O VERDADEIRO COMBATE

Observando as informações e noticiários que se nos apresentam a todo o momento, sempre destacando a violência em nossa sociedade, o que se tornou comum, sobretudo pelos ‘holofotes’ da grande mídia; vemos  que a preocupação maior é chamar a atenção do público em geral muito mais do que informar, esclarecer, em detrimento até mesmo da verdadeira realidade, se preciso for, certamente para se alcançar o topo mercantilista ambicionado, inclusive com as famosas manchetes sempre em destaque.

Podemos perceber o quanto isso contribui para estabelecer um clima de revolta, comoção, e consequente instabilidade emocional que por sua vez gera uma tensão com ideias beligerantes que se desdobram, quase sempre, em vozes que manifestam desejos de vingança disfarçada sob a forma de combate ao crime, como justificada retaliação.  E não podemos negar a necessidade de ações contrárias a toda sorte de criminalidade, porém de forma legal e justa, por intermédio do aparelhamento policial e judicial que para isso existe e deve atuar em pleno estado de direito.

Assim como se travam autênticos combates, dissimulados ou não, até mesmo entre a parentela, por ambição na conquista de mais posses ou poderes; por orgulho próprio na defesa de opiniões divergentes e tantos outros motivos fúteis, egoisticamente, como temos visto, evidenciando o quanto nos afastamos do verdadeiro Cristianismo – dos ensinamentos de amor e paz do sublime Mestre Jesus, modelo e guia para a humanidade.

Mas, o que desejo tratar aqui é do verdadeiro combate que se deve travar para conquistas, não de natureza humana, material, e por isso temporal, mas, conquistas mais nobres, eternas, de natureza espiritual.  E esse combate se trava em torno de nós mesmos, intimamente, na dominação de nossas más inclinações, viciações ou erros do passado que sempre podem despertar o atavismo espiritual, de nós próprios, mais ou menos remoto, que devemos corrigir como espíritos imperfeitos que ainda somos, nos livrando de todas essas mazelas,  buscando o nosso aperfeiçoamento moral-espiritual.

Recordemos os ensinamentos do Senhor Jesus ante a violência dos guardas romanos e a tentativa de reação da mesma natureza – o uso da arma, quando ordenou serenamente a um dos apóstolos: “Embainha tua espada…” (João, 18:11.)

E ainda, os maravilhosos esclarecimentos de Emmanuel, por meio da mediunidade psicográfica de Chico Xavier, parte capítulo 114, do livro “Fonte Viva”, quando disse: “…… De lança em riste, jamais conquistaremos o bem que desejamos.  A cruz do mestre tem a forma de uma espada com a lâmina voltada para baixo.  Recordemos, assim, que, em se sacrificando sobre uma espada simbólica, devidamente ensarilhada, é que Jesus conferiu ao homem a benção da paz, com felicidade e renovação.”

Portanto, reflitamos bem sobre tão sublimes ensinamentos de que dispomos e não percamos tempo em contendas infrutíferas com os nossos semelhantes, e somente assim, pondo em prática a tolerância, a compreensão, o perdão, enfim o Amor, vivenciaremos um mundo de paz e harmonia.

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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