Não se transgride impunemente as Leis da Natureza

Reflito sobre o quanto ouço de reclamações sobre a realidade que vivenciamos, sobretudo as adversidades que enfrentamos, desde o clima – suas variações, transformações e intempéries; as dificuldades e problemas socioeconômicos e políticos; além de outros mais em nossa interação sociológica, que causam tantos transtornos e aborrecimentos. O que é fácil de sentir em nossa sociedade e perceber em todo o mundo, em nossos tempos hodiernos de globalização de modismos, costumes, influência sociocultural e dominação político-econômica. O que eu diria como males que se alastram em face dos estertores do egoísmo que ainda perdura na humanidade em geral; mal, como a própria denominação temporal indica, em vias de extinção pela transformação moral-espiritual que, inevitavelmente, ocorrerá em nosso Planeta, neste Milênio, creio convictamente. Enquanto o estudioso, escritor e destacado expoente do Espiritismo – Haroldo Dutra Dias, crê e afirma que se dará ainda em meados deste Século.  (Estejamos atentos, portanto, para as imprescindíveis mudanças…)

O grande problema, no contexto geral dessa reflexão, é que nos atemos apenas aos efeitos, esquecendo-nos das causas, e ainda assim quando nos tocam e incomodam; o que também revela igual egoísmo tal qual daqueles que são responsáveis diretos pelas situações difíceis que enfrentamos aqui e alhures. E nos colocam como igualmente responsáveis, direta ou indiretamente, por tais nocivos efeitos, pela inércia ou cumplicidade, como podemos facilmente entender, em seus diversos aspectos.

Poucos se dão ao trabalho de refletir sobre as causas e suas naturais conseqüências… Quando podemos compreender que as Leis de causa e efeito, estabelecidas por Deusinteligência suprema, causa primária de todas as coisas; e contidas na própria Natureza divina, em toda nossa vida de interatividade humana; é representada pelas evidências de todos os nossos problemas, em suas origens. Sabendo, por exemplo, que ao desmatarmos, ambiciosamente, as áreas que deveriam ser preservadas, como também ao poluirmos quaisquer áreas, como os rios e lagos, ou qualquer ambiente geográfico comum, estamos interferindo geologicamente e, assim, provocando reações contrárias, naturais e efetivas, como bem nos demonstra a geofísica e os estudiosos dessa área.

Da mesma forma, preciso é que entendamos que o mesmo ocorre, sob a mesma lógica, quando de nossas atitudes mentais e práticas, em interatividade social com tudo e todos ao nosso redor, principalmente em relação aos nossos semelhantes. Posto que, ao mentalizarmos um pensamento, uma idéia, emitimos ondas de energias magnéticas benéficas ou maléficas (estas como verdadeira poluição mental), consoante nosso estado mental-espiritual; atraindo, naturalmente, as correspondentes energias afins, formando as atmosferas dos ambientes onde nos situamos e agimos junto a outrens, até mesmo de regiões e mundos; o que define o nosso atual estágio espiritual de “expiações e provas”, onde o mal ainda prevalece sobre o bem. Provocando, portanto, as causas espirituais e psicofísicas com seus efeitos psicossomáticos e as patologias de toda natureza, sejam comportamentais ou físicas. Considerando, ainda, que, quando geramos pensamentos nocivos desde a maledicência até o rancor ou o ódio, produzimos um magnetismo energético de baixo teor que, antes mesmo que se estenda atingindo outros, prejudica sobremaneira o próprio elemento gerador, com o derrame de adrenalina deletéria no próprio organismo emissor, que assim, compromete o metabolismo psicofísico, comparando-se aos efeitos de arremesso do artefato bumerangue, que retorna ao arremessador, tal como o conhecemos.

Por tudo isso, podemos entender, com o criterioso estudo e a devida reflexão, que a causa de todos os males porque sofre a sociedade como um todo, bem como todos nós, individualmente, decorre de nossos próprios erros coletivos e individuais. Bem como as conseqüências, com os problemas que tanto nos incomodam, são apenas os efeitos, como reação natural à ação provocadora. O que, de modo algum, não significa que possamos ser castigados, como algumas crenças admitem, por um ser imaginário, antropomorfo e não divino. E sim, por nossa própria consciência, quando do despertar dessa realidade psíquico-espiritual, fazendo com que nos conscientizemos de que, de algum modo, não se transgride impunemente as Leis da Natureza.

Devaldo Teixeira de Araújo

https://blogdoteixeira.com/  #  devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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