O DIVINO MESTRE

Pensei e escrevi como conceito, há algum tempo: “A evidência da magnitude missionária, divina, de Jesus, o Cristo; queiram ou não os incrédulos, está reconhecida na História, marcada no tempo: Antes e Depois dele.”

E, por ter plena convicção do que afirmei, ora estendo esta reflexão, como se pudesse, com as limitações e imperfeições espirituais que me caracterizam, falar de tão insigne Ser Espiritual… E, então, ocorreu-me a indagação: Qual de nós teria a capacidade de afastar-se de uma dimensão espiritual superior, celestial, para descer, literalmente, a um ambiente hostil, considerado espiritualmente de expiação e provações, para ajudar e soerguer espíritos desencarnados e encarnados recalcitrantes no mal, com os sacrifícios que a divina missão exigiu?… Certamente ninguém…  Em face do nosso estado evolutivo moral-espiritual, evidentemente, não teríamos capacidade para tal.

Basta esse aspecto para termos uma ideia da magnitude do Cristo e tudo que representa para todos os cristãos conscientes dessa realidade e da necessidade do seu auto aperfeiçoamento, com a prática do Amor em sua essência; como Ele tão bem ensinou e exemplificou, mostrando como viver para alcançar a verdadeira felicidade; há dois mil anos…  Fazendo-se simples e humilde, desde a manjedoura, honrando o trabalho, o lar e a família, veio a nós e por nós, na convivência com os homens mais simples.

Sendo o Espírito mais sábio e perfeito que já habitou entre nós, não se mostrou superior a discursar brilhantemente; não precisou de cátedras e nunca se prevaleceu de sua natural superioridade; apenas ensinou exemplificando, amando e servindo, atendendo e amparando a todos, sem ensejar contendas nem polêmicas estéreis. E quando provocado a isso, ensinou a verdadeira justiça respondendo sabiamente: “… Daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” (Mateus, 22:15/22 e Marcos, 12:13/17).

Modificou profundamente o entendimento a respeito das Leis Divinas e o comportamento humano eivado de erros, consoante o grau de adiantamento e entendimento dos homens, à época, arraigado de abusos e ao mesmo tempo de temor exacerbado aos castigos difundidos pelas leis decretadas por Moisés, propriamente ditas, transitórias pela sua própria natureza; e demonstrou que não veio destruir as Leis Divinas, mas, dar um ajuizado sentido ao seu cumprimento, pela prática da verdadeira justiça, da caridade, da fraternidade e do perdão incondicional, ou seja, o Amor em sua plenitude, como ensinou e vivenciou até o último instante entre nós.

E, empenhando seu eminente saber e poder, ajudando a humanidade a pensar, a crescer e a aprimorar-se, resumiu o compromisso que devemos adotar para alcançarmos o ‘Reino dos Céus”, ou a vida espiritual plena, com o preceito – “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”, como também afirmou, em resposta a Pilatos, – “meu reino não é deste mundo”; revelando a natureza excepcional do seu Espírito, assim como a realidade da vida espiritual eterna; o que todos devemos saber e compreender, no alcance possível de nossa inteligência.

Destarte, tudo em Jesus, o Divino Mestre, se reveste de maravilhoso significado e nos conclama a reflexões mais aprofundadas como exemplo a ser seguido em toda nossa vida. E, por isso, os Espíritos Superiores tão bem responderam, de forma sábia e sucinta, à pergunta nº 625, contida no Livro dos Espíritos: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?Jesus.

Finalmente, se bem entendido, outra não poderia ser a nossa ideia e atitude, senão, afeiçoando-nos ao Modelo Divino, proclamar uníssonos: sigamo-Lo!  Eis tudo…

 

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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