmente, não poderia deixar de enaltecer a grande importância do conhecimento espírita, por meio da Doutrina dos Espíritos – o Espiritismo, coligido e divulgado por Allan Kardec; que mudou a minha vida, com a conscientização da nossa realidade espiritual, alcançando o equilíbrio necessário sabendo-me espírito, e estabelecendo-me enfim o equilíbrio, a paz e a harmonia tão desejados. Inclusive esta oportunidade de poder escrever e compartilhar com todos, o centésimo texto de reflexões espiritualistas, com o intuito de ser bem compreendido e que possa dar continuidade a esse trabalho, com a esperança de que todos se conscientizem das verdades da Boa Nova; para uma sociedade mais fraterna, quando verdadeiramente espiritualizada sob a égide do Divino Mestre Jesus – modelo e guia da Humanidade, vivenciando o cristianismo redivivo, em paz e harmonia. Ao que, com plena convicção e inabalável fé, exclamo: assim será!

Devaldo Teixeira de Araújo.

https://blogdoteixeira.com/devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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