Um Simples Gesto de Cortesia

Relembro de um texto em que falei sobre a importância de nossas atitudes e a diferença das reações ou das emoções positivas que provocam, de acordo com o nosso modo de agir em interação social.  E refletindo agora, lembro de uma cena observada dentro de um ônibus comum em nosso trânsito diário. Quando uma jovem ao adentrar no coletivo cumprimentou o motorista e a todos próximos, com um “bom dia!” Que me fez recordar dos tempos de minha infância em que era comum o cumprimento entre as pessoas, respeitosamente, mesmo sem se conhecerem. E achava maravilhoso o ‘clima’ de afabilidade nesses gestos simples, espontâneos e corteses, que provocavam uma sensação de bem estar e fraternidade. E que hoje, infelizmente, estão em desuso.  Por isso, aquela atitude quase me surpreendeu, não tivesse eu vivenciado isso, como também o cuidado em ainda praticá-la. Mas, pude perceber, como outrora, a maravilhosa sensação de bem estar que irradia e harmoniza o ambiente e que me fez reviver com indescritível alegria íntima e, por que não, saudade…

Ao mesmo tempo em que me indago: por que costumes tão salutares não mais se praticam… Talvez seja a síndrome social dos tempos modernos – da pressa; em que tais gestos possam ser considerados perda de tempo; ou o medo do contato desconhecido ante a violência, o jogo de interesses de toda sorte; o medo de uma reação contrária deseducada; ou mesmo o receio de atrair comprometimentos sociais desgastantes… Não sei, ao certo… Mas, certamente refletem o egoísmo que predomina em nossa sociedade, levando as pessoas ao isolamento contrário à nossa condição de seres sociais, interdependentes, como já falei em texto anterior ( COMO SABEMOS, SOMOS SERES SOCIAIS… ), e que infelizmente ainda faz parte do nosso contexto social coletivo e da condição moral-espiritual de nosso atual estágio evolutivo.

Por isto e tudo o mais que nos revelam como espíritos imperfeitos em estágio terreno de expiações e provas, é que devemos envidar todo esforço possível para a conscientização desta realidade, pelo estudo sério e objetivo com os recursos espíritas de que dispomos, e a necessária reflexão, para buscarmos as transformações imprescindíveis e prementes, individuais e, por conseguinte, coletivas, a fim de que estejamos preparados para o porvir, de regeneração, em que predomine o bem, a paz e a harmonia.

E não esperemos por transformações revolucionárias no campo moral-espiritual, e sim graduais, alicerçadas na educação e entendimento espiritual, com a evolução natural, começando por simples atitudes fraternas como o educado gesto observado e comentado nesta reflexão, e assim, progressivamente, nos transformarmos e conseguintemente a sociedade como um todo.  Claro que para isso há que se pensar em muitas outras atitudes e hábitos condizentes com o exercício de cidadania e civilidade, objetivando mudanças mais abrangentes em todo organismo social.  E podemos sentir essa possibilidade ao ouvimos de pessoas quando em contato com comunidades ou povos de diferentes culturas, em que observando tal experiência própria comentam sobre determinada sociedade:  É um povo muito educado!  São pessoas muito gentis, ou prestativas!  E tantos outros adjetivos, que revelam a importância social de gestos e hábitos pessoais, que fazem a grande diferença, corroborando a idéia contida nesta reflexão.

Para tanto, urge sairmos da inércia e do comodismo egoístico próprio do – ‘cada um por si’ – que contribui para a continuidade desse estado atual em que o mal predomina, e, com força de vontade e coragem para superar as nossas limitações, buscarmos o aprimoramento moral-espiritual que nos cabe, com atitudes condizentes com o que se espera de uma civilização ao alvorecer do Terceiro Milênio.

Não percamos tempo indiferentes aos nossos semelhantes, conscientes de que as grandes transformações podem iniciar com pequenas mudanças. E, com uma singela atitude irradiemos a fraternidade que deve reger os nossos pensamentos e nossas idéias, começando, simplesmente, por desejar a todos um bom dia!

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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