O sofrimento educa

      Ora reflito em relação aos questionamentos que ouço sobre a razão do sofrimento que acomete a tantos, inclusive atingindo aqueles que costumam conviver fazendo o bem em geral e aparentemente cumpridores de seus deveres como cidadãos. Como também com relação aos animais, que não tendo livre arbítrio, vivem em estrito cumprimento às leis biológicas, naturais, e, portanto, sem motivações de culpas pregressas que pudessem originar qualquer efeito expiatório, como nós.

Como é de conhecimento geral e de fácil compreensão para todos, sobretudo para aqueles que já têm o entendimento da realidade espiritual; as maiores motivações dos nossos sofrimentos originam-se em nosso passado de procedimentos errôneos em contraposição às divinas leis da natureza, resultando em sofrimentos pelas dificuldades e adversidades de toda sorte que enfrentamos no presente, como resultado da inexorável lei divina de causa e efeito, a que estamos submetidos.

O que se coaduna com a extraordinária lição de Emmanuel, quando disse – “…… há épocas em que as feridas do corpo são chamadas a curar as chagas da alma, e situações em que a paralisia ensina a preciosidade do movimento. ……” (extraída do livro “Fonte Viva”, c. 89 – psicografia de Chico Xavier).

A verdade é que, meditando bem, com a ajuda dos ensinamentos contidos na coletânea básica do Espiritismo e em outros esclarecedores livros de que dispomos na extensa biblioteca espírita, como a obra supracitada, encontramos respostas para todas as nossas dúvidas, como característica, sem dúvida, da terceira revelação divina, o consolador prometido.

Assim, aprendemos que as dificuldades e adversidades com que nos deparamos, como já citei, não só acontecem como expiação de nossas culpas, necessariamente, conquanto sejam estas as causas mais comuns.  Ocorrendo também como forma de aprendizado espiritual; exercício vivencial de aplicação da força de vontade e do esforço para superação de todos os obstáculos que se nos apresentam nas experiências reencarnatórias.  Significando igualmente provações, como forma de apurar o nosso Espírito na senda do aperfeiçoamento a que estamos destinados como criaturas divinas que somos.

Do mesmo modo como os animais convivem com esses processos dolorosos, como podemos perceber em muitos deles, necessários para o desenvolvimento do princípio vital existente em todos os seres criados por Deus, embora sem a individualidade e o raciocínio próprios dos homens, já detentores de tais características que determinam a responsabilidade do livre-arbítrio e evidenciam a diferença entre os reinos da natureza.  De antemão, considerando a complexidade do tema neste aspecto e a necessidade de uma argumentação mais ampla que aqui não cabe estender.

Por isso, para que possamos buscar o entendimento da verdade, evitar sentimentos de revolta, medo e outras emoções negativas ante o desconhecido, o que pode levar a estados prejudiciais de instabilidade, desespero e até transtornos psíquicos mais graves; creio ser imprescindível a compreensão da realidade espiritual, tal como nos esclarece os postulados espíritas, o que podemos conseguir com bom senso, estudo sério e perquiridor, e só assim, certamente podemos vivenciar em paz e harmonia.

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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Um comentário sobre “O sofrimento educa

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