A Verdadeira Velhice

      Quando questionamos sobre esse estado físico e mental por que temos de estagiar, felizmente, já que alcançá-lo é o desejo de todos e que alguns não conseguem; é comum ouvirmos inúmeras opiniões, diversas e divergentes, com relação à caracterização dessa idade dita avançada…

Alguns a tem como algo desagradável, limitando as ações e vontades, apanágio da decrepitude humana, entre outras ideias que evidenciam pessimismo e negatividade e denotam a natureza mental-espiritual de quem assim pensa e conclama sobre tal.

Outros, ao contrário, a tem como a fase do repouso absoluto, do descompromisso com as desgastantes atividades da vida ativa de outrora e mesmo qualquer outra que signifique trabalho ou compromisso, e sentem-se como em aposentadoria plena de que devem aproveitar para a inércia improdutiva.

Há ainda outros que, contrariando o senso comum e a própria realidade, buscam sofregamente aproveitar o máximo do que lhes resta da energia física em decaída natural, aproveitando o não compromisso com o tempo e o trabalho remunerado de que há muito se impôs para sobrevivência, comum a todos; para então viver os prazeres mundanos intensamente, como se diz vulgarmente – ‘gastando os últimos cartuchos’, de consequências nocivas previsíveis.

Fácil concluir, pelos exemplos citados, o quão incorrem em erros, ou desatinos, aqueles que, egocentricamente, se desviam, de algum modo, da senda do equilíbrio, da sabedoria própria da experiência de vida quando refletida e vivenciada em consonância com as leis divinas bem compreendidas e devidamente aplicadas.  Evidenciando que os verdadeiros males da senilidade encontram-se na mente e suas demandadas atitudes e não propriamente na real condição física, fisiológica e suas limitações e debilidades naturais e comuns.

Refletindo sobre os ensinamentos divinos de que dispomos sempre, concluo que todos os erros em que incorremos, como os sobreditos, são consequências da ignorância sobre a realidade espiritual de que todos deveriam ter entendimento, visto que, sabendo-se espírito eterno em estágio terreno, humano, não mais devemos cogitar das ilusões mundanas e sim das virtudes eternas, buscando consolidar, pelo equilíbrio e atitudes cristãs, o aperfeiçoamento moral-espiritual ao nosso alcance e assim, amando a Deus sobre tudo e ao próximo como a nós mesmos, alcançarmos a almejada paz de espírito, indispensável para a real e verdadeira felicidade, em qualquer circunstância.

Oportuno nesse contexto lembrar e meditar sobre o que disse Emmanuel:Se não adquirirmos o conhecimento superior para o roteiro de amanhã, a nossa mocidade será a véspera ruidosa da verdadeira velhice.”

Portanto, é preciso que tenhamos consciência de que idade não é culpa, tampouco pode ser desculpa, para os que não sabem envelhecer dignamente, adentrando nos terrenos da ignorância e das ilusões para viver, no seu sentido pejorativo, a verdadeira velhice.

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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