O Perdão e a Conciliação

Reflito sobre um proveitoso diálogo com meu grande amigo e amado filho – João Ricardo, sobre o exercício do perdão e a busca da conciliação, como atitudes imprescindíveis para o nosso aprimoramento moral-espiritual, que resulta em nosso próprio benefício, pois que nos proporciona o necessário equilíbrio, indispensável para podermos alcançar a harmonia mental e, por conseguinte, a tão almejada paz e tranquilidade de que tanto carecemos para, enfim, o estado de felicidade possível, ainda que relativa, ante a nossa própria condição de Espíritos imperfeitos. E ficamos à vontade com a conversa, por tratar-se de experiência própria vivida por nós…

E dialogamos reflexionando principalmente sobre os problemas que enfrentamos com as adversidades que se nos afrontam e que sabemos serem consequências ou efeito de uma causa anterior, certamente, nesta mesma ou noutra reencarnação em que erramos, geralmente por ignorância da realidade espiritual de que hoje temos consciência. E desse modo, ao causarmos mal a alguém, em determinada época, de alguma forma que ora desconhecemos, geramos, como efeito, o desejo de vingança como revide que comumente acomete espíritos igualmente imperfeitos que se julgam prejudicados por nós, ligados às emoções inferiores dessa mesma ordem.

Por isso, quando assim devedores, somos acometidos por perturbações de toda natureza, conforme o mal praticado e o grau de inferioridade de nossos desafetos que desejam vingança. O que se reflete em toda sorte de influenciações que nos perturbam de muitas maneiras, como tão bem nos esclarecem as maravilhosas lições de André Luís em todas as suas obras através da psicografia do inesquecível Chico Xavier, assim como outros autores espirituais que nos dão conhecimento dessa realidade.

E muitas vezes podemos sentir e perceber isso através dos sonhos, geralmente imprecisos ou confusos, que podem nos deixar momentaneamente perturbados, de acordo com a sua natureza e intensidade de ação espiritual, sobretudo quando dos pesadelos que tanto nos incomodam. O que varia muito de acordo com cada caso e torna-se difícil de lidar e resolver. E a melhor solução é o recurso da prece sincera e fervorosa, em que, com humildade, direcionada ao problema sentido e observado sob tal perturbação, peçamos perdão àquele(s) espírito(s) que por ventura possamos ter feito algum mal, como dito anteriormente, por meio do diálogo honesto e esclarecedor, enfatizando a necessidade do perdão e da conciliação, tal como nos trabalhos mediúnicos de desobsessão, quando nos casos mais simples. De modo que o pensamento e as palavras sejam a expressão verdadeira do sentimento da alma, em preces.

Por isso, é nosso dever como cristãos tomarmos a iniciativa na busca da conciliação com os nossos semelhantes, quando se afigurar uma situação em que surja um desafeto de outrora, tal como já citado anteriormente. Então, quando se trata de um espírito com ‘cobranças’ oriundas de outra existência reencarnatória, somente conseguiremos lograr êxito com a conciliação considerando-nos também como espíritos, em que mais vale a atitude mental, sincera e humilde, mente-a-mente, em que predomine a autoridade moral, com serenidade e o verdadeiro amor fraternal, sem nenhum ardil próprio da natureza humana e seus estratagemas nas relações sociais de subjetivos interesses, qual comumente ocorre entre nós.

O que nos lembra os ensinamentos do Divino Mestre, quando nos alertou: “… Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, …” (Mateus, 5:25). Quando então, é preciso muita perseverança e esforço sobre-humano, porquanto, geralmente o espírito nessa situação revela-se, não raro, renitente e apegado às ideias vingativas por julgar-se injustiçado e sofredor, considerando culpado aquele que persegue e obsidia, o que torna o problema difícil e complexo, requerendo muita paciência e perseverança. E faz-se necessário, então, o esclarecimento da realidade espiritual, para que o obsessor se conscientize que só age assim por desconhecer tal realidade e entenda a necessidade da prática do bem, para que encontre a paz de espírito e, por conseguinte, a real e verdadeira felicidade, nesse contexto com o perdão e a conciliação.

Devaldo Teixeira de Araújo.

https://blogdoteixeira.com/ #   devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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