A Cada Um Segundo Suas Obras

Indagado por uma amiga e companheira de jornada terrestre, em dúvida sobre o porquê de alguns espíritos após a morte física, ou desencarne como se diz na linguagem espírita, permanecerem aqui mesmo em nosso círculo humano, errantes e equivocadamente interagindo conosco, enquanto outros são bem assistidos e encaminhados a dimensões espirituais próprias e postos de socorros adequados às suas necessidades de momento, refletindo o ensejado e proveitoso amparo; com o pouco conhecimento de que disponho ante tão extraordinária e grandiosa Doutrina Espírita; refleti e assim argumentei:

Deve ser entendido, certamente, como resultado da inequívoca Lei de Causa e Efeito, muito bem esclarecida e difundida pelo Espiritismo em toda sua codificação, como sabemos compilado e divulgado por Allan Kardec, além dos ensinamentos de diversos autores espirituais, por intermédio da psicografia de notáveis médiuns como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco, como os mais conhecidos e divulgados, entre muitos outros. O que também corresponde aos ensinamentos do Divino Mestre Jesus quando afirmou: “… a cada um segundo suas obras.” (Mateus, 16:27).

Ou seja, todos nós enquanto espíritos encarnados em mais uma experiência vivencial, construímos a nossa própria estrutura intelectual, moral e espiritual, de acordo com o nosso esforço na prática das virtudes, ou não, edificando em nós mesmos a capacidade de atrair influenciações espirituais da mesma natureza individual e, por conseguinte, coletiva. E assim, de conformidade com essa possibilidade de atração refletida na sintonia mental-espiritual própria, e segundo suas atitudes ou as suas obras, alguns se capacitam merecedores da aludida assistência espiritual e conveniente encaminhamento para apropriados locais ou dimensões espirituais.

Enquanto outros, equivocados com as ilusões terrestres, em seus exclusivos aspectos materiais e efêmeros, se deixam levar pelos enganosos prazeres mundanos, naturalmente atraindo sintonia espiritual da mesma ordem, e alheios à realidade da imprescindível evolução moral-espiritual a que temos de nos submeter, permanecem imantados aos círculos estreitos dos gozos terrenos, de modo inconsequente e ilusório, por tempo indeterminado. O que facilmente podemos imaginar a que converge tudo isso… Até que em determinado momento, extenuados pelos inevitáveis sofrimentos a que chegam, um e outro, aos poucos, despertam do entorpecimento a que se entregaram, então, arrependidos enfim, imploram ajuda e, pela infinita misericórdia Divina, também são socorridos e assistidos. Dessas ocorrências, temos elucidativas informações de abnegados Espíritos, como Missionários Divinos que a isso se dedicam incansavelmente.

Por tudo isso, urge a imprescindível conscientização de nossa realidade espiritual, da razão porque aqui estamos e, portanto, a necessidade de envidarmos o esforço possível para o nosso aperfeiçoamento espiritual. Para isso, adotando Jesus como nosso Guia e Modelo como nos recomendaram os Espíritos Superiores (“O Livro dos Espíritos”, p. 625), busquemos sempre a prática das virtudes tão bem ensinadas e exemplificadas em todo o Evangelho, a fim de que não incorramos nos mesmos erros supramencionados; ao contrário, que possamos ser merecedores da ajuda espiritual compatível com a nossa condição evolutiva, considerando-nos espíritos eternos, incurso em jornadas de reencarnações terrestres, quantas sejam necessárias, neste plano de expiações e provas, até que alcancemos, por nosso próprio esforço e força de vontade, outros patamares na escala evolutiva espiritual.

E preciso é que façamos por encontrar as respostas às nossas dúvidas, o quanto antes, com os recursos da vasta enciclopédia espírita de que dispomos, por todos os meios, ante a transição planetária que se processa, inexoravelmente, para quando chegar o nosso momento de transição estejamos convictos e tranquilos e possamos contar com o amparo espiritual necessário, consubstanciando a Justiça Divina contida na máxima proferida pelo Divino Mestre: “… a cada um segundo as suas obras.”

Devaldo Teixeira de Araújo.

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[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Vale a pena sonhar e perseverar

       Mais uma vez, valho-me de minhas próprias experiências de vida para refletir e compartilhar dessa vivência, esperando dessa forma contribuir para que possamos meditar com tais realidades por que passamos e, assim, busquemos alcançar nossos objetivos maiores, ainda que relativamente, com o nosso imprescindível esforço e boa vontade, tal como intitulo esta reflexão…

Refiro-me, agora, à ideia de editar um blog (que podemos traduzir livremente como Diário Online) idealizado por meu estimado filho João Ricardo, que não só o idealizou como pôde realizar, tal como vem editando, semanalmente, no intuito de que eu pudesse difundir ideias e conhecimentos adquiridos, com o propósito de um mundo melhor compartilhado, em paz e harmonia; objetivo maior nosso e essencial finalidade deste Blog, como consta em sua página inicial [sobre o Blog].

E logo me vem à memória o passado em que eu escrevia textos sobre vários assuntos, aproveitando um tema, um noticiário ou uma pergunta e os arquivava por algum tempo para depois os perder junto com o sistema computacional que se tornava inoperante com o passar do tempo, como aconteceu mais de uma vez; ou mesmo apagar, depois de algum tempo, por falta de espaço na memória do computador antigo; sem os divulgar… Quando, então, o meu filho questionou-me por que não divulgar e compartilhar com todos, de tais opiniões, ideias, em forma de textos como fazia. O que, na ocasião eu considerava difícil e, por não saber como divulgar ou publicar, algo muito distante… Contudo, o mesmo, perseverante e resoluto como é, idealizou a edição de um blog e logo pondo em prática… E, então, aquilo parecia algo distante, nesta última edição do ano de 2014, pude perceber estar acontecendo: quando o provedor [WordPress.com] incluiu a feliz informação sobre o resultado dos acessos ao Blog durante o referido ano findo [Os números de 2014].

Por isso, o entendimento de que realmente tão importante quanto sonhar e desejar, é procurar efetivar seus propósitos com esforço e boa vontade, sobretudo quando no exercício da interação social, compartilhando com todos os nossos irmãos de jornada e vivenciando realmente o que assegurou o Divino Mestre, no tocante a ‘doação de nós mesmos’, conforme o Evangelho do apóstolo Lucas (Cap. 11; v. 41), que podemos entender como nos esclarece Emmanuel, quando asseverou: “… Dar o que temos é diferente de dar o que detemos. … Não olvidemos, assim, as doações de nossa esfera íntima e perguntemos a nós mesmos: Que temos de nós próprios para dar? Que espécie de emoção estamos comunicando aos outros? Que reações provocamos no próximo? Que distribuímos com os nossos companheiros de luta diária? Qual é o estoque de nossos sentimentos? Que tipo de vibrações espalhamos?é indispensável amealhar em nosso espírito as reservas da boa compreensão, emitindo o tesouro de amizade e entendimento que o Mestre nos confiou em serviço ao bem de quantos nos rodeiam, perto ou longe. …” (do livro Fonte Viva, c. 60 – Chico Xavier).

E creio que o encadeamento desta reflexão, como dito no início do presente texto, também podemos estender a todas as cogitações no aspecto geral – social e profissional, em que igualmente podemos e devemos, sem dúvida, não apenas idealizar ou desejar, mas envidar o esforço possível para sua concretização, com perseverança e firmeza de ânimo, para que possamos lograr êxito em tudo aquilo que nos propomos objetivamente. Até mesmo como parte de nosso aprimoramento que temos a obrigação de desenvolver como seres humanos que somos hoje e espíritos eternos a que volveremos um dia, no desenvolvimento da evolução moral-espiritual a que estamos destinados.

Finalizando esta reflexão, considero oportuno transcrever os esclarecimentos do extraordinário Emmanuel, quando afirmou: “A vida é máquina divina da qual todos os seres são peças importantes, e a cooperação é o fator essencial na produção da harmonia e do bem para todos. … O próprio paralítico, atado ao catre da enfermidade, pode fornecer aos outros a paciência e a calma, em forma de paz e resignação. … Todo dia é ocasião de semear e colher. …” (do livro Fonte Viva, c. 130 – Chico Xavier).

Portanto, semeemos e colhamos, certos de que todos os caminhos são válidos, quando a razão nos leva a Deus.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Espiritismo e Espiritualismo

Ante os equívocos demonstrados por algumas pessoas com relação a interpretações sobre algumas práticas, idéias, palavras ou observações ditas como espíritas; reflito sobre as reais diferenças entre os vocábulos com que intitulo o presente trabalho, procurando demonstrar o que seja a autêntica acepção desses termos, em seu verdadeiro sentido, caracterizando sua etimologia, e as interpretações dadas por muitos.  A exemplo do que encontramos no dicionário de português online – Michaelis, sobre o significado de ‘espiritismo’, em que, ao final cita, como explicação opcional: “… Baixo espiritismo: práticas do espiritismo com fins de feitiçaria.” (sic). O que, a rigor, não se coaduna com a realidade da Doutrina Espírita ou Espiritismo, conforme tento fazer-me entender a seguir, o que caracteriza a citada explicação como imprópria.

É preciso ficar bem claro que os fenômenos espirituais e, portanto, mediúnicos, sobre-humanos, refletidos nas práticas rituais de muitos cultos religiosos, sobretudo de origem afro-brasileira, sempre existiram desde os primórdios, muito antes da Codificação Espírita, em todas as épocas da humanidade que, desconhecendo toda fenomenologia da Natureza, atribuía os fenômenos ignorados à ação dos deuses e semideuses assim denominados e representados por figurações, e posteriormente considerado como milagres, o que perdura até hoje para o entendimento de muitos, apesar de todo avanço científico em todas as áreas, bem como dos ensinamentos dados a respeito, com o advento da 3ª Revelação – o Espiritismo.

Daí, os termos espiritualismo, espiritual e outros afins, dizem respeito a espírito ou como queiram denominar, comuns a todas as religiões e doutrinas opostas ao materialismo, como generalidade.  Enquanto Espiritismo, Espírita ou Espiritista, desenvolveram-se somente a partir de 1857, com os ensinamentos dos Espíritos superiores, sob a égide do Espírito Verdade, como a 3ª Revelação espiritual ou o consolador prometido de que trata o Evangelho de João – (14: 16, 17 e 26); assinalados então pelo autêntico Espiritismo codificado por Allan Kardec, com a edição das obras: O Livro dos Espíritos – 1857;  O Livro dos Médiuns – 1861;  O Evangelho Segundo o Espiritismo – 1864;  O Céu e o Inferno – 1865 e A Gênese – 1868; assim como a “Revista Espírita”- edições de 1858 a 1869; e muitas outras obras baseadas na codificação espírita, de diversos autores; além dos ensinamentos de diversas maneiras, que tão bem nos esclarecem a respeito da realidade espírita, até os dias atuais.

E sabemos que a mediunidade, de todas as formas, é inerente ao ser humano, como espírito encarnado, tal sua natureza interligada ao mundo espiritual, que a ele retorna após a morte (do corpo) ou desencarnação (tal como devemos entender), independente de religião e até mesmo de crença ou não desta realidade. Todos nós temos estes princípios, principalmente a sensibilidade espiritual, que geralmente não desenvolvemos nem estudamos bem para compreender; enquanto alguns a demonstram espontaneamente, em maior grau e de vários modos, denominados por isso de Médiuns. E podemos perceber essa sensibilidade nos breves, mas reveladores instantes em que sentimos um arrepio como reação involuntária a um pensamento ou observação transcendente; ou mesmo quando temos a impressão de ‘ver’ um vulto que parece deslocar-se em algum lugar próximo, geralmente provocando o citado arrepio, e tantas outras motivações ou fenômenos que, não raro, damos outras conotações.

Assim, faz-se necessário salientar que o Espiritismo, que não admite rituais estranhos para seu exercício, em sua essência tal como nos esclarecem os Espíritos superiores, codificado e divulgado pelo mestre lionês Allan Kardec, em seus aspectos – filosófico, científico e religioso; fundamenta-se no Evangelho de Jesus, restaurando o cristianismo de interpretações e práticas alheias, objetivando a pedagogia do Espírito, para a renovação e o aperfeiçoamento moral e espiritual da humanidade; conquanto o absoluto e devido respeito à diversidade humana expressa em todas as formas de pensamentos e crenças. Tal como afirmou, com muita clareza, o Espírito de Verdade, no prefácio do Evangelho Segundo o Espiritismo: “… Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos. …”

Devaldo Teixeira de Araújo

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Aprendizado de Vida

Mais uma vez senti-me beneficiado com as lições de vida que nos chegam sem que planejemos isso, ao depararmo-nos com situações que nos favorecem para tanto, desde que estejamos sempre prontos e receptivos a todo ensinamento em nosso próprio benefício. Desta feita refiro-me a um casual encontro, na fila de um caixa de supermercado, com uma senhora já idosa e portando uma elegante bengala em que se apoiava, falando a todos, com eloqüência, em defesa do argumento de que todos deveriam comunicar-se com natural alegria.  Justamente tais comportamentos observados a que me referi no texto publicado anteriormente – A alegria de viver, em que disse no final e ora repito: “… E estendamos o bem e a alegria em torno de nós, demonstrando isso com contentamento e serenidade, gratos a Deus pela oportunidade de aqui estarmos, deixando transparecer em nosso semblante irradiante, a alegria de viver.”  Portanto, tal como a mesma argumentava…

… E, de súbito, aquela senhora olhou para mim e disse: “E o senhor que parece tão sério e com aspecto sisudo (sic), por que não mostrar um semblante alegre e comunicativo?” (sem que eu mesmo me percebesse assim)… Quando, então, tentei fazê-la entender que comungava das mesmas idéias e propósitos dela e que a aparência como ela dizia ver-me não correspondia ao que no íntimo eu sentia e vivenciava costumeiramente. E a conversa prolongou-se por mais um pouco de tempo que os afazeres permitiram, pairando um clima de cordialidade e simpatia, graças ao estado emocional positivo proporcionado em interação com tão interessante ser humano.

Ao mesmo tempo em que imediatamente me fez meditar e ponderar sobre a necessidade de nossos pensamentos e sentimentos mais íntimos estarem sempre em harmonia com a adequada postura externada, para que reflitam uma serena aparência, buscando vivenciar, realmente, o que idealizamos, sentimos e dizemos, espontânea e sinceramente. Porquanto se alguém, como aquela senhora a mim se referiu, percebe em nós um semblante não condizente com a alegria de viver e amar, por certo algo deve ser feito, com a precisa mudança de atitude, para que sejamos emissários do Divino Amor e, desse modo, deixando sempre transparecer serenidade e alegria em nosso semblante, ensejando coerência com nossas idéias e o nosso proceder.

Como também enseja uma lição: do permanente cuidado que devemos ter em seguir a recomendação do Divino Mestre – vigiando e orando sempre; corrigindo, incontinenti, qualquer distorção de procedimentos que fujam ao estrito dever como cristãos, amando a Deus e ao próximo, demonstrado no dia-a-dia, a todo o momento.  Como também comumente não nos damos conta de como está nossa aparência em interação social e assim, de que modo estamos irradiando as energias positivas, enquanto muitas vezes nos deixamos levar pelos pensamentos negativos dos problemas com que lidamos, ou as preocupações com as dificuldades inerentes a todos nós. E, nessas ocasiões, como é comum, a tendência de nos deixarmos abater pelas baixas vibrações magnéticas mentais, com as conseqüentes sintonias negativas e seus desdobramentos sempre funestos, se não reagirmos imediatamente afastando tais imaginações.

Portanto, conscientes de que devemos conviver sempre em concordância com as leis da Natureza Divina, fielmente cumprindo nossos deveres como cristãos; tenhamos a imprescindível fé de que Deus a tudo proverá, por estímulos ao nosso proceder, pela nossa força de vontade e permanente esforço para o bem comum. Assim, por maiores que sejam os problemas enfrentados, tudo se resolverá com o tempo; nunca ensejando motivações para vibrações negativas com excessivas preocupações que possam nos desequilibrar e irradiar isso aos nossos semelhantes.  Ao contrário, estejamos sempre confiantes, irradiando energias positivas em nossas vibrações mentais e em todos os nossos procedimentos, transparecendo isto em nosso semblante, naturalmente. Para que a paz e a harmonia se estabeleçam em todos nós e em nossa sociedade.

E, aproveitando bem todas as oportunidades que se nos apresentem, que possamos fazer de nossas interações sociais, quando preciso e para o nosso próprio bem, um aprendizado de vida.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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