Busquemos o Equilíbrio Mental-Espiritual

Uma das maiores dificuldades que enfrentamos para alcançar o equilíbrio mental refletido em nossas atitudes, e, por conseguinte, a almejada felicidade – que nada mais é do que a paz de espírito: é a incapacidade de entendimento de nossa realidade espiritual, justamente pelo nosso estado de imperfeição que limita nossa compreensão nesse sentido. E justifico, como pensei e escrevi certa feita – a real e verdadeira felicidade é a paz de espírito – e ora repito, considerando impossível alcançarmos esse estado de felicidade, ainda que relativa, sem essa paz interior, que advém do equilíbrio mental-espiritual, que por sua vez depende da reflexão aprofundada sobre a compreensão dessa realidade.

Quando todos nós tivermos a compreensão plena de que somos espíritos eternos, em estágio reencarnatório terrestre para correção de erros pretéritos que persistem em nossa estrutura espiritual (perispírito) mesmo após várias reencarnações expiatórias ou de provações, e não somente sob o ponto de vista materialista, ateísta, ou sob o dogma religioso tradicional de uma existência única para os seres humanos enquanto espíritos; a razão nos tornará convictos e, ampliando o horizonte perceptivo de nossa visão espiritual, trará grandioso proveito, tornando-nos beneficiários de nós próprios, uma vez que:

– Assim, racionalmente, teremos que envidar todos os esforços possíveis em prol da coletividade, por todos os meios e em todos os aspectos, para que a sociedade e o mundo se tornem melhores, sabendo que poderemos aqui retornar numa próxima reencarnação, encontrando, então, um mundo melhor e mais desenvolvido, sempre mais;

– naturalmente, afastaremos de nós as idéias exclusivas de interesses individualistas, com a compreensão de que todos nós fazemos parte de uma só família universal, conforme asseverou o Divino Mestre: “…e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.” (João, 10:16.);

– não haverá mais razão para se cogitar do egoísmo que gera todas as mazelas sociais que ora enfrentamos, conscientes de que somos Espíritos eternos e precisamos tudo fazer pelos motivos já citados anteriormente, e assim, tudo que se fizer poderá nos beneficiar ou prejudicar, amanhã, ante a Lei de Causa e Efeito a que estamos subordinados, para toda a eternidade;

– a fraternidade, então, haverá de prevalecer, certamente, onde o mal não mais terá acesso, porque estaremos sempre em sintonia mental-espiritual com o bem, que predominará em todos os nossos meios, como resultado das mudanças que se efetuarão com a transição do nosso atual estágio espiritual de “expiação e provas” para o “plano de regeneração”. Imaginemos o quão seremos bem mais felizes – em paz e harmonia…

Estejamos atentos e persuadidos de que isto não é uma utopia! Sobrevirá no seu devido tempo, sem nenhuma dúvida. O que urge de todos nós a conscientização das imprescindíveis mudanças a que devemos nos empenhar de modo geral, individual e coletivamente, com o nosso necessário contributo, para que possamos aqui permanecer e usufruir desse maravilhoso estado d’alma, no porvir.

Em face do nosso estado atual de preocupações imediatistas, habitualmente ansiosos por soluções do mesmo teor, nos perguntamos: quando isso se dará? De que modo se processará? Como será possível ante o atual quadro de descalabros em todos os níveis?… E os Espíritos Superiores nos informam que a transição está em curso e se estabelecerá ainda neste Milênio, de que estamos apenas no início… E todo este hodierno quadro social evidencia os estertores do mal, ávido por perdurar-se, representado pelas influenciações malignas de toda sorte a que muitos se submetem pela sintonia espiritual e natural atração mental, gerando tudo isso.

Lembremo-nos de que somos Espíritos Eternos e, como tal, o que representa uma simples existência, ou mesmo algumas, de menos de um século, ante a idéia da eternidade? Que estejamos preparados, aptos para tanto!

Devaldo Teixeira de Araújo.

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[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

O Perdão e a Conciliação

Reflito sobre um proveitoso diálogo com meu grande amigo e amado filho – João Ricardo, sobre o exercício do perdão e a busca da conciliação, como atitudes imprescindíveis para o nosso aprimoramento moral-espiritual, que resulta em nosso próprio benefício, pois que nos proporciona o necessário equilíbrio, indispensável para podermos alcançar a harmonia mental e, por conseguinte, a tão almejada paz e tranquilidade de que tanto carecemos para, enfim, o estado de felicidade possível, ainda que relativa, ante a nossa própria condição de Espíritos imperfeitos. E ficamos à vontade com a conversa, por tratar-se de experiência própria vivida por nós…

E dialogamos reflexionando principalmente sobre os problemas que enfrentamos com as adversidades que se nos afrontam e que sabemos serem consequências ou efeito de uma causa anterior, certamente, nesta mesma ou noutra reencarnação em que erramos, geralmente por ignorância da realidade espiritual de que hoje temos consciência. E desse modo, ao causarmos mal a alguém, em determinada época, de alguma forma que ora desconhecemos, geramos, como efeito, o desejo de vingança como revide que comumente acomete espíritos igualmente imperfeitos que se julgam prejudicados por nós, ligados às emoções inferiores dessa mesma ordem.

Por isso, quando assim devedores, somos acometidos por perturbações de toda natureza, conforme o mal praticado e o grau de inferioridade de nossos desafetos que desejam vingança. O que se reflete em toda sorte de influenciações que nos perturbam de muitas maneiras, como tão bem nos esclarecem as maravilhosas lições de André Luís em todas as suas obras através da psicografia do inesquecível Chico Xavier, assim como outros autores espirituais que nos dão conhecimento dessa realidade.

E muitas vezes podemos sentir e perceber isso através dos sonhos, geralmente imprecisos ou confusos, que podem nos deixar momentaneamente perturbados, de acordo com a sua natureza e intensidade de ação espiritual, sobretudo quando dos pesadelos que tanto nos incomodam. O que varia muito de acordo com cada caso e torna-se difícil de lidar e resolver. E a melhor solução é o recurso da prece sincera e fervorosa, em que, com humildade, direcionada ao problema sentido e observado sob tal perturbação, peçamos perdão àquele(s) espírito(s) que por ventura possamos ter feito algum mal, como dito anteriormente, por meio do diálogo honesto e esclarecedor, enfatizando a necessidade do perdão e da conciliação, tal como nos trabalhos mediúnicos de desobsessão, quando nos casos mais simples. De modo que o pensamento e as palavras sejam a expressão verdadeira do sentimento da alma, em preces.

Por isso, é nosso dever como cristãos tomarmos a iniciativa na busca da conciliação com os nossos semelhantes, quando se afigurar uma situação em que surja um desafeto de outrora, tal como já citado anteriormente. Então, quando se trata de um espírito com ‘cobranças’ oriundas de outra existência reencarnatória, somente conseguiremos lograr êxito com a conciliação considerando-nos também como espíritos, em que mais vale a atitude mental, sincera e humilde, mente-a-mente, em que predomine a autoridade moral, com serenidade e o verdadeiro amor fraternal, sem nenhum ardil próprio da natureza humana e seus estratagemas nas relações sociais de subjetivos interesses, qual comumente ocorre entre nós.

O que nos lembra os ensinamentos do Divino Mestre, quando nos alertou: “… Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, …” (Mateus, 5:25). Quando então, é preciso muita perseverança e esforço sobre-humano, porquanto, geralmente o espírito nessa situação revela-se, não raro, renitente e apegado às ideias vingativas por julgar-se injustiçado e sofredor, considerando culpado aquele que persegue e obsidia, o que torna o problema difícil e complexo, requerendo muita paciência e perseverança. E faz-se necessário, então, o esclarecimento da realidade espiritual, para que o obsessor se conscientize que só age assim por desconhecer tal realidade e entenda a necessidade da prática do bem, para que encontre a paz de espírito e, por conseguinte, a real e verdadeira felicidade, nesse contexto com o perdão e a conciliação.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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A Conscientização Espiritual e seus Benefícios

Tal como escrevi, tempos atrás, sob o título – A importância de saber-se Espírito , pude observar um exemplar comportamento que traduz bem aquela e esta reflexão, quando, recentemente, acompanhei o velório e o funeral de um grande amigo – professor Marcos Beltrão, a quem muito devo e à sua digníssima família, a oportunidade de estudar o Espiritismo e vivenciar isso na prática da caridade junto com todos os seus familiares.

Lembro-me, então, das muitas oportunidades em que, nas reuniões que o mesmo fazia em sua residência com a família e convidados a que ele próprio denominava de “Núcleo Espírita Corrente Esperança”, com o contributo de seu inesquecível irmão Mauro, que ajudou a tantos, com seu grande potencial mediúnico e que o precedeu no fenômeno do desencarne. Foram reuniões em que muito estudamos o Evangelho de Jesus sob a ótica espírita… A sua convicção firme, a experiência oratória como professor durante toda sua existência e a serenidade como se expressava, com simplicidade, nos serviu de ensinamentos e exemplo de atitude cristã, junto a sua esposa e companheira de jornada – D. Dulce e seus amados e amáveis filhos – Rodolfo, Rinaldo, Romero e Danyelle.

Como também me lembro das muitas vezes em que visitamos, periodicamente, abrigos de idosos, creches de crianças carentes ou abandonadas; o Hospital do Câncer de Recife, e até mesmo o Hospital e Vila da Mirueira – PE, onde se encontram portadores de hanseníase, devidamente assistidos, levando apoio material e espiritual a muitos. Assim como a distribuição de sopa para os desabrigados – moradores de rua. Tudo isso nos dava uma gratificante sensação de bem-estar, indescritível, sob o lema espírita “fora da caridade não há salvação”, com a orientação do professor Marcos. O que contribuiu, deveras, para o nosso aprimoramento, com o estudo e a prática, na busca da constante evolução moral-espiritual a que estamos incursos nesta jornada terrena. E por isso a nossa eterna gratidão ao nosso querido irmão – professor Marcos Beltrão, que, por tudo que foi em vida, seu extraordinário exemplo de cidadão e espírita, temos a convicção de estar sendo bem assistido e atuante em sua nova jornada espiritual junto ao irmão Mauro e tantos outros irmãos espirituais, a nos aguardar…

Mas, como intitulei e iniciei esta reflexão, refiro-me, sobretudo ao exemplar comportamento verdadeiramente espírita quando, nessas ocasiões, a ausência física deixa a todos momentaneamente entristecidos; contudo, nunca pesarosos e sim devidamente resignados, conscientes da realidade espiritual e, por isso, a certeza de que a ausência é apenas no plano físico, reconhecendo e aceitando os desígnios do Pai Celestial, para esta jornada terrena, enquanto se reinicia a espiritual. E foi o que pudemos observar e sentir na ocasião, as referências dos irmãos espíritas em sua memória, por dever de justiça e gratidão, com equilíbrio e serenidade, até o sepultamento. Como deve ser sempre, conscientemente, em paz e harmonia. Afinal, permanecemos em sintonia espiritual e assim, reflito essa conscientização como um grande benefício, já que afasta de nós a dor da incerteza, o desespero do apego à vida material, trazendo então pelo desconhecimento dessa realidade, o desequilíbrio e o sofrimento como se fora uma perda, como ocorre em alguns fatos dessa natureza.

E, embora com o respeito e a seriedade que o momento requer, confesso que, paradoxalmente, senti-me, no íntimo, serenamente feliz, convicto do seu tranquilo desenlace, por tudo que fez e construiu para a eternidade, que são os valores morais e até mesmo as provações e os sofrimentos porque passou, necessários para o aprimoramento espiritual a que todos temos que nos submeter para a glória do Espírito eterno.

Assim, com a conscientização da realidade espiritual e os benefícios que nos traz, sinceramente aclamo, neste contexto, como dever de justiça e gratidão: obrigado Professor Marcos Beltrão! Que Deus continue a iluminar e ampará-lo em sua nova jornada espiritual!

Devaldo Teixeira de Araújo.

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O Simbolismo e a Mensagem da Cruz

      Meditando com os esclarecimentos do iluminado Espírito Emmanuel, entendemos que tudo o que se refere a Jesus, o Divino Mestre, guia e modelo para a humanidade como nos esclarecem os Espíritos superiores (Livro dos Espíritos – p. 625), reveste-se de exemplares lições para o aperfeiçoamento moral e espiritual do Ser humano.  E podemos perceber isso em todo o seu Evangelho, do berço à emancipação espiritual na cruz, como ora meditando sob o tema em epígrafe.  Porquanto o significado do Calvário vai muito além do simples enunciado -‘sacrifício de Jesus, com o Seu próprio sangue para a salvação dos homens’, como apregoam os religiosos tradicionais; porque revela muito mais que isso; esclarecendo e demonstrando a realidade espiritual; a capacidade de superação e a resignação – pela consciência da missão, do dever e da certeza da comunhão com o Pai Celestial; ensinando pelo exemplo, a caridade – como demonstrou amplamente em favor dos semelhantes; e exemplificando o perdão incondicional, até os últimos instantes, quando rogou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. (Lucas, 23:34). Ou seja: o Amor em sua essência, em sua plenitude.

E lembrando o episódio da detenção de Jesus, que antecedeu seu julgamento e sua crucificação, em que o Mestre, ante a reação defensiva do apóstolo Simão Pedro que, portando uma espada, agride o guarda Malco, decepando-lhe a orelha; ao que Jesus interveio, cicatrizando o ferimento do mesmo e admoestando o seu discípulo com a famosa frase: “Embainha a tua espada; pois todos os que tomam a espada, morrerão à espada.” (Mateus, 26 : 52).  Como exemplar lição de serenidade, mansidão e perdão imparcial, ajudando mesmo aquele que representava ser um perseguidor que o levaria ao suplício e morte física.

Neste contexto, o iluminado espírito Emmanuel nos chama a atenção para o próprio simbolismo do madeiro crucial, quando, para nos fazer refletir, escreveu: “A cruz do Mestre tem a forma de uma espada com a lâmina voltada para baixo. Recordemos, assim, que, em se sacrificando sobre uma espada simbólica, devidamente ensarilhada, é que Jesus conferiu ao homem a benção da paz, com felicidade e renovação.” (do livro Fonte Viva, c. 114 – psicografia de Chico Xavier).

Desse modo, podemos afirmar convictos, que o bem jamais será conquistado e a paz jamais será alcançada, sob os fundamentos do egoísmo que origina as idéias beligerantes, fomentando a mortandade, a crueldade, a destruição e tudo mais de que resulta a iniqüidade.  Do mesmo modo como ocorre em nosso íntimo, quando abrimos o campo da imaginação ao egoísmo representado pelo veneno do ódio, do rancor, dos melindres das mágoas de todas as formas, da incompreensão e da intolerância, em que alimentamos uma verdadeira guerra mental contra os nossos semelhantes, o que resulta em graves prejuízos de nós próprios.

Ao contrário, o bem como a paz, somente poderão ser alcançados quando soubermos vivenciar o verdadeiro sentido de amar a Deus de todo o nosso coração e de todo o nosso espírito, e ao próximo como a nós mesmos. Tal como asseverou o Divino Mestre, em resposta aos fariseus, quando consistiu: “Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas”. (Mateus, 22: 34 a 40).

Afinal, se rogamos tanto ao Pai Celestial o perdão de nossas faltas, por que negar isto, de nossa parte, aos nossos irmãos de jornada sempre que se fizer necessário?

Portanto, meditemos sobre a necessidade do exercício da humildade, da mansidão, do perdão e da caridade, em meio à nossa interação social com os nossos semelhantes, seguindo os exemplos e ensinamentos Divinos. Assim, se tivermos que alimentar uma contenda, que seja em nosso íntimo, no bom combate contra nossas más inclinações, em busca do nosso aprimoramento moral-espiritual, com abnegação e força de vontade, a fim de que não tenhamos que repetir reencarnações expiatórias aflitivas, combatendo as sombras negativas para que resplandeçam as luzes do amor em forma de paz e harmonia.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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