SOBRE A PENA DE MORTE

Uma sociedade e seu sistema político-social, aí inserido o Judiciário, ao condenar alguém à morte, como lei, acaba por reconhecer, no fundo, o seu próprio fracasso e incompetência em recuperar um ser humano delinquente, parte de seu contexto social.  É a declaração implícita de que nada pode fazer por sua recuperação; como a reconhecer e sentenciar, que não há mais esperança nem chance de reabilitação de tal indivíduo e que sua vida não tem mais sentido

Um grande equívoco, na verdade, porquanto somos todos Espíritos eternos, além de simples seres humanos e, como tal, em obediência às leis naturais de causa e efeito, com as imprescindíveis reencarnações para o progresso individual e coletivo, temos direito à vida plena para consecução dos objetivos divinos da evolução moral e espiritual a que estamos destinados.

Cabe-nos, sim, capacitar-nos a evitar, minimizar e corrigir tais distorções comportamentais, sobretudo pela educação, com os adequados meios do sistema adotado, como, por exemplo, um modelo educacional voltado realmente para o bem comum, com ênfase na prática da cidadania e de virtudes possíveis, de que somos capazes, com a exaltação dos reais valores morais, corrigindo a inversão de valores que hoje vivenciamos, sem falso moralismo; bem como um sistema político-econômico para o bem geral e não só de grupos ou classe, corrigindo as atuais injustiças sociais, com melhor distribuição de renda.

De modo a educar e reeducar – no caso de transgressores da lei, por intermédio de medidas sócio-educativas e correcionais competentes e adequadas.  Nunca tirando sua vida física, que nada resolve,  como está evidenciado.

Tudo isso nos remete, sempre, creio firmemente, à reflexão sobre a necessidade de buscarmos o entendimento amplo do verdadeiro Cristianismo, da realidade da vida espiritual, que nos leva à pratica da fé racional, da fraternidade em sua essência, para a paz e harmonia ao nosso alcance e de que tanto carecemos.

Urge pensarmos nisso, seriamente, para nunca cogitarmos da aplicação de tal medida extrema e desumana, como retroação, mas, que infelizmente ainda ocorre, por impensados pronunciamentos.

 

Devaldo Teixeira de Araujo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitada a integridade e autoria do texto]

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