Mais Um Natal, Graças a Deus!

Assim intitulo esta reflexão por considerar que, antes de tudo, devemos sim, primeiramente, agradecer a Deus pela oportunidade de aqui estarmos reencarnados em mais uma experiência terrestre – escola da vida para nossa evolução – em que temos a oportunidade de corrigir as nossas imperfeições morais-espirituais remotas que ainda perduram, e, com o necessário esforço e boa vontade; seguir o exemplo do Divino Mestre Jesus – do berço de palha à gloriosa ascensão espiritual na cruz, como exemplo de sublime amor – modelo e guia para a humanidade.

Então, aproveitando o simbolismo de tudo o que envolve as festividades natalinas, exercitarmos os divinos ensinamentos, com a prática da fraternidade entre todos nós. E o momento é propício, estimulante, em tudo; como a alegria reinante, as belas ornamentações e iluminações feéricas, como também as harmoniosas músicas características da época. O que nos convida à confraternização e tudo mais que consubstancia o amor que deve unir todos nós como irmãos, filhos do Pai Supremo. Sem nos esquecermos do Excelso Homenageado…

Porque comumente, perdidos nos labirintos existenciais dos prazeres mundanos, exacerbados pela mídia publicitária em voga em que se cultua o ter e as comemorações pelos sucessos materiais de toda sorte; esquecemo-nos dos primordiais valores morais que devem reger as nossas diretrizes de vida, conscientes da condição de seres espirituais que somos. E só assim, podermos comemorar realmente com o espírito natalino que a efeméride sugere, confraternizando alegremente com a consciência tranqüila do dever cumprido na vivência como verdadeiros cristãos, amando-nos uns aos outros.

E para que tudo isto se concretize preciso é que estejamos atentos à realidade ao nosso redor, deixando de lado a individualidade egoística e pensando no bem estar geral, antes de tudo; com a prática da caridade, desde os mais comezinhos deveres do dia-a-dia, iniciados no próprio lar e estendido à convivência social, em que interagimos naturalmente, trabalhando e ajudando, compreendendo e perdoando, mutuamente.  Eis a grande proposta para que possamos evitar a frivolidade das comemorações de maneira superficial, próprias das ocasiões festivas em que se reduzem aos condicionamentos de mera troca de presentes e os excessos gerais quase sempre presentes em tais ocasiões, preconizando-se mais os valores materiais que os sentimentais, ainda que inconscientemente.

Como já evidenciei acima e repito, não podemos esquecer-nos da precípua representatividade do Natal – o Excelso Homenageado na figura do Menino Jesus, que, por sua sublime condição de ser angelical, veio até nós em divina missão redentora para nos ensinar, com seu próprio exemplo, o verdadeiro caminho para vivenciarmos um mundo de paz e harmonia, como real felicidade.  Por isso nos esclareceu alertando que o seu reino não era deste mundo, posto que (ainda) de expiação e provas; e que hoje, dois mil anos depois, não pudemos modificar essa condição moral-espiritual, permanecendo ainda neste quadro geral de desentendimentos, incompreensões e sofrimentos, oriundos do orgulho e do egoísmo que ainda imperam entre nós e que caracteriza nosso estado evolutivo espiritual…

Mas, que podemos perceber claramente as divinas  lições e esclarecimentos, se atentos, com o entendimento da nossa realidade espiritual para que o nosso mundo se torne, um dia, o reino a que se referiu o Divino Mestre Jesus, com o nosso imprescindível esforço e boa vontade para as mudanças necessárias, individuais e coletivas, conscientes da nossa condição de seres espirituais eternos que somos e, assim, com a real aplicação do amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a nós mesmos; almejarmos vivenciar em nosso mundo um reino onde impere o amor acima de tudo, e, ao contrário do orgulho e do egoísmo de hoje, a humildade e a fraternidade se sobreponham, tornando-nos conhecidos como preconizou o Divino Mestre: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos; se vos amardes uns aos outros.” (João, 13:35).

E que assim cogitando possamos conclamar a todos, do âmago de nossas almas, alegremente, mais uma vez: FELIZ NATAL!

Devaldo Teixeira de Araújo.

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