A FELICIDADE – TÃO PERTO E TÃO LONGE …

Reflito agora sobre uma cena emocionante que observei, em breves segundos, há algum tempo passado: Quando, por detrás de um supermercado em um depósito de lixo, uma mulher tendo ao lado uma pequena criança, ocupava-se em sua luta pela própria sobrevivência e certamente da criança, em busca de restos de comida… e de repente encontra um pedaço de queijo (desses fatiados) que logo começa a  soprar e sacudir, como se pudesse limpá-lo da sujeira do local, que por si só diz tudo, e o colocou sobre um pão que já estava em cima de uma mureta próxima…  E, então, vi e senti a enorme felicidade que resplandecia em seu semblante, por aquele achado e a oportunidade, provavelmente rara, de tal refeição… Emocionei-me, deveras, dessas emoções de encher os olhos d’água, indescritível, sentindo-me em seu lugar… Creio não ter a capacidade de transmitir fielmente tal emoção…

Não obstante todos os aspectos implícitos que ocasionaram o cenário descrito, sugestível de comentários sob outros ângulos, como, por exemplo, as consequências das políticas econômico-sociais de longas datas; a responsabilidade de todos os setores da sociedade como um todo; atenho-me às reflexões que caracterizam a natureza deste Blog.  E fico a imaginar o quanto devemos agradecer a Deus pelo que temos e desfrutamos, e nos resignarmos de algum modo quando necessário, em certos momentos de escassez ou apenas da falta de algo mais, em que muitos reclamam tanto, blasfemam e até maldizem a própria sorte, sem se darem conta do que seja verdadeiramente escassez e fome, como o caso mencionado que, infelizmente, é mais comum do que imaginamos, ainda hoje.

Ao mesmo tempo em que fico a meditar sobre o que realmente representa os momentos de felicidade, ou o que é ser feliz, verdadeiramente… E posso afirmar que, como descrevi inicialmente, naqueles breves instantes aquela pobre mulher retratou um semblante feliz, com tão pouco… Ainda que sem questionar sobre sua realidade e a de diferentes outras pessoas, mas, tão somente sobre a emoção daquele momento.

E, certamente podemos perceber que não é preciso ser favorecido pela boa sorte ou a fortuna para ser feliz, como denominam os dicionaristas nos significados encontrados para tal vocábulo. Vou mais além: bastam simples momentos de emoções positivas, independente até das circunstâncias que os cercam; das limitações ou carências que circundam a vida de tantos; para estar feliz. E assim me expresso por acreditar que, a rigor, nas condições espirituais em que nos encontramos, de transitórias imperfeições, dificilmente podemos ser feliz – o que indica permanência; mas, apenas estar feliz – o que indica a nossa atual condição humana de efemeridade, instabilidade…

Por isso, como penso e já falei em outros textos, ainda mourejamos neste Planeta, regidos pelas leis de causa e efeito que efetivam as provações e expiações porque passamos e devemos superar, vislumbradas nos quadros representativos de sofrimentos e instabilidades com os quais vivenciamos cotidianamente. O que não deve sugerir nunca mera aceitação inerte, ao contrário, a força de vontade para superação e as transformações necessárias, sabiamente resignados e gratos à Deus, pela infinita bondade e misericórdia representadas no amparo constante dos Espíritos Iluminados, comumente chamados de Anjos de Guarda, iluminando e amparando nossos passos, ainda que não possamos perceber nem compreender, mas, que estão sempre interagindo em nosso favor, como Missionários Divinos.

Portanto, que tenhamos a boa vontade para compreensão da nossa realidade, sendo feliz como estamos, em qualquer condição, conscientes de que tal estado de espírito, para configurar-se tão perto ou tão longe, só depende de nós próprios, dos nossos pensamentos e sentimentos em relação à vida e ao Universo infinito.

 

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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