O Problema de Todos Nós

Muito se debate e se argumenta, em todos os níveis, inclusive nas conversas e discussões mais populares, sobre os notórios problemas político-sociais com que convivemos em nossa sociedade. E, infelizmente, o que mais se percebe são as idéias negativas, os pensamentos funestos de que nosso país ‘não tem jeito’, de que pouco ou nada presta e tudo está pior, como se não houvesse solução, e a corrupção, fator que mais e destaca e a mídia mais divulga, como se fosse surpresa… A maioria quase sempre se eximindo de culpa, o que se considera dos outros, principalmente dos políticos e administradores… Quando, na verdade, todos os políticos, em todos os níveis, foram escolhidos pela maioria de nós, democraticamente, como nossos verdadeiros mandatários. E a História nos mostra, em seus vários aspectos e especificidades, de que tais problemas não são de agora, e que toda a sociedade deixou passar, talvez até avolumar, indiferente ou sem a devida reação, legal e democrática, contrária a tudo isso. E nos tempos atuais, tão somente vemos se divulgar e, de algum modo, se apurar, mesmo com suas nuances… Porque vivenciamos uma democracia, eis a grande verdade.  E tenho convicção de que seria bem pior se assim não fosse; enquanto vemos alguns, nesses momentos, fomentar inconseqüentemente, idéias de desmandos com fins espúrios, disfarçados de incontida ‘revolta’, falso inconformismo e injustificada ira, manipulando a opinião pública; buscando retroagir ao poder da força e não a força do poder – da democracia plena e da justiça imparcial, como sempre deve ser.

Porém, não desejo prolongar esta reflexão sob o aspecto político-social, conquanto importante para conscientização de cidadania e conhecimento geral, parte de nossa cultura e da nossa realidade; o que, por certo, demandaria longo raciocínio em torno de idéias ou ideologia próprias, em defesa de princípios e questionamentos de fontes divergentes de alguém ou alguns e que envolveria, provavelmente, como é comum, polêmicas estéreis que não cabe aqui divulgar nem fomentar. Tão somente reflito sobre o quanto estamos distantes da verdadeira fé racional, do equilíbrio e do discernimento, quando, por exemplo, pensamos e discutimos assuntos tal como no contexto inicial, em que logo advém o pessimismo e as idéias negativas, quando não de descabida intolerância e violência, que nos afastam da compreensão de nossa realidade e dos procedimentos corretos em benefício da coletividade e de nós próprios.

Creio que o legítimo pensamento cristão, a fé racional, em qualquer circunstância, sobretudo nos momentos difíceis, nos faz ter a certeza de que nada acontece por acaso sob os desígnios divinos. Logo, devemos ter convicção de que tudo se resolverá com o tempo – senhor de tudo. Precisamos estar atentos para não sintonizarmos e absorvermos o magnetismo das sombras – da intolerância, da desproporcional revolta, do falso inconformismo e da abominável beligerância, que nos leva a abismos incomensuráveis. Para que tenhamos a verdadeira compreensão do discernimento para com tudo e todos. E que saibamos pensar e agir sempre com bom senso e idoneidade ante as adversidades, sejam quais forem; com o correto pensar e proceder, para a possível solução, legal e pacífica, onde impere a compreensão, a paz  e a harmonia.  Nunca as reações perturbadoras e amotinadoras, o que nos tornam meros reacionários.

E para que sempre estejamos com a consciência tranqüila, que nos dá o imprescindível equilíbrio, basta cumprirmos as Leis divinas de amor e caridade, compreendendo, tolerando, perdoando, e assim, o entendimento há de predominar em todos nós e estabelecer-se no seio da sociedade. Eis como será, então, com o advento do “Estágio de Regeneração” que a Terra alcançará neste Milênio, disso tenhamos convicção. E não percamos tempo em cogitar de que a sociedade como está, não conseguirá tal feito neste Século… Não importa uma existência ou um século; a vida espiritual é eterna e submetida ao progresso, insofismável e inevitavelmente; esta a grande verdade como nos revelam e esclarecem os sábios Espíritos Superiores.  Comecemos por nós mesmos: busquemos o nosso aprimoramento moral-espiritual, a conduta correta como sabemos – por muito ensinado; e assim, um a um, influenciados pelo próprio exemplo seremos, ‘amanhã’, do individual ao coletivo, uma humanidade fraterna e uma só família – universal, vivenciando a paz e a harmonia; como se diz comumente: se Deus quiser! – ou ainda melhor: graças a Deus!

Devaldo Teixeira de Araújo

http://blogdoteixeira.com / devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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