A Imprescindível Renovação

A cada experiência nova, desde a mais simples, e a cada leitura edificante de que nunca devemos descuidar; convenço-me da nossa realidade espiritual e, desse modo, da necessidade da permanente auto-renovação que significa aperfeiçoamento e, igualmente, não podemos prescindir, sob pena de estagnarmos na senda evolutiva, desperdiçando valiosas oportunidades de que dispomos a cada vivência terrestre, justamente para essas mudanças, tendo em vista o nosso progresso moral-espiritual como essencial finalidade de nossas existências. Eis, creio, a grande verdade que não mais podemos ignorar nem postergar tal entendimento.

Embora reconhecendo a inegável importância de todo estudo diligente intelectual em seus vários aspectos, e das importantes transformações sociais, tecnológicas e tantas outras, que se operam para o bem da humanidade; reflito essencialmente sobre o contexto acima intitulado, quanto ao aspecto espiritual e sua aplicação em nossa vivência e interação sociológica. Porquanto muito fomos e ainda somos alertados a esse respeito, desde os exemplares ensinamentos do Divino Mestre Jesus, há dois mil anos, confirmados e fortalecidos pelos Espíritos Iluminados com o advento do Espiritismo, sabiamente coligido por Allan Kardec, a partir de meados do Século XIX; até os dias atuais, em que somos levados a meditar com a difusão e expansão dos postulados espiritistas. Basta que tenhamos a boa vontade em buscar tais ensinamentos com a extensa biblioteca espiritualista de que dispomos, graças ao abnegado trabalho de missionários divinos, seus exemplos e suas obras esclarecedoras.

E como renovação refiro-me, neste contexto reflexivo, às transformações morais-espirituais sobre os conceitos filosóficos que adotamos e vivenciamos na prática; como se diz popularmente: ‘modo de pensar e jeito de viver’. Em que temos o dever de meditar, estudar e buscar sempre o melhor, a fim de que possamos progredir individual e coletivamente, como se espera de todos nós e da sociedade em que convivemos. O que pode acontecer, naturalmente, pela maturidade alcançada com a experiência existencial no decorrer da vida, quando atentos e dispostos a isso. O que é muito fácil de perceber e compreender, por analogia, com os períodos de vida e desenvolvimento porque passa o ser humano, desde o seu nascimento até a senilidade; passando pela infância, adolescência, juventude e fase adulta, com suas características próprias, físicas e psíquicas, e suas naturais mudanças de comportamento.

Desse modo, todos nós, em face do nosso estado de imperfeição espiritual em que nos situamos de um modo geral, embora as diferenças individuais entre si, ainda necessitamos, de algum modo, de correções de pensamentos e atitudes a fim de galgar os degraus da senda evolutiva em que estamos incursos, gradativamente, a cada existência reencarnatória, objetivando o aperfeiçoamento a que estamos consagrados como seres espirituais criados pela suprema inteligência – Deus. Em síntese, desde os fragmentos da substância primitiva, princípio inteligente do Universo; em que evolucionamos até o despertar da consciência pelo livre arbítrio, adentrando no reino hominal. E a partir de então, justamente com a capacidade de agir e interagir pela liberdade de ação e escolha, é que assumimos a responsabilidade pelos nossos atos individuais, com nosso livre arbítrio, como seres humanos, em que se caracteriza o personalismo de cada um. Por isso, a nossa estagnação espiritual quando nos enredamos nas ilusões mundanas vivenciadas; ou o progresso moral alcançado pelo meritório esforço próprio e a boa vontade na prática do amor e da fraternidade; na condição primordial de espíritos eternos que somos.

Finalmente, considero oportuno repetir o que disse em reflexão anterior: “… Daí porque a necessidade do imprescindível esforço em nos educarmos com tais ensinamentos e tantos outros de que dispomos e encontramos, quando sintonizados com o bem, como dádivas divinas, renovando e edificando nossas idéias, na busca da iluminação que nos torne mais fraternos, e assim, verdadeiramente cristãos. …” ( Observações Oportunas ).

Portanto, estejamos atentos e diligentes, transcendendo a nossa visão e compreensão da vida imortal, para a consolidação da paz e da harmonia de que necessitamos, com a indispensável renovação de nós mesmos e de todos.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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Os Animais e as Dimensões Espirituais

Refletindo em diálogo com uma amiga, companheira de jornada, que revelou dúvidas em relação aos pássaros, como outros animais, se também existem em outros mundos espirituais, ou as “muitas moradas” a que se referiu o Divino Mestre Jesus, conforme o Evangelho de João, Cap. 14, versículos 1 a 3: sem nenhuma dúvida, posso afirmar que, lendo e estudando as obras espíritas, com bom senso e objetividade, encontramos respostas para todas as nossas dúvidas. Por isso a importância de não nos deixarmos permanecer na incerteza, hesitantes, sobretudo para não incorrermos em equívocos a que possamos nos induzir sob o domínio abusivo do intelectualismo, quase sempre movido pelo orgulho, a vaidade e a presunção. Tal como podemos observar nos meios intelectuais quando desprovidos dos sentimentos de humildade e de religiosidade, gerando a descrença.

E ante tal dúvida, encontramos na Codificação Espírita os seguintes esclarecimentos dados pelos Espíritos superiores, como missionários divinos, às seguintes dúvidas suscitadas por Allan Kardec: “Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma lei progressiva (pergunta 601)? R: sim; e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são mais adiantados, os animais também o são, dispondo de meios mais amplos de comunicação. São sempre, porém, inferiores ao homem e se lhe acham submetidos, tendo neles, o homem, servidores inteligentes.”… E ainda quanto à pergunta 591 – “Nos mundos superiores, as plantas são de natureza mais perfeita como os outros seres? R: Tudo é mais perfeito. As plantas, porém, são sempre plantas, como os animais sempre animais e os homens sempre homens. …” (do Livro dos Espíritos, Segunda Parte, Cap. XI, item Os Minerais e as Plantas – perguntas 585 a 591; e item “Os Animais e os Homens”- perguntas 592 a 610.)

O que deixa bem claro que tudo no Universo se encadeia e se completa, onde nada existe por acaso. E, da mesma forma como a nossa vida e tudo ao nosso redor que dela faz parte podemos considerar como cópia da realidade espiritual; igualmente, nosso planeta é também cópia imperfeita de mundos mais adiantados. E que assim, para o nosso próprio desenvolvimento, necessitamos de todos os seres e elementos que compõem o mundo em que habitamos, em interação e interdependência. Portanto, é natural que haja animais, assim como outros seres e elementos naturais, tanto aqui, tal como denominamos, como em outros mundos, de acordo com as condições estruturais próprias desses espaços interplanetários. Tal como nos esclarece Emmanuel: “Em qualquer parte do Universo, somos usufrutuários do esforço e do sacrifício de milhões de existências.” (do livro Fonte Viva, c. 143).

E, até para facilitar o nosso limitado entendimento ante os estudos mais aprofundados da vida Espiritual, universal; podemos comparar o dito acima pelos característicos usos e costumes que formam a cultura de um povo com as demais formas culturais correspondentes de outras sociedades do nosso mundo, e as grandes e pequenas diferenças que apresentam entre si. O que podemos observar, desde as mais adiantadas formas sociais de educação, autoconsciência e exercício de cidadania de determinados povos; as intermediárias formas diferenciadas de outros, até os rudimentares modos de viver de grupos silvícolas que ainda existem em nosso meio, como fração da sociedade humana em que vivemos e da qual fazemos parte. Da mesma forma como observamos a expansão de uso e costumes sociais entre as regiões, como imitações ou cópias, sobretudo com a influência da mídia publicitária.

O que nos leva a meditar sobre a nossa realidade e, embora estejamos ainda distantes da ideal forma de convivência fraterna, o quanto progredimos em relação ao passado, Inclusive com relação à nossa capacidade de entendimento, quando pensamos e estudamos sobre remotas eras, os primeiros ajuntamentos sociais, os costumes e as próprias leis medievais, até as sociedades democráticas a que chegamos de um modo geral, conquanto ainda imperfeita e eivada de erros e injustiças, tal qual a nossa própria condição moral-espiritual; eis a grande verdade.

Destarte, conscientizemo-nos de que tudo em a Natureza se completa e vige em perfeita harmonia e constante transição, como obra do Criador – “Inteligência suprema e causa primária de todas as coisas”. E do Qual temos o dever e a responsabilidade de ser co-criadores.

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]