Todo Aquele que Pede, Recebe

Meditando com minha própria experiência de vida, confesso, confirmando com convicção, a assertiva com que inicio intitulando a presente reflexão: Agradecendo a Deus, primeiramente, e a toda Espiritualidade de Luz, que certamente muito me ajudaram na realização das rogativas que fiz algumas vezes, em preces sinceras e fervorosas, para inspirar e iluminar-me na consecução dos fins objetivamente suplicados e, conveniente e sabiamente atendidos. Disso tenho plena certeza. Porquanto das vezes em que me sentindo limitado e até, de certa forma, momentaneamente incapaz para solução de determinados problemas, lembro dos pedidos que fiz para iluminação de minha mente e espírito a fim de encontrar a devida solução dos problemas difíceis em que, então, me encontrava. E aí, é onde reside, creio firmemente, a grande autenticidade de propósitos para sua verdadeira realização: nunca pedi para que as coisas se resolvessem por si mesmas, como num passe de mágica ou um milagre; e sim ajuda espiritual para encontrar, inspirada ou intuitivamente, por meus próprios esforços e força de vontade, o caminho ou a saída para a solução de tais problemas. Como deve ser, sempre.

Como também é preciso que tenhamos a compreensão e a certeza de que, não raro, sempre desejamos e esperamos encontrar uma solução definitiva ou completa para tal caso ou problema, pela nossa própria forma de pensar e viver, de natureza imediatista e imperfeita; mas as coisas convenientemente se resolvem na medida certa de nossas necessidades e merecimento; até mesmo como conseqüência natural de nossas atitudes e ações geradoras das dificuldades por que passamos e vivemos, certamente. Mas, que aos poucos se resolvem, acertadamente, de forma natural e gradativa, para que exercitemos a paciência e a perseverança, sob a égide do tempo – senhor de tudo, inexoravelmente. Eis a realidade.

Considerando ainda que, na verdade, temos muito mais é que agradecer, antes de tudo, por tudo que somos, temos e já alcançamos, apesar das nossas falhas e imperfeições de longos tempos e que ainda não conseguimos erradicar com as mudanças interiores que se fazem necessárias, o que se reflete em nossa própria vivência de lutas e dificuldades que caracterizam a nossa imperfeita condição moral-espiritual. Para que tenhamos a plena consciência de não estarmos rogando por algo supérfluo ou mesmo condigno com nossa própria condição por que tenhamos de suportar resignadamente, buscando racionalmente as adequadas soluções concernentes ao plano humano em que mourejamos e que precisamos resgatar devidamente, para nossa evolução espiritual.

Portanto, é preciso que tenhamos o bom senso para reconhecer o que cabe e deve ou não ser pedido, com a devida reflexão, e, quando couber fazê-lo, ponderadamente, que o façamos com o potencial de nosso espírito, sincera e fervorosamente, em preces de modo adequado, para que as vibrações sejam, então, sentidas e absorvidas pela sintonia eletromagnética com as esferas superiores e, assim, possamos ser beneficiados na justa medida de nossas reais necessidades, com a consciência de que nem sempre pode ocorrer como sonhamos e desejamos tal qual já explicado anteriormente, em função de nosso egoístico modo de pensar revelados pelos nossos caprichos, ilusões e miopia espiritual. Porquanto, muitas vezes reclamamos auxílio, impensadamente, quando nos achamos presos às dificuldades criadas por nós mesmos e que nos cabe, pacientemente, repensar e buscar as soluções cabíveis com os recursos de que dispomos.

Cabendo-nos, antes de tudo, os benditos recursos do trabalho para realização dos objetivos desejados, como tão bem nos ensinou e exemplificou o Divino Mestre. Nesse contexto, menciono a maravilhosa lição de Emmanuel, quando afirmou: “… Quando estenderes tuas mãos ao Senhor, não esperes facilidades, ouro, prerrogativas… Aprende a receber-lhe a assistência, porque o Divino Amor te restaurará as energias, mas não te proporcionará qualquer fuga às realizações do teu próprio esforço.” (do livro “Fonte Viva, c. 174; psicografia de Chico Xavier.)

Por tudo isso, tenhamos a convicção de nossas reais possibilidades em comunhão com o Alto, desde que tenhamos a necessária Fé, com as atitudes e gestos condignos ante a relevância da sintonia espiritual elevada e os justos propósitos, para que se concretizem as máximas do excelso mestre Jesus:  “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.”- (Tiago, 5:16);  “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á.”- (Mateus, 7: 7 e 8).

Destarte, tenhamos a convicção de que todo aquele que pede, convenientemente: recebe, justamente.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Aproveitemos as Oportunidades em Nosso Benefício

Meditando com as maravilhosas lições de Emmanuel, reflito sobre a necessidade de aproveitarmos bem as oportunidades quando dos estímulos mentais – espirituais que nos chegam, permanentemente, em nosso benefício, inclusive para o nosso próprio aperfeiçoamento moral-espiritual na presente experiência reencarnatória, na busca da tão sonhada felicidade a que todos almejamos e que alcançaremos um dia, sem dúvida, por mais que vacilemos desperdiçando muitas chances. Pela misericórdia divina do Pai Supremo, sempre ensejando inspiração para o bem, como oportunidades de melhoria e renovação, considerando também as reencarnações concedidas, por Sua infinita misericórdia e justiça.

E podemos perceber bem isso, se atentos, que ocorre de várias maneiras em nossa vida, como, por exemplo, por meio de uma leitura educativa, que nos desperta para reflexão e compreensão de verdades que nos fazem melhor e nos engrandece; ou as palavras esclarecedoras de uma palestra iluminada e edificante, entre muitas outras ocasionais formas; como também o conselho de uma pessoa amiga nos diálogos profícuos; e, sobretudo, as ajudas que nos chegam como dádivas divinas, muitas vezes sem que percebamos, através da ação direta, atenuando ou mesmo restabelecendo o nosso equilíbrio, a saúde mental ou fisiológica, como acontece nas intercessões mediúnicas dos passes magnéticos ou outros tipos de ajudas ou tratamentos diretos e indiretos que nos são proporcionados sempre que buscamos ajuda espiritual.

Sem esquecer as intercessões do Alto, quando, por intermédio das sugestões mentais, intuições e inspirações para o bem, somos constantemente favorecidos, principalmente com a ajuda de nossos espíritos protetores ou como se diz comumente – anjos de guarda; em que muitas vezes encontramos o amparo e as soluções para os nossos variados problemas de toda natureza, quase sempre sem nos darmos conta disso, enquanto nos inclinamos a atribuir tudo ao mérito pessoal de pensar e tomar decisões próprias, sem considerar os maravilhosos recursos que nos favorecem dessa forma, certamente.

Valendo lembrar, neste contexto, o que pensei e escrevi em texto anterior e ora repito: “… E, tenho convicção de que outra não pode ser a inspiração, que não a divina, para todas as belas criações como das grandes artes, por exemplo, tal qual no campo da música, ao ouvirmos uma maravilhosa sinfonia, que tanto nos encanta, enlevando nossa alma na mais pura emoção; do mesmo modo quando observamos atentamente um belo quadro do estilo de que admiramos e gostamos …”  ( A Incomensurável e Divina Força do Amor )

E tudo isto, refletindo bem, devemos entender como a enxertia espiritual de que tratou sabiamente o Espírito Emmanuel quando disse: “Toda criatura, em verdade, é uma planta espiritual, objeto de minucioso cuidado por parte do Divino Semeador. …… Atingindo o conhecimento, a razão e a experiência, o Pomicultor Celeste nos confere preciosos recursos de enxertia espiritual, com vistas à nossa sublimação para a vida eterna.” (extraído do livro “Fonte Viva”, C. 78).

Portanto, urge que tenhamos a devida compreensão desta realidade e, com o imprescindível esforço e força de vontade, possamos aproveitar bem tais oportunidades, na justa aplicação do aprendizado edificante e das sugestões para o bem por meio das intuições e inspirações, desde que estejamos em sintonia mental-espiritual com o Alto. E que não mais possamos desperdiçar as muitas chances sublimes em nosso benefício, para que não tenhamos que lamentar tardiamente: ah! Se eu soubesse! …

Pensemos bem sobre isso, com a consciência de que somos espíritos eternos destinados à verdadeira felicidade, dependendo de nós mesmos, conforme o emprego do nosso livre arbítrio, assimilando convenientemente as divinas lições renovadoras na senda do aperfeiçoamento de que necessitamos para tanto, e que, enfim, apliquemos bem a sugestão contida no título desta reflexão, para vivenciarmos um mundo melhor, em paz e harmonia.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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Reencontro de Espíritos Desencarnados

Em recente diálogo com uma grande amiga, a mesma revelou dúvidas sobre o caso de duas pessoas que se amam, nesta experiência terrena e, quando uma delas desencarna (ou morre, como se diz comumente); quanto à possibilidade de se reencontrarem, em face da grande amizade que devotavam, ou devotam, mutuamente. Então, após a necessária reflexão, assim argumentei, baseado no conhecimento da realidade espiritual, pelo estudo e experiência de vida, consciente das minhas limitações, contudo sem fugir à responsabilidade de comentar sobre tal, francamente, sem que signifique a opinião oficial de nenhuma entidade representativa religiosa:

Podemos entender, claramente, com o estudo objetivo dos livros da codificação básica do Espiritismo e de muitos outros livros da vasta literatura espírita de que dispomos, sempre alicerçado na análise com bom senso; que a reunião e a aproximação dos espíritos, na dimensão própria compatível, se dá pela sintonia espiritual de acordo com o grau evolutivo individual, as necessidades e as condições em que se encontram. Assim, acredito que duas pessoas que convivam, se amem e tenham afinidades, certamente buscarão se encontrar como espíritos após o desencarne; desde que haja condições gerais para tal.  É preciso compreender que, em geral, enquanto seres humanos aqui reencarnados, as idéias, necessidades e desejos, são influenciados pelas condições psicossociais humanas, que geralmente diferem da realidade como espíritos, que podem ter outras conotações que variam ao infinito, dependendo de cada um.

Considerando ainda, sob essa hipótese, que a primeira pessoa que desencarnar tão logo se conscientize de sua realidade espiritual naturalmente se comprometerá com atividades afins em que se ocupará em novas experiências, para continuidade de seu aprimoramento como espírito eterno, embora também possa estar ligada por afinidade com aquela que ainda se encontre encarnada, para, no devido momento, aguardá-la ou até mesmo ajudá-la quando de seu retorno à vida espiritual. O que não representa uma regra absoluta, e sim, como disse anteriormente, relativa, variando ao infinito. Demonstrando apenas possibilidade dessa ocorrência e não necessariamente que assim deva acontecer em todos os casos similares.

Assim como podemos perceber, neste contexto, a complexidade das relações humanas que nem sempre correspondem às aparências que se imagina, como sabemos de pessoas que dizem amar e na verdade percebe-se que não condiz com a natureza íntima e os procedimentos de muitos, como esclarece a própria psicologia humana no trato dessa questão, em que o estudo demonstra muitas vezes acontecer o contrário, nos meandros do egoísmo, sentimentos de posse e até mesmo declinando para o campo da patologia comportamental.  Como vemos acontecer em nossa heterogênea sociedade, pela nossa condição de imperfeição espiritual; o que caracteriza o que afirmei e escrevi certa feita, como aforismo: “Nós realmente somos o que pensamos, idealizamos, e nem sempre o que dizemos, aparentamos.

Como também temos que levar em conta neste aspecto reflexivo, a condição evolutiva individual de cada ente espiritual e as circunstâncias do desencarne (morte física), que podem indicar a destinação da Dimensão Espiritual de cada um, modo de assistência, tratamento perispiritual quando necessário, longo ou curto, além da interação natural na nova condição de espírito desencarnado, entre outros motivos, como o importante aspecto do merecimento e da real conveniência, que podem dificultar ou não o pretenso reencontro, que, em princípio, não depende tão somente da vontade de um, ou de ambos os seres.

De qualquer modo, é evidente que o amor, em sua essência, há de prevalecer em todas as situações; o que efetivamente contribui para consolidação das amizades, em quaisquer circunstâncias, na Terra como na Dimensão Espiritual.

Afinal, “o amor cobre uma multidão de pecados.”- (I Pedro, 4:8).

Devaldo Teixeira de Araújo.

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