Planeta Terra – Uma Dimensão Espiritual

Meditando sobre a nossa legítima condição de Espíritos Eternos, chego a conclusão de que o nosso Planeta Terra é uma Dimensão Espiritual, na qual nos encontramos em nosso atual estágio evolutivo, como existem tantas outras, em que já estivemos e que ainda vamos estar, certamente, como bem nos ensinou o Divino Mestre Jesus, quando assegurou – “… Há muitas moradas na casa de meu Pai; …” (João, 14:1 a 3.)  Assim penso e digo por considerar verossímil uma vez que a nossa verdadeira, definitiva e imanente vida, é a espiritual.  Logo, em nossa atual existência apenas dispomos da roupagem carnal (sem deixar de sermos essencialmente Espíritos), como seres humanos, em mais uma morada, que assim podemos entender como uma dimensão espiritual, no infinito processo de modificações individuais e coletivas, para o desejável aperfeiçoamento que todos alcançaremos nos estágios mais avançados.

Basta termos a consciência primordial de sermos Espíritos, como refletido no texto – “A importância de saber-se Espírito”- para compreendermos isso: Tal qual o nosso planeta, como moradas temporárias existem Colônias Espirituais como “Nosso Lar”, muito bem evidenciada e protagonizada em livro e filme, entre muitas outras; além de tantos Planetas e inúmeros outros Corpos Celestes na imensidão do Universo. Evidentemente que em todos, com outras formas de vida ou outras ‘roupagens’ de acordo com a condição espiritual e as necessidades em cada plano astral. Sempre, em todos, tendo como objetivo o aperfeiçoamento de todas as criaturas Divinas; eis a grande verdade.

Portanto, nada mais lógico do que assim raciocinar e concluir, até considerando como avanço do pensamento e como percepção natural da mente, enquanto espírito. Afinal, é oportuno lembrar que tempos atrás se adotou o politeísmo e o geocentrismo oficializado pela própria Ciência, e outras concepções em todos os campos da Ciência e do intelectualismo humano, que, com o tempo, comprovaram-se errôneas e obsoletas, com a evolução natural e inevitável, na incessante busca do entendimento das verdades eternas. E com o avanço do entendimento científico aliado ao conhecimento revelado pelo Espiritismo, muitos conceitos hão de se repensar e inovar, como escrevi no texto – “CONVICÇÃO ESPÍRITA”.

Acredito que as dificuldades em cogitarmos de ideias espirituais e mesmo entendermos e adotarmos como verdade incontestável a realidade Espírita; seja a vaidade intrínseca e o orgulho intelectual que ainda norteia o pensamento e as ideias de muitos de nós, enquanto seres humanos em nosso atual estado evolutivo.  Talvez por isso o receio de ver contrariadas as ideias e conceitos tidos como verdadeiros, em que se acomodam ante o desconhecido, na ilusão das conquistas materiais e dos prazeres mundanos… Até que a morte surpreenda e revele enfim a realidade espiritual, como grande verdade. O que lembra a antiga “lenda egípcia do Peixinho Vermelho”, bem interessante e concernente, citada como Prefácio do Livro “Libertação”- de Francisco Cândido Xavier/André Luiz; podendo ser encontrada também no site: –http://www.techs.com.br/meimei/historias/historia26.htm.

Razão porque os detentores do poder em todas as áreas e em todas as épocas, como até hoje, usaram o conhecimento que detinham inclusive a própria religião, para controlar e dominar as pessoas por intermédio da ignorância e do medo, ocultando as verdades espirituais, eternas.  Mas, Deus sempre proporciona, através da renovação, os meios de libertar as consciências das teorias ortodoxas e materialistas preconcebidas, dos preconceitos e mistificações, fundamentadas no bom senso e na reflexão, para, como asseverou Jesus “… E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. …” (João, 8:32).

Que tenhamos a imprescindível humildade na busca da verdade, com a conscientização do que preconizou o emérito Allan Kardec – “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade”.

Devaldo Teixeira de Araújo. 

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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Entendimento da Realidade Espiritual

Cada vez mais me convenço da imprescindível necessidade do que sugere o título desta reflexão, porquanto, com a devida compreensão de que somos Espíritos eternos, quantos males poderiam ser evitados…  Reflito sobre isso, ao tomar conhecimento da recente morte de um renomado ator de cinema norte-americano, em que o noticiário informa que a investigação policial indica como causa o suicídio…  E que a vítima estava com depressão e fazia uso de drogas, possivelmente para aliviar a tensão, o stress, a insegurança, o medo incontido, e tudo mais, comum nesse estado. E logo nos vem o raciocínio: … Apesar da condição econômica e social de que dispunha e das aparentes possibilidades decorrentes dessa condição, como alguém pôde chegar a isso…

De antemão, abstendo-me de qualquer conotação crítica à atitude pessoal, humana, por compreender as circunstâncias e a dor que enluta a todos emocionalmente envolvidos, e, por dever ético e caridade cristã, apenas mentalizando o apoio espiritual, com as confortantes preces, sempre necessárias e oportunas em todas as ocasiões.

Por isso, refletindo bem, creio que com o conhecimento de que a vida espiritual é eterna, que a nossa curta existência neste Planeta representa apenas um estágio de aprimoramento, um degrau na ascensão para os planos superiores a que estamos destinados e que devemos aproveitar o máximo a nossa vida na prática das virtudes com tal objetivo; ninguém jamais cogitará de abreviar a sua existência, e nenhuma situação, por mais difícil que pareça, nunca poderá levar ao desespero de cometer tal desatino, cônscio da realidade de que nada acontece por acaso e que as adversidades acontecem para superação de possíveis expiações ou provações, como parte da nossa própria evolução.

Enquanto o desconhecimento da nossa natureza espiritual, comumente ligado às ideias materialistas e à descrença absoluta, é que possibilita o descaminho para o vazio inconsequente capaz de levar a atitudes extremas, quase sempre irreversíveis, com danos inimagináveis.  Considerando ainda a sintonia espiritual da mesma natureza que tais mentalizações proporcionam e as influências deletérias nesses casos, agravando ainda mais o quadro de desequilíbrio psíquico-espiritual extremo, de penosa e difícil recuperação; inevitavelmente por meio de dolorosas reencarnações, consoante as circunstâncias e motivações.

O que ratifica a ideia reencarnacionista, como nos demonstra o Espiritismo, como entendimento racional de real justiça divina, considerando que, por maior que seja os nossos erros cometidos, sempre teremos as oportunidades de corrigir, na senda do auto aperfeiçoamento, ainda que gradual e relativo. Consolidando a compreensão da verdadeira justiça e da infinita bondade e misericórdia de Deus – “Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”, como nos esclarece “O Livro dos Espíritos”, Pergunta um, e demais.

Por tudo isso, urge nos educarmos além das fronteiras do intelectualismo humano, despertando para o entendimento da dimensão espiritual como uma realidade que não devemos mais ignorar, para não estacionarmos em relação ao progresso que já deveremos alcançar para que estejamos aptos ao grau de evolução esperado e já em transição no nosso Planeta, em que, ao consolidar-se coletivamente, o bem se sobreporá ao mal e, para isso, não mais reencarnações incompatíveis a tal nível, nem Espíritos vinculados a Terra, interagindo conosco, que não sejam igualmente solidários no amor e na prática do bem.  E, portanto, não mais sofrimentos como hoje ainda enfrentamos ou observamos, vivenciando o Plano de Regeneração, sem processos de expiações dolorosas, apenas provações para superação e crescimento espiritual, em paz e harmonia.

Estejamos preparados para tanto, conscientes de sermos Espíritos Eternos, buscando o aperfeiçoamento individual e geral, com o entendimento da nossa realidade espiritual.

 

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

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As Atitudes Condizentes com a Evolução

Reflito sobre um questionamento feito por uma pessoa amiga, a respeito das atitudes humanas que aparentam um comportamento condizente ou não com os costumes sociais tradicionais, e suas consequências sob vários aspectos, inclusive sob o ponto de vista espiritual, conscientes de nossa condição de Espíritos eternos.  Sobretudo tratando-se de procedimentos viciosos como o hábito de ingestão alcoólica, sempre associada a reuniões sociais em geral, o que se tornou comum e até considerado como uma forma de descontração e lazer, a ponto de tornar-se quase que obrigatória nos finais de semana de descanso do trabalho, próprios para o repouso.

Acredito que, obviamente, o maior problema não esteja no ato em si e sim na forma como e por que se faz, considerando assim os excessos e as motivações, conscientes ou inconscientes, que levam a isso. Ou seja: muitas vezes as pessoas retêm em si, frustrações, desejos contidos, problemas de toda sorte, de que trata muito bem a psicologia humana e que ora não cabe estender; o que motivam alguns, sob os efeitos do álcool, a se excederem e extravasarem seus impulsos recônditos, de alegria, tristeza, ou sentimentos outros que, não raro, de forma consciente, sem o estímulo do álcool normalmente não ousariam assim se comportar.

Desse modo, semana após semana, criam-se tais hábitos como forma de lazer, até tornarem-se uma dependência ou vício, que, de forma nociva, causam tantos danos, psicológicos e sociais, como sabemos e vemos acontecer em nossa sociedade. O que, somente por isso, já seria motivo de preocupação e o cuidado para não adentrar nesse círculo vicioso de desastrosas consequências.  Entretanto, precisamos ter conhecimento da nossa realidade espiritual e a consciência de que os danos maiores ocorrem neste aspecto, em que os hábitos viciosos enraízam-se na estrutura perispiritual, passando assim de uma encarnação a outra, gerando as tendências ou predisposições, de solução cada vez mais difícil, até que quem esteja nessa situação desperte para a necessidade do imprescindível esforço e força de vontade para a correção dos hábitos viciosos.

Além da sintonia espiritual que acontece em tudo que pensamos e fazemos, atraindo espíritos da mesma condição moral, numa interação perniciosa e cada vez mais interdependente, por recíprocas influências.  Como nos esclarecem os Espíritos Superiores, quando da pergunta nº 459 do “Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec:  “Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? “– Em resposta: “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto que, de ordinário, são eles que vos dirigem.” …

Eis uma importante amostra do que nos acontece, em toda nossa existência, consoante nossos pensamentos e ações. Bem como da nossa responsabilidade em relação à necessidade de nosso aperfeiçoamento moral-espiritual, por pensamentos, palavras e ações;  vigiando e orando, como nos ensinou o Divino Mestre Jesus (Mateus, 26:41). Considerando que da mesma forma como somos influenciados, também nós, por nossos pensamentos, gestos e ações, influenciamos tanto os nossos companheiros de jornada terrestre, como os Espíritos afins que, atraídos pelas energias magnéticas dos pensamentos e pelas emanações alcoólicas dos ambientes próprios a isso, se comprazem nas ilusões dos prazeres mundanos a que ainda se encontram imantados, numa infindável permuta de ‘favores’ viciosos de funestas consequências, como podemos imaginar e perceber…

Por tudo isso, precisamos nos conscientizar como sempre enfatizo, da imperiosa necessidade de nosso comportamento de acordo com a evolução moral-espiritual que se espera de todos nós.

Estejamos atentos, portanto, para que possamos vivenciar um mundo de paz e harmonia, coerente com o “Plano de Regeneração”, já em plena transição, com a prática de atitudes condizentes a isso.

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

A Humildade Manifesta no Ato de Pedir Desculpa

Ora reflito sobre como é deveras relevante agir com humildade, em qualquer circunstância, sobretudo em relação a atitudes como a que indica o título deste texto, quando se fizer necessário, o que, por experiência própria afirmo, nos dá uma sensação de paz interior, inundando-nos a alma de serenidade e bem-estar; o que é fácil de entender os benefícios que isso pode nos trazer.

Acredito que todos nós, de algum modo, já passamos por essa experiência de pedir desculpas ou desculpar; o que é realmente importante, mesmo por algo mais simples ou trivial que pareça, por nos deixar com uma sensação agradável de alma enlevada, tal qual uma boa ação como se diz comumente. Por serem, certamente,  as emoções próprias do Espírito que nesses instantes transcendem os sentimentos meramente humanos como os prazeres da vida.

Daí, a necessidade de praticarmos sempre o bem, aprimorando nossas atitudes e nossos costumes na busca do nosso aperfeiçoamento moral-espiritual com a prática das virtudes de  que todos nós temos conhecimento e sempre temos oportunidade de por em prática em todos os momentos de nossa vida. Além da contribuição que assim podemos dar para uma convivência harmoniosa e uma sociedade mais homogênea e bem mais feliz.

E, por outro lado, quantos males podemos evitar com um simples ato de desculpar, compreendendo as circunstâncias do momento em que se deu o fato gerador de algum inconveniente, por mais conflitante que seja; porquanto o contrário – os conflitos, sempre oriundos da intolerância, do orgulho ferido, do egoísmo; são os principais fatores da violência que podemos observar no nosso cotidiano social.  Basta atentarmos para os noticiários jornalísticos sobre a violência urbana e alguns relatos sobre as motivações de tais embates.

Como também podemos perceber a tensão produzida pelos impensados gestos violentos, muitas vezes por fatores tão banais quais as discussões de trânsito que produzem inclusive tantas mortes. Bem como os desdobramentos aflitivos para todos os envolvidos nisso, direta ou indiretamente, com os consequentes transtornos que causam danos e transformam a vida de muitos;  o que poderia ser simplesmente evitado com um singelo gesto de compreensão e humildade condigna com procedimentos próprios de um Ser humano racionalmente equilibrado e de um Espírito condizente com a evolução esperada em pleno Século XXI.  O que, infelizmente, ainda não acontece como deveria.

O que revela, como já disse em texto anterior (Manifestações da Nossa Realidade Evolutiva), a nossa condição de imperfeição espiritual em geral; causa de estarmos vinculados ao Planeta Terra, em estágio de “Expiação e Provas”, para o nosso próprio aprimoramento individual e, por extensão, coletivo, em progressiva transição. Realidade que nos faz compreender a razão de tantos dissabores em nossa sociedade atual e a necessidade do exercício da abnegação em favor do próximo – nossos irmãos de jornada. E, por conseguinte, em nosso próprio benefício e do nosso Planeta.

Por fim, nesse contexto, meditemos e coloquemos em prática o que tão bem nos ensina Emmanuel: “… Por mais graves te pareçam as faltas do próximo, não te detenhas na reprovação.  Usa, pois, a bondade e desculpa incessantemente.  Quem perdoa, esquecendo o mal e avivando o bem, recebe do Pai Celestial, na simpatia e na cooperação do próximo, o alvará da libertação de si mesmo, habilitando-se a sublimes renovações.” (do livro “Fonte Viva”; c. 135 – Chico Xavier).

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]