As Ideias Espiritualistas são Inerentes ao Ser Humano

Muito se tem divulgado sobre os homens considerados gênios, em todas as épocas, antes e depois de Cristo, como a própria História nos ensina, notabilizando seus feitos e suas genialidades. Nada mais legítimo e exemplarmente positivo do que reconhecer e propagar feitos e homens notáveis, para a humanidade. Contudo pouco se revela de suas ideias e princípios espiritualistas.  Por que relegar esse aspecto?  Seria em virtude do antagonismo das ideias ortodoxas eclesiásticas como da imponência da erudição, que resultaram na dicotomia antagônica secular – Religião versus Ciência e, por isso, o desinteresse da mídia intelectual, digamos assim, em mostrar esse aspecto num homem erudito, um cientista?…

Assim cogito, porque em tempos passados (e talvez ainda hoje), geralmente, os intelectuais – eruditos e estudiosos, comumente professavam o ateísmo ou materialismo e orgulhosamente ostentavam, via de regra, o saber acima de qualquer sentimento de religiosidade, o que se considerava uma quimera do inconsciente ou atribuído, observando as religiões tradicionais, como fruto da ignorância intelectual.

E, por certo, quem assim pensava, ou pensa, não procura analisar o aspecto espiritualista independente de religião, ou mesmo sem esta, por ser da natureza íntima, espiritual, do homem, indubitavelmente. E que é inerente ao ser, desde os rudimentares silvícolas em sua fé e seus deuses, até o mais sapiente dos homens, que cedo ou tarde desperta para isso.

     Em contraposição à ideia inicial comentada, verificamos que sempre houve grandes vultos da História que professavam ideias espiritualistas, quase sempre relegadas, como a seguir nesta reflexão que, pelos limites de um simples texto, cito apenas alguns expoentes do pensamento filosófico e científico e suas notáveis ideias espiritualistas, sem citar o ser mais sábio que já esteve entre nós, – o Supremo Mestre Jesus:

     Sócrates (469 – 399 a. C.), citado pelo seu discípulo Platão (428 – 347 a. C.) em seu diálogo “Fédon”- que retrata a morte de seu mestre executado bebendo cicuta, por suas ideias filosóficas na busca da verdade, e em que Sócrates descreve, em seu último dia vivo, a natureza da vida após a morte; revelando fortemente sua crença na imortalidade; como podemos verificar, inclusive entre outros diálogos escritos por Platão.

      Rui Barbosa (1849 – 1923) – “A morte não extingue, transforma; não aniquila, renova; não divorcia, aproxima.”

     Albert Einstein (1879 – 1955 ) – “A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega.”

Carl Gustav Jung (1875 – 1961) – Em uma entrevista pela BBC – Londres, em 1959, quando perguntado se acredita em Deus, declarou: “… Eu sei. Eu não preciso acreditar. Eu sei. …” Como também afirmou: “Acredito que alguma parte do Eu ou da Alma não está sujeita às leis do espaço e do tempo.”  E foram suas ideias espiritualistas, tidas à época como ocultismo, o que ocasionou o grande conflito entre Jung e seu mestre – Sigmund Freud, e o rompimento do diálogo entre os dois, conforme registros históricos. Culminado, entre outros fatos, pelo fenômeno mediúnico ocorrido em 25 de março de 1909, em Viena, observado por ambos e em que escutaram um barulho numa estante, denominado por Jung como “fenômeno (espiritual) de exteriorização catalítica”, ao que Freud contestou com veemência, gerando um atrito e o afastamento do mestre que se recusava a admitir as ideias espiritualistas do discípulo.

Por isso, sempre enfatizo a necessidade de despojamento do orgulho, da presunção da erudição, do preconceito; quando dos questionamentos sobre a realidade espiritual na busca da verdade, com bom senso e isenção de ideias conservadoras preconcebidas de qualquer natureza, como o caso supracitado em que uma mente brilhante evidencia seu exacerbado orgulho e intransigência em não admitir, sequer considerar, um importante fenômeno, para uma análise séria e emissão de opinião equilibrada a respeito.

É o que acontece com as pessoas que ainda relutam obstinadamente em não crer, ante demonstrações de fenômenos espirituais, que sempre aconteceram em todas as épocas, inclusive em relatos bíblicos, e que ainda hoje ocorrem, independente de crença ou não. E, tenho convicção de que em breve todos hão de compreender e não mais por em dúvida a nossa realidade espiritual, de modo racional, naturalmente, independente da religião.

Devaldo Teixeira de Araujo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação, desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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