Ajudemos o Próximo, Sempre

Lembrando e sempre meditando com as maravilhosas lições de Emmanuel, reflito agora sobre a necessidade constante de auxiliarmos o nosso próximo, sempre que possível e quando for necessário, a exemplo do que nos exemplificou o Divino Mestre Jesus, assim como os permanentes ensinamentos transmitidos pelos missionários divinos, a nos esclarecer em tudo; em que destaco esta lição ditada por intermédio mediúnico do inesquecível Chico Xavier, quando assim nos exortou: “… Que seria de nós se Jesus não houvesse apagado a própria claridade, fazendo-se à semelhança de nossa fraqueza, para que lhe testemunhássemos a missão redentora?  Aprendamos com ele a descer, auxiliando sem prejuízo de nós mesmos. …”

Que extraordinário exemplo! Que maravilhosa lição, se bem entendida e, sobretudo, considerando a incomensurável magnitude espiritual de Jesus e sua missão para nos redimir, há dois mil anos. E, embora conscientes da nossa pequenez, incapaz de tanto, muito podemos realizar no limite de nossas possibilidades, naquilo que nos cabe fazer, por pouco que pareça, com esforço e força de vontade, ainda que aparentemente limitado ou mesmo insignificante aos olhos do vulgo superficialmente incrédulo e voltado exclusivamente às preocupações imediatistas, de cunho materialista.

Sempre podemos encontrar ocasiões favoráveis para ajudar nossos semelhantes, basta estarmos predispostos a isso. Desde um simples cumprimento atencioso, fraterno, quando emitimos energias positivas que contagiam e até soerguem aqueles que por algum motivo possam encontrar-se cabisbaixos, com ideias negativas; pela força contida nas energias magnéticas então envolvidas, afastando as negatividades onde atua.  Ou ouvirmos atenciosamente alguém sequioso por um desabafo contido, em que, igualmente com os efeitos anteriormente citados, podemos mitigar o seu sofrimento ou até mesmo soerguer quem possa estar à beira de uma crise emocional de consequências imprevisíveis.

Sem esquecer a ajuda material, sempre oportuna, no socorro àqueles que realmente estão em situação difícil, notoriamente os necessitados de alimento, agasalho ou remédio; sabendo o quanto é difícil levar apenas o apoio moral, exortando à resignação aquele que tem fome, frio e outras necessidades prementes, como sempre podemos observar em muitos lugares e momentos.  Por isso, temos de enaltecer o admirável e grandioso trabalho, pessoal ou em grupo, daqueles que, com abnegação e altruísmo, se dedicam à prática da sublime caridade nesse sentido, em solidariedade aos nossos irmãos que sofrem.

Na obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo” capítulo XV, parágrafo 10, consta a instrução do apóstolo Paulo, em que diz: “Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; ……”. Em que resume como premissa maior, a razão de aqui estarmos reencarnados para o nosso aprimoramento moral-espiritual, tal a finalidade da nossa existência.

Portanto, se nos encontramos em condições de ajudar, em qualquer ocasião e circunstâncias, não percamos tempo, ajudemos o próximo o quanto possível, sempre; e o que objetiva beneficiar o próximo, em verdade se reverterá em benefício de nós mesmos.

 

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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Nossa Corresponsabilidade Social

      Instado pelo editor-responsável por este Blog, com quem mantenho permanente e proveitoso diálogo, a refletir sobre nossa responsabilidade em interação com a sociedade de que fazemos parte, inclusive no que diz respeito ao aspecto político-administrativo em todos os níveis; acredito que se aqui reencarnamos em coexistência e convivência social, temos o dever de interagir efetivamente, cumprindo a nossa parcela de obrigação como cidadãos civilizados que somos, além de Espíritos partícipes de uma coletividade em processo de aperfeiçoamento moral-espiritual. Tudo fazendo parte do nosso desenvolvimento evolutivo seja do ponto de vista social, humano; ou espiritual.

      Embora tal assunto não seja o primordial objetivo deste Blog, como observado em seu tratado inicial, essencialmente de reflexões espiritualistas, não podemos nos omitir ante qualquer linha de raciocínio, desde que motivado por propósitos elucidativos e, com bom senso, não incorra em polêmicas estéreis nem partidarismo de qualquer natureza.

Considerando que tudo o que diz respeito à sociedade em que convivemos é de responsabilidade de todos, individual e coletivamente, como efetivos membros da mesma organização social, desde a mais simples e elementar atitude e atividade, em interação com todos e tudo. Assim, reafirmo o que penso e escrevi em texto anteriormente publicado – EXERCÍCIO DE CIDADANIA – Somos parte de um grande Condomínio… – “… se exigimos do Síndico, participando de reuniões de condomínio ou não, o cumprimento de todas as providências para o perfeito funcionamento de tudo que diga respeito ao seu fiel mandato, para que tudo esteja bem, de forma satisfatória e honesta; por que não exigirmos, de alguma forma, pelos meios possíveis, a mesma atitude devida dos administradores públicos, como também dos políticos eleitos por nós, em todos os níveis, como nossos verdadeiros mandatários? …”

Da mesma forma, se temos direitos pelos quais lutamos e exigimos em sua plenitude, igualmente temos deveres e, sem duvida, para o pleno exercício de cidadania, deve ser considerada até como dever a grande responsabilidade quando da escolha de nossos políticos, em todos os níveis, democraticamente, pelo voto consciente, bem como da permanente fiscalização, por todos os meios legais de que dispomos, de todos os atos públicos praticados por todos os que exercem o poder em nosso nome, como verdadeiros mandatários da nação, nossos legítimos representantes.  O que nem sempre acontece, como se pode observar facilmente, contribuindo desse modo para esse estado de descaso, corrupção e tudo mais que sempre podemos perceber em todas as épocas; o que implica em nossa parcela de culpa, de algum modo, por toda essa situação que tanto condenamos e clamamos por solução.

E que também nos leva a meditar sobre a grande responsabilidade daqueles que se comprometem com o poder público de qualquer natureza, exercendo enorme influência sobre a coletividade, podendo ajudar ou prejudicar, de acordo com as importantes atitudes e suas previsíveis consequências, tanto sob a ótica social, humana, como sob o imprescindível aspecto espiritual.

Eis como entendo nossa corresponsabilidade, sobretudo em relação ao aspecto político-administrativo em que nos enredamos, naturalmente, mesmo sem nenhuma conotação partidária nem idealismo político, descartando de antemão qualquer ideia proselitista que possa originar polêmicas descabidas.  Tão somente o entendimento que nos torne capaz de conviver em paz e harmonia, como dever de todo cidadão consciente de sua responsabilidade para consigo mesmo e para com a sociedade, principalmente sabendo-se Espírito eterno.

 

Devaldo Teixeira de Araújo. 

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Por que Ficamos tão Instáveis e Adoecemos?

Reflito sobre as queixas que sempre ouço de pessoas amigas, aqui e alhures, sobre esse instável estado de espírito que acomete tantos, agravando-se até em depressão, e a perdurável dúvida sobre por que tudo isso ocorre, mormente sob o aspecto espiritual… E uma cautelosa análise logo nos indica: porque somos instáveis, e poucas vezes estamos harmonizados, estáveis; quando deveria ser o contrário.  E essa condição de instabilidade e desarmonia, certamente condiz com todos os problemas com que nos defrontamos comumente; como pode ser observado em nossa convivência, por ser inerente ao nosso modo de pensar e agir, oriundos do grau evolutivo moral-espiritual em que nos encontramos.

Porquanto, com as imperfeições e a carga de problemas que trazemos do pretérito, a influir no nosso modo de ser e agir do presente, afloram os problemas de toda natureza, psicológicos, fisiológicos e sociológicos em geral, ocasionando os variados problemas que vemos ou temos de enfrentar. Daí porque devemos ter consciência da necessidade de correções de atitudes, por pensamentos, palavras e ação, imprescindíveis na busca permanente do auto aperfeiçoamento; como nos foi recomendado: vigiando e orando.

Basta um autoexame mais cuidadoso para descobrirmos as nossas falhas, onde notadamente mais erramos, na convivência familiar e social e, sobretudo, tendo a nossa própria consciência, como indicador infalível, a nos apontar os erros e acertos. Mas, destaco nesta reflexão os problemas que indicam, de alguma forma, seu fundamental aspecto espiritual. O que logo desperta a necessidade de ajuda da mesma natureza… E ai, geralmente por aconselhamento de alguém com alguma experiência ou conhecimento espiritualista geral, ou mesmo espírita; a busca por uma solução…

E, não obstante os vários ramos religiosos que se podem encontrar, de acordo com a formação e a crença de cada um, atenho-me aos casos de procura por uma Instituição Espírita, que muito tenho visto e observado em muitos lugares. A partir do primeiro contado, denominado de atendimento fraterno, assim designado com muito acerto (embora muitos chamem de ‘consulta’), desenvolve-se então, a partir daí, todos os procedimentos para atenuação e até mesmo a solução adequada do problema. Conquanto as diversidades dos casos e suas singularidades, invariavelmente se aconselha – estudo do Evangelho, prática do “Evangelho no Lar”, frequência a Reuniões Públicas na própria Instituição, aplicação de passes, etc. E em especial a prática da prece, além da busca da reforma íntima, como já citado acima. Sempre com a importante recomendação final: “A assistência espiritual não dispensa o tratamento médico!”

Assim, em geral muitos obtêm substancial melhora dos estados doentios, quando há a força de vontade na aplicação das atitudes recomendadas, e se redimem dos processos enfermiços, mudando os hábitos enganosos, passando a compreender a realidade espiritual, com religiosidade, em equilíbrio e harmonia.  O que corresponde à eficácia desejada nesses casos, para melhoria de todos e o progresso geral desejado, para um mundo melhor.

Entretanto, alguns tão logo se sentem melhor, restabelecidos, esquecem as recomendações, os aconselhamentos, como se sentindo curados de um ocasional problema meramente fisiológico, não assimilando os ensinamentos dados, tão pouco compreendendo a realidade espiritual vivenciada e voltam aos hábitos de sempre, infelizmente então atraindo novos problemas enfermiços, senão os mesmos… E o resultado todos sabemos ou é fácil imaginar… As intermináveis idas e vindas de buscas desesperadas e ajudas infrutíferas, como também, no final, as consequentes reencarnações expiatórias, quanto possível.

Portanto, estejamos atentos a tudo isso, conscientes desta realidade, a fim de que não cometamos os mesmos enganos; buscando nos manter sempre em Paz e Harmonia – interior e exteriormente. Vigiando e orando…

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

O DIVINO MESTRE

Pensei e escrevi como conceito, há algum tempo: “A evidência da magnitude missionária, divina, de Jesus, o Cristo; queiram ou não os incrédulos, está reconhecida na História, marcada no tempo: Antes e Depois dele.”

E, por ter plena convicção do que afirmei, ora estendo esta reflexão, como se pudesse, com as limitações e imperfeições espirituais que me caracterizam, falar de tão insigne Ser Espiritual… E, então, ocorreu-me a indagação: Qual de nós teria a capacidade de afastar-se de uma dimensão espiritual superior, celestial, para descer, literalmente, a um ambiente hostil, considerado espiritualmente de expiação e provações, para ajudar e soerguer espíritos desencarnados e encarnados recalcitrantes no mal, com os sacrifícios que a divina missão exigiu?… Certamente ninguém…  Em face do nosso estado evolutivo moral-espiritual, evidentemente, não teríamos capacidade para tal.

Basta esse aspecto para termos uma ideia da magnitude do Cristo e tudo que representa para todos os cristãos conscientes dessa realidade e da necessidade do seu auto aperfeiçoamento, com a prática do Amor em sua essência; como Ele tão bem ensinou e exemplificou, mostrando como viver para alcançar a verdadeira felicidade; há dois mil anos…  Fazendo-se simples e humilde, desde a manjedoura, honrando o trabalho, o lar e a família, veio a nós e por nós, na convivência com os homens mais simples.

Sendo o Espírito mais sábio e perfeito que já habitou entre nós, não se mostrou superior a discursar brilhantemente; não precisou de cátedras e nunca se prevaleceu de sua natural superioridade; apenas ensinou exemplificando, amando e servindo, atendendo e amparando a todos, sem ensejar contendas nem polêmicas estéreis. E quando provocado a isso, ensinou a verdadeira justiça respondendo sabiamente: “… Daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” (Mateus, 22:15/22 e Marcos, 12:13/17).

Modificou profundamente o entendimento a respeito das Leis Divinas e o comportamento humano eivado de erros, consoante o grau de adiantamento e entendimento dos homens, à época, arraigado de abusos e ao mesmo tempo de temor exacerbado aos castigos difundidos pelas leis decretadas por Moisés, propriamente ditas, transitórias pela sua própria natureza; e demonstrou que não veio destruir as Leis Divinas, mas, dar um ajuizado sentido ao seu cumprimento, pela prática da verdadeira justiça, da caridade, da fraternidade e do perdão incondicional, ou seja, o Amor em sua plenitude, como ensinou e vivenciou até o último instante entre nós.

E, empenhando seu eminente saber e poder, ajudando a humanidade a pensar, a crescer e a aprimorar-se, resumiu o compromisso que devemos adotar para alcançarmos o ‘Reino dos Céus”, ou a vida espiritual plena, com o preceito – “Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo”, como também afirmou, em resposta a Pilatos, – “meu reino não é deste mundo”; revelando a natureza excepcional do seu Espírito, assim como a realidade da vida espiritual eterna; o que todos devemos saber e compreender, no alcance possível de nossa inteligência.

Destarte, tudo em Jesus, o Divino Mestre, se reveste de maravilhoso significado e nos conclama a reflexões mais aprofundadas como exemplo a ser seguido em toda nossa vida. E, por isso, os Espíritos Superiores tão bem responderam, de forma sábia e sucinta, à pergunta nº 625, contida no Livro dos Espíritos: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?Jesus.

Finalmente, se bem entendido, outra não poderia ser a nossa ideia e atitude, senão, afeiçoando-nos ao Modelo Divino, proclamar uníssonos: sigamo-Lo!  Eis tudo…

 

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Atitude Exemplar

Reflito sobre uma cena que presenciei em minhas observações costumeiras pelas vias da cidade e da vida… Quando observei um homem, sem o braço esquerdo e vestindo uma roupa característica de operário de construção; junto a outro, pegar uma peça de armação de um andaime e dirigir-se ao interior do prédio onde estavam, obviamente para realização de seu trabalho naquele local. E fiquei a observá-lo, pelo pouco tempo que pude, em suas atividades de rotina, naturalmente, sem denotar nenhuma carência pela sua condição de ter apenas um braço, e mesmo assim realizar as tarefas como todos os demais trabalhadores, dignamente.

Que extraordinário exemplo de força de vontade e atitude, não se deixando levar por ideias negativas de auto piedade nem acomodação, nessas condições, como ocorre com muitos.  Inclusive, nesse mesmo dia, em anterior momento, deparei-me com um rapaz, de compleição visivelmente sadia, sem nenhum movimento ou gesto que denotasse qualquer limitação; simplesmente pedindo esmola, descaradamente.  O que, infelizmente, tenho visto muitas vezes, em muitos lugares.  Inclusive, lembro-me de uma jovem senhora se fazendo acompanhar de uma criança, já bastante conhecida nessa prática abjeta; conquanto a reconhecida carência de alguns.

Por isso, há que se reconhecer e enaltecer atitudes positivas que servem tão bem de exemplo a ser seguido, em tudo.  O que, sem dúvida, representa nossa obrigação no proceder com idoneidade, como impositivos éticos de todo cidadão consciente de suas responsabilidades e deveres perante si mesmo e a sociedade. E assim nunca se deixar envolver por ideias comiserativas que levam aos lamentáveis estados de inércia improdutiva, ou à mendicância inconveniente e perniciosa, em todos os sentidos.

E considerando o aspecto espiritual, sabendo-nos Espíritos eternos, como argumentei no texto “A importância de saber-se Espírito”, então, atitudes dessa natureza são de fundamental importância, porquanto se reencarnamos com determinadas limitações, estas representam as consequências do nosso pretérito espiritual delituoso que temos de superar com coragem e resignação, e só assim tornar proveitosa tal expiação, como remissão, desde que com denodada atuação, sem lamentações indevidas nem a inércia improdutiva, o que tornariam inúteis tais estados de limitações físicas, do ponto de vista expiatório para a própria evolução moral-espiritual.

E este notável comportamento, como observado e acima descrito, representa justamente o procedimento correto, como deve ser nesses casos, sobretudo pelo magnífico exemplo e a forma simples, natural, como se deu, sem comiseração, nem alarde. Certamente caracterizando o aproveitamento, com êxito, das oportunidades de resgate expiatório com que lidamos, e que se faz necessário para o próprio crescimento na senda da evolução espiritual a que todos estamos submetidos, de algum modo, em nosso atual estágio evolutivo.

Assim, conscientes da nossa realidade, seja qual for a condição fisiológica ou social, temos como obrigação moral-espiritual exercitar o procedimento irrepreensível com que devemos agir e interagir, como verdadeiros cidadãos e autênticos cristãos. Com resignação e, ao mesmo tempo, com coragem e força de vontade para superação de todos os obstáculos e adversidades que se nos apresentam, em observância às Leis Divinas de amor, justiça e caridade. O que foi tão bem ensinado e exemplificado pelo Cristo, como modelo e Guia Espiritual de todos nós. Para a escalada aos cimos da espiritualidade superior; conservando e aplicando o espírito de serviço e ação, ainda que pareça extraordinário, mas, configurando-se como nossa simples obrigação, sendo algo mais que se espera de todos nós – criaturas divinas que somos e porque aqui estamos.

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]