EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE – TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

Certa feita, perguntado sobre “a evolução pela qual vai passar a humanidade”, assim respondi:

O estudo, com a devida reflexão e entendimento, da Codificação Básica do Espiritismo nos revela tudo; além de livros como “A Caminho da Luz”- Emmanuel/Chico Xavier; “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”de Léon Denis; as obras de Joanna de Angelis/Divaldo Franco; de André Luiz/Chico Xavier e, mais recentemente, “Transição Planetária” de Manoel Philomeno Miranda/Divaldo Franco; entre muitas outras publicações dessa natureza.

Em resumo, pela reflexão e estudo aplicado, tenho convicção de que somos espíritos eternos e como tal criados simples e ignorantes, desde os primórdios, para consecução da evolução gradativa a que estamos destinados, com as necessárias reencarnações, o bom uso do livre arbítrio e o esforço individual na superação dos obstáculos internos e externos, para o nosso aprimoramento moral, espiritual; dependendo, claro, de cada um.

No atual estágio em que tramitamos – de expiação e provas – onde o mal ainda prevalece sobre o bem de uma forma geral, a evolução da humanidade acontece de forma gradual – individual e coletivamente. Ninguém e nada está fora das leis da evolução. Sempre estaremos progredindo, embora individualmente possamos estacionar (nunca regredir). A falsa aparência de que, como dizem: “a vida ou o mundo está pior que antes!” (em face da atual violência, injustiças sociais, etc.), deve-se a nossa visão deturpada e limitada do Universo Divino como um todo.

Ocorre que o estágio moral/espiritual em que nos situamos (espíritos imperfeitos) no planeta em vivemos (expiação e provas) é muito amplo e abrange seres de boa e má índole, em suas infinitas variações, como podemos perceber; desde exemplos como Chico Xavier, Madre Tereza, Irmã Dulce e tantos outros de todas as religiões e doutrinas filosóficas; como também há criminosos de todos os níveis de crueldade. Daí, toda essa heterogeneidade que vivenciamos. Contudo, sempre estamos progredindo, evoluindo.

E breve o nosso planeta haverá de mudar de plano ou grau de evolução, deixando de ser “expiação e provas” e tornando-se “de Regeneração”- onde o bem prevalecerá sobre o mal em todos os níveis. Para isso, espíritos recalcitrantes no mal não mais reencarnarão na Terra. Estes, pela atração magnética natural da sintonia moral, irão para outros mundos, dimensões espirituais compatíveis, como vale lembrar: “Há muitas moradas na casa do meu Pai…”- (João, 15: 1 a 3).

Então, convivendo com uma população terrestre – de encarnados e desencarnados que cogitem apenas do bem, não teremos mais ‘expiações de resgates’ e sim ‘trabalhos de provações’ na prática do amor. Fácil imaginar o quão seremos bem mais felizes, sem todos estes males que ora nos assolam, frutos da ignorância e da maldade que ainda prevalecem. Isso, claro, para os que aqui permanecerem a conviver (reencarnados e desencarnados), pela transformação moral e o esforço no domínio das más inclinações e das influenciações, por intermédio das experiências reencarnatórias.

Há informações de que isto se dará ao longo deste 3º Milênio… Portanto, atentemos para as transformações evidentes já em curso e, valendo salientar que somos eternos, urge cogitarmos da nossa real transformação íntima de pensamentos e atitudes, com a convivência fraterna, na prática da lei de justiça, de amor e de caridade na sua forma mais ampla e pura, como nos ensinou Jesus; para, enfim, desfrutarmos das venturas do porvir…

Devaldo Teixeira de Araujo

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitada a integridade e autoria do texto]

REENCARNAÇÃO – Espírito, Corpo, Individualidade

Para melhor entender a individualidade espiritual de todo ser humano e a realidade das reencarnações sucessivas necessárias para a sua evolução, como princípio básico, racional, para compreensão da vida eterna dos Espíritos, sob as leis naturais de causa e efeito;  comparemos a reencarnação com a formação de uma equipe de futebol, em nossa cultura popular, considerando assim o jogador como o Espírito e a camisa como o corpo humano.  A formação da equipe dependerá essencialmente da qualidade (individual) do jogador; a camisa por si só não determina o potencial da equipe, como se diz na linguagem futebolística popular – “camisa não ganha jogo!”.

Da mesma forma, a mera condição biológica, material, do homem, só determina as suas funções fisiológicas, instintivas, sob o domínio da mente (comandada pelo Espírito).  A inteligência, as faculdades morais, racionais, do indivíduo, é inerente ao Espírito, que, por meio da mente, se manifesta de acordo com sua condição evolutiva, embora dependa dos órgãos físicos pertinentes, em sua complexa estrutura, para sua manifestação integral.  Sendo o fator Reencarnação, em nosso Planeta, premissa para a evolução natural do Espírito como ser encarnado.  Considerando desde a sua condição mais elementar – simples, ignorante, até os graus superiores de inteligência e evolução moral, com o acúmulo de conhecimentos, pelo aprendizado com a experiência das vidas sucessivas, dependendo, naturalmente, do esforço individual de cada um.

Daí, o infeliz engano dos cultores do ateísmo e do materialismo que, desconhecendo a realidade espiritual do ser humano, tentam vincular o grau de inteligência do homem à sua descendência genética, meramente fisiológica, cromossômica, inclusive com as frustradas tentativas de reprodução por meio de sêmens de homens considerados gênios, que assim, como sabemos, não têm correspondido à expectativa do grau de inteligência dos ascendentes genéticos.  Pouco se propagando sobre tais realidades, tão pouco o reconhecimento da comprovada ineficácia do cientificismo, por si só, nesse aspecto.

É preciso, pois, que os cientistas e intelectuais heterodoxos se despojem do preconceito e do orgulho que encerram em suas idéias e da vaidade contida no ceticismo contumaz, e se disponham a buscar a verdade, pelo estudo sério, objetivo, do Espiritismo, em seu tríplice aspecto – Científico, Filosófico e Religioso. Verdade que, com certeza, será a grande revolução deste 3º milênio, ao longo dos séculos vindouros, com a evolução da humanidade, para a felicidade de todos.

Devaldo Teixeira de Araujo

devaldo@hotlink.com.br

 

[Autorizada a divulgação desde que respeitada a integridade e autoria do texto]

SEXO – NECESSIDADE FISIOLÓGICA OU PSICOLÓGICA?

Observando bem o comportamento humano veremos que, a rigor, os desejos sexuais podem ser motivados pelo psiquismo que envolve as nossas ações e reações e não, necessariamente, por absoluta necessidade fisiológica.
Como sabemos, a finalidade natural, básica do instinto sexual é a reprodução animal para a preservação da espécie. Para isso, a Natureza, pela sapiência divina, a todos provê dos infinitos recursos para consecução desse natural objetivo; como o cio animal (irracionais) e o desejo sexual humano (racionais) que, infelizmente, vem sendo motivado de forma exacerbada, com vis objetivos, em nossa hodierna sociedade.
Observando o mundo animal vemos que machos e fêmeas convivem em perfeita harmonia e interação com a ordem natural do Universo. Instintivamente, para a precípua necessidade da preservação de sua espécie, o macho só busca a fêmea quando esta para isso se predispõe, entre outras formas, exalando o odor característico do cio, para o acasalamento e perpetuação da vida. Fora isso vivem em harmoniosa convivência, de acordo com o comportamento característico de cada raça. Logo, não caracteriza uma necessidade fisiológica constante e sim oportuna, dependente de uma motivação condicionada, em instintivo cumprimento às leis da natureza.
Observando o ser racional, podemos concluir o quanto nos afastamos, de forma nefasta, da natureza soberana e divina. Além das motivações oriundas dos distúrbios psíquicos, o homem, condicionado pelos deturpados valores que lhe são impostos e em que se envolve, tende a considerar como natural e essencial, desejos sexuais intensos que na verdade são provocados por fatores externos, como a mídia, com os diversos apelos sexológicos mercantilistas que hoje observamos e sentimos, não tendo, fundamentalmente, significado natural, fisiológico.
O psicanalista Erich Fromm, em seu livro “Análise do Homem”- no capítulo – Problemas de Ética Humanista, assim escreveu: “…… O desejo sexual intenso, igualmente, pode não ser provocado por necessidades fisiológicas, mas sim psíquicas. Uma pessoa insegura que sente necessidade veemente de provar seu valor a si mesma, de mostrar aos outros como é irresistível ou de dominar outros “executando-os” sexualmente, com facilidade sentirá desejos sexuais violentos, e uma tensão dolorosa caso esses não sejam satisfeitos. Ela se mostrará inclinada a pensar que a intensidade de seus desejos se deve a exigências do organismo, quando de fato tais desejos são determinados por suas necessidades psíquicas.
Esses desejos são semelhantes às necessidades normais, fisiologicamente condicionadas, pelo fato de uns e outras surgirem de uma carência ou deficiência. Todos os outros desejos irracionais que não assumem a forma de necessidades corporais, como a ânsia exaltada de fama, dominação, submissão, inveja e ciúme, também têm suas raízes na estrutura do caráter da pessoa e nascem de uma deformidade ou distorção interior da personalidade. O prazer sentido na satisfação dessas paixões é igualmente causado pelo alivio da tensão psíquica, como no caso dos desejos corporais neuroticamente condicionados. ……”
Assim, da mesma forma como as considerações supracitadas sobre distúrbios, do campo patológico, o homem é levado a sentir desejos sexuais de mais ou menos intensidade, induzido por fatores externos, sobretudo pela mídia, com os excessivos apelos sexuais em voga. Desse modo, desperto a libido para o campo sexual e concentrando seus pensamentos e emoções nesse domínio, é levado a considerar como necessidade natural o que se lhe foi insinuado de alguma forma, sem o que, com certeza, não sentiria tais desejos e necessidades. Uma prova disso são os diversos exemplos de homens excepcionais, em todas as épocas da humanidade, que, pelo devotamento a nobres ideais, quando neles concentram todos os seus pensamentos e sentimentos, não cogitam tanto no campo dos instintos sexuais, como também de outras atividades e ocupações de prazeres comuns aos demais, destes se diferenciando, até. Portanto, desde que convergindo os pensamentos e emoções em ocupações mais nobres o homem não sente determinados desejos, estes não representam uma necessidade básica, essencial; tal qual o animal que, se não for motivado pela fêmea no cio, nada sentirá e nem fará, em toda sua vida, para caracterizar uma imprescindível necessidade fisiológica. Diferente dos hábitos essenciais de alimentação sólida e líquida, como necessidades básicas para manutenção da própria existência, o que caracterizam a fome e a sede, por exemplo, como instinto natural de sobrevivência.
É evidente que, com a mente e as emoções voltadas para o domínio sexual, com os infinitos recursos das fantasias nesse campo e, em consequência, instalado o desejo intenso, a busca da satisfação torna-se relevante para o indivíduo; passando, então, do campo psicológico da imaginação para o campo psicossomático da emoção e ação, até tornar-se uma necessidade mais ou menos premente, de acordo com o variável grau de energia da vontade aí aplicada e as características psíquicas, patológicas ou não, da pessoa envolvida.
Sobre a importante e complexa interligação mente – físico, é interessante o texto da psicóloga clínica Kátia Curugi Flocke, quando disse: “… Para compreendermos as doenças psicossomáticas é preciso ter a clareza sobre o intercâmbio existente entre a mente (psiquismo) e o corpo (matéria). Muitos males físicos têm uma derivação psicológica. É o psiquismo que administra todo o organismo humano, é primário em relação ao biológico. Existe uma certa dificuldade em compreender como um processo mental, puramente psíquico, interfere no corpo físico, trazendo sintomas, que são distúrbios, resultados mentais que interagem no corpo físico como uma forma de nos despertar e chamar a nossa atenção. Os sintomas usam uma grande variedade de formas de expressão e para realizar todos eles se utilizam do corpo, para se tornar visíveis e palpáveis os conteúdos existentes na consciência. Assim como o corpo não pode viver sem a consciência, não pode ficar “doente” sem a consciência. ……
Portanto, o corpo é o espelho do nosso psiquismo e retrata exatamente como estamos emocionalmente, sentimentalmente. ……
Todos esses sentimentos e emoções bloqueadas vão se instalar em forma de energia em algum órgão, nas células, corrente sanguínea etc., e assim causar-lhes danos, gerando patologias que muitos médicos (que desconhecem a existência da mente, do espírito que atua sobre o corpo) não conseguem curar, apenas manter o quadro da patologia, controlado sem obter êxito. Se um médico pretende curar o doente ele tem que o perceber a nível integral => mente => corpo => espírito. Sabemos que a cura só irá ocorrer mediante o esclarecimento da consciência, entrando em contato com culpas, remorsos, ódios, erros e compreensão para desligar e usar essas experiências, como meio de evolução …..”
Oportuno também citar o escritor Adésio Alves Machado, sobre os problemas oriundos da sexualidade no homem moderno: “…… Combatamos o problema sexual de dentro para fora do indivíduo, não como querem as nossas autoridades e sexólogos, do exterior para o interior.” …… Fidelidade, abstinência, respeito, disciplina e amor são os antídotos preventivos contra todo e qualquer tipo de patologia oriunda do sexo desvairado. ……” (do seu livro “Ser, Crer e Crescer-Elucidações para uma vida melhor”)

Tudo isso, creio, corrobora a ideia explicitada, como resposta à interrogação que intitula o presente texto.

devaldo@hotlink.com.br

[Autorizada a divulgação desde que respeitada a integridade e autoria do texto]

CONVICÇÃO ESPÍRITA

Creio no Espiritismo, sob seu tríplice aspecto – Filosófico, Científico e Religioso, que há de ser entendido e vivenciado por seguidores de todos os credos religiosos e doutrinas filosóficas, porquanto reflete uma inexorável realidade de nossa existência e sua compreensão depende apenas do nosso despertar para a dimensão espiritual, quando nos tornamos capazes de entender o que ainda é considerado mistério, nos libertando das contradições, dos preconceitos, das ilusões, do materialismo, de tudo enfim que nos tornam egoístas e frágeis, como preconizou Jesus – nosso modelo e guia espiritual.

Estudando as religiões tradicionais mais professadas no mundo ocidental – Catolicismo e Protestantismo de modo geral, sem outro intuito senão o de entendimento e harmonia, e com todo respeito pelo que representam e sua valiosa utilidade, percebe-se que embora tenham contribuído para a melhoria e disciplina do homem, no decorrer dos séculos, determinando comportamentos éticos e buscando refrear os instintos, as paixões; permitiram que os homens delas se distanciassem ao confrontar de forma ortodoxa outras formas de pensamentos, criando a dicotomia antagônica – religião x ciência, por seus dogmatismos que insistem, pelo temor e submissão, na pregação da fé irrestrita, “cega”, instituindo simbologias, sacramentos e rituais, e por afirmativas desprovidas de comprovação e razão, ao considerar mistérios divinos o que ignoram, e apregoarem uma única existência terrestre para  o  homem (espírito eterno) – que, após a morte, selaria definitivamente seu destino – céu , inferno e, posteriormente instituído, purgatório; condicionando a “salvação da alma” ao poder das igrejas e seus representantes.       Para os que assim creem (uma única existência), urge as indagações:

– Como conciliar a bondade e a justiça divinas ante toda essa heterogeneidade, com as diferenças sociais reinantes, a opulência e a indigência, que geram gozos e sofrimentos?

– E os diferentes graus de inteligência, qualidades, níveis de consciência moral, etc., dos homens, como espíritos criados por Deus?

– E as diferentes oportunidades dadas a cada homem (como espírito), considerando o seu tempo de vida curto ou longo na terra?

– Por que a existência de gênios como de idiotas, além das infinitas variações de aptidões e qualidades da imensa massa humana?

– Haveria, então, privilégios na criação das almas (Espíritos)?

Basta analisar, na visão religiosa tradicionalmente apregoada, princípios como: “Adão e Eva”- determinante do início e desenvolvimento de toda raça humana;  assim como o “pecado original” – que responsabiliza e pune toda posteridade por erro de outrem, por hereditariedade;  como também, entre outros, os conceitos de “céu e inferno” e “salvação da alma” supramencionados; para concluir que representam um desafio à razão e ao bom senso.

Afastando-se da pureza dos ensinamentos exemplificados por Jesus, fizeram dos ideais cristãos uma lei de temor e servidão, enquanto o verdadeiro Cristianismo proclama o amor e a liberdade.

Por isso, com o progresso natural da ciência, liberta dos grilhões eclesiásticos do passado na busca incessante da verdade: o conseqüente desdém cético e o ateísmo contundente dos intelectuais orgulhosos, ao longo do progresso humano cada vez mais concorde com a razão e a lógica, com os conhecimentos humanos e os avanços científicos.

O óbvio é que, com a evolução individual e coletiva da humanidade, como efeito natural, todas as religiões e formas de crença em Deus hão de convergir para esta realidade: a vida espiritual não como algo irreal ou sobrenatural, mas, como algo real, atuante, interagindo com o homem e o Universo, sob as leis naturais de causa e efeito, ação e reação, com a pluralidade das existências para a incessante evolução humana, como apregoa o Espiritismo, evidenciando o Cristianismo como lei de amor e liberdade.

Por outro lado, o ateísmo como o materialismo não resistem a uma reflexão mais profunda e consciente diante do perfeito equilíbrio do Universo, sob as leis imutáveis da natureza, enquanto a própria ciência afirma que não há efeito sem causa e, portanto, toda essa perfeição, como efeito inteligente, de tudo que não seja criação do homem, revela uma inteligência suprema, Divina.  Basta a reflexão sem ideias preconcebidas, para desconsiderar o acaso preconizado por setores do materialismo científico.

O ser humano não é constituído apenas de matéria perecível.  Existe algo interligado ao organismo, a que chamamos de alma, espírito, ainda desconhecido da ciência oficial; de natureza etérea, fluídica, quintessenciada e imperecível, que sobrevive ao organismo físico e que obedece às leis divinas de causa e efeito, ação e reação, para consecução da perfectibilidade que lhe cabe, através da eternidade, pela gradativa ascensão moral e espiritual, com as diversas reencarnações, em perfeita interação com as leis da natureza.

Há de se considerar que a idéia de uma existência única e puramente material, sem possibilidade de sobrevivência e continuidade pós-extinção física, nos levaria ao anarquismo absoluto, à desordem geral e à barbárie, porquanto não haveria lógica em assistirmos inertes às diferenças sociais reinantes que limitam ou impedem gozos e causam sofrimento à maioria; em obedecermos às regras éticas e sociais, independente das influências culturais, porque o impulso lógico seria “gozar a vida” (sob a ótica exclusivamente material) a qualquer custo e da melhor forma possível, mesmo em detrimento de outrem… Entretanto, a nossa consciência nos impele sempre à reflexão, à busca de algo que nos proporcione paz interior e que está acima dos aspectos puramente materiais.

Eis porque os gozos materiais não satisfazem, em sua plenitude, o homem, por ser, em sua essência, um indivíduo espiritual e, por isso, a insatisfação e a incessante busca da verdade que concilie e harmonize a mente, para seu equilíbrio e ascensão.

A ciência, através dos pesquisadores e estudiosos de todos os seus setores, há de caminhar e avançar ainda mais célere com a compreensão plena dos postulados Espíritas, concorde com a razão, ampliando sobremaneira o conhecimento humano em seu próprio benefício, como princípio inequívoco da nossa evolução a caminho da perfectibilidade eterna, ainda que relativa, a que estamos destinados.

Assim, com estudo sério e objetivo, destituído de teorias ortodoxas e materialistas preconcebidas, de preconceitos, mistificações e superstições; alicerçado no bom senso e na reflexão; creio que há de se compreender que a vida espiritual, pujante e atuante, em plena interação com o homem e o Universo, constitui-se uma realidade, como apregoa o Espiritismo, com base nos ensinamentos de Jesus e na própria vivência. Sobretudo com os recursos da vasta obra espírita de que dispomos, como 3ª Revelação, e na comprovação dos fatos e da fenomenologia espiritual, de todos os tempos, observada e amplamente difundida. O que nos aproxima da verdade e nos liberta da obscuridade e das contradições, em harmonia com a ciência e a razão, para nos propiciar, pela edificação da consciência, a real e verdadeira felicidade: a paz de espírito, oriunda do conhecimento intrínseco e do próprio equilíbrio, para construção da fraternidade universal.

Enfim, uma frase de Allan Kardec, codificador do Espiritismo, sintetiza o pensamento racional que norteia o ideal Espírita e encoraja o estudo desta maravilhosa Doutrina:  “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade”. (da sua obra “O Evangelho segundo o Espiritismo”).

  É com esta convicção que creio no Espiritismo.

Devaldo Teixeira de Araújo

devaldo@hotlink.com.br

 

[Autorizada a divulgação desde que respeitada a integridade e autoria do texto]

Publicado no link “Guia de Referência HEU” –  http://www.guia.heu.nom.br/conviccao_espirita.htm