A ILUSÃO DAS CONQUISTAS MATERIAIS, EFÊMERAS

Muitos se iludem com efêmeras conquistas que os tornam poderosos e, por isso, a desilusão, cedo ou tarde, acontece:

É o poder da riqueza, ou posse de bens, que pode esvair-se ou trazer transtornos, desatinos, preocupações e até o medo mórbido de perder tudo num momento;

O poder pessoal, seja da função profissional, condição social, ou de qualquer natureza, que o tempo certamente se incumbe de desfazer;

A beleza puramente física, com seu brilho conquistador, ilusório, tanto quanto comprometedor, que um dia igualmente se desfaz;

O orgulho da inteligência, do saber, que pode enganar-se, facilmente;

E, o mais comum – os prazeres temporais, exclusivistas, que tudo isso traz, corrompe, ilude e engana.

Considerando que assim, alcançando alguma dessas conquistas, alguém possa até considerar-se um vencedor, para depois, sob a têmpera da realidade, do destino, tornar-se vencido.

E, aí, a consciência dessa realidade, um dia despertará o espírito adormecido pelas ilusões da vida física, material e, por isso mesmo, passageira. E o despertar da realidade espiritual virá com a inevitável aplicação da lei de causa e efeito, consoante o emprego que se tiver dado à própria vida.

Destarte, podemos afirmar: Eis a triste realidade! – Para quem se deixar envolver nas conquistas ilusórias da vida; ou – eis a felicidade real, serena! – Para quem, ao contrário, aplicar as virtudes espirituais de que todos temos consciência; tudo dependendo do nosso livre arbítrio…

E não há quem, perscrutando o seu íntimo consciencioso, não vislumbre a presença Divina, tanto pelas boas intuições, reflexões, como, do mesmo modo, pelos conselhos e ensinamentos de Espíritos Missionários, como nossos Espíritos Protetores, a quem tradicionalmente chamamos de Anjos de Guarda, que estão sempre a nos amparar e encaminhar, embora respeitando, claro, nosso livre arbítrio como parte de nossa responsabilidade para a conduta correta e o justo e consequente progresso moral-espiritual.  Senão, onde estaria a Justiça Divina e o mérito individual, no mal ou bom resultado de nossas atitudes, pelo devido esforço e boa vontade para tanto, empenhados ou não?…

Portanto, meditemos e aproveitemos bem todas as oportunidades que nos são dadas, a todo instante, bastando para isso estarmos atentos a tudo: os coerentes ensinamentos, as boas intuições e as reflexões com fé em Deus e no Divino Mestre Jesus; e, assim, cumprindo os nossos deveres para com as Leis Eternas, possamos edificar um mundo de paz e harmonia, invulneráveis às ilusões materiais, efêmeras.

Devaldo Teixeira de Araújo.

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