A alegria de viver

Em minhas observações habituais quando caminhando em meio às pessoas com quem dividimos o espaço público da cidade, no ir-e-vir comum das atividades de rotina, pus-me a refletir, como sempre procuro ocupar o meu pensar, sobre a percepção que tenho do aparente estado de espírito das pessoas, refletido no significativo semblante que exprimem, naturalmente…

E, entre os inumeráveis rostos comuns, alguns revelam claramente estados emocionais que não deixam dúvidas, pelos semblantes estampados. Uns com feições de alegria e simpatia contagiantes, mesmo sem falar com ninguém, aparentando estar, como se diz popularmente, ‘de bem com a vida’, o que igualmente nos deixa sensivelmente alegres, espargindo um clima positivo e agradável ao derredor. Enquanto outros aparentam traços de carantonha que revelam o contrário; e, se observado com a sensibilidade natural como reflexões da vida, havemos de sentir a desagradável negatividade que transparecem e contagiam aqueles que assim se deixam sintonizar.

Por isso, o cuidado que devemos ter com nossas atitudes, quer sejam por pensamentos, palavras, gestos ou ações, sobretudo em nossa convivência natural e comum quando, de alguma maneira, estamos influindo no campo mental e emocional de todos com quem interagimos em nossa vida, criando e irradiando energias contagiantes com as atrações magnéticas da mesma sintonia espiritual, positivas ou negativas, consoante a nossa determinação usual.

O que sem dúvida reveste de grande importância e responsabilidade o nosso proceder, por tudo citado acima e, com maior ênfase, em se tratando do aspecto espiritual, que representa nossa verdadeira essência e nos distingue das demais criaturas divinas, justamente pela capacidade de refletir e agir livre e racionalmente… Daí porque devemos envidar todo esforço possível para superação de nossas imperfeições, ainda que latentes, a exemplo das maiores chagas da humanidade – o orgulho e o egoísmo; e as atitudes nocivas como a intolerância, a ambição, a vaidade, e outras mais, de que temos consciência dos malefícios que provocam; para que possamos desfrutar, enfim, de um mundo de paz e fraternidade.

Considerando ainda que a nossa condição de Espíritos Eternos e as consequências da mesma natureza, em função das leis de causa-e-efeito e ação-e-reação a que estamos naturalmente afetos; fazem-nos meditar sobre a necessidade da busca do aperfeiçoamento com as mudanças – pessoais e, por conseguinte, coletivas, que não devemos mais adiar e que a transição espiritual exige como imperativo moral-espiritual para que o bem prevaleça sobre o mal; e assim não mais tanto sofrimento expiatório como hoje vemos, consolidando-se então o Plano de Regeneração que a Terra alcançará. O que, se devidamente estudado, ponderado e bem entendido, disso, com bom senso, podemos ter certeza.

Deste modo, creio que procurar sempre estar equilibrado, integrado à família universal, em harmonia e interação com todos e em concordância com as divinas leis da natureza; são deveres nossos como cristãos.

E estendamos o bem e a alegria em torno de nós, demonstrando isso com contentamento e serenidade, gratos a Deus pela oportunidade de aqui estarmos, deixando transparecer em nosso semblante irradiante, a alegria de viver.

 

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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2 comentários sobre “A alegria de viver

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