O MUNDO – É A ESCOLA DA VIDA

Frase bastante conhecida e dita como adágio, mas, quase sempre se referindo ao aspecto humano, material, concernente a nossa existência e convivência atual, o que decerto é importante e adequado; contudo, refiro-me aqui ao amplo aspecto espiritual como raciocínio verdadeiramente mais apropriado, posto que somos espíritos eternos em estágio de aprendizado e aprimoramento moral-espiritual no plano evolutivo em que nos cabe exercitar no Planeta Terra e uma vez que, em cada existência que tramitamos, ora em processo de expiações ou provações; representa um degrau que nos cabe transpor para aprimoramento de  nossa condição no estágio espiritual em curso e assim, indefinidamente dependendo de cada um e seu livre arbítrio.

Podendo se comparar a uma escola didática, nos limites de nossa existência corporal, em que temos de aprimorar nossos conhecimentos para nossa formação intelectual, moral e profissional, no exercício de nossa cidadania, a cada período escolar por que temos de passar até a completa formação; o que pode acontecer por mais ou menos tempo, dependendo da nossa aplicação e esforço na consecução dos objetivos a que nos propomos: consecução mais rápida pelo devido esforço e abnegação, ou mais longa, com as consequentes repetições pela falta dessa mesma aplicação, de nossa inteira responsabilidade.

E, sem dúvida, é essa a função precípua da escola: ensinar exercitando, aperfeiçoar ensinando…

Da mesma forma, como espíritos eternos perfectíveis, temos que reencarnar tantas vezes quanto forem necessárias até o objetivo maior para que todos fomos criados, como criaturas divinas, – a perfectibilidade, ainda que relativa, a que estamos destinados.  Essa é a ideia primordial e racional para entendermos melhor a Justiça Divina e sua aplicação em nossas vidas, por meio das leis de Causa e Efeito, Ação e Reação, a que todos estamos inexoravelmente submetidos.

Portanto, é preciso que reflitamos mais e estudemos os ensinamentos que nos são legados pelos Missionários Divinos, em todas as épocas e até hoje, sobretudo com o advento da Terceira Revelação – o Consolador Prometido, como asseverou o Divino Mestre Jesus, bastando, para isso, estarmos atentos a tudo que se nos tem apresentado e podemos observar como demonstração do poder e misericórdia de Deus, desde a fenomenologia natural, espiritual, de longas datas, para a evolução individual e coletiva, até o que nos está sendo transmitido e ensinado até hoje pela mediunidade ampla e benfazeja e de que somos tão beneficiados.

Tenho convicção de que breve todos haveremos de compreender melhor tudo isso, e essa compreensão interligada a todo tipo de fé ou crença religiosa, como também a todas as filosofias e doutrinas não religiosas, racionalmente convergirão para esta realidade, como já explicitei em texto anteriormente divulgado (CONVICÇÃO ESPÍRITA). Certamente, para um mundo melhor – até como escola de vida!

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

COMO SABEMOS, SOMOS SERES SOCIAIS. E, como tal, pela própria necessidade de convivência dependemos, de certo modo, uns dos outros…

A realidade nos demonstra isso, basta refletirmos sobre a nossa própria vida e os relacionamentos em que nos envolvemos, de toda forma, naturalmente, seja por iniciativa própria ou por necessidade prática, como de trabalho e outras, por exemplo, como também na busca do companheirismo fraterno ou mesmo afetivo.

E não me refiro, claro, à dependência patológica quando implícita em nosso complexo psiquismo, de que tanto a competente Ciência da Psicologia trata e explica muito bem.  Refiro-me aos relacionamentos em que nos engendramos, de forma natural, necessária, quer percebamos conscientemente ou não.  Desde a prestação de serviços mais simples, de que todos necessitamos, e que não cabe aqui enumerar; como,  entre outras, a produção de alimentos, vestuários, lazer etc. , igualmente tão indispensáveis para a nossa sobrevivência.

Ocorre que quase sempre não damos a devida importância a esses fatos cotidianos, com o necessário entendimento da importância dessa interação, imprescindível para uma coletividade harmoniosa, enquanto muitas vezes alguns se julgam independentes ao ponto de haver quem afirme que não depende de ninguém(!). O que decerto já ouvimos e sem dúvida evidencia uma demonstração de natureza egocêntrica, impensada mesmo, e só compreendida se dita em ocasião gerada por instantes de irracional insensatez.

É preciso, pois que nos conscientizemos dessa sadia e proveitosa interdependência, natural e de que não podemos prescindir sob risco de comprometimento da nossa própria sanidade psíquica decorrente do isolamento sempre presente nesses casos de comportamento egoístico extremo, nocivo para si mesmo e para a coletividade de que todos, de algum modo, fazemos parte.

Por isso, nada mais oportuno do que a ideia de que todos somos irmãos, não somente no aspecto religioso singular, ou social localizado, que podem gerar ideias separatistas ou bairristas de algum modo, dado a nossa condição espiritual imperfeita que estamos ainda a transitar;  mas a uma ideia de fraternidade bem mais ampla, universal.

E, como sempre nas reflexões a que somos conduzidos pela nossa consciência espiritual, sempre lembramos, como referência, os ensinamentos do Excelso Mestre Jesus, exortando-nos à prática do amor em sua essência, como exemplificou tão bem, com simplicidade e desprendimento, compreendendo, perdoando; enfim, amando infinitamente.

Que sejamos sempre gratos pela oportunidade de servir ao próximo, compartilhando e vivenciando como cristãos, seguindo os ensinamentos que nos legaram e até hoje nos ensinam como revelação, os Missionários Divinos, para o aperfeiçoamento a que estamos destinados.

Devaldo Teixeira de Araujo – devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

O EQUILÍBRIO ESPIRITUAL É ESSENCIAL PARA UMA VIDA SÃ

Esta afirmativa pode lembrar ou até coincidir, em sua essência, com a famosa frase latina “mens sana in corpore sano”, conhecida e divulgada na antiguidade greco-romana e atribuída a Juvenal, poeta romano – Século X, que derivou interpretações como hoje em voga, para se cuidar do corpo, até muito mais do que da mente.

É evidente que temos de cuidar do corpo, como organismo que precisa sempre estar são e apto a desempenhar as inúmeras e complexas atividades a que se presta, como temos de cuidar de tudo que diga respeito a nossa vida, inclusive nossas atitudes, para vivermos bem, sem dúvida alguma.

Mas, o que penso assim afirmando é que somente no estado de pleno equilíbrio espiritual estaremos em condições de refletir, agir e reagir corretamente, ante todas as ocasiões em que formos levados a isso por motivação de qualquer natureza, em que interagimos, necessariamente, como espíritos e seres sociais que somos, no uso consciente da razão.  E o estado contrário é o que tem provocado toda sorte de desatinos que observamos em nossa sociedade, causando tantos dissabores.

Porque, tenho convicção de que uma pessoa espiritualmente equilibrada jamais cometerá nenhum ato contrário às leis divinas de amor e fraternidade.  Enquanto podemos ter certeza de que as pessoas que cometem as arbitrariedades que tanto observamos e temos notícias, sobretudo a violência que se sobressai em nossa sociedade, encontram-se em desequilíbrio espiritual e, assim, emocional, revelado em suas irrefletidas ações, e certamente com a contribuição das sintonias espirituais/mentais negativas da mesma natureza e que influem e grassam muito mais do que imaginamos.

Por isso a necessidade de nos conscientizarmos da importância de estarmos sempre em equilíbrio, com todo esforço possível para isso, constantemente, por pensamentos palavras e ações bem meditadas, ajuizadas, para não cairmos nos terríveis erros oriundos da ausência do pleno uso da nossa consciência espiritual equilibrada e, quando assim nos dispomos, as correspondentes sintonias divinas de amor e fraternidade em seu amplo aspecto.

Com a certeza de que é pela ignorância dessa realidade espiritual que tanto erramos e sofremos, resultando nesse estado de desamor que vivenciamos; proclamo a todos que meditemos sobre tudo isso, seriamente, e pelo estudo e devida aplicação das virtudes aqui mencionadas, possamos mudar para melhor a nós mesmo, a sociedade em que vivemos e, por extensão, o mundo que habitamos; e, assim, alcancemos a paz e harmonia sempre desejadas;  aparentemente tão longe e espiritualmente tão perto…

Portanto, uníssonos à exaltação popular – mãos à obra!  E, nesse contexto, também é oportuno lembrar as lições de Emmanuel, quando disse: “… Orientar o pensamento, esclarecê-lo e sublimá-lo é garantir a redenção do mundo, descortinando novos e ricos horizontes para nós mesmos.  Ajudemos a vida mental da multidão e o povo conosco encontrará Jesus, mais facilmente, para a vitória da Vida Eterna.” (do livro “Fonte Viva”, c. 144)

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

SOMOS O QUE PENSAMOS, IDEALIZAMOS, E NEM SEMPRE O QUE DIZEMOS, APARENTAMOS…

Sempre estamos criando em nós mesmos, no íntimo, e irradiando em torno do nosso círculo pessoal, forças ativas oriundas de nossos pensamentos que podem materializar-se em nossas palavras, atitudes ou gestos, provocando equilíbrio ou desequilíbrio, harmoniosa alegria ou aflitiva beligerância, em consonância com nossa sintonia mental.

Com nossa mente sempre ativa, indubitavelmente, nunca deixamos de pensar, o que seja, a todo instante. Por isso a necessidade de estarmos atentos aos nossos pensamentos, o cuidado com as divagações mentais e as consequentes sintonias espirituais que geram poderosas forças, com as energias magnéticas de que se revestem, e as consequentes aplicações que lhes dermos, positivas ou negativas.

Assim, meditando bem; das vertentes do nosso eu profundo, espiritual, que geram as nossas inclinações; até nossa condição atual, em conjugação com o exercício das nossas atitudes hodiernas, pelo livre arbítrio que nos caracterizam; temos obrigação de envidar todo esforço possível na correção das nossas imperfeições, de toda natureza, e a consequente transformação moral para a natural evolução de nós mesmos e do mundo de que fazemos parte.

E, destarte, agindo no esforço contínuo do nosso aprendizado humano e ao mesmo tempo do burilamento espiritual, com mais ou menos dificuldades inerentes ao estado evolutivo em que nos situamos, estaremos, por que não, vivenciando os ensinamentos do Mestre Jesus, em fazendo o bem a nós mesmo e ao próximo, e em cumprimento ao que Ele recomendou: “… vigiai e orai …” (Mateus, 26:41).  Como também ao que nos esclarece “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no quinto parágrafo, item 4 do Cap. XVII: – …“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.”…

Para isso, na estruturação do nosso ‘eu verdadeiro’, como espíritos eternos que somos, busquemos sempre pensamentos e ideias nobres, com a correspondente sintonia mental elevada que sempre nos inspira para o bem e que resultará no nosso aperfeiçoamento moral-espiritual, convergindo em nossas ações, sempre, e não como afirmei no axioma que intitula o presente texto.

Estejamos sempre atentos e com boa vontade para recebermos a inequívoca ajuda que nos chega com a necessária sintonia, por meio das inspirações superiores, como verdadeiro despertar, aproveitando todas as oportunidades que se nos apresentam para isso, pensando e agindo sempre no bem, que resultará em benefício de nós próprios, de todos e, consequentemente, para um mundo melhor, em que predomine a paz e a harmonia.        

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

O CONHECIMENTO DA REALIDADE ESPIRITUAL É ESSENCIAL PARA UM MUNDO DE PAZ E HARMONIA

Tenho convicção de que para vivenciarmos a paz e a harmonia, tanto a nível pessoal quanto geral, é preciso que tenhamos consciência da nossa realidade espiritual e que, o desconhecimento dessa realidade é, sem dúvida, o que tem ocasionado todos os problemas humanos que sempre nos acercou, até hoje, de tudo que representa a chaga da humanidade: o egoísmo, evidenciado, entre outros males, pela ambição exacerbada e pela intolerância de todos os níveis, em detrimento da convivência fraterna na aplicação do amor ao próximo; tão ao contrário dos ensinamentos do Mestre Jesus.

      Assim, Ignorando tal realidade espiritual, eterna, vive o ser humano em sua incansável busca da felicidade, muitas vezes confundida com prazeres materiais efêmeros que, não raro, trazem dissabores ao invés da sonhada ventura.

Com certeza, mais que as meras aquisições materiais, conquanto válidas, de certa forma, para desfrute do meritório conforto de que tanto almejamos; a nossa verdadeira felicidade só será conquistada pelo esforço individual na superação das nossas imperfeições morais, com a nossa transformação íntima no exercício das imagináveis virtudes cristãs, para, só assim realmente ser alcançada.

Por isso, com o entendimento de que somos espíritos eternos em experiências reencarnatórias, não mais deveremos cogitar, portanto, de todos esses males que assolam o nosso mundo, uma vez que a consciência dessa realidade nos fará sempre buscar o aperfeiçoamento moral-espiritual, trabalhando de todos os modos pelo bem comum, com a certeza de que depois retornaremos para mais outra experiência carnal, na escola da vida que é o nosso planeta.

Ao contrário do que ocorre quando, desconhecendo tal realidade, prevalece o individualismo egoísta e funesto, que desencadeia o materialismo e suas graves consequências: as grandes e injustas diferenças sociais, gerando barreiras ao desenvolvimento humano, em detrimento da imensa maioria menos favorecida; o que pode ser observado em todas as sociedades, aqui e alhures.

Assim, com bom senso e a devida reflexão haveremos de convir que a compreensão dos postulados da vida espiritual e sua interação com a vida corporal e material em geral, como da realidade das reencarnações sucessivas para a nossa evolução espiritual, sob a égide das leis de causa e efeito, ação e reação; urge como necessidade premente para o nosso verdadeiro progresso individual e coletivo, para um mundo de paz e harmonia, independente de qualquer credo religioso, filosofia ou ideologia de qualquer natureza; considerando-nos como uma família universal, na prática do amor em sua essência.

Foi isso, creio, que nos legou com ensinamentos exemplificados o Mestre Jesus, evidenciado pelo verdadeiro Cristianismo, se bem interpretado, como lei divina de amor e verdade eterna.

Devaldo Teixeira de Araujo.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]