Os Animais e as Dimensões Espirituais

Refletindo em diálogo com uma amiga, companheira de jornada, que revelou dúvidas em relação aos pássaros, como outros animais, se também existem em outros mundos espirituais, ou as “muitas moradas” a que se referiu o Divino Mestre Jesus, conforme o Evangelho de João, Cap. 14, versículos 1 a 3: sem nenhuma dúvida, posso afirmar que, lendo e estudando as obras espíritas, com bom senso e objetividade, encontramos respostas para todas as nossas dúvidas. Por isso a importância de não nos deixarmos permanecer na incerteza, hesitantes, sobretudo para não incorrermos em equívocos a que possamos nos induzir sob o domínio abusivo do intelectualismo, quase sempre movido pelo orgulho, a vaidade e a presunção. Tal como podemos observar nos meios intelectuais quando desprovidos dos sentimentos de humildade e de religiosidade, gerando a descrença.

E ante tal dúvida, encontramos na Codificação Espírita os seguintes esclarecimentos dados pelos Espíritos superiores, como missionários divinos, às seguintes dúvidas suscitadas por Allan Kardec: “Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma lei progressiva (pergunta 601)? R: sim; e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios mais amplos de comunicação. São sempre, porém, inferiores ao homem e se lhe acham submetidos, tendo neles, o homem, servidores inteligentes.”… E ainda quanto à pergunta 591 – “Nos mundos superiores, as plantas são de natureza mais perfeita como os outros seres? R: Tudo é mais perfeito. As plantas, porém, são sempre plantas, como os animais sempre animais e os homens sempre homens. …” (do Livro dos Espíritos, Segunda Parte, Cap. XI, item Os Minerais e as Plantas – perguntas 585 a 591; e item “Os Animais e os Homens”- perguntas 592 a 610.)

O que deixa bem claro que tudo no Universo se encadeia e se completa, onde nada existe por acaso. E, da mesma forma como a nossa vida e tudo ao nosso redor que dela faz parte podemos considerar como cópia da realidade espiritual; igualmente, nosso planeta é também cópia imperfeita de mundos mais adiantados. E que assim, para o nosso próprio desenvolvimento, necessitamos de todos os seres e elementos que compõem o mundo em que habitamos, em interação e interdependência. Portanto, é natural que haja animais, assim como outros seres e elementos naturais, tanto aqui, tal como denominamos, como em outros mundos, de acordo com as condições estruturais próprias desses espaços interplanetários. Tal como nos esclarece Emmanuel: “Em qualquer parte do Universo, somos usufrutuários do esforço e do sacrifício de milhões de existências.” (do livro Fonte Viva, c. 143).

E, até para facilitar o nosso limitado entendimento ante os estudos mais aprofundados da vida Espiritual, universal; podemos comparar o dito acima pelos característicos usos e costumes que formam a cultura de um povo com as demais formas culturais correspondentes de outras sociedades do nosso mundo, e as grandes e pequenas diferenças que apresentam entre si. O que podemos observar, desde as mais adiantadas formas sociais de educação, autoconsciência e exercício de cidadania de determinados povos; as intermediárias formas diferenciadas de outros, até os rudimentares modos de viver de grupos silvícolas que ainda existem em nosso meio, como fração da sociedade humana em que vivemos e da qual fazemos parte. Da mesma forma como observamos a expansão de uso e costumes sociais entre as regiões, como imitações ou cópias, sobretudo com a influência da mídia publicitária.

O que nos leva a meditar sobre a nossa realidade e, embora estejamos ainda distantes da ideal forma de convivência fraterna, o quanto progredimos em relação ao passado, Inclusive com relação à nossa capacidade de entendimento, quando pensamos e estudamos sobre remotas eras, os primeiros ajuntamentos sociais, os costumes e as próprias leis medievais, até as sociedades democráticas a que chegamos de um modo geral, conquanto ainda imperfeita e eivada de erros e injustiças, tal qual a nossa própria condição moral-espiritual; eis a grande verdade.

Destarte, conscientizemo-nos de que tudo em a Natureza se completa e vige em perfeita harmonia e constante transição, como obra do Criador – “Inteligência suprema e causa primária de todas as coisas”. E do Qual temos o dever e a responsabilidade de ser co-criadores.

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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