EXERCÍCIO DE CIDADANIA – Somos parte de um grande Condomínio…

      Perdoem-me a lógica simplista, mas, por analogia com o ambiente predial em que habitamos e toda sua estrutura condominial, consideremos a nossa cidade e por extensão, o nosso Estado e o nosso País, como um grande condomínio… De que fazemos parte, interagindo, com direitos e deveres, para uma pretensa convivência de paz e harmonia…

Podemos até entender os impostos que pagamos de forma obrigatória, seja diretamente aos órgãos públicos de arrecadação – municipal, estadual e federal, ou indiretamente incluso em todas as nossas atividades comerciais;  assim como pagamos as taxas condominiais…

Como cidadãos, podemos e devemos exigir todos os diretos possíveis que nos cabe, a começar pela liberdade de viver e ocupar nosso espaço (como se diz –‘de ir e vir’); liberdade de expressão – filosófica, política, religiosa, e tantos outros direitos, como há de constar em todas as leis fundamentais de um país, em um Estado Democrático, claro.

Todavia, igualmente temos deveres, obrigações.  A começar pelo respeito ao direito do próximo, em reciprocidade, e tudo mais que diz respeito à coletividade e seu ambiente próprio e comum a todos, sejam associações de lazer, de trabalho, sindicatos, etc.; isto é: como uma coletividade ocupando o mesmo espaço predial, assim mesmo, tal qual no nosso condomínio, simplesmente…

E, se exigimos do Síndico, participando de reuniões de condomínio ou não, o cumprimento de todas as providências para o perfeito funcionamento de tudo que diga respeito ao seu fiel mandato, para que tudo esteja bem, de forma satisfatória e honesta; por que não exigirmos, de alguma forma, pelos meios possíveis, a mesma atitude devida dos administradores públicos, como também dos políticos eleitos por nós, em todos os níveis, como nossos verdadeiros mandatários? …

Meios para isso existem, com certeza; o Estado Democrático ai está, para tanto, nos garantindo legalmente. É preciso, pois, que nos conscientizemos dessa realidade, da necessidade de nos engajarmos em tudo que diga respeito ao pleno exercício de cidadania e façamos a nossa parte.  Como, assim pensando e divulgando, creio estar contribuindo para isso…

E, por que não, considerarmos até como uma atitude cristã, coerente com os procedimentos que caracterizam a natureza religiosa ou filosófica dos ensinamentos legados pelo Mestre Jesus.  Afinal, o exercício de cidadania presume o esforço na consecução da boa convivência, pela obediência às leis, aos bons costumes, ás regras sociais, o que significa, sem dúvida, a prática da justiça, da tolerância, da caridade, em benefício da coletividade e de si mesmo. Eis, portanto, a prática do Amor em sua essência verdadeira e infinita… Assim creio e conclamo a que pensemos seriamente nisso, para um mundo melhor.

Devaldo Teixeira de Araujo

devaldo@hotlink.com.br

(Autorizada a divulgação desde que respeitada a autoria e integridade do texto)

A NOSSA ATITUDE FAZ A DIFERENÇA…

Certo dia, nas andanças do cotidiano, observei a seguinte cena:

Parados num semáforo, em uma moto, estavam dois homens a esperar corretamente a mudança de sinal, quando um outro homem que se encontrava dentro de uma farmácia bem em frente, subitamente espirrou de forma ruidosa, chamando a atenção de todos e até assustando alguém…  Os homens da moto imediatamente começaram a brincar com isso e disseram qualquer coisa que fez todos rirem, inclusive o próprio emissor do ruidoso espirro.  Dessa forma, instantaneamente criou-se um clima alegre e contagiante, como ocorre em toda ocasião dessa natureza.  Não obstante a forma deseducada e reprovável de tal comportamento, claro.

Na oportunidade, ainda contagiado pelo clima momentaneamente alegre e descontraído, fiquei refletindo sobre a cena e como a nossa forma de agir e reagir pode fazer a diferença, produzindo um clima agradável ou desagradável à nossa volta e em nossa vida; ao imaginar se, então, ao invés de brincar, os protagonistas da cena tivessem criticado, na mesma intensidade, a forma inconveniente como o homem comportou-se… O que não poderia ocasionar com isso… O desdobramento de uma discussão, por exemplo… Um ocasional atrito de proporções imagináveis, dependendo da forma de ação e reação de cada um… E o clima emocional que produziria ao redor, ao contrário do acontecido…

Tudo isso demonstra claramente quão maravilhoso é um ambiente de fraternidade, que nos traz paz e harmonia, e nos lembra da necessidade de exercitarmos sempre a compreensão e a tolerância, indistintamente, para consecução dos objetivos divinos de que somos capazes e responsáveis, na senda da evolução moral-espiritual a que estamos destinados e como tão bem nos ensinou, pelo próprio exemplo, o Excelso Mestre Jesus.

E, nesse contexto, é oportuno também lembrar o que nos ensinou o grandioso missionário divino – Emmanuel, quando disse: “…… A mais elevada concepção de Deus que podemos abrigar no santuário do espírito é aquela que Jesus nos apresentou, em no-Lo revelando Pai amoroso e justo, à espera dos nossos testemunhos de compreensão e amor ……” (do livro “Pão Nosso”, L. 48, psicografia de Francisco Cândido Xavier.)

Enfim, desta forma, eis como podemos testemunhar, creio, em sua forma mais simples e prática, o verdadeiro cristianismo, ‘amando o próximo como a nós mesmos’, para o bem de todos e de nós próprios; para um mundo melhor.

Devaldo Teixeira de Araújo.

devaldo@hotlink.com.br

(autorizada a divulgação desde que respeitada a autoria e integridade do texto)

SOBRE A PENA DE MORTE

Uma sociedade e seu sistema político-social, aí inserido o Judiciário, ao condenar alguém à morte, como lei, acaba por reconhecer, no fundo, o seu próprio fracasso e incompetência em recuperar um ser humano delinquente, parte de seu contexto social.  É a declaração implícita de que nada pode fazer por sua recuperação; como a reconhecer e sentenciar, que não há mais esperança nem chance de reabilitação de tal indivíduo e que sua vida não tem mais sentido

Um grande equívoco, na verdade, porquanto somos todos Espíritos eternos, além de simples seres humanos e, como tal, em obediência às leis naturais de causa e efeito, com as imprescindíveis reencarnações para o progresso individual e coletivo, temos direito à vida plena para consecução dos objetivos divinos da evolução moral e espiritual a que estamos destinados.

Cabe-nos, sim, capacitar-nos a evitar, minimizar e corrigir tais distorções comportamentais, sobretudo pela educação, com os adequados meios do sistema adotado, como, por exemplo, um modelo educacional voltado realmente para o bem comum, com ênfase na prática da cidadania e de virtudes possíveis, de que somos capazes, com a exaltação dos reais valores morais, corrigindo a inversão de valores que hoje vivenciamos, sem falso moralismo; bem como um sistema político-econômico para o bem geral e não só de grupos ou classe, corrigindo as atuais injustiças sociais, com melhor distribuição de renda.

De modo a educar e reeducar – no caso de transgressores da lei, por intermédio de medidas sócio-educativas e correcionais competentes e adequadas.  Nunca tirando sua vida física, que nada resolve,  como está evidenciado.

Tudo isso nos remete, sempre, creio firmemente, à reflexão sobre a necessidade de buscarmos o entendimento amplo do verdadeiro Cristianismo, da realidade da vida espiritual, que nos leva à pratica da fé racional, da fraternidade em sua essência, para a paz e harmonia ao nosso alcance e de que tanto carecemos.

Urge pensarmos nisso, seriamente, para nunca cogitarmos da aplicação de tal medida extrema e desumana, como retroação, mas, que infelizmente ainda ocorre, por impensados pronunciamentos.

 

Devaldo Teixeira de Araujo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitada a integridade e autoria do texto]

RESIGNAÇÃO E OBEDIÊNCIA À REALIDADE DAS LEIS DIVINAS

Muitas vezes ao nos encontrarmos em situação difícil, nos defrontamos com a necessidade de colocarmos em prática os ensinamentos do mestre Jesus e desse modo, vivenciarmos as virtudes da resignação e obediência às leis naturais, divinas, de causa e efeito, ação e reação.  Porquanto, se estamos sofrendo de algum modo, ou algum mal, ainda que circunstancialmente, é, com certeza, o efeito de algo causado de nossa própria responsabilidade, tendo como origem nossas atitudes errôneas que originaram tal situação.  Pois, só assim, refletindo, compreendemos o porquê de tudo em nossa volta, do que fazemos e colhemos como necessidade inevitável do resgate de débitos contraídos, nesta ou em vidas anteriores, para usar uma linguagem comum espiritista, ou ainda vivenciando, como diz a sabedoria popular: “aqui se faz, aqui se paga!”

Isso explica, certamente, todas as situações porque passamos, enfrentamos, e nos ajuda a entender, com a necessária resignação, sem cogitarmos de revolta, de nenhum modo; sabendo tais verdades e da nossa responsabilidade, pelo uso do livre arbítrio, para conosco e o Universo.

E, só com a necessária transformação moral, atitudes corretas, poderemos desfrutar da condição plena, como pensei e disse certa feita: da real e verdadeira felicidade, que é a paz de espírito.

Por isso, a importância de buscarmos o entendimento, a compreensão, dos postulados Espíritas, amplamente; como é oportuno lembrar, em parte,  o que disse Lázaro (espírito):  “…… A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. ……” (mensagem completa contida no Cap. IX, item 8, do Evangelho Segundo o Espiritismo).

 

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitada a integridade e autoria do texto]