A Incomensurável e Divina Força do Amor

Lendo e refletindo com os feitos e os ensinamentos dos grandes pensadores da História, que, por isso mesmo, creio serem missionários divinos, em face de suas contribuições para o progresso tecnológico e social, em todas as áreas, e a evolução moral-espiritual da humanidade, em todas as épocas; penso como intitulado, que esta força é realmente o que move o Universo, como muito já se disse, impulsionando-nos às esferas superiores. Porquanto, certamente que todas as criações para o bem da humanidade, há que originarem-se de uma inspiração superior, divina, que transcende ao entendimento superficial do vulgo, em todos os campos que se possa imaginar: das maravilhosas artes que tanto nos enlevam, das avançadas tecnologias que nos ajudam a viver e conviver melhor, e tudo mais, do mais simples ao mais complexo, até as extraordinárias descobertas em todas as áreas do conhecimento humano, como da Ciência, que podemos perceber pelos extraordinários avanços em benefício do progresso da humanidade, de que todos nós temos conhecimento, sem que seja preciso me delongar em exemplos.

E a realidade desta cogitação podemos perceber, principalmente, nos exemplares ensinamentos do Divino Mestre Jesus, quando em sua reveladora missão terrestre de nos soerguer, preconizando o amor em sua essência, há dois mil anos, e prosseguindo em sua missão, por meio da Terceira Revelação – o consolador prometido (João; cap. XIV; vv. 15 a 17 e 26.), com o advento do Espiritismo (1857 – lançamento de “O Livro dos Espíritos”), sob a coordenação e autoria de Allan Kardec e a contribuição dos Espíritos Superiores, tendo à frente o Espírito de Verdade; nos esclarecendo sobre as verdades que não poderiam ser ditas completamente antes, quando a humanidade ainda não tinha condições de compreender, em face das limitações de entendimento, considerando o grau de evolução espiritual coletiva.

Mas, o que desejo enfatizar nesta reflexão é sobre o entendimento que devemos ter, realmente, do amor em sua essencial forma, como fraternidade universal.  Que a sociedade em geral confunde sobretudo com as paixões humanas, principalmente no que se refere à atração e envolvimento de dois seres, conquanto aí também possa consubstanciar-se o amor.  E acredito que seja fácil identificar a grande diferença: o amor é doação, dedicação, entrega de si mesmo a uma causa, algo, alguém, sem instâncias de nenhuma natureza, que, à luz da razão, se consolida com o tempo. Enquanto as paixões eclodem com o mesmo furor com que se esvaem, não raro impensadamente ou irracionalmente.

Da mesma forma como podemos entender a manifestação do amor em todos os feitos grandiosos em benefício da coletividade, com a dedicação, quase sempre, de toda uma vida em busca de uma descoberta em proveito de todos, como sabemos de tantas ocorridas ao longo do tempo, como no campo da Medicina que muito tem ajudado e salvo vidas; assim como nas avançadas tecnologias de que já dispomos em nosso próprio proveito; e tantas outras desde as mais rudimentares de tempos remotos até a evolução a que chegamos contemporaneamente, que não caberia enumerar.  E certamente em todas as motivações para o bem vamos encontrar a inspiração divina, ainda que não a compreendamos devidamente e os próprios estudiosos e descobridores não se dêem conta da grandiosidade de suas missões de que muitos não tiveram sequer o merecido reconhecimento em vida.

E, tenho convicção de que outra não pode ser a inspiração, que não a divina, para todas as criações como das grandes artes, por exemplo, tal qual no campo da música, ao ouvirmos uma maravilhosa sinfonia, que tanto nos encanta, enlevando nossa alma na mais pura emoção; do mesmo modo quando observamos atentamente um belo quadro do estilo de que admiramos e gostamos…

Por tudo isso, que podemos considerar como legítimas expressões do amor; pensei e escrevi certa vez, como aforismo: Na raiz de todos os nossos males encontramos a obscuridade do egoísmo, enquanto em todas as realizações dignificantes encontramos a luz do amor.

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Compreensão e Entendimento – Atitudes Cristãs

Aproveitando o raciocínio e os argumentos utilizados em recente comunicado aos concidadãos amigos, via e-mail, ora redijo o presente texto refletindo, ainda, sobre este momento que atravessamos, quando observo, atento, por palavras e idéias verbais e grafadas, em que alguns evidenciam o inconformismo, a revolta e até mesmo inconcebível ódio, ante o resultado do último pleito eleitoral e a mídia reforça tudo isso, divulgando.  Quando a realidade evidencia que, quer concordemos e gostemos ou não, de qualquer forma que se julgue, trata-se da vontade da maioria. Portanto, como cidadãos e sobretudo cristãos, em pleno estado de direito que a democracia nos proporciona, racionalmente, precisamos de muita reflexão, antes que cogitemos de quaisquer pensamentos de revolta e até mesmo idéias em contraposição beligerante, ante a realidade insofismável. E que devemos nos conscientizar de que a Nação está acima de quaisquer interesses que não sejam para o bem de todos, como cidadãos e verdadeiros cristãos, aproveitando o ensejo para o exercício da compreensão, da tolerância e da resignação; é o que se espera de todos nós, concidadãos do “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” – (livro de Chico Xavier/Humberto de Campos, Ed. FEB).

Assim reflito e exponho tal cogitação, sem nenhum proselitismo, absolutamente; ora utilizando-me, providencialmente, da seguinte lição:

“Não rejeites a confiança   

  Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão.”- Paulo. (Hebreus, 10:35.)

Não lances fora a confiança que te alimenta o coração.

Muitas vezes, o progresso aparente dos ímpios desencoraja o fervor das almas tíbias.

A virtude vacilante recua ante o vício que parece vitorioso.

Confrange-se o crente frágil, perante o malfeitor que se destaca, aureolado de louros.

Todavia, se aceitamos Jesus por nosso Divino Mestre, é preciso receber o mundo por nosso educandário.

E a escola nos revela que a romagem carnal é simples estágio do espírito no campo imenso da vida.

Todos os séculos tiveram soberanos dominadores.

Muitos se erigiram em pedestais de ouro e poder, ao preço do sangue e das lágrimas dos seus contemporâneos.

Muitos ganharam batalhas de ódio.

Outros monopolizaram o pão.

Alguns comandaram a vida política.

Outros adquiriram o temor popular.

Entretanto, passaram todos… Por prêmio terrestre às laboriosas empresas a que se consagraram, receberam apenas o sepulcro faustoso em que sobressaem na casa fria da morte.

Não rejeites a fé porque a passagem educativa pela Terra te imponha à visão, aflitivos quadros no jogo das convenções humanas.

Lembra-te da imortalidade – nossa divina herança!

Por onde fores, conduze tua alma como fonte preciosa de compreensão e serviço!  Onde estiveres, sê generoso, otimista e diligente no bem!

A carne é apenas tua veste.

Luta e aprimora-te, trabalha e realiza como o Cristo, e aguarda, confiante, o futuro, na certeza de que a vida de hoje te espera, sempre justiceira, amanhã.”

–  Chico Xavier/Emmanuel. (do livro “Fonte Viva ”- cap. 128 ).

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Eis a grande verdade, considerando, inclusive, naquilo que couber, todo o nosso planeta, em todas as épocas, além da nossa real condição espiritual de família universal.

Afinal, consoante as divinas leis de causa e efeito, ação e reação, nada acontece por acaso…

Com convicta fé e esperança no porvir!

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Olhos de Ver

Ao observar um fenômeno comum do cotidiano, para o qual encontramos a devida explicação da Ciência Física, humana, ao mesmo tempo lembrei o excelente livro com o mesmo título em que me inspirei para a presente reflexão, em epígrafe; escrito pelo Dr. Lúcio V. L. Maranhão – médico e orador espírita, em que o mesmo narra, brilhantemente, as suas experiências de vida, que emocionam e enlevam, com a simplicidade natural que o caracteriza e dignifica, como eficiente profissional, cristão e, evidentemente, com a consciência de saber-se espírito…

Refiro-me, como inicialmente, ao fato da observação, atenta, de um ventilador de teto em pleno funcionamento, em que não se pode visibilizar, realmente, as hélices em sua forma estática, entretanto, elas ali estão e apenas não conseguimos enxergá-las bem, pela fenomenologia da velocidade, de fácil compreensão.  Ou seja, pelas limitações de nossa visão, de algum modo. Cogitando, então, que assim acontece da mesma forma porque não conseguimos ver os Espíritos e muitos fenômenos espirituais, pelas mesmas limitações humanas. Mas, que também se pode explicar com o conhecimento do Espiritismo; como Ciência, Filosofia e Religião ao mesmo tempo.

Basta que tenhamos a consciência perquiridora e, racionalmente, busquemos o conhecimento que transcende à observação comum, superficial, como argumentei em outro texto e ora repito: “… Assim, com estudo sério e objetivo, destituído de teorias ortodoxas e materialistas preconcebidas, de preconceitos, mistificações e superstições; alicerçado no bom senso e na reflexão; creio que há de se compreender que a vida espiritual, pujante e atuante, em plena interação com o homem e o Universo, constitui-se uma realidade, como apregoa o Espiritismo, com base nos ensinamentos do Divino Mestre Jesus e na própria vivência. Sobretudo com os recursos da vasta obra espírita de que dispomos, como 3ª Revelação, e na comprovação dos fatos e da fenomenologia espiritual, de todos os tempos, observada e amplamente difundida. O que nos aproxima da verdade e nos liberta da obscuridade e das contradições, em harmonia com a ciência e a razão, para nos propiciar, pela edificação da consciência, a real e verdadeira felicidade: a paz de espírito, oriunda do conhecimento intrínseco e do próprio equilíbrio, para construção da fraternidade universal. …” (CONVICÇÃO ESPÍRITA).

Portanto, por esta simples analogia, acredito que com boa vontade e a mente predisposta à reflexão, podemos encontrar respostas às nossas dúvidas e limitações que caracterizam a condição humana atual e o estado evolutivo moral-espiritual em que nos situamos, ainda que transitoriamente.  E que muito podemos e devemos fazer, com o devido esforço, para mudarmos essa limitada condição de visão e entendimento da realidade espiritual, com objetividade e a necessária fé, racionalmente. E assim, possamos estar preparados para as transformações imprescindíveis para o bem, individual e coletivamente, que se fazem necessárias para a transição planetária que já se processa, quando o nosso planeta deixará de ser “de expiações e provações”, alcançando a condição de “Regeneração”, onde prevalecerá o bem sobre o mal, em todos e em tudo. E então aqui só permanecerá, pelos infinitos processos de reencarnação e sintonia, aqueles que se elevarem a essa condição moral-espiritual, individual e coletivamente, reencarnados e desencarnados sintonizados no bem. Evidente que não sabemos quando ocorrerá definitivamente, tão somente que se dará ao longo deste 3º Milênio, o que, para nós, parece muito tempo. É o que nos asseguram os Espíritos Superiores, e nos conclamam para as urgentes mudanças…

Lembrando a Parábola do Semeador, em que disse o Divino Mestre Jesus: “… Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. …… Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram”. (Mateus, 13: 9-17).  Destarte, podemos concluir, certamente, que os olhos de ver, como os ouvidos de ouvir, a que se reportou Jesus; escreveu o Dr. Lúcio Maranhão; bem como trata a presente reflexão; procedem do Espírito, em sintonia com a inspiração divina, para a glória da vida eterna…

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]