Em Respeito às Leis da Natureza

Reflito sobre a nossa obrigação moral de agir em respeito às leis da natureza, que está sempre nos revelando a sapiência divina em todo seu esplendor, desde os mínimos detalhes como o desabrochar de uma flor, à exuberância de uma floresta, uma montanha coberta de neve, o mar imenso, enfim em tudo que possamos observar na imensidão do Universo infinito; desde que estejamos atentos, com a ‘visão da alma’ que excede a dimensão humana e não apenas sob o olhar e as preocupações imediatistas presas ao restrito círculo terrestre do ter e não do ser, do Homem e não do Espírito.

E, como devemos saber, das nossas ações em desacordo com as divinas leis da natureza originam-se todos os distúrbios que podemos observar. E não somente aqueles que percebemos claramente e que muito se divulgam nos meios de comunicações, como os desequilíbrios ecológicos que vêm provocando tantos desastres em todo o mundo. Tenhamos certeza de que todos os problemas que enfrentamos, sejam coletivos ou pessoais, advém igualmente por agirmos com egoísmo, a maior chaga da nossa sociedade; em contrapartida às leis de Amor, que resume as atitudes como a caridade, o perdão, a tolerância, com a compreensão dos ensinamentos divinos de que todos somos irmãos.

Meditemos com o entendimento de que todos nós fazemos parte da grande família humana, como criaturas divinas que somos e como tal, devemos cuidar de sua integridade, em benefício de todos, sem prejuízo de ninguém. De modo que possamos conviver em equilíbrio, como irmãos. E para isso, preciso é que nos esforcemos sempre com a prática das virtudes necessárias para uma convivência responsável e fraterna, conscientes de que ninguém vive apenas para si; como tão bem nos ensinou e exemplificou o Divino Mestre Jesus; o que costumo repetir por ser Ele o nosso modelo e guia que devemos seguir, para um mundo melhor, em paz e harmonia.

Por isso, agindo contrariamente, como por exemplo, quando ficamos alheios aos sofrimentos por que passam nossos irmãos menos favorecidos e egoisticamente possamos cogitar que não devemos nos preocupar com o mal que não nos atinja diretamente; ou os desmandos sociais praticados por alguém que incumbido de atuar para o bem comum, age erroneamente pensando apenas em seu próprio benefício, o que resulta sempre em prejuízo do próximo de alguma maneira; tudo em contraposição aos ideais de fraternidade, do – amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Marcos, 12 : 30,31); e dessa forma, contribuindo para a desarmonia, os sofrimentos de muitos, causando dissabores e distúrbios, ainda que não tenhamos consciência disso.

E, sem dúvida, tais procedimentos equivocados são as causas dos efeitos nocivos que tanto presenciamos ainda hoje, como resultado da inexorável lei espiritual de causa e efeito. O que revela ainda estarmos distantes do equilíbrio desejado, e, de um modo geral, não condizente com o Estágio Espiritual por vindouro – de Regeneração – que a Terra alcançará, sem dúvida. O que urge de todos nós um maior esforço no sentido de buscarmos as transformações necessárias para sermos merecedores de aqui permanecermos pela sintonia espiritual deste orbe, quando da plena consolidação do novo Estágio Espiritual, já em fase de transição, em que prevalecerá o Amor, com o Bem se sobrepondo ao mal. Então, imaginemos o quão será bem mais feliz este Planeta e os Espíritos – reencarnados e desencarnados, aqui vinculados.

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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