Confraternização Universal – [2014-2015]

Aproxima-se mais um final de ano, em que todos nós comumente ficamos alegres e efusivos com a tradicional vigília da passagem do ano, ainda influenciados pelas festividades natalinas, parecendo até que o último dia do ano seja mais importante, em termos comemorativos, que o próprio dia 01 de janeiro em que a ONU reconheceu como Dia da Confraternização Universal. Talvez pela importância dada às ruidosas comemorações de véspera que, pelos processos de aculturação, passamos a chamar de ‘reveillon’ (acordar), vocábulo usado pelos franceses, até o Século XVII, para designar os jantares requintados, longos e festivos; como sabemos ou facilmente podemos pesquisar e confirmar.

O que traduz a tendência da imatura humanidade para os prazeres festivos muito mais do que para memoráveis e significativas comemorações, desvirtuando-se para as simples diversões mundanas, sem que haja a devida reflexão para com os verdadeiros significados a que se referem muitas datas, sem que percebamos isso conscientemente. O que muito acontece com quase todos os feriados comemorativos do nosso país, em que pouco se pensa ou comemora sobre a verdadeira motivação da data, mas, tão somente a oportunidade de diversões e prazeres.

Contudo, apesar dos excessivos apelos materiais e gestos automatizados, ocasionais, não podemos desconsiderar o saudavel clima emocional, alegre e descontraido, que observamos e sentimos, espontaneamente, que nos fazem comemorar a data efusivamente. O que é positivo e louvável tudo que traduza alegria e fraternidade que, sem dúvida, naturalmente contagia a todos com as vibrações magnéticas positivas, próprias de toda irradiação alegre e amorosa.

Assim como não podemos esquecer a extraordinária atitude, como contribuição para a fraternidade universal, contida na ideia de pacificação mundial proposta em mensagem do papa Paulo VI, em dezembro de 1967, como líder religioso, sobre a criação do Dia Mundial da Paz; da qual podemos destacar: “… Dirigimo-nos a todos os homens de boa vontade, para os exortar a celebrar o Dia da Paz, em todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de janeiro de 1968. Desejaríamos que depois, cada ano, esta celebração se viesse a repetir, como augúrio e promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro.” … “A Igreja católica, com intenção de servir e de dar exemplo, pretende simplesmente lançar a ideia, com a esperança de que ela venha não só a receber o mais amplo consenso no mundo civil, mas que também encontre por toda a parte muitos promotores, a um tempo avisados e audazes, para poderem imprimir ao Dia da Paz, a celebrar-se nas calendas de cada novo ano, caráter sincero e forte, de uma humanidade consciente e liberta dos seus tristes e fatais conflitos bélicos, que quer dar à história do mundo um devir mais feliz, ordenado e civil”.

Iluminada ideia, extraordinária mensagem de verdadeira fraternidade, como aquela autoridade religiosa mesmo revelou – de caráter sincero e forte, de amplo aspecto para uma humanidade consciente, e não restrita apenas aos católicos para os quais comumente se dirige; envolvendo todos os povos, não importanto a religião, e, como ele próprio disse – para um devir mais feliz…

Que tenhamos a consciência serena e o bom senso para repensarmos tudo que fizemos no ano que se finda, refletindo sobre o que precisa ser corrigido; Os projetos e as acertadas ações que precisamos dar continuidade, sempre buscando aprimorar, como desejamos que seja o mundo no próximo ano que se inicia.  De antemão, como é esperado e habitualmente praticado, trocando votos de saúde, paz e prosperidade para com todos, se possível com os sinceros e fraternos abraços, efusivamentes comuns nessa ocasião.

E assim, vivenciando a verdadeira fraternidade, confraternizarmos solidariamente, ultrapassando as barreiras do eu e suas limitações, para universalisar o amor em sua essência e vir a ser mais felizes…

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br   /   https://blogdoteixeira.com/

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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