É Preciso Saber Viver Bem Consigo Mesmo

A ideia em epígrafe deriva, provavelmente, das reflexões sobre o axioma grego traduzido comumente entre nós como “conhece-te a ti mesmo” e atribuído ao sábio filósofo grego Sócrates (479 – 399 a.C.), como filosofia na busca do autoconhecimento e da verdade. Mas, sabe-se historicamente que constava como uma inscrição existente no “Oráculo de Delfos”, local dedicado ao deus Apolo, onde se desenvolviam o conhecimento e, por intermédio das pitonisas, a prática das profecias.

De qualquer modo, foi com a filosofia socrática que se buscou o conhecimento do mundo, da verdade e, pelo autoconhecimento, o equilíbrio para consecução da felicidade e, por certo, foi a fonte de divulgação dessa máxima, sabiamente vivenciada, para o mundo ocidental.

E nada mais coerente do que a ideia da necessidade do conhecer-se e, desse modo, o imprescindível equilíbrio mental-espiritual para consecução da almejada felicidade.

Todavia, o que ora ressalto como reflexão é a necessidade de buscarmos o entendimento do que realmente somos, sob a ótica da realidade espiritual, com a maturidade indispensável – que não se dá tão somente com o passar do tempo, que somente traduz experiência, mas, com o abnegado esforço, bom senso e racionalidade; para a harmonia interior e, a partir daí, o viver em paz e harmonia com todos.

Considerando que o autoconhecimento propicia os desdobramentos reflexivos que levam sempre à descoberta de nossas próprias falhas e culpas, oriundas até mesmo do nosso passado recente ou remoto, próprias do Espírito eterno e imperfeito que ainda somos, para a consequente e essencial busca das correções indispensáveis de nossas atitudes e ações em geral, sobretudo na interação social com o próximo, de que não podemos fugir. Como também, a não menos importante atitude mental da aceitação de si mesmo, como tal, também psicologicamente considerável para o equilíbrio de que muito já falei; enquanto a não aceitação representa uma motivação, entre outras, para o próprio desequilíbrio, trazendo transtornos difíceis de lidar e corrigir. Embora essa aceitação, bem compreendida, não possa, nunca, significar o nocivo conformismo inerte e comodista, incompatível com a boa convivência.

Portanto, creio que somente em harmonia consigo, resultante da busca do conhecer-se, é possível estar equilibrado e a partir daí viver bem com todos, em paz e harmonia. Da mesma forma que o contrário, em estado de desequilíbrio próprio jamais alcançaremos a paz interior, muito menos conviver bem, em harmonia. E não é preciso muito esforço mental para entender isso; a realidade da vida social nos mostra muito bem; bastando estarmos atentos e diligentes ao que ocorre sociologicamente, nesse aspecto, na interação com todos ao nosso redor.

Oportuno lembrar a maravilhosa lição de Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, que sintetiza divinamente essa ideia, quando disse: “Seja a nossa tarefa primordial o despertamento dos valores íntimos e pessoais.  Orientar o pensamento, esclarecê-lo e sublimá-lo é garantir a redenção do mundo, descortinando novos e ricos horizontes para nós mesmos.” (“Fonte Viva”, C. 144)

Que saibamos viver bem conosco mesmo, convivendo melhor; para o nosso próprio bem, de todos e, consequentemente, um mundo melhor, em paz e harmonia!

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s