A GLÓRIA DE VIVER E AMAR

Meditando bem sobre a realidade espiritual, a nossa existência como criaturas divinas, e tudo mais que diz respeito a essa maravilhosa concepção do existir, veremos o quão faz real sentido o título com que inicio esta reflexão espiritualista. Procurando entender nossa realidade, percebemos então que estar vivo, ou reencarnar, significa mais uma oportunidade conseguida para que possamos corrigir nossos erros, no aperfeiçoamento de que tanto precisamos para consecução da evolução espiritual possível, a que estamos submetidos, sempre gradual e progressivamente.

Poderíamos até considerar como um grande mérito, uma bem-aventurança, como o título sugere, de que devemos aproveitar da melhor forma possível, vivenciando o amor em sua essência, na aplicação dos princípios virtuosos de que temos consciência e muito nos tem sido ensinado em todas as épocas, como até hoje, cabendo a todos nós o esforço contínuo na prática desses ensinamentos imprescindíveis, o que, infelizmente, nem sempre acontece…

Em geral, quando mergulhados na experiência carnal, nos enfrentamentos das adversidades características do estágio evolutivo que vivenciamos, nos perdemos nos labirintos existenciais em que nos envolvemos, em meio às influências de toda sorte, esquecendo muitas vezes da verdadeira finalidade pela qual aqui nos encontramos – amar em vida. E daí os desajustes, o comprometimento de consequências desastrosas, na medida de nossas atitudes contrárias à Lei. E então, a necessidade de mais reencarnações para as devidas e inevitáveis correções, até as mudanças que nos torne não mais suscetíveis a isso. Essa é a grande verdade de que urge termos consciência e força de vontade para o entendimento e a prática vivencial.

E algumas vezes pode até sobrevir a dúvida: por que algo como o comportamento e atitudes corretas, aparentemente tão simples, tornam-se difícil para nós?  A resposta encontra-se no parágrafo anterior, considerando a nossa condição atual, em que a natureza pusilânime e egoística ainda prevalece, fazendo com que busquemos as facilidades e ilusões mundanas ao invés do caminho reto que nos leva ao aperfeiçoamento espiritual, consoante a parábola da porta estreita citada por Jesus, encontrada nos Evangelhos de Mateus, 7: 13 e 14; e igualmente nos textos de Lucas, 13: 23 a 30; como também muito bem explicada, ou mesmo relembrada em seu teor primitivo, no “Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo XVIII.

Portanto, é realmente assaz lamentável não termos ainda a plena consciência das oportunidades concedidas pela infinita misericórdia divina e desperdiçadas dessa forma, nas existências sucessivas de que dispomos e não aproveitamos, por nossa própria negligência, comprometidamente, como espíritos imperfeitos que ainda somos.

Por tudo isso, tenhamos a necessária força de vontade, imbuídos do “amar ao próximo como a nós mesmos”, com a certeza de que basta estudar e refletir para então, vivenciando, confirmar que viver e amar representa uma glória, que não devemos mais desperdiçar.

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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