Nosso Dever como Cristãos

Meditando com as lições do extraordinário ser espiritual – Emmanuel, reflito sobre o nosso papel nesta experiência humana, para vivenciarmos o autêntico cristianismo, em interação social com nossos semelhantes, e nossas obrigações para com todos e tudo; quão nos ensinou, exemplificando, o Divino Mestre, há dos mil anos…

E logo penso em nosso dever de agir, assim, pelo que se espera de todos nós como verdadeiros cristãos.  E, para tanto, não bastam os comezinhos afazeres quais os deveres domésticos, a correção no proceder social e a própria luta pela sobrevivência de que nos ocupamos, até instintivamente: isso são tarefas comuns, inadiáveis, tanto quanto agem os descrentes, e até mesmo os próprios irracionais em suas peculiaridades, naturalmente. O que nos leva à conclusão de que é preciso algo mais, que exceda as ações do homem comum, vulgar, nas esferas – pessoal e coletiva…

Por isso, quando procedemos a uma autoanálise, nesse contexto, logo nos ocorre as indagações: que fazemos ou damos de nós mesmos em prol de nossos semelhantes, tão carentes em todos os aspectos?  Temos a devida tolerância para com todos que, inadvertidamente, nos desafiam a isso, até por ignorância?  Exercitamos a paciência a que somos incitados, a todo momento, em nossa sociedade tão conturbada e desafiadora?  Estamos sempre prontos a ajudar o próximo, com desprendimento, enquanto muitos, por egoísmo, são indiferentes aos problemas ao seu derredor?…  E muito ainda teríamos que indagar, para professarmos o cristianismo em sua essência.

Como podemos perceber, facilmente, uma grande parcela da humanidade, alheia à realidade espiritual e, por isso, egoísta e orgulhosa, vive preocupada com os avanços tecnológicos, buscando o conhecimento intelectual, científico, para o conforto material a todo custo, como finalidade maior da vida. Esquecendo a razão maior de nossa existência, como nos alertam os Missionários Divinos, em todas as épocas; desde o aforismo introspectivo contido no “Conhece-te a ti mesmo” e o espírito de humildade em “Só sei que nada sei”, preconizados pelo sábio filósofo Sócrates (469 – 399 a.C.), entre muitos outros sábios, remotos e contemporâneos, em que sempre resplandece a luz dos ensinamentos do Cristo por intermédio inspirativo e mediúnico de que temos bastante conhecimento e de que dispomos sempre.

E para não ficarmos alheios à realidade e não nos aprisionemos nas ilusões efêmeras das conquistas exclusivamente materiais, urge não permanecermos acomodados no continuísmo da vida ilusória e buscar sempre a verdade, estudando e refletindo, para que possamos alcançar o equilíbrio necessário para um mundo de paz e harmonia. E, naturalmente, sairmos da inércia e pormos em prática todos os maravilhosos ensinamentos divinos, exercitando o perdão, a caridade, a tolerância, a compreensão, enfim, o amor em sua essência, a fim de que Deus se manifeste em nós, como seguidores do Cristo.

Portanto, não devemos mais adiar as ações para o bem. E que tenhamos coragem para as atitudes coerentes com o amor a Deus e ao próximo, conscientes de que para as transformações sociais que tanto desejamos e reclamamos, é imprescindível que comecemos em nós mesmos, do individual para o coletivo, desde as ações mais simples no âmbito doméstico, como dito acima, até as interações sociais, em que as adversidades põem à prova a nossa força de vontade; e só assim, creio, podemos alcançar o equilíbrio próprio e geral para um mundo melhor, que tanto almejamos.

Ergamos as nossas mãos, não somente para a adoração e os peditórios comuns, mas para o trabalho edificante e renovador do bem ao nosso alcance, em favor de todos os nossos irmãos; materializando o amor, e o nosso dever como cristãos.

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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