O Nosso Maior Problema

Muito se questiona e se discute, frequentemente, em todos os setores da nossa sociedade e todos os níveis de conhecimento; desde as associações e agrupamentos mais simples, aos níveis mais altos da escala social; estudiosos do assunto, jornalistas, profissionais dos meios de comunicação etc.; sobre os problemas que nos afligem, especialmente sobre a nossa realidade política, econômica e social, considerando o quadro atual; com opiniões diversas, inclusive da mídia em geral com exacerbados discursos de críticas, de cunho moralista, face aos editoriais dos noticiários sempre negativos, verossímeis ou não, como todos sabemos e até já estamos acostumados.

E, comumente, se põe a culpa nos governos, nos poderes constituídos – seus partidos políticos, suas ideologias, seu sistema econômico; na figura de suas representatividades máximas em todos os níveis – político-partidário, econômico-social e tudo mais que diz respeito a isso, a que se imputa a culpa pelos considerados desmandos e a difícil situação enfrentada pela nação, em todos os aspectos e em todos os tempos. E efetivamente com certa razão, afinal, são eles que dirigem e dão as diretrizes gerais, democraticamente, que norteiam os destinos da nação, assim como nossos Legislativos elaboram as Leis necessárias para o cumprimento dessas diretrizes, como nossos mandatários políticos, em nosso nome.

Ainda assim, creio que esses questionamentos, a rigor, conquanto verdadeiros, originam-se sempre dos efeitos de uma causa mais profunda, igualmente verdadeira: a causa moral-espiritual. Ou seja: entendo que as atitudes errôneas acima referidas, que geram tantos males como a corrupção, as desigualdades sociais abismais etc., não estão apenas nas ideologias, nos sistemas político-econômicos ou entidades representativas, e sim nas pessoas que as representam e as atitudes correspondentes às suas próprias condições de imperfeição moral-espiritual.

O grande problema é que os indivíduos investidos de cargos públicos, quando prevaricam, o fazem pela sua condição moral imprópria e que por isso se deixam envolver pela ambição quando as oportunidades se lhes apresentam, não raro assediado pelas influências de corruptores que grassam nesses ambientes. Lembrando que em se tratando de cargos políticos, somos nós que, democraticamente, os escolhemos e elegemos. Por isso os quadros político-administrativos mudam e os problemas continuam, como vemos, de longas datas; sem desejar aprofundar os questionamentos nesse aspecto, por considerar não ser este o intuito desta reflexão.

E assim tão somente me atenho aos aspectos espiritualistas da questão, ou seja: que toda situação de erros, desvios de conduta ética, que resultam em escândalos, estão associadas às imperfeições morais-espirituais personificadas em todos os envolvidos nisso, que se deixam levar pelos caminhos tortuosos da ambição material. E que para solução disso é preciso antes de tudo, a conscientização da necessidade de uma conduta correta, ética, como princípios morais inalienáveis, que não se dá senão pela educação nesse sentido; que o conhecimento da realidade espiritual contribui sobremaneira para tanto, sobretudo sabendo-se espírito eterno, cônscios de que esta nossa vivência é apenas uma etapa na nossa marcha evolutiva espiritual.

E aí, então, com o conhecimento dessas verdades as projeções mentais se voltam, sem dúvida, para a realidade da vida eterna, como Espíritos, e não mais as ilusões efêmeras das ambições materiais destrutivas, mundanas, egoístas, e sim a busca do aperfeiçoamento moral-espiritual para a plenitude da vida eterna; com a prática das virtudes infinitas, que já proporciona ainda nesta vivência reencarnatória atual, uma conduta correta, ética, e os administradores públicos voltados para o bem comum; resultando numa convivência harmoniosa e mais feliz, com o verdadeiro espírito fraterno, sem tantos males como os que ora assolam a nossa sociedade.

O que nos remete, como sempre, aos ensinamentos do Excelso Mestre Jesus e todos os Missionários Divinos, indicando-nos as verdadeiras diretrizes para um mundo melhor, em paz e harmonia.

 

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Autocontrole – Essencial à Vida

O próprio vocábulo, literalmente, diz tudo. Não precisaríamos nem recorrer aos dicionários (qual Michaellis, que esclarece : auto + controle = Controle de si mesmo; domínio dos seus próprios impulsos, emoções e paixões), para perceber a importância dessa prática em nossa vida, se quisermos viver em equilíbrio e, só assim, em paz consigo mesmo e em harmoniosa convivência com todos e tudo à nossa volta.

E, com certeza, os impulsos explosivos de qualquer natureza, que ocasionam tantos transtornos como os que sempre estão acontecendo em nossa sociedade, pincipalmente os transfigurados em violência, de que tanto temos notícias, revelam o contrário: o descontrole de si mesmo, nocivo e gerador de conflitos, com os desdobramentos imprevisíveis, de maiores ou menores consequências. Aí considerando ainda, geralmente, a inserção do orgulho, da vaidade, que afloram nessas ocasiões de grandes tensões e desequilíbrios, com as consequentes influências espirituais igualmente deletérias, propiciadas pela sintonia mental característica em tais comportamentos ocasionais.

Eis porque convivemos com tantos problemas sociais, tanta discrepância e violência, que, pela incidência e exacerbada divulgação da mídia em geral, banaliza-se ao ponto de tornar-se o assunto mais propagado dos nossos meios de comunicação.  Ao mesmo tempo em que evidencia o quanto a nossa sociedade, de um modo geral; enquanto no aspecto material se modernizou, progrediu tecnologicamente; infelizmente no aspecto moral-espiritual não acompanhou na mesma proporção progressiva, parecendo até, às vezes, estacionária nos labirintos perniciosos das ilusões mundanas transitórias, esquecendo assim a realidade espiritual eterna.

Por isso, a necessidade de nosso esforço autoeducativo contínuo nesse sentido, buscando o completo domínio de todas as possíveis reações emotivas, quando defrontados pelas paixões de toda natureza e as adversidades inerentes à nossa convivência social em que possam gerar danos aos outros e, por conseguinte a nós mesmos.  E considerando ainda, o conhecimento de nossa natureza espiritual eterna, então o imprescindível esforço na correção de procedimentos errôneos habituais arraigados do passado, em nosso íntimo perispiritual, interligado ao id psíquico, às vezes de difícil consecução, em face da nossa condição de imperfeição espiritual, contudo, com a força de vontade propulsora, certamente tudo podemos conseguir.

Somente dessa forma, creio, podemos ensejar uma sociedade mais homogênea, fundamentada nos princípios eternos de “amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, como ideal cristão; respeitando e vivenciando as divinas leis da natureza e, dessa forma, a prática do amor em sua plenitude, como tão bem ensinou, com o próprio exemplo, o Divino Mestre Jesus.  Como também muito nos tem sido lembrado, pelos ensinamentos dos Missionários Divinos, em todas as épocas e até hoje; de que todos nós temos conhecimento.

Nesse contexto, lembro a maravilhosa lição contida no “Evangelho Segundo o Espiritismo”, Capítulo XVII – Sede perfeitos.  Item 4 – Os bons espíritas; em que diz: “…… Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. ……”.  Incontestavelmente uma grande verdade, extensiva a todos os que buscam o seu aperfeiçoamento com a prática das virtudes eternas que nos eleva à sublime condição de verdadeiros cristãos, em cumprimento ao ideal divino de fraternidade, para a paz e harmonia Universal.

Enfim, conscientes da nossa responsabilidade como cristãos – para os que professam a religiosidade, ou seres sociais em convivência inevitável – para muitos que ainda desconhecem a realidade espiritual; todos temos como obrigação o aperfeiçoamento de nossos hábitos, em interação com tudo e todos, para um mundo melhor, em nosso próprio benefício e da humanidade, como irmãos.

 

 Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

A importância de saber-se Espírito

Reflito sobre a lição que ouvi de quem eu considero um dos grandes pensadores contemporâneos – erudito,  estudioso e divulgador da Doutrina Espírita – professor Humberto Vasconcelos, em uma de suas esclarecedoras palestras, na “Fraternidade Espírita Peixotinho”, Recife-PE, quando afirmou: “…. Ser espírita é saber-se Espírito! ….”

E pensando nessa extraordinária asserção não poderia deixar de meditar sobre a importância de buscarmos o entendimento de seu real significado, para vivenciarmos o verdadeiro cristianismo, como tão bem ensinou e exemplificou o Divino Mestre Jesus… Ao menos, nos limites de nossa compreensão ainda incompleta ante as verdades eternas e o nosso insipiente estado evolutivo moral-espiritual…

Uma vez que, sabendo-nos Espíritos nossos pensamentos e atitudes, coerentemente, hão de convergir sempre a uma conduta condizente com tal conhecimento, ou seja: cônscios de que somos espíritos eternos, em harmonia e interação com tudo e todos, voltados ao bem comum em todos os aspectos, em obediência às Leis Divinas.  E, por ser esta a razão de estarmos aqui reencarnados, buscando o nosso aperfeiçoamento moral-espiritual a que estamos destinados, pela infinita bondade e misericórdia divina.

Bem como acredito que a ideia tal como afirmada, deva ser considerada essencial na busca do conhecer-se a si mesmo, preconizada pela filosofia socrática, que considero indispensável para consecução do próprio equilíbrio, de que tanto necessitamos para a paz e harmonia interior e a convivência na mesma sintonia, consubstanciando o amor em sua essência e, naturalmente, a concórdia em geral.

E assim conscientemente, não mais as ideias e atitudes egoísticas, próprias de quem desconhece a nossa realidade espiritual, voltado apenas para a vida material-existencial e que assim pensando e interagindo tantos males provoca, posto que nesta jornada terrestre somos seres sociais, de que já falei em outro texto (vide “COMO SABEMOS, SOMOS SERES SOCIAIS …”); interagentes e interdependentes, como finalidade precípua de aqui estarmos em mais uma experiência reencarnatória para nosso aprimoramento.

E, embora a denotação da afirmativa – em sendo espírita; creio que possa e deva ser entendida por todos, no contexto da pretensa lição como bem entendida, independente de conotações religiosas ou filosóficas, porquanto, como penso e sempre afirmo, a realidade espiritual é clara e incontestável se bem estudada e devidamente compreendida  e, por isso, urge ser racionalmente assimilada e aplicada em nossa vivência, para um mundo melhor.  E, tenho certeza de que assim será, uma vez que a evolução moral-espiritual se processa inexoravelmente, independente da incompreensão humana por nossa visão ainda limitada e voltada às preocupações imediatistas, próprias da atual condição de imperfeição espiritual, em geral.

Julgo oportuno inserir neste contexto a lição de Emmanuel, quando disse: “… Instruamo-nos, pois, para conhecer.  Eduquemo-nos para discernir.  Cultura intelectual e aprimoramento moral são imperativos da vida, possibilitando-nos a manifestação do amor, no império da sublimação que nos aproxima de Deus. …” (Fonte Viva, L. 91).  Como também: “… Deus está em nós, quanto estamos em Deus. Mas, para que a luz divina se destaque da treva humana, é necessário que os processos educativos da vida nos trabalhem no empedrado caminho dos milênios.” (Ibidem, L. 30).

Destarte, acredito que o desconhecimento dessa realidade contribui sobremaneira para  tantos dissabores que observamos e vivenciamos, fazendo com que a nossa sociedade ainda conviva em desarmonia e sofrimentos, e, para as transformações indispensáveis, ensejando uma convivência em paz e harmonia: a necessidade dos imperativos educacionais da vida, do esforço na busca do conhecer-se a si mesmo, sobretudo sabendo-se Espírito.

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação, desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Missionários Divinos

Quando pensamos sobre o assunto intitulado com que inicio esta reflexão, o que logo nos vem à mente são os notáveis missionários divinos na figura dos profetas de tempos remotos, como nos é ensinado e apregoado em todas as épocas.  Desde os relatos bíblicos, como a literatura profética é extensa e que nem caberia aqui enumerar.

Em todas as épocas, grandes vultos sempre se destacaram trazendo ensinamentos religiosos para a humanidade e, por isso, o merecido reconhecimento como missionários divinos, desde os apóstolos, muitos inclusive denominados pela igreja católica como Santos. Não podendo deixar de evidenciar a exemplar, extraordinária e suprema missão do inesquecível Mestre Jesus, como todos nós sabemos a 2ª revelação divina, modelo e guia para a humanidade.

Contudo, o que desejo enfatizar neste raciocínio são os grandes vultos, muitos considerados gênios, em todas as áreas do conhecimento e atividades; das artes à Ciência, em seus vários aspectos, em todas as épocas até a contemporaneidade. E que também assim, creio que podem ser considerados como missionários divinos, independente, inclusive, da religião, em seus dogmas e conceitos humanos ou mesmo de descrença.  Porquanto, como entendo claramente e podemos perceber na real concepção das leis divinas, nada acontece por acaso e em tudo a sublime presença de Deus se revela.  Isto é, ainda que não se tenha consciência disso, em todos os feitos notáveis em benefício do próximo ou de uma coletividade, presume-se certamente que, sob inspiração sublime, configura-se, então, como verdadeira missão divina, sendo para o bem de todos e o progresso da humanidade…

E assim é que há de se compreender as grandes descobertas científicas para o desenvolvimento da humanidade, da mesma forma que os feitos históricos em que se consolidou o progresso de uma região, nação ou do mundo. Como também no campo das artes; as grandiosas e eternas composições musicais, por exemplo, ao se ouvir Beethoven, Chopin, Debussy, Vivaldi, Mozart, Bach e suas melodias sacras, entre outros notáveis, há de sentir-se algo de maravilhoso e divino, que a sensibilidade nos leva ao enlevo incomensurável.  Sem esquecer os notáveis compositores populares de sempre, até a atualidade, com sublimes inspirações… A literatura e seus magníficos autores, poetas, filósofos; enfim, espíritos iluminados em todos os campos das Ciências e das artes, que é impossível enumerar no espaço deste simples texto.

Ainda neste contexto, outra não pode ser a concepção que devemos ter, sem dúvida, das grandes descobertas e invenções desses notáveis gênios reencarnados entre nós para isso, mesmo sem conotação religiosa, em todas as épocas, como Aristarco de Samos (320-250 a.C.) – o primeiro a propor um Universo centrado no Sol, Aristóteles, Arquimedes, Benjamin Franklin, Newton, Darwin, Leonardo da Vinci, Einstein, Alexander Fleming, Alfred Nobel, Lavoisier, entre tantos mais, que, repetindo, não cabe enumerar; até nossos dias, na notabilidade de Bill Gates e muitos outros… Extraordinários feitos como as invenções e descobertas, que trouxeram enormes benefícios para o progresso da humanidade, não por acaso e sim obedecendo aos ditames sublimes e, por isso, o entendimento da sua natureza missionária, à luz da compreensão espiritual, eis a verdade.

Destarte, com a devida reflexão e o entendimento de nossa realidade, todos hão de convergir para compreensão dos postulados espíritas e dos mecanismos existenciais para consolidação de nossa evolução individual e coletiva, em que interagimos em interdependência vivencial, de algum modo, com a ajuda dos missionários divinos, como já citado, cônscios de que todos temos como missão – amar ao próximo como a si mesmo; e somente assim vivenciaremos um mundo de paz e harmonia.

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação, desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

As Ideias Espiritualistas são Inerentes ao Ser Humano

Muito se tem divulgado sobre os homens considerados gênios, em todas as épocas, antes e depois de Cristo, como a própria História nos ensina, notabilizando seus feitos e suas genialidades. Nada mais legítimo e exemplarmente positivo do que reconhecer e propagar feitos e homens notáveis, para a humanidade. Contudo pouco se revela de suas ideias e princípios espiritualistas.  Por que relegar esse aspecto?  Seria em virtude do antagonismo das ideias ortodoxas eclesiásticas como da imponência da erudição, que resultaram na dicotomia antagônica secular – Religião versus Ciência e, por isso, o desinteresse da mídia intelectual, digamos assim, em mostrar esse aspecto num homem erudito, um cientista?…

Assim cogito, porque em tempos passados (e talvez ainda hoje), geralmente, os intelectuais – eruditos e estudiosos, comumente professavam o ateísmo ou materialismo e orgulhosamente ostentavam, via de regra, o saber acima de qualquer sentimento de religiosidade, o que se considerava uma quimera do inconsciente ou atribuído, observando as religiões tradicionais, como fruto da ignorância intelectual.

E, por certo, quem assim pensava, ou pensa, não procura analisar o aspecto espiritualista independente de religião, ou mesmo sem esta, por ser da natureza íntima, espiritual, do homem, indubitavelmente. E que é inerente ao ser, desde os rudimentares silvícolas em sua fé e seus deuses, até o mais sapiente dos homens, que cedo ou tarde desperta para isso.

     Em contraposição à ideia inicial comentada, verificamos que sempre houve grandes vultos da História que professavam ideias espiritualistas, quase sempre relegadas, como a seguir nesta reflexão que, pelos limites de um simples texto, cito apenas alguns expoentes do pensamento filosófico e científico e suas notáveis ideias espiritualistas, sem citar o ser mais sábio que já esteve entre nós, – o Supremo Mestre Jesus:

     Sócrates (469 – 399 a. C.), citado pelo seu discípulo Platão (428 – 347 a. C.) em seu diálogo “Fédon”- que retrata a morte de seu mestre executado bebendo cicuta, por suas ideias filosóficas na busca da verdade, e em que Sócrates descreve, em seu último dia vivo, a natureza da vida após a morte; revelando fortemente sua crença na imortalidade; como podemos verificar, inclusive entre outros diálogos escritos por Platão.

      Rui Barbosa (1849 – 1923) – “A morte não extingue, transforma; não aniquila, renova; não divorcia, aproxima.”

     Albert Einstein (1879 – 1955 ) – “A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega.”

Carl Gustav Jung (1875 – 1961) – Em uma entrevista pela BBC – Londres, em 1959, quando perguntado se acredita em Deus, declarou: “… Eu sei. Eu não preciso acreditar. Eu sei. …” Como também afirmou: “Acredito que alguma parte do Eu ou da Alma não está sujeita às leis do espaço e do tempo.”  E foram suas ideias espiritualistas, tidas à época como ocultismo, o que ocasionou o grande conflito entre Jung e seu mestre – Sigmund Freud, e o rompimento do diálogo entre os dois, conforme registros históricos. Culminado, entre outros fatos, pelo fenômeno mediúnico ocorrido em 25 de março de 1909, em Viena, observado por ambos e em que escutaram um barulho numa estante, denominado por Jung como “fenômeno (espiritual) de exteriorização catalítica”, ao que Freud contestou com veemência, gerando um atrito e o afastamento do mestre que se recusava a admitir as ideias espiritualistas do discípulo.

Por isso, sempre enfatizo a necessidade de despojamento do orgulho, da presunção da erudição, do preconceito; quando dos questionamentos sobre a realidade espiritual na busca da verdade, com bom senso e isenção de ideias conservadoras preconcebidas de qualquer natureza, como o caso supracitado em que uma mente brilhante evidencia seu exacerbado orgulho e intransigência em não admitir, sequer considerar, um importante fenômeno, para uma análise séria e emissão de opinião equilibrada a respeito.

É o que acontece com as pessoas que ainda relutam obstinadamente em não crer, ante demonstrações de fenômenos espirituais, que sempre aconteceram em todas as épocas, inclusive em relatos bíblicos, e que ainda hoje ocorrem, independente de crença ou não. E, tenho convicção de que em breve todos hão de compreender e não mais por em dúvida a nossa realidade espiritual, de modo racional, naturalmente, independente da religião.

Devaldo Teixeira de Araujo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação, desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]