OS MALEFÍCIOS DOS VÍCIOS, E DOS QUE CONTRIBUEM PARA ISSO

Recentemente, nas observações cotidianas, refleti sobre uma cena lamentável e infeliz que presenciei, conquanto à distância, claramente explícita, de modo natural e ora tão comum quanto tantas outras:

Foi quando um jovem, já bem conhecido na área em que diariamente atua cuidando dos carros estacionados, ocupação informal comumente denominada de ‘flanelinha’, dirigiu-se apressado para outro jovem que estava sob uma árvore, encostado e acendendo um cigarro de “cannabis sativa”, popularmente chamada de liamba, fumo-brabo, maconha e outras denominações mais vulgares; visivelmente identificável pelas características peculiares de tal prática… Imediatamente, o jovem ‘flanelinha’, enquanto confabulava com o outro rapaz, tirou de seu bolso algumas cédulas de dinheiro com que pagava ao mesmo, obviamente para aquisição do produto em uso, o que identificava o outro como ‘fornecedor’, sem margem a dúvidas… e logo ambos tragavam absortos…

Meditando sobre a realidade da cena, compadeci-me do pobre e já tão sacrificado trabalhador informal ‘flanelinha’ e, embora sabendo do livre arbítrio em curso, fico triste e com sentimento de piedade para com tal criatura que se deixa levar, inconscientemente, por caminhos tão tortuosos e funestos como os dos vícios a ponto de sacrificar consideravelmente, com certeza, os escassos recursos com que sobrevive com a informal ocupação.

Assim como fico a imaginar o sério comprometimento moral-espiritual de criaturas que, não raro, também para sustento do próprio vício, contribuem para a viciação de outrem, muitas vezes até induzindo ou incentivando tal vício, como fazem os ‘fornecedores’ de drogas.  E sequer cogitam de pensar nem preocupar-se um momento que seja, no mal que estão produzindo, explorando ou até mesmo extorquindo de quem pouco ou nada tem, como evidencia este caso.  É realmente uma triste realidade.

E o aspecto mais cruel de todos os vícios é, sem dúvida, a grande dependência que causam com sérios riscos à própria sanidade de quem nisso se envolve. Todos nós sabemos disso: os noticiários estão aí nos mostrando toda essa miséria humana em que se torna, cada vez mais, tudo o que representa o ‘mundo das drogas’, sobretudo seus usuários.

Mas, embora os aspectos sociais mereçam toda atenção, que por certo tem sido dada pelos poderes públicos, além de entidades humanitárias, como temos visto, por meio de medidas sócio-educativas, terapias, bem como de contenção e também de repressão ao tráfico; enfatizo nesta reflexão o aspecto espiritual; o comprometimento de toda estrutura neurológica, mental, com reflexos danosos no perispírito, de que a ciência oficial ainda não se ocupa, infelizmente, mas que no futuro o fará, por ser uma realidade muito mais importante do que ora possamos imaginar; por sermos Espíritos eternos e como tal necessitamos de uma estrutura perispiritual incólume tanto quanto possível, nas experiências reencarnatórias em que nos cabe desenvolver isso para o nosso aprimoramento gradual, progressivo. E as consequências disso tudo, sob a ótica espiritual a que me refiro, evidenciam-se nas reencarnações expiatórias dolorosas que podemos observar, expurgadas nos problemas cerebrais e psicossomáticos em todos os níveis… Eis a grande verdade!  Quisera todos entendessem bem essa realidade, para correção de atitudes e assim, quiçá, um mundo melhor, sem tantos malefícios…

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

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Não nos Deixemos Desencorajar

Ante toda adversidade, todo esse estado de injustiça, violência, negligência de muitos, e tantas outras situações aflitivas com que nos deparamos, procuremos enfrentar com destemor e força de vontade e não nos deixemos levar pelo desânimo, inconformismo ou revolta, porque é justamente isso que as forças negativas do mal, de ambos os planos – espiritual e humano, desejam para, de todas as formas, imperar e prolongar esse estado.

Lembremo-nos de que as virtudes como a coragem, somente quando vacilantes, podem recuar ante todos esses males e, por isso mesmo, permitir com que estes pareçam vitoriosos. Daí, o aparente êxito dos ímpios e do progresso da iniquidade, tão somente aparente, se meditarmos bem, com a visão da realidade espiritual, porquanto o espírito é eterno e esta vida apenas um estágio em que temos de nos desenvolver lutando e apimorando-nos neste imenso educandário que é o nosso orbe terrestre.  Portanto, não vacilemos e sigamos em frente, sobrepujando esses momentos de transição, para os objetivos maiores que nos aguardam.

Basta refletirmos com a própria História para verificarmos, se verdadeiramente atentos, que em todas as épocas sempre tiveram tiranos da humanidade, monopolizadores, malfeitores, incitadores de batalhas genocidas com vis propósitos, espíritos soberbos que se erigiram em poder e ouro ao custo dos próprios semelhantes.  Contudo, todos passaram, cumpriram seu papel torpe ou estéril, muitas vezes alheios aos destinos da humanidade, mas que contribuíram de algum modo, ainda que inconscientemente, nos processos de que todos participam, individual e coletivamente, mesmo sem se dar conta disso, para a própria evolução de que ninguém se pode furtar.

E, sem dúvida, tudo isso se dá em função das leis divinas de causa e efeito, ação e reação, em que nos situamos pelo justo e necessário resgate de nossos erros do passado, no burilamento espiritual de que necessitamos para nossa evolução moral-espiritual; de que trata e explicita muito bem o “Livro dos Espíritos” e toda codificação, como princípios da Doutrina Espírita, segundo os ensinos dados pelos Espíritos superiores com a ajuda de diversos médiuns, sob a coordenação do douto Allan Kardec, e que não cabe aqui desenvolver, no curto espaço deste singelo texto.

Destarte, sem nenhuma pretensão de proselitismo de qualquer natureza, apenas a simples intenção de divulgar ideias para compreensão de nossa realidade, na busca da almejada paz e harmonia, compartilhando como o ideal propósito deste Blog sugere, conclamo:

Tenhamos Fé! Sejamos fortes e conscientes da necessidade prática dos ensinamentos tão bem exemplificados pelo Mestre Jesus, e não vacilemos. Com a certeza de que: o que somos e enfrentamos hoje é o resultado do que fomos e fizemos no passado, pela misericordiosa justiça divina que nos concede tantas oportunidades, muitas vezes desperdiçadas e sempre renovadas e que urge firmeza, sem jamais cogitar de pensamentos e tampouco pregações de inconformismo, revolta, nem desespero;  conservando a serenidade e a confiança, mesmo diante dos quadros mais aflitivos que observarmos ou vivenciarmos,  sem nos deixarmos desencorajar.

 

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

O VERDADEIRO COMBATE

Observando as informações e noticiários que se nos apresentam a todo o momento, sempre destacando a violência em nossa sociedade, o que se tornou comum, sobretudo pelos ‘holofotes’ da grande mídia; vemos  que a preocupação maior é chamar a atenção do público em geral muito mais do que informar, esclarecer, em detrimento até mesmo da verdadeira realidade, se preciso for, certamente para se alcançar o topo mercantilista ambicionado, inclusive com as famosas manchetes sempre em destaque.

Podemos perceber o quanto isso contribui para estabelecer um clima de revolta, comoção, e consequente instabilidade emocional que por sua vez gera uma tensão com ideias beligerantes que se desdobram, quase sempre, em vozes que manifestam desejos de vingança disfarçada sob a forma de combate ao crime, como justificada retaliação.  E não podemos negar a necessidade de ações contrárias a toda sorte de criminalidade, porém de forma legal e justa, por intermédio do aparelhamento policial e judicial que para isso existe e deve atuar em pleno estado de direito.

Assim como se travam autênticos combates, dissimulados ou não, até mesmo entre a parentela, por ambição na conquista de mais posses ou poderes; por orgulho próprio na defesa de opiniões divergentes e tantos outros motivos fúteis, egoisticamente, como temos visto, evidenciando o quanto nos afastamos do verdadeiro Cristianismo – dos ensinamentos de amor e paz do sublime Mestre Jesus, modelo e guia para a humanidade.

Mas, o que desejo tratar aqui é do verdadeiro combate que se deve travar para conquistas, não de natureza humana, material, e por isso temporal, mas, conquistas mais nobres, eternas, de natureza espiritual.  E esse combate se trava em torno de nós mesmos, intimamente, na dominação de nossas más inclinações, viciações ou erros do passado que sempre podem despertar o atavismo espiritual, de nós próprios, mais ou menos remoto, que devemos corrigir como espíritos imperfeitos que ainda somos, nos livrando de todas essas mazelas,  buscando o nosso aperfeiçoamento moral-espiritual.

Recordemos os ensinamentos do Senhor Jesus ante a violência dos guardas romanos e a tentativa de reação da mesma natureza – o uso da arma, quando ordenou serenamente a um dos apóstolos: “Embainha tua espada…” (João, 18:11.)

E ainda, os maravilhosos esclarecimentos de Emmanuel, por meio da mediunidade psicográfica de Chico Xavier, parte capítulo 114, do livro “Fonte Viva”, quando disse: “…… De lança em riste, jamais conquistaremos o bem que desejamos.  A cruz do mestre tem a forma de uma espada com a lâmina voltada para baixo.  Recordemos, assim, que, em se sacrificando sobre uma espada simbólica, devidamente ensarilhada, é que Jesus conferiu ao homem a benção da paz, com felicidade e renovação.”

Portanto, reflitamos bem sobre tão sublimes ensinamentos de que dispomos e não percamos tempo em contendas infrutíferas com os nossos semelhantes, e somente assim, pondo em prática a tolerância, a compreensão, o perdão, enfim o Amor, vivenciaremos um mundo de paz e harmonia.

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

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A ILUSÃO DAS CONQUISTAS MATERIAIS, EFÊMERAS

Muitos se iludem com efêmeras conquistas que os tornam poderosos e, por isso, a desilusão, cedo ou tarde, acontece:

É o poder da riqueza, ou posse de bens, que pode esvair-se ou trazer transtornos, desatinos, preocupações e até o medo mórbido de perder tudo num momento;

O poder pessoal, seja da função profissional, condição social, ou de qualquer natureza, que o tempo certamente se incumbe de desfazer;

A beleza puramente física, com seu brilho conquistador, ilusório, tanto quanto comprometedor, que um dia igualmente se desfaz;

O orgulho da inteligência, do saber, que pode enganar-se, facilmente;

E, o mais comum – os prazeres temporais, exclusivistas, que tudo isso traz, corrompe, ilude e engana.

Considerando que assim, alcançando alguma dessas conquistas, alguém possa até considerar-se um vencedor, para depois, sob a têmpera da realidade, do destino, tornar-se vencido.

E, aí, a consciência dessa realidade, um dia despertará o espírito adormecido pelas ilusões da vida física, material e, por isso mesmo, passageira. E o despertar da realidade espiritual virá com a inevitável aplicação da lei de causa e efeito, consoante o emprego que se tiver dado à própria vida.

Destarte, podemos afirmar: Eis a triste realidade! – Para quem se deixar envolver nas conquistas ilusórias da vida; ou – eis a felicidade real, serena! – Para quem, ao contrário, aplicar as virtudes espirituais de que todos temos consciência; tudo dependendo do nosso livre arbítrio…

E não há quem, perscrutando o seu íntimo consciencioso, não vislumbre a presença Divina, tanto pelas boas intuições, reflexões, como, do mesmo modo, pelos conselhos e ensinamentos de Espíritos Missionários, como nossos Espíritos Protetores, a quem tradicionalmente chamamos de Anjos de Guarda, que estão sempre a nos amparar e encaminhar, embora respeitando, claro, nosso livre arbítrio como parte de nossa responsabilidade para a conduta correta e o justo e consequente progresso moral-espiritual.  Senão, onde estaria a Justiça Divina e o mérito individual, no mal ou bom resultado de nossas atitudes, pelo devido esforço e boa vontade para tanto, empenhados ou não?…

Portanto, meditemos e aproveitemos bem todas as oportunidades que nos são dadas, a todo instante, bastando para isso estarmos atentos a tudo: os coerentes ensinamentos, as boas intuições e as reflexões com fé em Deus e no Divino Mestre Jesus; e, assim, cumprindo os nossos deveres para com as Leis Eternas, possamos edificar um mundo de paz e harmonia, invulneráveis às ilusões materiais, efêmeras.

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]