Olhos de Ver

Ao observar um fenômeno comum do cotidiano, para o qual encontramos a devida explicação da Ciência Física, humana, ao mesmo tempo lembrei o excelente livro com o mesmo título em que me inspirei para a presente reflexão, em epígrafe; escrito pelo Dr. Lúcio V. L. Maranhão – médico e orador espírita, em que o mesmo narra, brilhantemente, as suas experiências de vida, que emocionam e enlevam, com a simplicidade natural que o caracteriza e dignifica, como eficiente profissional, cristão e, evidentemente, com a consciência de saber-se espírito…

Refiro-me, como inicialmente, ao fato da observação, atenta, de um ventilador de teto em pleno funcionamento, em que não se pode visibilizar, realmente, as hélices em sua forma estática, entretanto, elas ali estão e apenas não conseguimos enxergá-las bem, pela fenomenologia da velocidade, de fácil compreensão.  Ou seja, pelas limitações de nossa visão, de algum modo. Cogitando, então, que assim acontece da mesma forma porque não conseguimos ver os Espíritos e muitos fenômenos espirituais, pelas mesmas limitações humanas. Mas, que também se pode explicar com o conhecimento do Espiritismo; como Ciência, Filosofia e Religião ao mesmo tempo.

Basta que tenhamos a consciência perquiridora e, racionalmente, busquemos o conhecimento que transcende à observação comum, superficial, como argumentei em outro texto e ora repito: “… Assim, com estudo sério e objetivo, destituído de teorias ortodoxas e materialistas preconcebidas, de preconceitos, mistificações e superstições; alicerçado no bom senso e na reflexão; creio que há de se compreender que a vida espiritual, pujante e atuante, em plena interação com o homem e o Universo, constitui-se uma realidade, como apregoa o Espiritismo, com base nos ensinamentos do Divino Mestre Jesus e na própria vivência. Sobretudo com os recursos da vasta obra espírita de que dispomos, como 3ª Revelação, e na comprovação dos fatos e da fenomenologia espiritual, de todos os tempos, observada e amplamente difundida. O que nos aproxima da verdade e nos liberta da obscuridade e das contradições, em harmonia com a ciência e a razão, para nos propiciar, pela edificação da consciência, a real e verdadeira felicidade: a paz de espírito, oriunda do conhecimento intrínseco e do próprio equilíbrio, para construção da fraternidade universal. …” (CONVICÇÃO ESPÍRITA).

Portanto, por esta simples analogia, acredito que com boa vontade e a mente predisposta à reflexão, podemos encontrar respostas às nossas dúvidas e limitações que caracterizam a condição humana atual e o estado evolutivo moral-espiritual em que nos situamos, ainda que transitoriamente.  E que muito podemos e devemos fazer, com o devido esforço, para mudarmos essa limitada condição de visão e entendimento da realidade espiritual, com objetividade e a necessária fé, racionalmente. E assim, possamos estar preparados para as transformações imprescindíveis para o bem, individual e coletivamente, que se fazem necessárias para a transição planetária que já se processa, quando o nosso planeta deixará de ser “de expiações e provações”, alcançando a condição de “Regeneração”, onde prevalecerá o bem sobre o mal, em todos e em tudo. E então aqui só permanecerá, pelos infinitos processos de reencarnação e sintonia, aqueles que se elevarem a essa condição moral-espiritual, individual e coletivamente, reencarnados e desencarnados sintonizados no bem. Evidente que não sabemos quando ocorrerá definitivamente, tão somente que se dará ao longo deste 3º Milênio, o que, para nós, parece muito tempo. É o que nos asseguram os Espíritos Superiores, e nos conclamam para as urgentes mudanças…

Lembrando a Parábola do Semeador, em que disse o Divino Mestre Jesus: “… Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. …… Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram”. (Mateus, 13: 9-17).  Destarte, podemos concluir, certamente, que os olhos de ver, como os ouvidos de ouvir, a que se reportou Jesus; escreveu o Dr. Lúcio Maranhão; bem como trata a presente reflexão; procedem do Espírito, em sintonia com a inspiração divina, para a glória da vida eterna…

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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Um comentário sobre “Olhos de Ver

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