Avisos de Alerta

Ora reflito sobre o quanto somos favorecidos a todo instante com as devidas sugestões, intuições ou oportunas observações que deveriam nos alertar, sugerir ou indicar atitudes a tomar ou caminhos a seguir em nosso próprio benefício… E muitas vezes não damos a devida atenção, por não estarmos diligentes, com a mente em sintonia elevada com o bem próprio. Ao contrário, quase sempre ficamos ligados com as preocupações imediatistas, ou até presos às ilusões mundanas dos prazeres efêmeros em que nos envolvemos e que nos entorpecem, fazendo-nos negligenciar, em todas as formas de pensar e agir, o “vigiai e orai…” a que nos exortou o Divino Mestre.

Eis porque tanto erramos e muito sofremos com isso, naturalmente, inclusive em nossa intimidade pessoal quando nos deixamos levar pela satisfação do ego ou superego, absortos nas armadilhas mentais das satisfações virtuais proporcionadas pelo orgulho, a vaidade, a concupiscência, e outros defeitos morais que podem levar a viciações de difíceis corrigendas e que perdurando como é de costume, ao final deixa um rasto de dissabores, sofrimentos e deveras infeliz o seu protagonista, assim como, não raro, muitos dos envolvidos nessas circunstâncias. E tudo por má utilização do livre arbítrio de que todos somos detentores ao longo das experiências de vida, que é fundamental, sem dúvida, para o meritório aprimoramento moral-espiritual em que estamos incursos como espíritos eternos.

E podemos perceber isso muito bem, por exemplo, no aspecto fisiológico, porquanto podemos asseverar que nenhum mal nos acomete sem que antes sejamos alertados de algum modo. Por isso, em se fazendo uma análise rigorosa do histórico de qualquer doença diagnosticada no ser humano, há de se descobrir que em determinado momento passado houve algum sintoma em forma de alerta que não se levou em consideração, certamente. E neste aspecto, assim penso e digo, por experiência própria, que não cabe aqui me delongar. Quando não, o próprio modo de viver e agir, por si mesmo já alerta para os infelizes resultados, como o caso das viciações em todos os tipos de drogas, inclusive o alcoolismo, que tantos males provoca, tal como sabemos que muito acontece.

Nesse contexto, não podemos esquecer, também, das relações humanas afetivas entre dois seres e que, com o passar do tempo, ocorrem desentendimentos e decepções amorosas, que resultam em separações. Em que alguns alegam até surpresa ante o desfecho ou a decisão de um dos cônjuges envolvidos, que então formavam um casal como companheiros que juntos vivem ou viviam. E igualmente ao aspecto anteriormente citado, podemos concluir que, a rigor, em algum ou alguns momentos, o alerta revelou-se e não foi percebido, ou ignorado…

Valendo lembrar, nesse mesmo contexto, tal como nos emociona quando ouvimos o extraordinário cancioneiro popular – Gonzaguinha, quando versejou em uma de suas maravilhosas canções: “… São tantas coisinhas miúdas / Roendo, comendo / Arrasando aos poucos / Com o nosso ideal / São frases perdidas num mundo / De gritos e gestos / Num jogo de culpa / Que faz tanto malVeja bem! / Nosso caso é uma porta entreaberta / E eu busquei a palavra mais certa / Vê se entende o meu Grito de Alerta / Veja bem! É o amor agitando o meu coração / Há um lado carente dizendo que sim / E essa vida da gente gritando que nãoNão vê que então eu me rasgo, engasgo, engulo / Reflito e estendo a mão / E assim nossa vida é um rio secando / As pedras cortando / E eu vou perguntando: Até quando?…”

Não há exemplo melhor para identificar os tais avisos de alerta do que o conteúdo desta maravilhosa música, que pode ser ouvida e lida no Linkhttps://ouvirmusica.com.br/gonzaguinha/46277/#album:de-a-a-z-gonzaguinha-2003. E confesso que fico triste ao ver conflitos, desarmonias e desajustes, quase sempre por imaturidade de que derivam todos os demais problemas; sabendo que se todos fossem realmente amadurecidos, conscientemente ajustados e baseados no verdadeiro amor em racional reciprocidade, os relacionamentos bem estruturados na afeição mútua, não resultariam em dissabores como vemos acontecer.

E se devemos amar a todas as criaturas, como nossos semelhantes, até mesmo nossos inimigos conforme nos recomenda o Divino Mestre; que dizer com aqueles que nos estão afetos, tão intimamente?…

Devaldo Teixeira de Araújo.

https://blogdoteixeira.com/ #   devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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